Teenage Kings.

14 Only Human.


Notas iniciais
Olá, pessoal!! Dedico esse capítulo a fofa da giuuuuuuuu amorzinho do meu core que também me enjoou muito para que eu voltasse a escrever em tk e esse é o último capitulo que eu escrevi AH, e obrigada, Carmen, eu não lembro se agradeci pela sua recomendação MUITO amorzinho, tipo MUITO obrigada mesmo eu adorei demais

"And I crash and I break down, your words in my head, knives in my heart, you build me up and I fall apart"

Eu não era uma mulher de choramingar. Nem de chorar.

E estar acontecendo ambas as coisas no mesmo dia me fazia querer gritar.

Eu quero que você morra.

Deixei mais uma lágrima cair sobre minha bochecha, apertando as pernas contra meu peito.

– Você precisa de uma bebida, definitivamente. – consegui identificar a voz de Clarisse e ignorei, como vinha fazendo com as outras vozes

Tinha uma vaga impressão de que Clarisse e Thalia estavam em pé diante da minha cama com caretas impressionadas. Thalia, nem tanto. Acho que em seu interior ela tinha a ideia de que algo do tipo iria acontecer novamente.

– Ela só ficou assim quando Rob foi para Oxford. – minha amiga sentou-se a minha frente, cutucando minha perna com a xícara quente – E ela estava determinada em esquecê-lo.

– Acho que ela não quer esquecê-lo porque... Bem, a casa dele fica a uma rua de distância.

– Percy deve estar pior, se isso serve de consolo.

Mordi o lábio inferior e balancei a cabeça.

– Não. – sussurrei – Não serve.

Engoli um soluço, obrigando-me a ser um pouquinho mais sensata.

– Se isso serve de consolo... – Clarisse sorriu, entortando os dedos como uma câmera em minha direção – Isso daria uma ótima foto. Se quiser, eu tiro com meu celular e talvez até tenha uma menção honrosa na exposição dele.

Thalia abafou um sorriso e encarou-a por cima do ombro.

– Isso não está ajudando.

– É, eu sei, só estou com uma péssima ressaca. Acho que vou pegar um remédio lá embaixo, você se importa?

– Não. – murmurei

Clarisse revirou os olhos e saiu do quarto.

– Ok. Agora pode parar de ser a garotinha indefesa e virar a mulher poderosa, líder das Betas.

– Essa mulher se escondeu ontem à noite. – revidei

– Não. Ela não se escondeu. Ela está aí dentro. – Thalia deixou sua xícara de lado e abraçou-me, minha cabeça deslizou até estar em seu colo, seus dedos fizeram um afago leve – Nico esteve aqui hoje. Ele está preocupado.

Assenti, desinteressada.

– Eu estou preocupada, Annie.

– Ele disse que queria que eu morresse. Então... Ele não me odiaria ou...

– Ele só falou da boca pra fora. Ele viu Rob dizendo todas aquelas coisas, declarando amor eterno e...

– Dizendo que ele não ia fazer uma exposição.

Thalia apertou os dedos.

– Foi minha culpa. Eu não deveria ter te colocado lá com ele.

Concordei. Não queria que ela se sentisse culpada, parte de mim queria, sim, colocar a culpa dela, no entanto ela era minha melhor amiga. Ela merecia se explicar.

– Eu só queria que você conhecesse os dois antes de se afastar e... Entendesse que...

– Por quem eu sofreria mais. Não quero perde-lo, Thals.

– Quem?

Demorei um pouco para responder, levantei meu rosto, sentindo todos meus fios caírem pelo meu rosto.

– Percy. Não quero perde-lo.

Minha amiga sorriu, voltou a pegar seu chá e com um sorriso pequeno concordou.

– Então, não o perca. Você sabe o que fazer.

– Não. Eu não sei. Eu estou morrendo de medo. Tenho medo de colocar o pé fora e Rob me desestabilizar novamente. Digo... Eu sei que tudo que ele disse é mentira só que... – apertei minhas mãos contra meu peito, meu coração parecia estar sendo contorcido – Eu gosto dele. Sei disso. Eu quero acreditar nele e o Percy... Eu não consigo vê-lo mal. Ele não merece isso. Ele não me merece.

– Claro que ele te merece. Você só tem que esquecer o Rob. – Thalia acariciou meu rosto com um sorriso calmo – Eu não quero desviar de assunto, mas amanhã você tem uma reunião com Rick. É sobre o vídeo.

Meus ombros caíram, derrotados.

– Depois da revista da polícia nas fraternidades, tudo ficou mais difícil, parece que eles tem uma pista.

– Isso não me interessa mais. Só quero esquecer sobre esse vídeo também. Quero esquecer tudo.

– Vá falar com Percy. Tome um banho, eu vou trazer um café forte e você pode falar com ele, ok? Tenho certeza que aquele idiota está arrependido de tudo que falou. Só me prometa que se for acertar as coisas com ele... Esqueça Rob.

Funguei.

– Eu quero. Quero muito esquecê-lo. E acertar as coisas com Percy não quer dizer que... Bem... Vamos ficar juntos e...

– Não. Faça o que achar melhor, Annie. Eu estou do seu lado. Só seja mais racional no que falar e evite brigar. – Thalia inclinou-se, plantando um beijo em minha testa – Agora, banho.

Soltei um suspiro, vendo-a se erguer com sua xicara.

– Thals?

– Hm?

– Eu te amo. Sabe disso, não é?

– Claro que sei. O que seria de sua vida sem mim?

– Eu queria que você vivesse mais. Com essas bebidas e...

– Podemos conversar sobre isso depois. Vá tomar banho, Annabeth.

Respirei fundo. Era sempre isso. Vamos conversar depois.

Thalia me empurrou até que eu estivesse sentada dentro de uma água morna na minha banheira. Parecia a única coisa certa a se fazer.

***

Depois de um banho longo e um café da manhã reforçado, forcei-me a passar uma maquiagem, então eu poderia afastar as olheiras afirmando que eu não havia dormido nada na última noite.

Coloquei jeans justos e um casaco. Ótimo, estava perfeito.

Fiquei feliz quando saí de casa com as mãos no bolso e um rabo de cavalo horrível. Mesmo que Thalia não quisesse demonstrar, eu pude ouvir seu suspiro de alívio, ela poderia, finalmente, dormir e me senti culpada por fazê-la ficar comigo durante toda a noite.

Abaixei o rosto enquanto andava pela calçada. Não queria me esbarrar com ninguém. Nenhum estudante, ninguém de ontem e muito menos, Rob.

Finalmente, senti meus pés plantados no jardim dos Alphas.

Pensei em dar meia volta, comprar um café e ficar sentada em uma das mesas de ferro da cafeteria. Seria maravilhoso, claro.

Não havia ninguém na rua.

Você é uma mulher, não uma garota.

Isso. Percy poderia querer que eu morresse, mas eu tinha assuntos para tratar com ele e não deixaria para depois.

Com esse pensamento, meus pés voltaram a andar. Bati na porta. Tocar na campainha queria dizer alertar a todos da minha chegada, provavelmente todos estavam de ressaca, se eu os avisasse da minha chegada, todos estariam curiosos para saber o que tinha acontecido e não era algo que eu queria avisar.

Quando a porta se abriu, todo meu plano B de ir para a cafeteria sumiu.

Luke estava a minha frente com um moletom caindo pelos quadris, um copo de café na mão e o outro braço protegendo seu corpo do frio que caia sobre nós.

Engoli em seco.

– Posso te ajudar? – sua voz tinha um quê de rude

Encolhi-me em minhas roupas.

– Eu queria conversar com Percy... Se ele estiver dormindo...

– Não. Pode entrar. Ele está lá em cima.

Luke deu espaço para que eu entrasse. Mordi o lábio antes de dar um passo para frente e ele fechar a porta atrás de nós.

O lugar continuava a mesma coisa desde a última vez que estivesse ali. Lembranças ruins me atacaram. Na cozinha, pude ver Nico e mais dois garotos sentados no balcão conversando sobre algo. Nico inclinou a cabeça a tempo de eu balançar a cabeça em um sorriso.

Quando ele se aproximou, Luke ergueu a xícara.

– Eu a levo até lá.

Nico intercalou o olhar entre nós e deu um passo para frente. Luke pareceu ficar irritado quando passou a mão pelo rosto.

– Ela não vai desmoronar se subir as escadas, cara. – reclamou

– Eu sei que não e ela continua sendo minha amiga.

– Depois de foder com nosso amigo. Ah, sim, claro.

Engoli em seco. Luke jogava a culpa em mim e eu queria revidar, queria dizer que ele estava sendo ridículo por tomar as dores de Percy só que eu sabia que se Thalia estivesse no lugar dele, tudo seria a mesma coisa. Então, continuei calada com o queixo meio erguido.

– Você tem que parar de ser um babaca em tempo integral. – Nico retrucou com um revirar de olhos e sorriu para mim — Está tudo bem, Annie?

– Claro que está. – mandei um sorriso para Nico – Só quero falar com Percy. Se não tiver problema, claro.

Luke deu um grande gole em seu café e ergueu as sobrancelhas para o moreno.

– Estou aqui se precisar de algo.

– Garotas mimadas. – o loiro resmungou antes de começar a subir as escadas

Assim como ele, ignorei Nico. Seria mais fácil caso algo de ruim acontecesse lá. Enfiei minhas mãos nos bolsos do moletom, tentando me manter séria, apertei meus lábios em uma linha fina enquanto subia as escadas.

– Sabe, loira, nunca pensei que você fosse o tipo de garota tão... Indecisa.

– As pessoas podem te surpreender, Luke.

Ele me olhou por cima do ombro.

– Exatamente o que você fez.

– E você pode não gostar.

– Exatamente, loira. – por trás de suas palavras, pude sentir um sorriso

As escadas de madeira rangiam debaixo de nossos pés. Quando chegamos ao segundo andar, mantive meus olhos focados nas pinturas penduradas entre as portas, nos adesivos colados no mogno, em algumas portas semiabertas que mostravam garotos dormindo ao redor de bagunça e bebida. Como as Betas, os quartos dos calouros eram divididos entre três ou quatro pessoas, como era de se imaginar: bem mais arejado e confortável.

Ao fim do corredor, Luke começou a diminuir o passo.

– Tente não acabar mais ainda com ele.

– Como se eu fosse a culpada de tudo.

Luke parou de andar quando ficamos em frente a última porta. Ele cruzou os braços e inclinou-se em minha direção.

– Sim. Você é a culpada de tudo isso.

– Por quê? – estreitei os olhos sem controlar o fato de minha garganta começar a se fechar, eu só queria falar e falar até alguém do campo inimigo conseguir me entender – Porque tem esse cara que foi meu ex-namorado por anos e finalmente aparece? Ou por eu descobrir que um grande amigo agora está com raiva ou ciúmes ou...

– Não. Espera. – Luke deu um sorriso de lado – Você o vê como amigo?

– Assim como você e Nico são para mim.

– Só há uma diferença. Nem eu ou Nico transamos com você. Nem eu ou Nico... – sua voz começou a se transformar em um grunhido – Estamos precisando de você para nossa carreira profissional. Se você foder com ele agora, loira, você irá foder com tudo que ele mais ama.

– E você está me acusando disso? Está jogando as frustrações dele para mim?

– Diferente de Nico, eu sempre escolho um lado. Ele pode não ser o certo, mas estarei com ele até o final disso tudo e com certeza, contra você.

– Você quer acabar com nossa amizade, é isso?

– Se você ver como isso, sinto muito. Se não, é apenas um conselho.

Luke me virou as costas, deu mais dois passos e socou a porta de mogno com um sinal de “não perturbe”.

– Você não sabe ler? – uma voz abafada veio de dentro

– É importante! – Luke revidou, revirando os olhos

– Eu disse que não queria ver ninguém! É tão difícil de entender assim? Você é um idiota ou o quê? Porra!

Luke respirou fundo.

– Ele não saiu desde ontem. – me avisou com um dar de ombros – Cara! Você precisa comer!

– Eu já disse que não estou com fome! Puta merda!

– Percy, o que está acontecendo aí dentro? – Luke indagou, com o cenho franzido

– Nada! Pode dar o fora agora?

– Não! Eu já disse que é importante. É uma visita.

– Se for meu pai, diga pra ele que eu morri. – resmungou de volta

– E se não for ele?

– Se for o ridículo do Rogers cantando vitória, mate-o por mim e traga a cabeça!

Luke soltou uma risada, olhou para mim e deu de ombros.

– E se... Não for nenhum dos dois?

Houve um pequeno silêncio. Era isso. Minha deixa para ir embora.

– Se for... Ela... Diz que eu não a odeio.

Busquei todo o ar possível para meus pulmões, forçando meus olhos a focarem na porta e não nos olhos azuis de Luke que me encaravam com as sobrancelhas arqueadas.

– E se não for ela?

– Ah, Luke, vai se foder!

– Pode ser sua mãe, cara!

– Minha mãe... O que... – a porta se abriu em um rompante, fazendo-me dar um pulo para trás

Como Thalia disse, Percy estava pior que eu e infelizmente, aquilo não me fez sentir bem.

Ele estava como Luke, sem camisa e com um moletom folgado (o que percebi ser o uniforme dos Alphas), seus cabelos estavam bagunçados, seu rosto amassado, como se ele estivesse deitado, seus olhos estavam cansados e opacos, embaixo deles duas bolsas roxas se propagavam. Ele não podia ver as minhas, felizmente, cobertas por quilos de maquiagem.

– Seu filho de uma puta. – Percy me encarou por um milésimo de segundo e tentou fechar a porta

Luke colocou o pé bem a tempo.

– Você vai ter que encarar isso uma hora ou outra.

– Que seja outra. Bem outra. Vá se foder. – grunhiu

– Eu... – engoli em seco, dando um passo a frente – Eu realmente preciso falar com você e gostaria de que parasse de agir como um garoto de dezesseis anos. – mordi o lábio inferior, estalei todos os meus dedos dentro do bolso – Realmente gostaria.

– Isso. Podemos ouvir a voz da razão agora que ela finalmente está de volta?

Percy soltou uma risada repleta de sarcasmo.

Ele coçou a rala barba por fazer dando um passo para trás e afastando a porta.

– Claro. Claro. Sempre ouvimos a Annabeth. Esse é o novo lema dos Alphas e não estou sabendo?

Luke coçou a sobrancelha, como se tentasse controlar sua irritação.

– Só tenha uma conversa com a garota, cara.

– Acho que até gosto do lema.

– Não seja ridículo. – reclamei, avançando contra ele

Seu rosto de coitado não me daria medo. Ele me deixava preocupada. Abri a porta com força, vendo seus olhos me encararem assustados.

– Estamos bem, Luke. – terminei, cruzando os braços em frente a ele

– Espero que sim. – ele resmungou

Fechei a porta assim que o vi virar as costas para nós e continuei com as costas viradas para ela, com os braços cruzados. O lampejo de coragem já havia passado e tudo que restara era a preocupação que eu tinha. Percy estava de frente para mim, em pé, tentando passar a imagem de que continuava bem depois de ontem.

– Nós precisamos conversar.

Ele franziu os lábios e mexeu a mão no ar.

– Por favor. Comece.

Respirei fundo, massageando minhas têmporas.

– Eu sei o que ouviu ontem e não quero que acredite naquilo porque acredito em você. Sei o que está em jogo entre nós. Sei que precisa de mim, assim como preciso de seu apoio, do apoio de sua fraternidade. Somos amigos, Percy e você pode não acreditar em mim, mas tenho orgulho da amizade que construímos durante essa semana e você... Eu... Nós fomos uns idiotas por deixar Rob estragar tudo isso.

– Realmente sabe o que está em jogo, Annabeth? Quer dizer, tudo isso que está acontecendo – ele abriu os braços – é sobre a fraternidade? Não sobre nós?

Engoli em seco. Claro que ele chegaria naquele ponto. Respirei fundo.

– Você ouviu o que eu disse, Percy?

– Ouvi. Ouvi você dizer que não se importa comigo... Não, desculpe. – ele deu um sorriso, afastando-se de mim – Você se importa como um amigo. Um dos seus amigos.

– Percy, por favor, não entre nesse caminho. – dei um passo em sua direção, controlando minha respiração – Vamos deixar isso para trás e vamos agir como dois adultos.

– Eu não quero agir como um adulto! Eu quero você! O que está em jogo para mim são meus sentimentos... Por você.

Parei de andar e respirei fundo. Meus olhos voltaram a arder sem nenhum propósito de fato. Eu só queria chorar, de preferência, longe dele.

Percy começou a andar de um lado para o outro, seu lábio tremia enquanto falava.

– Eu quero você pra mim, só que me dei conta de que não posso ter. Porque você ainda gosta dele! Claro que eu deveria ter notado isso! Eu fui um idiota e admito e tudo que eu senti acaba de atrapalhar a minha vida, a minha fraternidade e o meu trabalho. – ele bateu palmas – Não quero que se sinta chateada. Não quero que se sinta culpada porque foi minha culpa ter te deixado entrar, foi minha culpa ter corrido atrás de você.

– Não. Não! – corri de encontro ao seu corpo, segurando seus ombros

Percy parou de falar. Seus olhos recobraram o foco e ele continuou calado, esperando que eu dissesse algo.

– Não foi sua culpa. Não foi minha culpa. Aconteceu. Percy, eu... De verdade, eu adoro ser sua modelo. Adoro o jeito que faz seu trabalho parecer algo grandioso, o que faz... Você captura emoções, momentos, tornando-os eternos. É maravilhoso.

– E agora você vai falar do meu trabalho. Você quer desviar do assunto. Tudo bem, eu entendo. Pode ir embora agora.

– Não. – afastei-me, passando a mão pelo meu rosto

Passei os olhos pelo seu quarto. As paredes – que eu esperava cheia de pôsteres – eram limpas de um tom azul pastel, sua cama estava bagunçada, havia uma mesa repleta de livros de fotografia, contabilidade e como crescer no mercado, ao lado do notebook havia dezenas de fotos espalhadas, capturei uma de nossas cenas no estúdio presa com certo destaque. No mural, preso por alfinetes, havia uma das minhas fotos lavando os pratos, outra onde eu ria com a cabeça inclinada e outras fotos de modelos ou de paisagens.

Sentei-me na sua cama, apoiando meu rosto entre minhas mãos. Mordi o lábio inferior.

– Rob... Ele... Acho que você sabe que ele foi uma grande fase na minha vida que quero muito deixar para trás. Só que... – engoli em seco, eu não conseguiria encará-lo agora – Sentimentos são coisas difíceis de lidar, como você deve saber.

– Eu gosto de você. Muito. E se for falar sobre Rob...

– Eu vou falar sobre nós. – ergui meu rosto, encarando seus olhos finalmente mais brilhantes – E vou te dar um único motivo para se afastar de mim e continuar como meu amigo.

– Esse motivo não vai servir.

Apertei os lábios e assenti, cruzando minhas pernas e sentindo-me confortável nos lençóis quentes.

– Eu... Não importa quando ou em que momento quando... Eu gosto de alguém, me apaixono por alguém, essa pessoa se vai. Ela sempre some, vai embora. Não sei se sou eu ou... Destino, sei lá. As pessoas fazem isso.

– Não seja ridícula. – Percy contrabateu

Ele estava em pé, o quadril apoiado na mesa e os olhos focados em mim, os braços cruzados definiam ainda mais seus músculos, o que me fez desviar o olhar.

– Quando eu tinha catorze anos, tive meu primeiro namorado. Ele foi embora um mês depois. Tive um garoto antes de Rob, no ensino médio, ele se mudou pra Nova York e então, quando encontrei o Rob... Era tudo perfeito, não tinha um sinal que ele sairia. Até ele ser contratado por uma misteriosa empresa e então, se foi pra Londres. E... Eu sei, Percy. Você pode dizer que você sempre vai ficar... Todos disseram isso. Mas eu não posso acreditar, desculpe.

Ele tentou falar, mas o interrompi.

– Eu sei. Eu sinto isso. É...

Espremi meus lábios, tentando não chorar. Pisquei os olhos repetidas vezes ao lembrar de tantos momentos em que eu havia feito a mesma careta, encarando-me no espelho e antes que eu percebesse as lágrimas caíssem.

Percy deu um sorriso pequeno e aquilo fez meu corpo se aquecer de imediato. Ele abaixou-se, ficando em seus joelhos, apoiou suas mãos em minhas coxas, acariciando-as rapidamente.

– Não vou ficar aqui para sempre. Quem foi o idiota que disse isso?

– Não tente fazer piada. – mesmo assim, eu sorri

– Não estou tentando. – Percy beijou meu joelho com um sorriso, minha pele se arrepiou, mesmo coberto pelo jeans – Não vou tentar te iludir. Você quer um futuro, Annie. Quer um futuro e não vou te prometer isso, mas eu quero um presente com você. Quero todos esses dias na faculdade com você. Quero poder te abraçar sem ninguém nos olhar torto e...

– Você não suporta o Rob. – interrompi, Percy tentou se afastar, mas agarrei seus pulsos – É por causa de mim? Eu tento não acreditar nele, mas você não me conta nada, eu preciso saber o porquê.

– Não é sobre você.

– Tem a ver com seu pai também, certo?

– Não quero falar sobre isso.

– Sim! Você tem que falar sobre isso, Percy.

– Por quê? Pra você ficar com pena de mim ou sei lá? Se afastar ainda mais?

– Eu acabei de dizer pra você que quero você ao meu lado porque sinto sua falta, Percy...

– Você me quer como a droga de um amigo! – ele ficou de pé novamente — E eu quero ser algo mais!

– O que você quer ser, então? – gritei, levantando-me de uma vez

Percy me encarou, meio pensativo ou ofegante e segurou meu rosto em suas mãos.

Seu beijo era selvagem. Meu coração deu cambalhotas, senti um frio se propagar por todo meu corpo. Agarrei sua cintura contra mim, querendo sentir mais de sua pele, mais de seu corpo. Meus pulmões imploraram por ar, mas eu simplesmente não queria. Não queria ar enquanto não o tivesse.

Nesse momento – em que seus lábios procuravam por mais um lugar inexplorado, que suas mãos tocavam qualquer lugar livre e que minha boca puxava o máximo de ar que conseguia – eu percebi que eu também queria algo mais.

Notas finais
E AI GOSTARAM GOSTARAM QUE EU SEI SEUS SAFADOS EU AMO TRETAS E eu acho que esse é um dos meus capitulos preferidos OLHA QUE FRASE QUOTAVEL ESSA ÚLTIMA NOSSA TIPO "Nesse momento – em que seus lábios procuravam por mais um lugar inexplorado, que suas mãos tocavam qualquer lugar livre e que minha boca puxava o máximo de ar que conseguia – eu percebi que eu também queria algo mais." NOSSA SÉRIO NOSSA NOSSA NAO CONSIGO NEM PROCESSAR QUERO UMA CAMISA COM ISSO OK OBRIGADA AMIGUINHOS Sério, gente, por favor, quotem isso pq é maravilhoso ok ok thx no pro parei ENFIM vamos ao que interessa Primeiro pedido/aviso de hoje: VOU FAZER MEU ÚLTIMO VÍDEO antes das aulas começarem. Então vocês preferem a tag da taylor swift ou a tag do rbd? Ambas eu pegaria as músicas deles e diria algo relacionado a livros/séries. ME DIGAM O QUE ACHAMM Segundo: ESSE É MEU ÚLTIMO CAPITULO DO ANO NOSSA CHORANDO HORRORES Terceiro: então, dia 12 começa minhas aulas, #vemqvemterceirao to muito ansiosa pra começar/terminar o último ano na escola e eu vou me esforçar tipo MUITO pra conseguir passar em um bom lugar no curso que eu quero, então eu não posso e nem vou prometer muitos capitulos. Podem esperar por um capitulo em tres meses ou algo do tipo, a nao ser que alguem venha postar pra mim, estou pensando em alguem enta fiquem na espera, ok? QUARTO E ÚLTIMO: assistam meu videoooooo (de novo) https://www.youtube.com/watch?v=rZtHZVfNAr8&list=UU4BGy4JzzccC7Lq-uPLzVhw COMENTEM o que acharam, se inscrevam no canal e AHHHH, respondam se preferem a taylor swift tag ou o rbd tag e ANTES DE EU VOLTAR AS AULAS, eu deixo um capitulo com o link do video com tudo certinho Enfim, eu queria dizer que amo vocês, obrigada por continuarem me acompanhando durante esses anos, obrigada por me acompanharem mesmo depois de acharem que eu havia desisto de tk (triste, eu sei), obrigada por serem ótimos comigo e sempre me apoiarem quando eu mando uma ideia doida pra vocês e obrigada por fazerem desse ano muito bom! Feliz ano novo para todos vocês, meus amorzinhos que moram em meu coração. Eu gosto muuuuuuuuito de vocês e espero que saibam disso mesmo depois de eu desaparecer pelos seguintes meses. Até janeiroooooooo!!