Notas iniciais
Voltei To amando escrever essa fic

–Eu não queria ter feito aquilo.... De te deixar... A... – eu olho para os lados, para baixo, para cima procurando um jeito de dizer o que quero de modo que não pareça bobo ou idiota enquanto ele me olha paciente – Não ter dito mais nada entende?! – acho que eu devo estar com cara de idiota, mas enfim – Digo, eu queria ter te chamado de volta e ter continuado a conversa, mas... Mas não deu, não consegui e...

–Olha... – ele começa – Você não disse nada e eu entendi que você não quer ir comigo, foi até melhor do que ouvir um não! – ele fala com cara de conformado e na dele – Não precisa continuar com esse pedido de desculpas, tá tudo bem – ele fala sorrindo.

–Acontece que eu quero – mal terminei a frase e já to olhando para baixo, acho que to vermelha feito tomate e acho que ele percebeu minha timidez porque eu to ouvindo um risinho baixinho e discreto.

–Tem certeza? – ele pergunta disfarçando o riso.

–Claro! – eu olhei pra ele na mesma hora – Quer dizer... – eu começo a disfarçar minha alegria, não quero parecer desesperada – Eu tenho sim certeza de que quero ir com você. Ainda quer ir comigo? – eu pergunto temendo que ele diga não.

Ele nega com a cabeça e com cara de “sinto muito” e para de balançar a cabeça e fica me olhando como se dissesse “E aí?”.

–Ah! – eu falo meio triste e inclino um pouco a cabeça pra direita e fico olhando pras minhas mãos na janela e alguns segundos depois...

–Do que você tá rindo? – eu pergunto com raiva quando o ouço gargalhar com vontade.

–De você! – ele fala na maior e eu abro a minha boca sem acreditar “seu filho da...” é no que estou pensando agora – As vezes você é tão boba que chega a me impressionar.

Eu cerro meus olhos, deixando uma brechinha, como naquelas cenas de filme onde a garota fica furiosa e incrédula, automaticamente eu peguei uma almofada da minha cama e joguei nele, acertei nele, claro né nessa distancia, e ele segurou.

–Devolve, agora! – eu exijo irritada.

Ele balança a cabeça negativamente e eu fico emburrada feita criança mimada enquanto ele sorri me olhando.

–Não vou devolver, a partir de hoje ela é minha.

–O que? – eu saio da minha “greve de silencio” e olho pra ele sem acreditar, mas mantenho a calma – Sherlock! – eu falo como um pedido.

–Não!

–Sheeerlyy! – eu faço carinha de cão abandonado, aprendi com ele.

–Não me chama assim. – ele fala todo irritadinho e to rindo aqui da cara dele, não resisto.

–Eu só estava brincando sua boba, eu vou com você ao baile.

–Hm... – eu faço cara de “ainda to chateada” – Tá. Agora me da minha almofada, é a minha preferida Sherloock! – eu bato os pés no chão como uma criança – Me dá.

–Não, já disse. É minha.

–Mas...

–Vá estudar, não esqueça que ficou sem nota.

–Quem você pensa que é? Meu pai?

–O dono da verdade – ele fala zoando – e a verdade é: você se ferrou!

–A verdade é: Você é um chato.

Ele abre um sorriso forçado e rápido

–Vou indo – ele fala voltando pra cama e se deitando.

“E é com esse idiota que vou ao baile” eu penso olhando ele se deitar.

A planta da nossa casa é exatamente igual, a diferença é que a na minha casa a escada que dá no andar de cima fica do lado esquerdo e a da casa dele do lado direito, por isso nossos quartos são de frente um pro outro, ambos ficam no fim do corredor. A cama dele fica do lado esquerdo da janela e a minha do lado direito. Se ficarmos com a janela aberta e no lugar certo na cama, podemos ver um ao outro, descobri isso agora que to na ponta da cama e consigo vê-lo, pouco já que ele está deitado, mas consigo vê-lo.

Hoje é quinta feira e o baile será no sábado. Mais tarde...

–Mããe! – eu chamo descendo as escadas, já é quase noite, faltam alguns minutos para s seis.

–Aqui! – ela responde da cozinha.

–Preciso de um vestido de festa – eu falo quando chego à cozinha e ela fica me olhando como se fosse uma adolescente curiosa e eu estranho e fico olhando com cara de “O que deu nela?”.

–Hm... – ela veio pra cima de mim como se fossemos melhores amigas – Aonde a senhorita vai hm?

–Ao baile da escola.

–Aquele do dia dos namorados?! – ela pergunta toda animadinha.

–É! – eu respondo estranhando o jeito dela.

–E com quem você vai?? Hm??

–Eu só vim pedir um vestido, não é da demais. – eu falo tentando fugir do assunto, inutilmente claro.

–E eu só perguntei com quem vai mocinha, nada demais. Então? Quem é? Ele é bonito? Eu conheço?

–Mããe!

–Ué, eu preciso de argumentos para usar com seu pai. Quem você acha que vai convencê-lo a te deixar sair com um garoto.

–Mãe, eu já tenho 15 anos, acho que eu mereço ir ao um baile na escola. – eu enfatizo a palavra escola.

–Pro seu pai você ainda está engatinhando.

–Mãããe. – eu falo com cara triste — Fala com ele, por favor.

–Me diga com quem vai então.

Eu suspiro derrotada e decido falar de uma vez.

–Com o Sherlock.

–Ah! – ela solta um gritinho e eu estranho – com o vizinho gatinho, aquele dos olhos azuis?

–É!

–Hm... – ela fala como uma adolescente de novo.

–Mãe!

–Ué, o garoto é bonito, isso ninguém pode negar e o bom é que nos conhecemos ele.

–Então eu posso ir?

–Vou falar com seu pai, prometo, mas não se preocupe, sei como convencer aquela cabeça dura. E amanha de tarde, esteja pronta, porque vamos às compras.

–Sério?! – eu pergunto sem acreditar

–Sério! – ela responde sorrindo.

–Ah! – eu grito e corro para abraça-la.

–Tudo bem, tudo bem, agora vá lavar as mãos e venha jantar.

–Tá! – eu respondo toda animadinha.

NO OUTRO DIA NA ESCOLA

–E aí já tem par para o baile? – Tom chega no meio da minha rodinha de amigas já fazendo a pergunta.

–Sim. – eu respondo de modo arrogante pra ver se ele me deixa em paz logo.

–Tem?! – Mary pergunta surpresa, é uma amiga minha, mas muita amiga mesmo.

–Tenho! – eu respondo amavelmente.

–Quem é o idiota? – Tom pergunta.

–O único idiota aqui é você. – Sally, outra amiga, fala se dirigindo ao Tom.

–Ninguém te chamou na conversa – Tom fala agressivo com Sally que não da à mínima.

–E ninguém te chamou pra cá. – eu falo cheia dele.

–Quem é seu par Molly? – Sarah, outra amiga, pergunta animada.

–O Sherlock! – eu falo meio apreensiva, elas não vão muito com a cara dele, e todas olham pra ele no fundo da sala conversando com o único amigo dele na escola, John Watson.

–O estranho?! – Sally pergunta fazendo careta.

–Com ele?! – Sarah pergunta com desdém.

–Molly! – Lily, outra amiga, me recrimina.

–Viu até suas amigas sabem que ele é um babaca – Tom me provoca me irritando, mas não respondo.

–É sério Molly?! – Mary me pergunta anima, todas as minhas amigas não gostam dele, menos ela, ela gosta e ainda tem uma quedinha pelo amigo dele.

Eu sorrio como uma confirmação.

–Ah!- Mary da um gritinho tímido de satisfação – Ele que te convidou?

–A... – eu ia começar a falar, mas parei – Depois te conto, quando não tiver tanta negatividade ao nosso redor, eu hem, credo.

–Tá bom, a conversa tá muito legal, mas... Tá na hora de estudar garota, vamos lá?! – o professor de química chega animado como sempre, ele é o mais legal de todos.

INTERVALO

–Para de rir. – eu peço a Mary que ri com vontade da história que contei sobre ontem na janela do quarto – É sério.

–Tá, mas é que... – ela fala rindo e é interrompida pela voz de Sherlock que veio até aqui onde nós estamos em um banquinho no pátio/jardim da escola.

–Como ficou sua nota? – ele pergunta pra mim sem dar a mínima para Mary, enquanto ela fica olhando de lado para John que veio com ele.

–Sherlock não vai cumprimentar a Mary? – eu pergunto.

–Sei que suas amigas me odeiam.

–Não! – eu falo com pena – Não te odeiam, só não vão... Com a sua cara – eu falo sorrindo pra descontrair.

–Ah claro! – ele debocha.

–Eu não te odeio Sherlock – Mary fala de repente – Gosto de você, simpatizei, sério – ela sorri e num ato súbito de coragem completa – e também gosto do seu amigo, John não é?! – ela pergunta como se já não soubesse.

Ele sorri meio sem jeito.

–Viu – Sherlock fala olhando para John — eu disse que ela gosta de você, mas você é cabeça dura e não acreditou.

Nós duas rimos deles dois, depois Sherlock dá um empurrão de leve em John como se o mandasse fazer algo.

–Não! – John fala tímido.

–Pergunta logo seu bobão.

–Sherlock! – ele fala.

–Tem par para o baile John? – Mary pergunta decidida.

–Não. – ele fala baixinho.

–Agora tem – ela fala sorrindo e se levanta pondo passando o braço pelo dele – Vamos, quero marcar tudo com você – ele faz uma expressão de idiota enquanto ela o leva embora e eu e Sherlock ficamos rindo.

–Ei?! – eu falo puxando ele para que se sente.

–O que?

–Não me esqueci da minha almofada, qualquer dia desses eu pego ela de volta.

–Não mesmo...

Nós ficamos conversando um pouco e logo o sino bateu e voltamos para a sala de aula.

Notas finais
O que acharam??? Espero a opinião de vocês Obrigada a quem leu e até!