Teenage Dream
1 O Inesperado
Notas iniciais
"Por que não fazer uma fanfic Teenlock Sherlolly?... É tão cut-cut!"
E deu nisso, aqui estou eu compartilhando minhas ideias com vocês
Espero que gostem, não penso em fazer uma fanfic extensa
Por tanto aproveitem u.u
Haha...
O dia foi superchato, cheguei atrasada na escola e acabei levando um puxão de orelha da professora, esqueci totalmente de preparar o seminário de literatura e acabei fazendo com que minhas amigas ficassem sem nota no desempenho, elas quase me comeram viva, o intervalo durou menos que o normal e ainda tivemos que ouvir aquele velho gagá do diretor fala um monte de abobrinha no microfone durante uma hora. Como se já não bastasse tive que ir andando pra casa porque minha mãe esqueceu que tem uma filha que estuda do outro lado da cidade, o que pra completar um idiota passou feito louco de carro e me deu um considerável banho de lama, só pra constar que meu uniforme é impecavelmente branco.
-Você veio rolando no chão até aqui ou o que? – meu vizinho pergunta com cara de deboche, às vezes eu não entendo como ele consegue chegar em casa tão rápido, já que ele estuda comigo e vem de pé todos os dias.
-Cala boca Sherlock, antes que eu vá aí e cale você.
-Só perguntei!
-Não, você não perguntou apenas, você perguntou e me chateou.
Ele apenas ri olhando para ela toda suja, tinha alguns pinguinhos de lama no rosto dela, e ele a acompanhou com o olhar até ela entrar em casa.
-Mooolly! – minha mãe me chama da cozinha quando eu já estou na metade da escada.
“Como ela sabe que sou eu? Como?” – eu me pergunto no pensamento e desço morrendo de preguiça de ir até a cozinha.
-Sim? – pergunto parada na porta e ela se vira falando.
-Desculpe não ter ido te buscar, é que seu pai quase me enlouquece pedindo que eu... – ela para ao olhar pra mim – Você está parecendo uma porquinha.
-Mããe!!! – falei sem acreditar, “minha mãe, minha mãe me chamando de porquinha, não deixo nem a vaca da Janine me chamar assim” eu penso.
-Ué! – a minha mãe fala tentando segurar a risada – mas uma porquinha linda – eu olho pra ela com cara de “Não vi graça” e aí sim ela ri que só ela.
-Vá tomar um banho querida, o almoço está quase pronto, e não se preocupe, prometo que amanha vou lhe buscar.
-Tá bom! – eu falo e me mando pro meu quarto, subo as escadas quase morrendo, não aguento mais andar, estou cansada – Finalmente! – eu falo como alívio ao me ver no meu quarto lindo e arrumado e vou direto pro banho.
Alguns minutos depois.
-Hmm... Adoro esse cheirinho de limpeza no meu corpo – eu falo com um sorriso de orelha a orelha ao sair do banheiro – Já vou!! – eu grito ao ouvir minha mãe me chamar, coloco apenas meu roupão rosa claro e desço com minhas pantufas plumadas também de rosa e vou até a cozinha – Sim? – pergunto olhando para ela e ela se vira pra mim.
-Ainda não se vestiu? – ela pergunta segurando um prato.
-Acabei de sair do banheiro. Quer algo?
-Sim, que vá atender a porta, eu acho que não tem problema atender de roupão, afinal você não está nua, estou pondo a mesa, pode fazer isso?
-Claro! – eu falo e logo saio para ir atender a porta, dou uma ultima ajeitada no cabelo ensopado e abro a porta.
Ao abrir eu encontro o bobão do Sherlock parado com uma expressão idiota na cara me olhando dos pés a cabeça até que finalmente ele fala.
-Não tem mais roupas? – ele pergunta naturalmente e eu fico impressionada com a cara de pau dele e vendo que ele voltou a me olhar dos pés a cabeça eu seguro o queixo dele e o faço olhar para meu rosto.
-Acabei de sair do banho, o que você quer? – perguntei indiferente.
-Saber se você vai ao baile? – eu arregalei os olhos, foi meio que automático, gelei por dentro e senti minhas pernas quase falharem enquanto ele me olha nos olhos sem perceber, ou pelo menos fingido que não percebeu nada disso, e só percebo que fiquei muda quando o ouço perguntar algo.
-Molly? – ele pergunta.
-Oi? – eu saio do “transe” em que entrei.
-Perguntei se vai ao baile?
-Pensei que não gostasse de festas. – eu comentei. Claro que realmente é o que sei dele e estranhei a pergunta, mas também foi mais para ganhar tempo pra tentar raciocinar direito.
-Nem você! – xeque-mate, é o que consigo ler nos olhos dele, e ele tem razão eu também não sou muito chegada em festas, por isso lancei a pergunta desafiadora.
-Então porque veio até aqui para me perguntar isso? – perguntei com uma ponta de desdém.
Ele dá de ombros levemente.
-Só queria ir com você. – ele fala mansinho – Mas acho que você não vai querer ser vista em um baile ao lado do cara mais estranho da escola – ele fala com carinha de cão sem dono – desculpa – ele começa a se virara devagar eu penso em chamar, na verdade eu to gritando pra que ele volta, o problema é que esses gritos apenas eu ouço na minha cabeça.
-Idiota, idiota, idiota – eu repito batendo a minha cabeça na porta depois que eu a fecho – eu sou uma idiota.
-Molly!
-Sim mãe? – eu falo indo em direção à cozinha.
-Quem era?
-A vizinha da frente – não posso falar que era o Sherlock, ela vai com um interrogatório e não quero falar sobre isso.
-Essa velha encrenqueira de novo – minha mãe fala incomodada – O que ela veio reclamar dessa vez?
-Bobagens como sempre, não ligue, já a mandei ir pastar – eu digo fingindo ter autoridade e ela ri.
-Essa é minha garota.
-Vou me vestir.
-Ok. Mas não demore, se não a comida esfria.
-Tá!
Eu subi e me vesti rapidinho, eu estava morrendo de fome, desci, meu pai estava no banho, mas não esperei, comi e subi de novo, queria ficar sozinha e pensar no tremendo fora que dei, então dei a desculpa que ia fazer o dever de casa e me tranquei no quarto para não incomodarem e quando vou abrir as cortinas da janela pra entrar um ventinho, uma surpresa.
-Sherlock?! – eu me pergunto ao ver ele na cama pela janela do quarto dele, que é em frente ao meu e apenas a um metro de distancia já que nossas casas ficam perto uma da outra, eu estranhei sempre que eu olhava para lá a janela estava fechada e havia algo a tampando por dentro do quarto – Psiu!! – eu chamo pra ver se ele ouvi e nada – Psiiiu! – tento de novo e nada – Sherlock! – eu sussurro de maneira que dê para ele ouvir, não quero que meus pais ouçam minha mãe não gostaria de saber que a janela do quarto de um garoto da para o meu quarto, se fossemos crianças até daria, mas somos adolescentes, então... – Até parece que é surdo! – eu reclamo baixinho e pego uma folha de caderno faço uma bolinha de papel e jogo nele e ele reagi como se uma guerra estivesse sendo armada contra ele – Aqui! – eu falo e ele finalmente me olha.
-Ficou doida? – ele pergunta passando a mão na cabeça onde tinha pegado a bolinha de papel – Por que fez isso?
-Eu te chamei um zilhão de vezes e você nem aí. O que queria que eu fizesse?
-Ah bom. Desculpa. O que foi?
-O que houve aí? Essa janela sempre foi tampada.
-É que minha mãe achou que meu quarto precisa ser mais ventilado e queria mudar um pouco o visual, aí eu a ajudei a mudar os moveis de lugar, então o guarda roupa foi pra outro canto do quarto.
-E a janela ficou livre, é entendi.
-Eu não sabia que seu quarto era de frente pro meu.
-Eu muito menos – eu falo – Olha... Me desculpa por agora há pouco.
-Do que tá falando?! – ele pergunta inocentemente.
-Para de ser bobo, é fofo e lindo, eu confesso – “Mais o que deu em mim pra eu ter dito isso?” eu penso enquanto ele me olha confuso – Mas você sabe, é sobre o que você veio falar comigo.
-Ah! – ele fala naturalmente – Tudo bem – ele volta a se deitar e eu fico de boca aberta com a atitude dele “Mas quem ele pensa que é pra me deixar falando sozinha?” – Sherlock? – eu chamo.
-O que? – ele pergunta voltando a se sentar e me olhando.
-Como o que?
-O que foi?
-Eu to tentando bancar a amiga legal e sensível que pede desculpas, dá um tempo vai, me escuta.
-Tá, eu não digo que seja preciso, mas já que isso é importante, eu to ouvindo – ele fala e fica em pé encostando-se à janela e ficando de frente pra mim.
Notas finais
Não sejam malvados, digam o que acharam, please kkkk
Obrigada a quem leu e até o proximo cap!
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