Teenage Dream
3 Compras
Notas iniciais
–Pronta? – minha mãe pergunta na porta do meu quarto, e claro que a janela está fechada né.
–Siiim! – eu respondo anima e puxando ela pela mão para irmos logo comprar o vestido.
–Nossa, calma, os vestidos não vão sair andando das lojas Molly.
–Mas eu to ansiosa mãe, vamos.
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–Finalmente! – eu falo mais animada ainda agora que estamos em frente à loja.
–Ai tá, calma, vamos.
–Boa tarde, procuram por algo em especial? – uma funcionária simpática fala assim que entramos na loja.
–Um vestido para baile.
–Molly – minha mãe chama minha atenção – A moça lhe cumprimentou querida.
–Desculpe – eu falo sem jeito – Boa tarde.
–Não tem problema, pois vejo que está animada.
–Muuit! – eu admito sorrindo.
–Bom – minha mãe fala suspirando como se dissesse “a tarde vai ser longa” — ela já disse né! – ela se dirige a atendente – Vamos! – ela fala olhando pra mim e eu concordo sorrindo.
Nós vamos a uma ala um pouquinho distante da entrada onde a funcionaria nos mostra vários modelos diferente, longos, curtos, colados, soltos, com babados, pregas e muito mais e de várias cores.
–Qual deseja experimentar primeiro? – ela pergunta amavelmente vendo meu sorriso de orelha a orelha.
–Hm... – eu olho para os vestidos com cara pensativa.
–Que tal este? – minha mãe fala segurando um azul escuro, um tecido meio brilhoso, não fui com a cara dele de primeira, mas ela me convenceu.
Alguns minutos depois...
–Molly? – minha mãe me chama e eu levanto a cortina do provador e saio me virando para eu poder ficar de frente com o enorme espelho, elas esperam eu me olhar um pouco – Então? – minha mãe pergunta e eu olho pra ela com cara de “Não me obrigue a responder, por favor.”
–Quer experimentar outro? – pergunta a funcionaria, Sofia, eu perguntei o nome dela.
–Sim. Hm... – eu fico olhando e pensando – Aquele! – eu aponto para um vestido rosa
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–Então? – eu pergunto olhando para elas já com o vestido.
As duas balançam a cabeça negativamente como se sentissem muito pela minha escolha e eu entro de novo no provador com cara de derrotada e peço para que Sofia me indique um.
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–Hm... – eu fico me olhando no espelho com o vestido que ela trouxe e fico avaliando enquanto elas me olham – Não sei...
–Não gostou? – Sofia pergunta preocupada.
–É bonito, muito bonito, mas...
–Mas... – minha mãe fala.
–É longo – eu falo olhando pra elas – Pra agora quero um curtinho mesmo.
–Porque não tenta um pretinho básico? – minha mãe sugere.
–Realmente – Sofia concorda – Sempre caem bem, são os mais vendidos justamente por ser sempre uma boa escolha.
–Isso mesmo – minha mãe fala de novo – O preto básico é o salvador das mulheres em momentos de desespero.
–E eu estou desesperada – elas riem enquanto e volto para o provador.
E lá vou eu de novo me olhar no espelho.
–E aí? – minha mãe pergunta esperando uma resposta positiva.
–Me sinto generalizada! – eu falo com espanto
–Você não tem nenhuma ideia formada do tipo de vestido que queira usar? – Sofia pergunta.
–Não! – eu falo meio triste.
–Não sei... A cor? – minha mãe fala olhando para Sofia esperando que ela confirme.
–Sim! – Sofia diz – A cor, por exemplo, você já disse que quer um vestido curto, não sei, talvez com paetê, renda, luvas, não?! – ela me pergunta.
Eu faço cara e pose pensativa e logo dou um sorriso.
–Tem algum amarelo? – eu pergunto.
–Amarelo?! – minha mãe estranha.
–Essa cor nós não temos muitas opções. – eu desanimo – mas vou verificar. Um momento sim?! – ela sai.
–E agora? – eu pergunto a minha mãe ainda desanimada.
–Espere um pouco, ela disse que ia olhar não foi?! Talvez ela encontre alguns.
Dez minutos depois Sofia volta com uns quatro vestidos na mão, um é terrível, outro fica sobre meu joelho, outro é com lacinhos e achei meio bobo pra uma adolescente e o outro era todo no paetê dourado, achei meio chamativo de mais e quando eu já estava procurando outro vestido no meio de tantos e de tantas outras cores chega outra funcionária com um negocio preto na mão, aquelas capas pretas de roupa que vem da lavanderia sabe.
–Sofia – a outra moça fala – eu encontrei este guardado no quartinho, não está catalogado ainda, mas logo estará à venda, é o único exemplar da loja, chegou ontem.
Eu me enchi de esperança e logo abri um sorriso.
–Você é uma garota de sorte.
–Ah! – eu dou um gritinho discreto – Abre!
–Claro – ela fala abrindo o zíper da capa e a minha mãe riu da minha cara quando eu vi o vestido na minha frente, eu to quase babando o vestido de tão lindo.
–É esse! – eu falei fascinada
–Tem certeza? – minha mãe pergunta
–Claro.
–Bom, então é esse.
Sofia sorri.
–Vou perguntar quanto custa, com licença.
Agora, meia hora de pois de termos esperado que catalogassem e efetuassem a compra, nós estamos voltando para casa.
–Espero que realmente tenha gostado do vestido – minha mãe fala – porque já estou imaginando o susto que seu pai vai levar quando vê a fatura de R$280,00 dólares.
–Não imaginei que vestidos fossem tão caros.
–Pois é, mas é uma data especial e você merece.
–Estou tão ansiosa para me vê pronta, de vestido, penteado, maquiagem, tudo.
–Bom, agora vamos atrás dos sapatos – ela diz.
–Quero um salto preto veludo, sem detalhes nem nada, apenas preto.
–Que bom que já sabe como quer – minha mãe fala aliviada e eu começo a rir.
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–Quatro e meia – minha mãe fala quando entramos em casa – É, vai dar tempo de fazer o jantar, vá guardar as coisas e venha me ajudar sim?!
–Claro!
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–Não aguento mais nada – eu falo quando termino de comer.
–Também! – minha mãe comenta – Limpou o prato – eu rio.
–Vou pro quarto – eu falo – quero ligar para as meninas e perguntas com que vestido elas vão.
–Ok!
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–Oi Mary. E aí, animada pra sair com o John?
(Uiii, animadíssima – ela ri – já escolhe até o meu vestido)
–Séério?! – eu pergunto — eu também, que cor é o seu?
(Você sabe como sou né?!)
–Doidinha. – eu falo rindo
(Pois é, meu look é um tanto descontraído, não sei bem a palavras, é vermelho com alguns detalhes preto, meia calça preta, ah – ela grita – e um chapéu lindo com uma mini bota preta, eu amei Molly)
–Tô curiosa agora.
(E o seu?)
–É amarelo com uns detalhes no paetê, pouquinho, com umas pregas, sei lá o que é aquilo – eu falo rindo — só sei que eu amei Mary, amei, amei, amei. E vou usa com um sapato preto veludo, eu tô tão ansiosa.
(Ansiosa para o baile ou pra sair com Sherly gatinho? Como você o chama.)
–Agente só é amigo, e você sabe Mary.
(É, sei que nunca aconteceu nada de nada entre vocês, mas fala sério vai, o cara já é lindo, imagina ele de terno e gravata, assim como o meu John fofinho, vão ficar irresistíveis Molly.)
–Do que você tá falando hem?! – eu pergunto fingindo inocência – Acha que nós vamos ficar? É isso?!
(Olha... Vocês eu não sei, mas eu vou beijar aquela boquinha do John até enjoar, ou seja, não vou para nunca.)
–Doida. É. Você é doida – eu digo fingindo falar sério.
(E se ele te chamar pra um cantinho, você vai negar?!)
–Mary. Ele é meu amigo e me respeita, que cantinho o quê!
Ela cai na risada e eu acabo rindo também.
(Falou a freira, a qual é Molly, você me entendeu, não se finja de boba não tá?!)
–Sei. Eu sei. Mas...
(Vai dizer que esse tempão todo convivendo com o cara você ainda tem vergonha?)
–Tenho ué.
(Mas eu sei que você quer.)
–Que?! – eu tento fingir que não.
(Como assim “que?!” Sei que gosta dele, não negue, por isso se ele não tomar a iniciativa, tome você.)
–Que??! – eu falo mais dramaticamente
(Isso mesmo, não deixe de perder a oportunidade, vai que o negocio da certo e rola algo mais sério entre vocês)
–Sou tímida com essas coisas Mary.
(Então trate de perder a timidez, porque em ultimo caso, eu jogo ele pra cima de você e vice-versa)
–Você não faria.
(Vai duvidando vai)
–Quer saber, vou desligar, tenho que pensar muuuuito nisso.
(Tá bom, boa noite, e sonhe com seu anjo)
–Tchaau Mary, sonhe com o John ok!
(Pode deixar! – caímos na risada)
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