Teenage Dream
4 Expectativa
Notas iniciais
–Ah! – minha mãe fala me vendo sentar a mesa pra tomar café – Finalmente, pensei que ia dormir até a hora de se arrumar.
–É que eu não consegui dormir logo que me deitei. – eu explico.
–Claro, estava enérgica com tudo isso de baile – ela fala – mas pensei que justamente por isso você levantaria cedo.
–Te decepcionei né mãe?! – eu falo rindo.
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–Mas o que você tanto faz? – minha mãe pergunta – Molly vai se atrasar e vai perder sua vaga.
–Deus me livre mãe, eu não vou com o cabelo assim pra escola nem arrastada. E muito menos vou só com uma sombra comum e um brilhinho labial.
–Pois então vamos.
–Tá, tá – eu falo meio que pedindo só mais um tempinho – já vou, já vou!
–Hm... – ela se anima – to doida pra te ver pronta filha.
–Imagine eu!
–Vamos!
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– Garota – o cabelereiro fala animado – Você está uma deusa com esses cachos! Ui!!
–Sem falar nessa tiara filha, tá linda!
–Ah! – eu dou um gritinho – To me sentindo gente!
–E com razão fofa – o cabelereiro fala – Diva, diva, poderosa.
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–Filha? – ouço minha mãe se aproximar do quarto – Filha? – a voz ficou mais próxima agora – Filha? – ela entrou – Aaai – ela começa o drama – Filha você tá linda, linda, ooouwt – ela fala me rodando e me olhando de cima a baixo — minha menininha – parece até que eu to me casando – Tá tão crescida, uma princesa – e eu só olho a reação dela calada.
–Mãe não exagera – eu falo sem jeito.
–Mas eu não to exagerando, ai, quando seu pai te vê assim...
–Contanto que ele não implique com o tamanho do vestido.
–Você é uma adolescente, não vai saí por aí vestida como uma senhora.
–Tá, mas, é sério?! Eu fiquei bem nesse vestido? O cabelo? A maquiagem?
–Claro que sim sua boba!
–E o sapato? Combino?
–Olha, não sou nenhuma expert no assunto, mas até onde sei o preto combina com tudo. Não é o que dizem?! E fico lindo filha, você tá linda meu amor.
–Obrigada! – eu falo sorrindo.
–Tá, mas termina de se aprontar, passar perfume, não sei, porque já são sete e meia e já que seu acompanhante tá batendo na porta.
–Aaai mãe, tô nervosa, meu estomago tá embrulhando.
–Calma, calma, fica calma, vocês já amigos ó... – ela dá de ombros – há anos, para de dar chilique, fique calma ok? Quando estiver pronta desça.
–Ok!
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–Pera, pera – meu pai fala quando eu piso o primeiro degrau da escada para descer.
–Pai! Foto? Isso é coisa da minha mãe não é?!
–Claro – ela aparece vindo da cozinha – Quero recordar esse momento! Agora faça uma pose legal querida.
–Sorria! – meu pai fala sorrindo.
–Outra! – minha mãe diz.
–Mais uma! – agora é meu pai.
–Agora é esperar o Sherlock para tirar uma de vocês dois juntos.
–Ah não! – eu reclamo.
–Ah sim!
Ouvimos a campainha tocar e minha mãe vai abrir a porta.
“Ai meu Deus” eu falo no pensamento “Ah Jesus, me ajude, eu tô tão nervosa” Eu penso respirando profundamente tentando manter a calma.
–Boa noite senhora Hooper! – ele fala educadamente sorrindo – Sr. Hooper!
–Sua dama está pronta meu querido! – minha mãe fala o deixando entrar e ele sorri sem jeito.
–Oi Molly – ele fala me olhando fixamente eu sorrio, não percebi de respondi ou não.
–Quase pronta – meu pai diz e fico temerosa – Antes, um foto dos dois, desça Molly – já posso respirar aliviada, pensei que ele fosse começar um discurso de horas com o Sherlock e desço disfarçando o nervosismo.
–Aqui, na escada, venha rapaz – meu pai chama e nos coloca lado a lado.
–Ah não – minha mãe interfere no momento em que ele ia tirar a foto – Assim não, até parece forjado, vamos – minha mãe começa a nos posicionar – você fica de lado e ele passa os braços ao redor da sua cintura – ela ajeita os braços dele...
–Querida... – meu pai fala.
–Meu amor – ela olha pro meu pai – nós já conversamos lembra? – meu pai suspira e concorda.
–E segure a mão dela assim – ela coloca as mãos dele sobre as minhas eu to sentindo meu ar sumir, minha mão tá fria e a dele suando – agora você olhe para a câmera – ela diz comigo – e você – ela fala olhando pra ele – junte seu rosto ao dela – ela posiciona – assim!
Ela se afasta para olhar o resulto.
–Isso, perfeito, um casal fofinho. Pronto querido, agora sim. Sorriam, vamos, deixem de timidez ora, vão passar horas juntos.
–Não precisa lembrar – meu pai resmunga e eu rio.
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–Ok! – eu falo – às onze horas nós estaremos aqui fora esperando.
–Ótimo, então eu já vou tá?
–Tá!
–Se divirtam e juízo em jovens?
–Tá mãe – eu falo desejando que ela vá logo.
–Cuide bem dela ouviu rapazinho?
–Sim Sra. Hooper – Sherlock responde sorrindo.
–Tchau! – ela se despede.
–Tchau – nós respondemos juntos.
–Ah! – eu falo – Finalmente. Vamos? – eu estendo a mão.
Ele apenas sorri e segura minha mão.
Logo que entramos na escola pisamos em um tapete vermelho, pétalas de rosas espalhadas pelo chão, as luzes apagadas, e algumas luzes rosa colocadas no teto, clareando o corredor o suficiente.
–Ual! – eu falo sorrindo e me adaptando ao clima – eles capricharam hem?! – eu falo sem soltar a mão dele.
Depois de andarmos uns três metros nós vemos um enorme coração onde está escrito “Feliz Dia Dos Namorados” tapando a passagem que dá para o corredor que vai direto e com um casal recepcionando no corredor ao lado direito, o que dá para o salão de eventos escolares, o garoto de terno e ela de vestido vermelho longo.
–Sejam bem vindos! – o rapaz me da uma flor e ela põe um lencinho no bolso do paletó do Sherlock – Aproveitem a festa.
–Obrigada!
–Obrigado!
Nós seguimos em direção ao salão, o corredor está ornamentado da mesma maneira e mesmo estando a uns quatro metros de distancia já conseguimos ouvir a música que toca no salão.
–Ah! – ele fala, mas continuamos andando – Esqueci de dizer o quanto você está linda.
–Obrigada – eu falo sem jeito olhando pra ele – Você também! – ele apenas sorri e volta a olhar para frente.
Enfim chegamos e passamos por uma cortina de bolinha feita de papel laminado e logo encontramos o salão com as luzes apagadas e com vários jogos de luzes diferentes, o globo no centro no teto, algumas mesas ao redor encostadas na parede e vários casais dançando, no palco há o equipamento de som e alguns microfones e ao lado do palco uma enorme mesa com bebidas e aperitivos.
Andamos um pouco a procura das minhas amigas, eu sei que ele também não vai muito com a cara delas, mas ele não se opôs. E na terceira mesa do lado direito encontro Mary e John se beijando e Sally mais o namorado dela apenas conversando, ou tentando conversar com a música tocando alta.
–Somos inconvenientes Sherlock. – eu falo rindo esperando que eles nos vejam.
–Molly! – Mary por fim desgruda dele – Meu Deus você tá linda! E você também bonitão. – ela fala brincando com o Sherlock.
Ele só sorri.
–Olá Sally, está linda – eu cumprimento – Anderson.
–Olá. – eles falam – Sherlock! – apenas Anderson o cumprimenta.
–Oi pra todo mundo – enfim Sherlock diz alguma coisa.
–Vem cá – Mary segura minha mão – preciso falar com você.
–Mas acabei de chegar, aonde quer ir?
–Pegar umas bebidas, vem.
–Mas e... – eu falo olhando para o Sherlock.
–Ele fica com o John, vem. – ela me puxa.
Já na mesa ela começa a falar.
–Você tá poderosa amiga.
–Obrigada – eu falo quase gritando – Mas quer mesmo conversar aqui? Do lado do som Mary?
–É rápido.
–Tá, então, eu amei sua roupa, e esse sapato, adorei – eu falo fascinada.
–Obrigada! – ela fala se sentindo e nós rimos – Adivinha? – ela pergunta animada.
–O que? – eu fico curiosa.
–John me deu um ursinho à coisa mais linda Molly, você tem que ver, é um panda, quando agente aperta a patinha direita dele ele fala “Te Amo” e se apertar a esquerda toca uma música romântica, agora não lembro o nome, mas eu adorei.
–Você tá com ele aqui?
–Não né!
–Então?
–Como ele foi me buscar com o pai dele ele levou e me deu lá em casa, minha mãe guardo pra mim.
–Ai que fofo. Ele gosta de você!
–E me fala, o Sherlock te deu alguma coisa?
–Não!
–Que??- ela pergunta sem acreditar.
–Vai ver ele pensou que não precisava, não sei, agente não é namorado mesmo. – eu falo meio triste.
–Não seja por isso, John e eu também só estamos ficando, por enquanto né.
–Agente nem isso Mary.
–Ainda amiga, ainda.
–Ah claro, falo a vidente.
–Queridinha, a noite só tá começando, escuta o que eu to te dizendo, hoje você pega aquele gato.
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