Teenage Kings.

6 How we roll.


Notas iniciais
EAAAAAAAAAAAAAAAAAAI Esse capítulo é só o comecinho do que será O HOT DOS HOTS Sério, eu me superei. Então, se tiver muito afim de ler o próximo capítulo, leia agora

"The mix in our drink's a little stronger than you think, so get a grip, take a sip of that feel right"

Eu acabava de sair de minha aula de história da arquitetura.

Sem sombra de dúvida, deveria ser uma das minhas melhores aulas na semana.

Andei pelos corredores, com a intenção de me direcionar até a sala de Richard. Teríamos mais uma reunião falando sobre o “incidente” do vídeo que metade da faculdade esquecera, mas o fato de não acharem nenhum culpado ainda estava impregnado dentro de mim.

Senti meu cotovelo sendo puxado.

Revirei os olhos ao ver o par de faróis que me encarava com um pouco de esperança.

– Se veio me pedir desculpas...

Percy bufou.

– Por que acha que eu te pediria desculpas? Não era eu que estava me agarrando na casa dos outros.

– Pode admitir que você está com ciúmes, idiota.

– Eu não vim aqui brigar com você, querida Annabeth. Eu vim te dizer que depois da reunião, as Betas vão dar uma aula de matemática avançada, então como você é a melhor aluna do campus nisso, eu acho que deveria ir.

– Não acho que eu tenha que ir. – tentei puxar meu braço sem deixar de encarar seus olhos, no entanto, seu aperto se tornou mais forte

– Não seja mesquinha.

– Não seja egoísta. – retruquei

– Ah... O egoísta sou eu? Você não quer cumprir com parte do acordo e o egoísta sou eu?

– Bem, de acordo com o que me lembro, meu acordo não era esse, certo?

Percy franziu o cenho e bufou, largando meu braço com força.

– Então, Percy, sou eu a egoísta... Porque se quiser que eu dê aula, eu irei agora mesmo, agora...

– Que seja. – ele cruzou os braços, me dando as costas – Pelo menos não falte as reuniões de seu interesse.

E então, me deu as costas.

Não que eu fosse ligar para o que Percy falasse, isso era o de menos, eu já deveria saber que tudo aquilo tinha algo por trás: eu deveria cumprir meu acordo. Entretanto, eu realmente estava considerando o fato de que “aquela queda” realmente fosse verdade e não algo do passado como ele supôs que fosse.

– Matt. – suspirei ao vê-lo a minha frente

– Acho que não terminamos algo que começamos ontem.

– Não quero explicar, mas você me embebedou, me meti em encrenca e fim. É o suficiente para você? – voltei a andar, em direção ao prédio principal

– Não. – ele me fez rodar em meu próprio eixo enquanto eu dei um sorriso sem graça

– Sinto muito, não posso ficar brincando de casalzinho feliz porque estou atrasada pra uma reunião com o reitor, então, se você puder... – direcionei minha mão indiferente para ele

– Você é grossa. – ele fez uma careta

– E eu continuo atrasada, então, Matt...

– Isso quer dizer que podemos nos ver depois?

– Talvez. Eu tenho uma aula pra dar hoje nos Alphas. Não exatamente eu...

Matt fez uma careta e sorriu.

– Acho que posso sair mais tarde. Não me abandone!

Revirei os olhos e corri entre as pessoas para chegar ao menos poucos minutos atrasada.

Chequei meu relógio. Dez minutos de atraso não era tanto quanto Rachel costumava chegar. A porta já estava fechada quando eu dei duas batidinhas de leve, me deixando ouvir uma voz abafada permitindo minha entrada.

Encaixei minha bolsa em meu ombro, abrindo a porta de madeira com o quadril e dando de cara com os três presidentes das outras fraternidades em seus devidos lugares.

Da esquerda pra direita: Brian, Rachel, Percy e a cadeira vaga.

Arrastei-me amaldiçoando-me por ter feito aquele maldito acordo com os Alphas e abandonei meu corpo na cadeira com apoio polido.

– Annabeth. – Richard me cumprimentou

Balancei a cabeça em resposta.

– Achei que deveria chegar mais cedo já que essa reunião é praticamente sobre você.

– A reunião, Richard, é sobre como a Yale não pode nos dar suporte suficiente para fazer uma festa e nem proteger seus alunos. Então, por favor, não faça piadas que pode se arrepender depois.

Brian me encarou, como se confirmasse o que eu tinha dito e assim que eu me dei conta do que tinha saído da minha boca, me dei conta da merda que eu tinha falado pro reitor.

– Digo... – respirei fundo – Perdão, Rick, eu tive um dia muito difícil, eu simplesmente não estou com cabeça e...

– Você já disse o suficiente, Srta. Chase.

Engoli em seco ao ouvir sua voz dura e cortante diante de mim. Ajeitei minha postura, tentando parecer mais apresentável e arrependida diante de minhas palavras.

– A polícia e investigadores estão por trás disso tudo, procurando as mínimas pistas, então se verem um policial em suas sedes, peço que não estranhem.

– Posso falar algo, Richard? – Rachel perguntou

Inclinei-me para frente, imaginando a merda que sairia de sua boca.

– Eu acho que estamos focando demais em uma coisa boba. – seu corpo foi para frente enquanto ela cruzava suas mãos de maneira formal em cima da mesa dele – Se a pessoa que está envolvida não está se importando, por que nós, meros espectadores, disso tudo deveríamos nos importar?

– Rachel. – Brian chamou – Isso não é algo da Annabeth. Foi um vídeo, uso de imagem indevida que foi exposto ali, poderia ter sido minha, sua, de qualquer pessoa do campus.

– Ela não se importaria se fosse a dela. – resmunguei, baixo o suficiente para que ela não ouvisse

– Ouvi isso, Annabeth. – ela contrabateu – De qualquer maneira, continuo com minha opinião, Ric...

– Felizmente, ninguém dá a mínima para a sua opinião, Rachel. – Percy cortou e bufou – Sabe o que eu acho? Se a polícia já está nisso, o que devemos fazer é esperar, não é? – ele disse, Rick assentiu – Ótimo. Isso já me encheu o saco. – ele pegou sua mochila e deu as costas para todos nós

Encarei a porta que ele deixou aberta, meio amedrontada pela sua atitude.

Richard olhou pra mim, dei de ombros.

– Vocês não são uma...

– Eu vou cuidar dele. – Rachel decretou, empurrando a cadeira

Abri a boca, em perplexidade e pulei antes mesmo que ela tivesse a chance de sair.

– Somos uma equipe. – afirmei

Fechei a porta atrás de mim. Pelo menos, Percy servia de alguma coisa antes de me dar dor de cabeça.

Caminhei até onde ele estava, saindo do prédio principal e pegando a rua a esquerda para a sede dos Alphas, totalmente contrário para a sede dos Betas.

– Eles pediram para você vir atrás de mim? – ele supôs

– É. – dei de ombros

– Não suporto aquele jeito idiota que Richard acha que vai resolver as coisas.

– Concordamos em algo. – afirmei

– E você veio atrás de mim porque ele pediu ou...?

– Porque eu estava cansada daquele monologo ridículo.

Percy riu, cruzando os braços.

– Ótimo, agora, além de um cafetão, eu sou um tipo de... Saída?

– Percy, você está sendo imbecil.

Ele ergueu as mãos acima dos ombros, sorrindo.

– Ok, tudo bem, a culpa não é das estrelas, mas sempre é de Percy. Entendi.

Encarei-o, com o cenho franzido.

– Vou fingir que não está acontecendo nada com você e se você me pedir desculpas por ontem, talvez, eu possa, sim, te desculpar. – decretei

Virei-lhe as costas, preparada para ir em direção a minha casa, tomar um bom banho e relaxar pelo resto do dia.

– Ei! – ele gritou atrás de mim

Parei de andar, encarando o céu.

Por que eu?

– Você vai hoje?

– Não sei. – respondi

Saí. Sem nem ao menos olhar pra trás, ele deveria estar me olhando, implorando que eu fosse. Ou eu era muito vaidosa para pensar dessa maneira, no entanto, era a única que eu poderia imaginar.

De qualquer maneira, quando eu ia virar a esquina que dava para a rua das Betas, ele não me olhava, nem implorava, seus olhos nem ao menos estavam virados para mim. Percy só estava de costas e elas eram lindas com uma de suas camisas de mangas.

Talvez, eu estivesse paranoica.

Talvez essa queda fosse minha.

Ou eu realmente estava ficando louca.

***

– Foi um saco. – Thalia tirou seu coturno com certa dificuldade enquanto estava meio desajeitada em minha cama

Ela deitou-se de uma vez, tateando até encontrar sua bolsa, tentando pegar a pequena garrafa de prata.

– Sem chance. – segurei, jogando-a dentro do meu closet – Por hoje, não, por favor.

– Por hoje, não? – ela gritou – Sabe o que eu tive que escutar naquela sede enquanto você estava aqui no bem e bom?

Revirei os olhos, deitando-me ao seu lado e encarando o teto.

– Ah, meu pai me odeia. Ah, eu preciso sair daquele lugar. Ah, eu sou um bastardo.

Arqueei a sobrancelha, encarando-a.

– Quem disse isso?

– Adivinhe.

– Percy?

– Em carne e osso.

– O que aconteceu com o pai dele? – perguntei, surpreendentemente interessada enquanto me apoiava em minhas mãos para ver seu rosto de perfil

Thalia levantou as pernas, fazendo um tipo de exercício físico enquanto me respondia.

– Algo sobre o pai dele patrocinar ida de pessoas de Yale para Oxford. – ela resmungou

Uma pontada atingiu meu coração, mas decidi ignorar.

Ele está longe demais. Longe demais. Forcei-me a pensar.

– Percy, na maioria das vezes que paramos para conversar, é irritante. Mas hoje, — ela bufou – ele passou dos limites. Além de falar que estava pensando ”seriamente” em largar a presidência dos Alphas. – falou, com certo desprezo a ultima parte

– Pode apostar que se ele fizesse isso, eu seria a primeira a apoiar.

– Achei que tivesse começado a gostar dele.

– Talvez. – ergui um dedo – Talvez possamos nos dar bem, mas depois do que ele fez ontem nos Alphas? Senti-me uma idiota.

– Não que eu esteja defendendo-o, mas... – Thalia levantou o dedo pedindo que eu ficasse em silêncio – O que você acharia se Percy... Hm, se agarrasse com aquela caloura bonitinha, hm, a Silena?

– Nada. – dei de ombros, voltando a encarar o teto

– Não só se agarrar. Mas em cima do seu balcão, na sua cozinha, beijando-a loucamente com um dos vinhos da sua adega.

Mordi o lábio inferior.

– Desse jeito, me faz pensar que eu sou uma puta vendida.

Thalia me encarou com o cenho franzido, em uma mensagem implícita dizendo “foi isso que ele pensou”.

– Tudo bem! Mas isso não o dava o direito de me chamar de vadia.

– Annie, não vamos discutir isso porque se eu for discutir, vou estar ao lado dele. Qual é, cara! Você nem conhece aquele Matt e está arriscando nosso acordo milionário só porque ele é bonitinho e convenhamos que ele nem é isso tudo.

– Ele é legal. – resmunguei em protesto

– Que seja. Ele não vai nos deixar rica como os Alphas estão deixando.

– Por que você só pensa no simples dinheiro que vamos ganhar?

– Porque é mais simples. – Thalia tentou dar de ombros – Além de que... – ela passou o braço sobre minha cintura, bocejando – Eles não em dão trabalho.

– Isso realmente envolve Luke e Nico?

– Quantas vezes vou ter que gritar! – seu tom de voz elevou enquanto ela ria – Estou morrendo de sono e sem um pingo de vontade de comentar sobre esses dois homens que me atormentam.

– Então, quer dizer, que os dois te atormentam?

Ela assentiu, um pequeno sorriso perambulando em seus lábios.

– Sim.

– E você está em dúvida em quem escolher?

Thalia suspirou.

– Não quero falar sobre isso agora. Talvez, em outro tempo... Quando eu estiver completamente bêbada.

– Isso não é uma opção.

– Nem uma certeza. – retrucou

Minha amiga arrastou-se até que estivesse sentada, chutando suas botas para o lado e pulando em uma preguiça palpável.

– Vou pro meu quarto. Tente não fugir, tudo bem?

– Sem problemas.

Thalia arrastou-se, deixando a porta semiaberta.

Fechei os olhos, embrenhando-me entre os lençóis cinza. Tentei não pensar em fraternidade ou Percy ou em qualquer coisa que me levasse ao meu limite.

Mas pensei em minha casa, em minha mãe, em seu hábito de fazer cookies e chocolate quente ao final de semana. Em como nesse final de semana, eu queria estar lá. No entanto, ir para casa de minha mãe implicava em ir para a casa do meu pai, e isso era algo que eu estava tentando evitar ao máximo.

Um barulho fez meu corpo estremecer, impedindo-o de cair de uma vez por todas no mundo que eu tanto esperava ir.

Encarei a janela, vendo vários pingos de chuva chocando-se contra a parte fechada e a outra metade, deixava a área livre para molhar meu piso.

Levantei-me, inclinando-me para fora da janela a tempo de ver Percy jogando uma pedra em minha direção.

– Mas que merda... – tentei perguntar

Percy levantou dois dedos em cumprimento.

– Queria falar com você. – ele falou, alto o suficiente para eu poder ouvi-lo sem que alertasse a vizinhança

– Você não tem celular? – rebati

Percy enfiou as mãos nos bolsos.

– Vai abrir a porta ou vou ter que continuar jogando pedrinhas?

– Claro que não vou abrir a porta, ei! – ele ameaçou jogar outra pedra em minha direção – Tudo bem, só espere um pouco.

Coloquei minhas chinelas antes de abrir a porta e verificar que todos estavam dormindo. Desci as escadas, abrindo a porta com a chave encaixada na fechadura. Uma brisa fria fez todo meu corpo estremecer.

– Belas pernas. – elogiou

– Aposto que você não veio aqui falar de minhas pernas. – resmunguei

– Embora eu pudesse falar delas o dia todo. – piscou

– O que você quer, afinal?

– Não vai me chamar para tomar um café... Um chá?

– Faça-me rir. Diga-me o que você quer e vá embora.

– Queria falar com você.

– Está falando. Vamos, Percy, não tenho o dia todo.

– Pode me convidar para entrar?

Balancei a cabeça, em um aceno simples de negação.

Percy bufou e pousou a palma na metade da porta, empurrando-a enquanto segurava meu quadril, empurrando-me para dentro da casa e fechando a porta com as costas.

– Eu me esqueci qual é o caminho de seu quarto, pode me relembrar?

– Não. – grunhi, enfiando minhas unhas em sua mão

– Último em direção a escada, certo? Vamos lá. – ele cantarolou

Não pude protestar já que em segundos, ele fechou a porta e segurou meu braço enquanto eu o empurrava, xingando-o no nível mais baixo de minha voz.

Por fim, chegamos ao quarto e ele trancou a porta, colocando a chave em seu bolso.

– O que você está fazendo? – grunhi

Não vi, mas em sua mão direita, Percy trazia sua câmera da Canon. Seus olhos deslizaram por todo meu quarto, avaliando as paredes com um tom sem graça, a escrivaria com livros bagunçados, pouco convidativa e atravessou o tapete felpudo deixando sua máquina repousar em cima de meu criado-mudo.

– Não posso ser sua modelo agora, Percy. Lamento.

– Não vou te pedir desculpas. – disse de uma vez, sentando-se em minha cama e acariciando com a palma – Você estava errada. Ficando com um cara em minha casa? – balançou a cabeça, dando um sorriso de canto – Não foi a melhor decisão, Annabeth.

– Você poderia ter dito pelo telefone. – frisei, sentindo cada nervo do meu corpo vibrar com sua fala

Não deveria me sentir assim, deveria?

– Não daria a mesma ênfase. – ele deu de ombros, pegando novamente a câmera e deitando-se de costas enquanto mudava suas configurações

Cruzei os braços.

– O que você veio fazer aqui?

– Achei que pudéssemos conversar sobre o nosso próximo ensaio. – ele desviou o olhar da câmera, apenas para me encarar por alguns segundos – Poderia ser na minha casa. No estúdio.

– Eu adoraria. – resmunguei com a voz falsamente feliz, o que o fez rir – Mas, por favor, saia do meu quarto.

– Você está com medo?

Arregalei os olhos, surpresa com sua ousadia. Belisquei a ponta do meu braço, com raiva dele e de mim.

– Só quero que você saia do meu quarto.

Click. Ele se sentou e abaixou a câmera. Click.

– Você fica mais fotogênica com raiva.

Ele se aproximou, senti minha respiração se tornar rarefeita, talvez pela raiva ou talvez pela tensão que começara a se apoderar de meu corpo. Que merda estava acontecendo comigo?

Fechei os olhos e respirei fundo. Click.

– Você pode parar de... – elevei o tom de voz até abrir os olhos e dar de cara com a lente a poucos centímetros do meu rosto, Percy estava levemente curvado, seu lábio inferior estava sendo mordido pelos dentes e seus ombros aparentavam uma leve tensão, como se fosse muito trabalhoso achar o ângulo perfeito – Ser irritante? – sussurrei

Click. Click. Foram tantos click’s seguidos que mal pude contar quando ele abaixou a câmera, fazendo-me sentir extremamente aliviada por não precisar me preocupar em parecer bonita para sua lente.

Percy aproximou-se e inclinou-se sobre mim, seus dedos deslizaram pelo meu rosto até levantarem levemente meu queixo. Ele mal se deu o trabalho de erguer a câmera e tirou mais uma foto.

Revirei os olhos e me afastei.

– Não acredito que inventou de fazer uma coletânea de fotos minha só porque estava entediado.

Ele não me respondeu apenas continuou me seguindo enquanto eu recuava.

Senti-me encurralada, como um rato amedrontado tentando parecer o mais corajoso quando um gato muito sexy se aproximava cada vez mais.

Percy era maravilhosamente sábio e sério. Ele tinha um ar profissional, seu rosto estava relaxado e seus cabelos curtos estavam bagunçados e cortados. Seus dedos já não apertam nos botões da câmera, eles estão me apertando. Percebi que não me importava muito para onde seus dedos iam, contanto que eles estivessem em mim. Estaria ótimo.

E eu estava perdendo a minha sanidade. Com certeza.

Seus lábios roçaram em uma tortuosa guerra em que não posso me defender. Estou entregue demais, estou frágil demais pelo jeito que ele me abordou. Sua tática de ataque foi elaborada com perfeição.

Sinto que ele já não segura a câmera, me pergunto se ela não caiu e quebrou, mas, de fato, eu não me importava com esse detalhe. Eu queria que suas mãos estivessem em mim. Tocando-me. Sentindo minha pele se arrepiar por causa de seus toques.

Não consegui perceber quando eu já agarrava sua nuca contra mim, puxando seus lábios com voracidade enquanto Percy continuava sendo calmo e gentil.

Não queria gentileza. Mas ele sabia que isso me irritaria.

Ele me explorava com um leão explorando o lugar onde iria caçar e eu já estava desfalecida em seus braços.

Tropecei em meus próprios pés quando Percy mudou nossas posições, empurrando-me com força e brutalidade até minha cama. Caí e não me importava de tê-lo em cima de mim, afastando minhas pernas com o joelho, suas mãos subindo minha blusa e descendo meu short sem descolar nossos lábios.

Tenho certeza de que se ele fizesse isso, o encanto acabaria.

Alguém tentou abrir a porta. Uma, duas, três vezes. E por sorte, Percy não parou de me beijar, o que agradeci.

Não demorou muito até a porta se abrir.

– Uh, oh. Isso é nojento até para vocês.

Ele se separou de mim. Meu peito subia e descia rapidamente, eu não conseguia fazer com que o oxigênio chegasse aos meus pulmões e o fato de Percy estar ainda inclinado sobre mim com os olhos fechados, dando-me uma visão de seu rosto de perto com as imperfeições dos poros e os cravos na ponta do nariz.

– Thalia.

Não sabia se deveria brigar com ela ou agradecer por tirar-me daquilo.

– Pode ir embora agora. – Percy pediu

– Claro, eu vou embora, depois de pegar minha garrafa de vodka. – ela disse, entrando em meu closet, falando ainda alto – Eu achava que vocês estavam brigados, não achei que fosse um teatro para ninguém desconfiar de vocês.

Balancei a cabeça e empurrei o braço de Percy, ficando de pé rapidamente.

– Saia daqui. – pedi, apontando para a porta

Thalia intercalou o olhar entre nós, confusa.

– Ah, não precisa parar por causa de mim, Annie.

– Não estou parando por causa de você. Você me salvou, na verdade. – coloquei a mão na cabeça, massageando minhas têmporas – Nunca fiquei tão grata por você vir pegar a maldita garrafa.

Thalia deu um sorriso e balançou a garrafa prateada, dando um gole grande nela.

– Quer que eu te acompanhe até a porta, Percy? – ela perguntou com um grande sorriu

Percy se jogou na cama, encarou o teto por poucos segundos antes de passar por mim com passos fundos.

– Vou me certificar de que ele não se perca e acabe voltando para seu quarto, ah... Poderemos ter uma boa conversa depois. – minha melhor amiga me deu um sorriso

Segurei seu pulso e peguei a garrafa.

– Eu fico com isso.

Ela revirou os olhos e vi sua chave extra na parte de fora da minha porta. Joguei-a em cima de minha cama e xinguei.

– O que você estava fazendo, Chase?

Notas finais
SIM DEPOIS DESSE VEM O HOT DOS HOTS BEEEEEEEEEM HOT Gente, eu me superei, sério, nunca fiz algo tão TÃO TÃO quanto aquilo, mas é isso aí, vou ver se tem como eu postar amanhã ou terça, ou sei lá. Mas, enfim, espero que tenham gostado, babesssssssss