Teenage Kings.
7 I'm gonna do woman.
Notas iniciais
"If you fall for me, I'm not easy to please, I might tear you apart, told you from the start, baby, from the start"
– Não me diga que ele apareceu do nada, ou pulou a sua janela. Isso seria muito baixo até mesmo para você. – foi a primeira coisa que Thalia disse quando entrou em meu quarto
Além de pegar sua garrafa no tapete, claro. E se jogar em minha cama também.
– Ele só entrou. – grunhi de frustração, andando de um lado para o outro
Meu coração ainda tinha aqueles batimentos afetados devido a adrenalina, eu não podia controlar minha respiração, muito menos os arrepios seguidos quando eu pensava em seus lábios contra os meus novamente.
– Você me explica muita coisa, Annabeth. Vamos, você está me fazendo perder minha noite de sexta que se resumia a beber até dormir ou assistir alguns seriados enquanto fazia isso.
Mandei-lhe um olhar com raiva enquanto volto a andar de um lado para o outro.
– Tudo bem. Ele estava jogando pedrinhas, essas malditas pedras em meu quarto, então me pediu para descer.
– E você, inocente, desceu.
– Posso explicar?! – gritei de volta
– Claro, continue, estou muito entretida com sua história de agarração.
Ignorei suas piadas sarcásticas, encarando meus pés gélidos contra o piso de madeira.
– E daí ele entrou. Ficou falando umas baboseiras sobre as desculpas de ontem e... Me beijou. – parei, passando a mão pelo meu rosto – Foi o melhor beijo de minha vida.
– Você disse isso depois que beijou Rob.
– Rob é passado. Não, ele não é, mas, com certeza, Percy beija muito melhor que ele. Foi... Como se eu mal conseguisse colocar os pés no chão. Ele me levou ao paraíso em um maldito beijo. Você consegue entender isso?
Thalia ponderou com um balançar de cabeça e deu um grande gole na vodca.
– Você não precisa disso para ouvir minha história. – fui em sua direção buscar a garrafa, mas ela deu um pulo ficando em cima de minha cama
– Escuto sua história e te dou um bom conselho se me deixar com a bebida. Agora, o que você estava falando? Te levou ao paraíso? Fala sério, Chase, isso é ridículo.
– Não é ridículo quando você não sentiu o beijo dele, agora me dê a garrafa. Se você não me der a garrafa, eu juro que ligo para Nico e aí sim, ele vai te mostrar onde é o paraíso.
Thalia terminou o conteúdo em dois goles antes de pular da cama e me dar a garrafa.
– Olha, eu não sou o tipo de garota para te dar conselhos, mas isso vai dar encrenca. Você e o Percy juntos? Claro, pode funcionar, mas não vai ser tão fácil. De qualquer maneira, já acabei aqui... – apontou para a garrafa e deu um sorriso quando apontou para minha cabeça – E aqui.
***
A casa de Percy sempre me tirava o ar.
Perguntei-me pela milésima vez o que eu estava fazendo ali depois da noite anterior.
Deveria ser sete horas depois que dei aula de História da Ciência para vinte Alphas mortos. E então, sem protestar, deixei-me ser carregada para o carro e agora, para cá.
Descemos do carro, sem dizer uma palavra. Ajeitei minha bolsa no ombro enquanto ele entrava pela porta lateral, chegamos a sala e subimos a escada que ele não me apresentou.
Tinha apenas três portas e supus que fossem, pelo menos, dois quartos e um enorme banheiro. Surpreendi-me quando ele abriu a porta central e dei de cara com um grande estúdio.
Primeiro, variados tipos de câmeras estavam espalhados em cima de um balcão amarronzado no canto do cômodo. Em cima dele, havia três prateleiras que se dividiam entre bolsas para carregar seus equipamentos, lentes em pequenas caixas para diferenciá-las e acessórios, como colares, brincos, echarpes, casacos dobrados, sutiãs (o que me surpreendeu) e lençóis finos.
Em frente a porta, uma grande janela me dava a vista das casas adiante com seus pequenos jardins e portões baixos. Do lado esquerdo, várias caixas de papelão estavam espalhadas e uma pequena mesa de plástico continha uma cafeteira, um vaso de vidro com biscoitos, um prato cheio de pétalas vermelhas e duas rosas vermelhas. Bem abaixo da janela, havia um divã vermelho, desgastado devido ao tempo, porém ainda vívido como uma diva.
Percy me deixou parada enquanto trancava a porta e ia em direção ao lado direito, onde a bancada cheia de gavetas e portas embaixo guardavam suas câmeras. Ele tirou a bolsa que carregava, pegando uma Nikon e avaliando seu estado com delicadeza. Como uma velha filha que não via.
– Deve ser difícil ser um fotógrafo. – inclinei-me, sem me aproximar dele – Ter que usar equipamentos tão tecnológicos e ao mesmo tempo, ser rudimentar.
– O negócio está em sentir o que está ocorrendo no local. Se é um casamento, tem que conversar por horas com a noiva, tentar entender seu nervosismo ou o que quer que seja. – ele tirou a lente habilmente e esticou o tronco para pegar outra mais em cima – Se for uma festa de criança, fica mais fácil. Você só tem que voltar a ser criança. Se... For algo mais intimo, tem que procurar entender o que o artista está sentindo. Senti-lo.
– Basicamente, você deixa seus sentimentos de lado. – resumi
Percy colocou uma lente maior e apoiou o quadril na bancada, virando para mim enquanto ajustava as configurações, erguendo a câmera na altura de seus olhos e então, click.
– Nem sempre. – retrucou e voltou a me dar as costas, a procura de sua lente perfeita
Dei-lhe as costas, tocando as pétalas vermelhas macias em cima do prato.
– Você buscou isso antes?
Ele olhou por cima do ombro por pouco tempo e assentiu.
– Pedi para Silena deixar aí antes de ir pro campus.
– Você conhece Silena?
– Ela é minha prima. – ele deu de ombros
– Sua prima? – arqueei a sobrancelha
– É, não tenho apenas Thalia de prima.
– Não, é que... Thalia não me disse nada sobre... Ser sua prima.
– Thalia não gosta muito de família.
Tomei o assunto por encerrado.
Será que ele não estava sentindo? A tensão, o nervoso, os arrepios. Era só eu que estava a ponto de explodir e me jogar em seus braços em um impulso maluco de sentir seus lábios.
Eu estava enlouquecendo. E isso não deveria estar acontecendo.
Caminhei com passos curtos até o divã, vendo Percy fazer os movimentos contrários. Ele ficou de frente ao divã, carregando um tripé, deixando-o no meio da sala.
– Você pode ficar atrás do divã? Sim, bem aí. Obrigado.
Cruzei os braços e girei em meu próprio eixo, ouvindo clicks seguidos.
– Acho que não estou com a roupa adequada.
Encarei meu corpo ao falar. A camisa xadrez estava desgastada com a cor azul parecendo uma cor de vômito e como o outono estava na metade, eu optara por jeans velho, mas aconchegante.
– Tire-a. – seu tom de voz era calmo
– Como é?
– Você disse que não achava que sua roupa era adequada, então tire-a. – repetiu
– Você quer que eu tire sua roupa?
– Não é como se eu fosse um virgem, Annabeth.
– Não vou me sentir confortável.
Senti meu rosto corar, automaticamente, puxei meus braços para mim.
– Também acho que sua roupa não vai combinar com o cenário que preparei, então... – ele foi até a bancada novamente, procurando por algo em particular
Pegou um lençol de seda e puxou a caixa de papelão até tirar fios dourados de lá.
– Aqui, segure.
Mal pude assimilar o que acontecia enquanto ele colocava o lençol em cima de meu ombro junto com os fios de ouro. Seus dedos habilidosos desceram tirando os botões com rapidez, em seguida, foi a vez dos meus jeans. Antes que ele pudesse colocar tudo no chão, recuei.
– Está ótimo. – sorriu, com os olhos brilhantes
– O que...
– Continue assim. Desse jeito. Seu ar de confusão está ótimo. – ele correu para trás do tripé e apenas ouvi os click’s que me irritavam – Agora, tire a blusa.
– O quê? Percy, eu não...
– Annabeth, eu não vou te atacar, não vou te estuprar, não vou me aproveitar de você sem que você também não queira ou dê sinais disso. – seu semblante era sério e talvez, um pouco sexy – Agora, me ajude.
Respirei fundo e deixei o lençol cair em cima do divã, enquanto tirava minha blusa, ficando com sutiã. Perguntei-me porquê não escolhi um sutiã melhor. Talvez um com renda, deveria ter usado aquele que comprei na La Perla. E a calcinha? O que eu poderia dizer daquela maldita calcinha que mais parecia com uma calcinha que minha avó usaria?
À medida que tirava minha roupa, poderia sentir meu rosto corar, meu pescoço queimar e qualquer parte exposta do meu corpo se consumir em frio, enquanto a satisfação de Percy crescia.
– Continue aí. Agora o lençol e vista-o como se fosse uma túnica. Sinta que essas roupas foram todas dores ou revoltas que te fizeram mal um dia e agora você está renascendo. Isso, com coragem. – ele mudava a posição do tripé, descia e tirava a câmera, procurando pelos melhores ângulos, talvez
Puxei a túnica sobre meu ombro, cobrindo meu sutiã, percebendo que se eu continuasse com ele, ficaria estranho ver uma alça e outra não. Também tirei o sutiã, satisfeita por me ver livre de mais um problema para a foto. Empurrei toda a roupa para baixo do divã e amarrei os cordões de ouro em meu ombro esquerdo, para manter o lençol firme.
– Ótimo. – Percy sussurrou – Agora... – ele lambeu o lábio inferior, e senti meu coração bater mais forte quando ele saiu de trás do tripé, vindo em minha direção – Deite-se.
Obedeci, dobrando meu joelho e sentando-me no divã. Percy voltou para trás da câmera enquanto eu tentava me sentir confortável ali.
– Você pode... Levantar mais o queixo e olhar para câmera.
– Como você quer que eu olhe? – perguntei, erguendo o queixo e jogando meu cabelo para trás
– Primeiro, tire o rabo de cavalo. E depois me olhe.
Assenti, puxei o elástico que prendia meu cabelo, sentindo-o cair sobre meus ombros e o encarei. Percy parecia estar em um transe enquanto tirava fotos freneticamente. Apoiei meu cotovelo no pequeno encosto do divã, afastando meus lábios e tentando fazer a melhor expressão de sexy.
Percy se mexeu e suspirou fundo.
– Tudo bem, só... Deixe a túnica cair um pouco do lado.
Ergui a sobrancelha e mexi meu ombro até ela ter caído o suficiente.
– Você está se sentindo bem? – argumentou, assenti, confusa – Está se sentindo poderosa? Porque você é. Você está simplesmente fabulosa. Você é sexy, Annabeth.
Sorri, ainda confusa, com o cenho franzido.
– Hm, bem, você está massageando meu ego e isso não parece ser do seu feitio, Percy.
– Você é uma deusa, Annabeth. – ele tirou a câmera do tripé e se abaixou enquanto eu o seguia com o olhar – Sabe disso?
– Bem, não.
– Você é. – assegurou-me – Você é gostosa e você tem belos seios.
– Percy, você...
Ele se aproximou e me beijou. Senti todo meu corpo reagir em resposta. Ergui meu corpo, pedindo por mais, pedindo por mais de seus lábios que não pude provar ontem, pedindo mais pelo seu gosto. Seu corpo estava em cima de mim, seus dedos subindo a túnica que agora era a única coisa que nos atrapalhava, seus dedos desciam a parte que estava presa bem embaixo de minhas axilas e arfei quando ele se afastou.
Meus lábios ardiam e meu peito subia e descia. Percebi que meu peito direito estava a mostra.
Percy foi atrás do tripé e tirou mais fotos.
– Não preciso mostrar meu corpo para ser sexy.
– Eu sei. – ele deu um sorriso, puxando a própria camisa negra sobre a cabeça, voltando para a posição inicial – Sei que é sexy porque já provei desse veneno, mas queria você entregue.
– E agora estou?
– Absolutamente entregue.
– Era esse sentimento que estava procurando?
– Por hoje, sim, mas ainda não o encontrei.
– Você quer mais que isso?
– Quero saber para quem você está entregue. – ele me encarou por cima da câmera negra
– Para quem? – dei um sorriso e joguei minha cabeça para trás, deslizando uma das pernas para fora do divã e mordendo o lábio – Você sabe muito bem para quem estou entregue.
– Quero ouvi-la.
– Agora eu estou massageando seu ego.
– É bom, de vez em quando.
Respirei fundo e voltei a encarar a lente que se abria e se fechava, capturando o máximo de quadros que poderia.
– Você.
O último quadro foi capturado e Percy abriu o zíper da calça enquanto vinha em minha direção. Sedento, desejoso e absolutamente entregue.
Para mim.
Senti seu peso em cima de mim e nossos corpos juntos eram demais para o pequeno divã nos suportar, Percy não pareceu ligar, entretanto.
Ele abriu minhas pernas com brutalidade, suas mãos enfiadas em meus cabelos e podia sentir sua ereção contra minha barriga. Não tive tempo de pensar sobre isso, sobre meu poder sobre ele. Estava muito envolvida em seus beijos.
Seus lábios deixaram os meus, fazendo-me contorcer embaixo dele enquanto seguia para meu pescoço, lambendo-o, mordendo-o, chupando-o. E eu já estava muito mais que entregue.
Percy subiu a túnica com uma das mãos, arqueei meu corpo, arfando.
Passei minhas mãos sobre suas costas, sentindo seus músculos se contraírem e percebi que ele estava sentindo a maldita tensão.
– Você deveria tirar fotos de agora. – opinei, amaldiçoando-me assim que as palavras saíram de minha boca
Percy levou algum tempo antes de se afastar de meu pescoço e puxar minhas pernas para seu quadril.
– Deveria? Você não está traumatizada por causa de sua festa?
– Eu sou a modelo. – dei de ombros – Ali eu não parecia uma modelo.
Percy ponderou, meneando a cabeça do mesmo jeito que Thalia fazia.
Eu deveria pensar na merda que eu estava prestes a fazer. Não existia Thalia para vir abrir a porta ou uma festa na casa das Ômegas para me tirar do transe. Existia apenas uma máquina, um estúdio e os beijos viciantes de Percy. Nada que me pudesse tirar daquilo.
Seus dedos puxaram, por fim, o cordão que prendia a túnica, deixando meu tronco nu. Ele deu um sorriso satisfeito e mesmo que pudesse sentir seu sofrimento em continuar com aquilo de forma lenta, ele levantou-se e ajustou um ângulo na câmera, enquanto eu fechava os olhos.
Eu precisava dele.
– Annie...
Ergui os olhos e mais um click que me desnorteou.
Os clicks foram seguidos enquanto ele vinha em minha direção, mas deixei de ligar quando seus beijos voltaram para meu pescoço, deslizando até meu seio.
Gemi. Percy se mexeu, forçando sua ereção contra minha intimidade, seus olhos focados em mim enquanto sua língua se mexia ao redor do meu mamilo.
Mordi o lábio inferior, tentando conter meus gemidos, no entanto, eles saiam de qualquer jeito. Saiam, procuravam espaço pelo estúdio, infiltravam-se dentro de qualquer lugar escondido.
Percy levantou minhas pernas, deixando em cima de seus ombros e quando me dei conta do que ele estava prestes a fazer, senti todo meu corpo estremecer.
Sua língua era habilidosa, eu já sabia disso. Mas ao senti-la contra meu ponto sensível, joguei meu corpo para trás. Percy foi empurrada para ponta do divã, puxando meu corpo junto, sentei-me, inclinando minhas costas para que ele se aprofundasse mais mesmo que de joelhos.
Um dedo penetrou-me e suspirei, fechando os olhos e mexendo o quadril contra sua mão.
Percy segurou minha nuca e beijou-me. Beijou-me com força, com posse.
Arranhei sua barriga enquanto ele não largava de minha boca. Empurrei-o com um sorriso e abaixei sua cueca, fazendo-o ocupar a posição que eu estava antes.
Ele o fez, sem pestanejar com um sorriso nos lábios. Ajoelhei-me, tentando me livrar da túnica aos pedaços, mas ele me deteve, segurando meus dedos e levando-os até sua boca, lambendo cada um com voracidade.
Lambi toda sua extensão com calma, segurei sua base enquanto movia meus lábios em encontro a sua ereção pulsante.
Poderia senti-lo cada vez mais perto de seu ápice. Eu queria ter o prazer de vê-lo gemendo, urrando, como estava prestes a fazer.
No entanto, ele era mais forte. E com certeza, mais persuasivo em relação ao meu corpo.
Percy segurou meu seio com força, deixando-me em pé enquanto se livrava da cueca, voltando-me a jogar-me em cima do divã sem nenhuma delicadeza. Minhas costas doeram, mas aquele era o menor dos problemas. Sua boca se instalou no vale entre meus seios enquanto me penetrava.
Ergui as costas, ansiando por mais.
Apoiei minhas mãos em seus ombros, ofegando quando ele começou a se movimentar sofregamente e lentamente.
Engoli em seco, tentando manter meu controle. Eu não poderia dar o prazer de ver-me gritando, contudo do jeito que tudo estava acontecendo...
Mordi o lábio mais uma vez quando ele penetrou-me com força.
Seus movimentos ganharam mais velocidade até que seus cotovelos estavam ao lado de minha cabeça e eu me agarrava em seus pulsos, seu rosto enterrado em meu pescoço.
– Chase...
Meu corpo se mexeu com sua estocada. Gritei. Gemi e gritei. Suas estocadas ganharam mais poder, como um combustível e gemi mais alto, rebolei mais, mordi seu lóbulo, seu lábio e lambi qualquer parte perto de minha boca. Seus gemidos eram controlados, seus movimentos mais rápidos e vorazes.
Eu precisava de mais. Arqueei minhas costas, procurando que ele fosse mais fundo. E meu pedido foi atendido.
Percy foi mais lento, no entanto mais forte. Atingindo partes de mim que eu nem sabia da existência.
Ele estava me completando.
Estava me fazendo sentir completa e feliz.
Sua última estocada me fez soltar um gemido prolongado e ele fez o mesmo bem perto do meu ouvido.
Seu corpo desabou em cima de mim, meu corpo estremeceu e senti o liquido descer entre minhas pernas. Seu membro ainda dentro de mim. Suspirei.
Percy tirou os fios molhados em cima de minha testa, apoiando-se em seus cotovelos enquanto encarava meus olhos com um sorriso.
– Você sonhou muito com isso no colegial, não foi? – perguntei, sentindo o canto de meus lábios tremerem
– Se isso vai massagear ainda mais seu ego, sim.
Lambi o lábio inferior e assenti. Percy acariciou todo meu rosto, desceu os dedos sobre minhas pernas, esperando o tempo que fosse até nossos corpos pararem de tremer, nossos suores misturando-se. Meu coração não poderia parar de bater naquela velocidade, a adrenalina estava incutida em meu sangue profundamente.
Suspirei mais uma vez. Meu corpo ainda tremia e embora eu quisesse me contorcer, esgueirar-me e escapar, como um gato, como eu costumava fazer. Eu apenas ronronei, vendo Percy soltar um riso.
Ele ajoelhou-se entre meu quadril e rasgou o vestido de seda com um puxão.
– Qual o sentimento que você tirou daqui? – falei, esticando meus braços, tentando me manter confortável
– Desejo. – suas unhas curtas deslizaram sobre meu corpo, finalmente, nu – Muito desejo.
– Só isso?
Percy pareceu pensar.
– E um velho sonho meu.
Ele levantou-se, deixando o lençol de seda largado sobre meu corpo com os fios escapulindo. Ele tirou a Nikon do tripé e inclinou-se sobre mim enquanto eu escondia meu rosto com um sorriso.
Percy voltou a vestir a cueca e pegou o prato com as pétalas, entregando-me. Ergui a sobrancelha, sonolenta, apoiando-me em um cotovelo, tentando me cobrir com os restos da seda e segurar o prato ao mesmo tempo.
– Jogue em você. Ao redor de você. São suas. Pense em... Um presente que sempre quis ganhar. Você está feliz, não está? Satisfeita? – seu tom de voz tinha um quê de indecisão e medo
– Sim, estou, mas...
– Então, faça isso.
Insegura e indecisa, joguei as pétalas em cima de mim, entre meus seios vermelhos e entre as marcas vermelhas em meu pescoço, levei algumas para perto de meu nariz, sentindo seu cheiro adocicado e sorri ao perceber o quanto elas são delicadas. O quanto me sentia delicada com elas. Elas aderiam rapidamente a minha pele, talvez devido ao suor e pareciam ficar ali para sempre.
Não demorou muito para que as pétalas acabem em cima da seda, em cima de mim, em cima do meu cabelo e eu rindo de alguma baboseira que Percy acabou de dizer. Ele joga uma das rosas em cima de mim e a pego no ar, sentindo-me extremamente satisfeita com aquilo.
– Você está ótima. – elogiou, vendo-me cheirar uma das rosas casualmente
– É?
Assentiu e tirou mais algumas fotos.
Em seguida, apoiei minhas mãos atrás da nuca, deixando-o tirar fotos livremente, com a rosa pousada em minha mão, ora perto de meu nariz, ora largada entre meus seios.
– Estou com sono. – resmunguei, encolhendo-me no divã
– Só vou descarregar isso no computador. – me mandou uma piscadela – Vou te esquentar em alguns minutos.
Assim que ele se levantou, vendo as fotos com um sorriso gratificante, meu celular começou a tocar. Percy pegou minha bolsa embaixo do divã e arqueou a sobrancelha.
– Você deve atender?
– Por favor, não. – implorei
Ele riu, empurrando a bolsa até que estivesse longe demais de mim.
Novamente, me arrependi.
Se fosse Thalia? Se fosse algo muito importante em relação a fraternidade? Na verdade, eu deveria estar com raiva dela, por que ela não me disse que Silena, a caloura, era prima de Percy? Teria que conversar com ambas depois.
Aliás, o que eu estava fazendo ali? Como poderia acusar minha melhor amiga quando ela me dá um conselho e faço totalmente ao contrário?
Você queria isso, acusei-me.
Claro que eu queria, resmunguei para minha consciência. Se eu não quisesse eu não teria aceitado a sessão de noite nem na casa dele, certo?
Eu era a errada e teria que arcar com minhas consequências que inseriam o melhor sexo da minha vida, o melhor beijo da minha vida com o pior cara que conheci.
Onde eu estava com a cabeça?
Fechei os olhos, ouvindo Percy teclar com suavidade, talvez para não me incomodar.
Ele estar ali deveria me incomodar. Eu deitar em seu divã deveria me incomodar.
Virei de bruços, vendo as costas cheia de pintinhas de Percy, a falha de seu cabelo no canto de sua nuca e seu pé batendo contra o piso.
Eu deveria odiá-lo, deveria ter uma rixa com ele que duraria por toda eternidade.
Foi só sexo, por que está tão preocupada?
Eu estava entrando em um território proibido, um território deserto que eu deixara de adentrar há muito tempo atrás.
Deveria sentir medo, certo? Eu estava totalmente certa em sentir medo?
E por que eu só sentia a felicidade?
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