Teenage Dream

16 Cap. 16 - O Pedido


Notas iniciais
oiie, voltei. Espero que gostem. Amanha tem post de Love Me Do. /Enjoy

POV Rebeca

***

- Becky, o que foi aquilo com a vendedora? – perguntou.

Corei. Eu nem me toquei que eu não era namorada dele, mas disse pra vendedora que sim. A propósito, o nome da vadia era Kate. Vi na plaquinha na blusa dela.

- Bem, é que... Ela ficou te secando, e não gostei. Ah Danny, qualé, quem tá com você sou eu, mas me desculpe por falar que você era meu namorado. – desculpei-me.

- Tudo bem, não tem importância, mas eu adorei o jeito com que falou com ela, estava me incomodando a maneira que me olhava. -

Peguei alguns vestidos por ali, que eram todos curtos, mas ainda precisava experimentar pra decidir qual levaria. Segui ao provador, e Danny me seguiu sentando-se em um sofá que havia ali em frente aos provadores.

***

Entrei e coloquei o primeiro, depois o segundo, terceiro, etc. Depois de experimentar todos, inclusive o qual a vendedora trouxe do manequim a mostra, escolhi levar os três vestidos que eu mais gostei.

Essa noite usaria o que estava na vitrine, mas não porque ele era quase uma peça única. Foram feitos somente dez vestidos daquele modelo, e por isso era caríssimo. Iria usar porque foi o que eu mais gostei.

Eu estava no caixa passando o cartão, quando Shyned apareceu atrás de mim, com uns dez vestidos nos braços.

- Meu Deus Shyned, você vai levar tudo isso? – perguntei apontando-os.

- Mas é claro, eu gostei de todos, na verdade, eu amei todos, — disse. – e vou levar todos sim. – complementou colocando os vestidos no caixa pra moça calcular.

Peguei minhas sacolas e Shy pegou as dela, e saímos da loja. Senti que estava sendo observada e me virei para trás, somente para ver o olhar ferino da vadia nas minhas costas. Dei um sorrisinho e continuei andando.

Shyned e eu ainda compramos alguns sapatos e fomos finalmente embora. Eram 20:15 hrs quando saímos no estacionamento, e logo que pisamos lá fora, fomos cercados por algumas pessoas com bloquinhos e canetas nas mãos esticadas, falando todas ao mesmo tempo.

Entendi frases como ‘Danny, me dá um autógrafo?, ‘Dougie, meu lindo, quero um autógrafo’, ‘São lindos mesmo, e bem mais gostosos pessoalmente’. ‘Daniel Jones vai ser meu, e ninguém vai me impedir’.

Quando ouvi essa frase, olhei para a garota um pouco atrás, e ela estava olhando pra bunda dos garotos, mas especificamente, pro Danny. Devia ser uma riquinha mimada, que tinha tudo o que queria quando queria.

Ela me olhou como se eu fosse nada ali. Naquela hora me subiu um calor pelo corpo que eu não aguentei e andei pesadamente na sua direção. As pessoas foram abrindo espaço conforme eu passava. Minhas bochechas queimavam, e com certeza deveriam estar pegando fogo.

Ouvia ao longe a voz de Danny, Shyned e Dougie me chamando, mas eu estava cega pela raiva.

Levantei a minha mão acertando em cheio a sua bochecha direita. O local ficou vermelho e com certeza, ficará as marcas dos meus dedos.

- Nunca mais, dê em cima dele entendeu? Nunca mais. – apontando o dedo indicador na sua direção.

- Quem você pensa que é pra me bater? – gritou.

- Isso no momento não interessa a você. Você não tem vergonha na cara não? – gritei de volta. Via alguns flashes, mas não estava me importando. – Você viu que os garotos estavam acompanhados, tinha que ficar quieta. -

- Posso saber o que você é deles para que os defenda assim? – perguntou aproximando seu rosto do meu.

Fiquei sem reação. O que eu falo?? Sou namorada? Amiga? Amante? O que afinal?

Nesse momento Shyned apareceu pra me salvar.

- Amiga, não perde seu tempo com essa... – olhou a garota de cima a baixo. – Esquece. Vamos embora. — Shyned me girou pelos ombros, e tinha dado uns três passos quando ouvi aquilo.

- Precisa de alguém pra te defender garotinha? -

Girei nos calcanhares e voei em cima da garota, caindo as duas no chão e eu por cima, estapeando seu rosto. Ela me arranhava os braços, e tentava fazer com que eu largasse seus cabelos.

Antes que eu me desse por satisfeita, braços fortes que eu reconheci imediatamente me pegaram pela cintura, tirando-me de cima da vagabunda.

- Covarde, vagabunda. Você pensa que é dona deles? Olha o vexame que tá passando? Essa briga vai sair nas capas das revistas, e a vitória vai ser minha. Eu ainda vou pegar Daniel Jones pra mim, queira você ou não. -

Tipo, o que eu acabei de ouvir mesmo?? Ah, nem sei mais do que a gente tava falando, isso se a gente tava falando. Melhor, porque a gente tava brigando. Fiquei sem reação, Danny congelou atrás de mim, seus braços ainda a minha volta, mas foi ele quem falou por mim.

- Ela não precisa de alguém para defende-la porque ela é capaz de fazer isso sozinha, e nunca mais a chame assim, Bruna, nunca mais. Você não a conhece, e eu gosto dela. Passado é passado, e você não vai conseguir o que quer. E só pra você saber, e pra todo mundo aqui, — dirigiu-se as pessoas à nossa volta. – essa garota é fantástica, e é por ela que eu estou apaixonado, e com quem eu pretendo ficar pelo resto da minha vida. E não vai ser você a me impedir. -

Conforme falava, Danny ia se aproximando dela, e parecia estar com muita raiva dela.

- Mas Danny... – e não é que a tal de Bruna, tentou argumentar?!

- Não tem mas, nem meio mas. Você sabe muito bem que o que fez não tem perdão. Você poderia ser minha amiga, mas não quis, e agora que eu segui com a minha vida, você aparece pra tentar acabar com ela?! -

Eu estava chocada, totalmente sem palavras. Como assim ‘volta’? Boiei...

Os garotos se entreolhavam, parecendo temer alguma coisa, quando percebi que eles me olhavam com pena. Odiei isso. To pouco me lixando pra tudo. Bruna me olhou com um sorriso vitorioso, e eu estava prestes a chorar. Não por saber que aquela garota fez parte da vida do Danny, mas por saber que ela foi mais do que isso, mais do que amiga... Ah, quer saber? Nem eu sei direito tá? Só me deu uma vontade louca de chorar.

- Danny, pára com isso. Deixa ela pra lá, ela não merece a sua atenção. Tem outra pessoa, muito mais importante precisando disso agora. – Dougie disse colocando a mão esquerda no ombro de Danny e apontando a cabeça na minha direção. Eu já me debulhava em lágrimas. Acho que é TPM, porque parecia que o mundo tinha acabado pra mim.

Danny me olhou com pedidos de desculpas nos olhos. Deu as costas pra vagabunda baixinha e me abraçou, murmurando no meu ouvido.

- Desculpa, desculpa. -

- Tudo bem, só quero ir embora, por favor. – pedi com o rosto escondido no seu peito, molhando sua camiseta com as minhas lágrimas.

- Eu vou levar você pra casa – disse, me levando na direção do carro.

Fomos o caminho todo em silencio. Minhas lágrimas já não caiam mais, mas meu rosto estava vermelho e inchado. No carro, ouvia-se somente a nossa respiração. Nesse momento, preferia o silencio a uma conversa.

Danny parou o carro em frente a casa, mas nenhum de nós dois se manifestou. Eu continuei na mesma posição, torcendo as mãos e olhando-as. Danny foi quem decidiu falar.

- Você está melhor? – perguntou cauteloso.

- Sim. – respondi simplesmente.

- Eu não queria que visse aquilo. Agora vai estar em todas as capas de revistas e jornais. – bateu no volante do carro, e eu o olhei.

- Eu não vi nada, quer dizer, ela foi alguma coisa sua, mas o que eu tenho a ver com isso? Eu não sou nem sua namorada, porque eu tenho que ficar com ciúmes? – comecei a chorar novamente.

Ele ficou em silencio, com a cabeça baixa.

- Ela foi minha namorada, antes disso, minha melhor amiga. Nos conhecemos quando ela se mudou pra casa vizinha a minha em Bolton. Eu tinha seis anos, e ela quatro. Os pais dela são brasileiros, mas ela nasceu em Nova York. Começamos a estudar juntos, e ficamos super amigos. Eu acabei me apaixonando por ela, então me declarei, e a pedi em namoro. Ela aceitou, mas... – parou.

- Mas o que? – incentivei. – O que aconteceu? -

- Começamos a namorar. Eu tinha 17 anos, e ela 15. Nos dávamos super bem, até o dia do baile de formatura. Eu estava me formando. Os meus amigos me alertavam sobre ela, principalmente Dougie, dizendo que ela não era o que eu pensava, mas eu não dava importância, afinal, eu a amava, pelo menos era o que eu achava. Acabei brigando com o meu melhor amigo por causa de uma garota. Fiquei super mal, mas acabei pedindo desculpa pelo que eu tinha feito, e ele aceitou, mas me alertou novamente. Deixei quieto, porque não queria brigar novamente. Ficamos juntos parte da festa, até que ela disse que ia ao banheiro e conversar com algumas amigas. Eu acreditei, mas ela estava demorando muito então fui procurá-la. Perguntei as tais amigas dela, e disseram que não tinham a visto desde o começo da festa, rodei o salão inteiro e nada dela. – tinha uma expressão sofrida no rosto. Eu queria confortá-lo, mas não podia, ele estava desabafando, e não queria ninguém dizendo que iria ficar ‘tudo bem’, pelo menos eu não gostaria.

- Decidi ir procurar no jardim, ela só poderia estar lá, e eu não me enganei. Tinha umas arvores, com bancos embaixo delas, e algumas poucas luzes, iluminando tudo. Atrás de uma arvore grande e velha, vi um casal... – deu uma pausa e engoliu em seco. – transando. Escutava gemidos, mas como estava escuro, não consegui ver o rosto de nenhum dos dois. Quando estava chegando perto, ouvi a garota dizer o nome do cara. Peter. Ele era um dos meus melhores amigos, depois do Dougie. Mas estaria tudo bem, se não fosse pela garota. -

- Bruna... – sussurrei.

- Isso. Peter me viu primeiro porque eu estava de frente pra ele, e Bruna estava encostada na arvore. Ele me deu um sorriso de quem ganha um prêmio. Os dois me traíram, minha namorada, e o meu amigo. Bruna não tinha notado a minha presença ali, mas Peter tinha, e mesmo assim, não deu importância. Saí dali, com a cabeça fervendo. Não queria aceitar que era aquela garota, com o meu amigo. A garota que foi a minha amiga, depois namorada. Ela era a minha primeira namorada, mas me magoou da pior maneira. – suas lagrimas caiam livremente, molhando seu rosto e a sua camiseta. – No outro dia, ela foi a minha casa, como se nada tivesse acontecido, e dizendo que me amava. Brigamos feio, e ela me contou toda a verdade, tudo o que achava, que só estava comigo por pena, e pelo dinheiro que a minha família tinha. Depois disso, nunca mais a vi, mas o buraco no meu coração, mais por raiva do que ela fez do que pela dor de descobrir que ela não me amava. Continuei com a minha vida normalmente, percebendo que o que eu sentia por ela, era amor de irmão. Ela me ligava às vezes, pedindo desculpas e dizendo que sentia muito pelo que tinha acontecido, que foi o calor do momento. Nunca mais vi Peter. Pelo que Dougie me contou, ele tinha ido pra uma universidade em outra cidade, e Bruna... Bom, a Bruna sumiu do mapa. Mas ela apareceu, e no melhor momento da minha vida, pra estragar tudo o que eu demorei a conseguir. Amar e ser amado. – nesse momento olhou para mim, e quando assimilei a ultima frase dita, fiquei sem reação.

Como assim ‘amar e ser amado’?

- O... O que quer dizer com... com isso? – gaguejei. Droga, era lá momento pra isso?!

Ele sorriu e virou-se na minha direção, pegando minhas mãos entre as suas.

- Você disse que me ama. -

Gelei. Como assim eu disse?!

- É... ahn... Quando foi isso? – perguntei confusa e quase não querendo ouvir a resposta, pois estava com uma leve suspeita.

- Você disse quando estava dormindo. – sorriu de orelha a orelha.

- Merda. Não era pra ele saber. – sussurrei para mim mesma.

Seu semblante mudou de confuso para irritado.

- Como assim não era pra eu saber? Esperava que eu fosse descobrir quando? Como? -

- Não era pra você saber desse jeito. – tentei consertar. – Eu não queria sofrer o que eu sofreria se me declarasse pra você. Sabe o que é amar, mas saber que a pessoa que você ama, não te ama da mesma maneira? – coloquei as mãos no seu rosto, olhando dentro de suas orbes azuis pedindo silenciosamente que me entendesse.

- Sim eu sei. – fiquei surpresa com a resposta, e me afastei tentando assimilar o que ele tinha dito. – Eu sei porque eu pensei que você não gostava de mim da mesma maneira que eu gosto de você. Na verdade, da mesma maneira que eu amo você. – “Puta merda”, pensei.

- Caramba – sussurrei pausadamente. Sério mesmo que ele disse que me ama, da mesma maneira que eu o amo?

- Você... Você me... ama? – perguntei com dificuldade, porque tava tentando segurar as lágrimas.

- Sim. Eu te amo. Eu nunca amei ninguém assim em toda a minha vida. Você é perfeita, não tinha como não me apaixonar, e hoje, no shopping, eu vi que não poderia viver sem você. Eu quero ficar com você o tempo que me quiser. Você me ama? -

Minhas lágrimas já não obedeciam mais, e caiam livremente molhando todo o meu rosto. Sorri.

- É claro que eu te amo. Desde a primeira vez que eu te vi. -

- Você me quer? -

- Mais do que imagina. – respondi não entendendo onde ele queria chegar.

- Então você quer namorar comigo? – perguntou esticando uma caixinha azul na minha direção.

Olhei pra sua mão, e estiquei as mãos tremendo, e pegando a caixinha abrindo-a.

Fiquei olhando aquele aro prateado.

- É lindo. – sussurrei passando o dedo por ela, como que com medo de quebrá-la.

Danny pegou a pequena caixa das minhas mãos e pegou o anel colocando-o em meu dedo anelar direito.

- Eu te amo. – disse.

Eu estava sem voz, então como resposta, beijei-o colocando tudo o que eu sentia por ele, e tenho certeza de que ele entendeu.

Não queria deixá-lo, mas ele tinha que ir. Despedi-me dele, e desci do carro. Quando o carro virou a esquina, me virei para poder seguir o caminho até a porta, mas quando vejo, Shyned está lá, encostada no batente, com os braços cruzados.

Segui na direção dela, com medo do que ela faria, mas meu medo era infundado, porque quando fiquei de frente pra ela, olhando-a com cuidado, ela me abraçou e começou a pular no lugar.

- AAAAHHHH! EU NÃO ACREDITO! VOCÊ TÁ COM O DANNY, E ELE TÁ COMPLETAMNETE NA SUA. – gritou. – O que ele falou?? Ele te explicou quem era a vadia? E porque tem tanta... raiva dela? Já disse que eu odeio ela? Então, eu odeio ela. Se eu pudesse, teria partido ela em vários pedacinhos só por ela ter te xingado. Eu ia bater nela, mas o Dougie me impediu, e o Danny ‘tomou conta’ da situação, a propósito, caramba hein?! Ele disse que quer ficar com você, mas ele falou alguma coisa pra você? Sim, porque se ele... – não estava aguentando mais tanto falatório, então resolvi interromper, senão ela não pararia.

- Shyned... – chamei cutucando-a no ombro com o dedo indicador. – Pára de falar, por favor. Eu te falo tudo que quiser, só... pare de falar um pouco. – pedi.

- Tudo bem, me desculpe. É que você sabe que quando me empolgo eu começo a falar e... – parou quando estiquei a minha mão pedindo que parasse. – Tá, eu fico quieta, mas agora vamos entrar comer alguma coisa. – me deu espaço para passar e veio atrás de mim.

- Hey, — chamei. – por onde você entrou que eu não vi? – perguntei.

- Claro que você não viu. Tava de costas pra casa, e entretida no Danny, que nem notou o carro que parou atrás de vocês. – riu.

- É, acho que sim. – concordei.

- Você chorou? – perguntou analisando meu rosto. – Seu rosto tá todo vermelho. Se o Danny fez alguma coisa pra você eu juro que... -

- Não, você não jura nada. Ele fez sim uma coisa, mas não é nada do que está pensando. Ele... ele disse que... que me ama. – sorri.

Ela ficou parada olhando pro meu rosto, e depois começou a pular a minha volta.

- AAAAAHHH! ATÉ QUE ENFIM O TAPADO DO DANNY FEZ ALGUMA COISA. – gritava.

- E ele me pediu em namoro. – disse fazendo com que ela pulasse mais ainda, e me puxasse junto.

- O que você fez? O que você falou? Que sim né?! Ah por favor, não é possível você ter dito não. Você ama ele desde o que? Onze anos? -

- Dez Shy, dez anos. -

- Ah, que diferença faz? Esse não é o ponto, e não tenta mudar de assunto. -

- Eu não to... – ela me interrompeu.

- Na-não. Você vai me falar agora. -

- Quem sabe se você calar a boca hein?! Seria uma boa ideia não acha? – disse sarcástica.

- Ai, não precisa ser grossa. – sentou-se no sofá.

- Desculpa, mas me deixa falar, sim?! – pedi.

- Tá, eu prometo calar a minha boca, e só falar alguma coisa quando você disser: “Pode falar agora”. – disse e passou um “zíper” na boca.

- Foi assim, depois daquela briga... – contei tudo a ela, até o momento em que o carro do Danny sumiu na esquina, e como prometido, Shy ficou quieta todo o tempo. – Pode falar agora. – disse.

Ela ficou quieta, e então pegou a minha mão olhando para o anel prateado em meu dedo. Passou a ponta dos dedos, e finalmente me olhou.

- É lindo. – seus olhos estavam cheios de lágrimas, e quando disse isso, não segurou mais, me abraçou, dizendo que estava super feliz com tudo o que tinha acontecido.

- Ah, e da surra que você deu naquela vaca também. Eu nunca gostei dela. – disse.

- Peraí, você conhece ela de onde? O Danny namorou ela quando estava no último ano do colégio, então como você o conheceu? Disse que tinha conhecido ele depois, tipo, bem depois. – fiquei confusa agora.

- Conheci Danny e Dougie uns dois meses antes da formatura, e consequentemente, Bruna. Eu a odiei de cara, e nesse dia a gente tava num restaurante, quer dizer, combinamos de ir a um restaurante e até então não a tinha conhecido. Eu e Dougie já estávamos lá, mas quando ela chegou no restaurante, ficou secando o carinha da recepção, e de mãos dadas com o Danny. Vi que quando ele indicou a nossa mesa, ela passou um cartãozinho pra ele, e disse ‘Me liga’, sem som. Ela era uma vagabunda que não merecia o Danny. E depois ela pediu licença porque ia no banheiro, como ela estava demorando muito, dei uma olhada em volta, e pedi licença, levantando-me e indo em direção ao banheiro. Quando entrei, ouvi alguém gemendo. Andei silenciosamente e na ultima, abri a porta, encontrando um homem sentado e uma mulher, Bruna, em cima dele. Eu não acreditei, e fechei a porta, passando água no rosto. A partir daí, evitei vê-la, e também não falei nada pro Danny porque ele estava feliz, e senti que não deveria acabar com isso. Mas depois eu vi que mesmo que ele ficasse arrasado, eu deveria ter falado, porque eu era amiga dele, mesmo conhecendo-o há pouco tempo. Ele não sabe que eu sei disso, então, por favor, não diga nada a ele, tudo bem?! – pediu.

- Okay, pode deixar, mas que história hein?! – tentei descontrair.

- É, e como é. O Danny não te contou que ele não era esse mulherengo que você conheceu, não é? – perguntou.

- Sério?! – perguntei surpresa.

- Ele não te contou. Olha, não diz pra ele que te contei, porque ele odeia lembrar. Ele não era esse safado que você conheceu, quer dizer, ele voltou a ser aquele garoto apaixonado, carinhoso, mas só quando conheceu você. Apesar de descobrir que não gostava da Bruna, como ele gosta de você, ele ficou mal quando descobriu que era traído praticamente com a escola toda. Então, decidiu que nunca mais se apaixonaria, porque as mulheres sempre acabavam com os homens, e virou aquilo que você conheceu. Mas com você, com você, ele voltou a ser o garoto, agora homem né, que era antes. Ele é maravilhoso, e eu sabia que ele só precisava de alguém que o amasse de verdade, e que não o faria sofrer. -

- Nossa, estou surpresa, mesmo. Nunca pensei que o Danny tinha passado por isso. Tipo, pensei que ele sempre foi assim, porque os homens de hoje, pelo menos a maioria não prestam. -

- Isso é verdade, mas você tem sorte, realmente muita sorte. – sorriu. – Fico tão feliz por você! – disse emocionada.

- Obrigado. Mas será que agora a gente podia ir dormir? Estou cansada. To afim de dormir, dormir e dormir. -

- Acho que merecemos um descanso mesmo. – rimos, e fomos cada uma para o seu quarto.

BRUNA:

http://www.revistadm.com.br/app/webroot/upload/images/gi_lancellotti.jpg

ALIANÇA:

http://www.medalhaopersa.com.br/MP_53868_Meia-Alianca-em-Ouro-Branco-com-Diamantes-VS1

Continua...


Notas finais
E aí?! O que acharam? Review's??