Teenage Dream
17 Cap. 17 - POV's Tom, Harry e Dougie
Notas iniciais
POV Tom
Soube quando a vi, que ela seria minha amiga. Rebeca mudou a primeira impressão que tivemos dela. Só a de Danny que ela não mudou, porque ele se encantou por ela.
Eu, Harry e Dougie pensamos que ela ia ser daquelas garotas ‘Não me rele, não me toque’, mas não.
Todos nos dávamos super bem. Mas só faltava uma coisa pra tudo ficar melhor do que está.
Danny fazer alguma coisa em relação à Rebeca.
Dois apaixonados e dois burros.
Me tira do sério isso, mas deixei quieto.
Danny ficou com ela no cinema, e a partir daí, nunca mais se largaram. Eles parecem namorados. Fazem coisas juntos, andam juntos, tudo o que um casal de verdade, e apaixonado faz, mas eles não têm um compromisso sério.
Eles saiam bastante juntos, Rebeca até ia pra gravadora de vez em quando. Harry passava quase o tempo todo com a Izzy, seja ela lá na casa dela, ou aqui, ou em algum outro lugar. Eu e Dougie saiamos juntos de vez em quando, sem as namoradas, mas estava todo mundo ocupado, então era quase raro.
Só fiquei um pouco preocupado, quando Dougie chegou em casa sozinho, e disse que a Bruna tinha aparecido. Ainda bem que quem se machucou mais foi a Bruna, que como eu disse pro Dougie, a Rebeca deveria tê-la mandado para o hospital.
Dougie foi dormir e eu fiquei assistindo TV. Essas horas não passavam nada que prestava. Peguei o controle e fiquei zapeando os canais, até achar algum que me agradasse. Deixei em um filme qualquer, e estava quase dormindo quando ouvi a porta bater. Sentei assustado.
- O QUE ACONTECEU? – gritei.
- Calma Tom. Foi só a porta. – disse rindo.
- Merda Harry. Porque toda vez você tem que fazer isso? Me assustou. – levantei-me indo para o quarto.
- E porque você esta dormindo na sala? -
- Larga do meu pé. – entrei no quarto batendo a porta, e o ouvi rindo do outro lado.
- Isso porque eu não falei nada. – disse ele.
Queria saber o que aconteceu depois da briga, onde o Danny está, e o que está fazendo, mas deixa pra eu descobrir amanha. Caí na cama e apaguei.
POV Harry
Estava louco pra conhecer a garota do intercambio. Do jeito que a Shyned falou ela era linda, e eu tinha que conferir isso. Sempre fui um safado, do tipo que era uma por noite, quer dizer, ainda sou, e juro que quando a vi, fiquei de boca aberta.
Putz, ela era linda... e gostosa. Aquela calça jeans colada, ficava muito bem nela. Mas conforme fomos nos conhecendo, ela foi se mostrando ser super legal, simpática, amiga e claro, alem de linda, apaixonada pelo meu amigo tapado Danny.
Sim, vi isso nos olhos dela. Eu traia a Izzy, e cheguei a ficar até com a Shyned. Ela é linda, eu sempre a achei bonita, e não desperdicei a chance quando a tive.
No começo, eu confesso que queria ficar com a Rebeca sim, mesmo eu tendo namorada, e uma garota dessas não é de se dispensar assim, mas isso mudou. Agora, vendo que o meu amigo Danny também tá apaixonado por ela, apoio os dois.
Os dois saiam a algum tempo, e todo mundo via que os dois se gostavam, muito mais que amigos, mas quem era pra ver isso, não via.
No dia do cinema, as coisas pegaram fogo entre os dois. Começaram a se agarrar sem se importarem onde estavam. Ainda bem que a sala estava quase vazia, mas comemoramos silenciosamente, afinal, isso já era pra ter acontecido.
Só foi chato termos encontrado a ex do Danny. Não gostávamos dela, mas Danny não ouvia a gente, dizia que gostava dela, e que iria ficar com ela. Até que ele a pegou junto com um carinha qualquer que estava em um de nossos shows. Eles estavam no camarim, se atracando.
Depois disso, eles saiam quase todos os dias. Se davam super bem, e estávamos só esperando uma atitude do Danny pra pedi-la em namoro, mas essa espera já estava me matando.
Eu não traí mais a Izzy. Eu sempre gostei dela, mas depois de conhecer a Rebeca, e ver como ela e o Danny combinavam, e depois dele se apaixonar por ela, ele nunca mais a traiu, e eu sou apaixonado pela Izzy. Na verdade, eu a amo, mas só percebi realmente depois de observar Danny e Rebeca.
Agora eu estava na casa dela, assistindo uns filmes. Estava deitado na cama, e ela em meu peito.
Fiquei pensando... Eu nunca disse a ela que a amava, nem um simples, adoro você, e ela mesmo assim, sempre esteve ao meu lado, independente do que fosse. Não tenho tanta certeza, mas acho que ela sabia das minhas traições, porque uma vez, estava em casa, com uma garota que eu nem mesmo sabia o nome, estava dormindo, não sei como, mas ouvi um choro baixo, e um sussurro. “Porque Harry? Porque você faz isso comigo?”. E logo em seguida, passos.
No outro dia, pensei que era sonho, mas depois de um tempo, comecei a achar que tinha acontecido realmente, pois varias vezes, a pegava chorando pelos cantos. Ficava mal, porque apesar de tudo, gostava dela. Sabia que gostava, mas ao sabia que a amava.
- Izzy... – chamei, fazendo com que ela levantasse a cabeça para me olhar.
- O que? – sussurrou.
- Quero te fazer uma pergunta. -
- Quantas quiser. – sorriu.
- Você sabia que eu a traia? – perguntei olhando-a fixamente.
Ela hesitou, e desmanchou o sorriso.
- Sim. – respondeu simplesmente.
- E mesmo assim continuou comigo? -
- Sim. -
- Por quê? -
Ela se levantou, sentando-se na beirada da cama, abaixou a cabeça colocando-as entre as mãos. Ouvi um choro baixo. Era ela.
Levantei-me e fiquei a sua frente, pegando as mãos dela, e tirando-as do seu rosto, que estava todo manchado pelas lágrimas.
- Porque está chorando? – perguntei preocupado.
- Ah Harry... – limpou as lagrimas. – Me desculpe. Não queria que me visse assim. -
- Mas por quê? Só me diz por quê. Não gosto de te ver sofrendo... Você sabia das minhas traições, mas continuou comigo. Por quê? Eu preciso saber. -
- Porque eu te amo Harry. Desde a primeira vez que te vi, desde sempre eu te amo, mas você não via isso. Eu sofria sim, sabendo das suas traições, e quando eu o pegava me traindo, mas eu te amava, aliás, ainda amo. Tinha esperança de que um dia você me amaria da mesma forma que eu te amo. – respondeu chorando novamente.
Eu a abracei, pedindo para que não chorasse.
- Por favor, não chora. Eu era um idiota, que não sabia a pessoa maravilhosa que eu tinha e ia procurar qualquer vagabunda na rua. Me desculpe, fico grato por não ter descoberto isso tarde demais, mas eu também te amo Izzy. – ela chorava mais ainda.
- Oh meu Deus Harry. Eu sempre quis ouvir isso. – disse e eu a beijei.
Já estava noite, e eu acabei ficando por lá mesmo.
Alguns dias depois...
Eu e Tom já estávamos na gravadora, e Danny e Dougie ainda não tinham chegado. Fletch já estava fazendo um buraco no chão de tanto que ficava andando pra lá e pra cá.
- Fletch, quer parar de andar? Tá me irritando. – disse.
- Aqueles dois irresponsáveis... Vou descer e esperar lá embaixo. Eles vão ver quando chegarem. – saiu batendo a porta.
Já eram 08:00hrs, e depois de meia hora, cinco pessoas entraram. Danny, Rebeca, Dougie, Shyned e Fletch, falando e falando pros garotos que não estavam nem aí.
Cumprimentamo-nos e fomos logo cada um pros seus instrumentos, antes que a situação piorasse. Fletch com raiva nunca é bom.
Depois de passarmos a tarde toda gravando, Danny e Dougie foram pro shopping com as garotas, e eu e Tom fomos pra casa descansar. Estamos pra lançar um CD e ainda temos muito trabalho.
Cheguei em casa, tomei um banho e caí na cama.
POV Dougie
Rebeca era legal. Quando a vi na casa da Shy, pensei que ela ia ser daquelas meninas chatas e super mimadas, mas ela se mostrou super diferente.
Shyned me contou que o pai dela era dono de uma pequena rede de clinicas de fisioterapia, e que, vamos dizer que ela não era nem um pouquinho pobre. Ela tem tudo o que quer, e é simples, não se importa com dinheiro.
Danny se encantou com ela, ficou babando nela, mas eu não o deixei beijá-la no dia em que a conheceu.
Eu sei, foi divertido, mas Danny é um tremendo de um safado, e a garota tinha acabado de chegar. Como eu sabia que os dois iam ficar juntos, porque ela foi feita pra ele, é só olhar e ver, não queria que ficasse uma má impressão dele pra ela. Não queria que ela pensasse que ele não prestava, mesmo sendo 100% verdade, e que não daria uma chance pra ele.
Nem sei por que fiz isso. Poderia ter deixado, já que os dois estão juntos e vivem se atracando por aí, mas como disse antes, foi divertido. Acho que até ajudou um pouco.
Harry parou de ficar pegando qualquer mulher por aí. Tenho que falar, antes de eu começar a namorar a Shy, era como eles. Assim como Tom antes de namorar a Gio. Mas acabou que mudamos e eu gostei disso.
Agora, estava torcendo pelo Danny e pela Rebeca. Só faltava o Danny tomar um atitude, porque o animal é lento. Tá saindo com a garota quase todas as noites, ela praticamente joga na cara dele, que e apaixonada pelo tapado, e ele não percebe.
No dia que fomos ao shopping com as meninas, depois de passarmos o dia inteiro na gravadora, a coisa pegou fogo, e eu achei realmente que a Rebeca ia mandar a Bruna pro hospital, mas também não impedi, e nem deixei que a Shyned o fizesse. Eles precisavam disso.
Hora errada pra Bruna aparecer. Pessoa errada pra Bruna mexer.
Não pensei que a Rebeca fosse bater nela, praticamente a espancou. Danny estava sem reação, e as duas lá se xingando.
- Posso saber o que você é deles para que os defenda assim? -
Rebeca ficou parada, olhando-a sem saber o que responder. Nesse momento, Shyned foi ajudá-la.
- Amiga, não perde seu tempo com essa... – olhou a garota de cima a baixo. – Esquece. Vamos embora. -
Mal se viraram e Bruna provocou.
- Precisa de alguém pra te defender garotinha? -
Quando vi, Rebeca já tinha pulado na Bruna, e as duas estavam no chão. Rebeca em cima e Bruna em desvantagem, pois estava apanhando mais.
Danny despertou do transe e tirou a sua garota de cima da Bruna e começou a falar.
- Ela não precisa de alguém para defende-la porque ela é capaz de fazer isso sozinha, e nunca mais a chame assim, Bruna, nunca mais. Você não a conhece, e eu gosto dela. Passado é passado, e você não vai conseguir o que quer. E só pra você saber, e pra todo mundo aqui, — dirigiu-se as pessoas à nossa volta. – essa garota é fantástica, e é por ela que eu estou apaixonado, e com quem eu pretendo ficar pelo resto da minha vida. E não vai ser você a me impedir. -
Fiquei chocado com isso. Ele nunca ficou com tanta raiva de uma pessoa assim.
- Mas Danny... -
- Não tem mas, nem meio mas. Você sabe muito bem que o que fez não tem perdão. Você poderia ser minha amiga, mas não quis, e agora que eu segui com a minha vida, você aparece pra tentar acabar com ela?! -
Nesse momento, ouvi um choro baixo e olhei para o lado, vendo que vinha da Rebeca.
- Danny, pára com isso. Deixa ela pra lá, ela não merece a sua atenção. Tem outra pessoa, muito mais importante precisando disso agora. – disse.
Danny parou e olhou para a garota chorando, pedindo desculpa.
Ele levou-a para casa, e eu e a Shy fomos de taxi. Eles precisavam desse momento a sós, e eu não seria o idiota de interrompe-los. Não dessa vez.
Chegamos na casa da Shy, e o carro do Danny tava na frente da casa.
- O que será que aqueles dois estão fazendo? – perguntou Shyned olhando para o carro a nossa frente.
- Não sei. Gostaria de saber, mas não sei. Só espero que Danny lhe explique tudo. – respondi.
Ela se despediu entrando na casa, e eu fui pra casa. Cheguei e Tom estava na sala.
- E aí, como foi? – perguntou desviando sua atenção da TV.
- Nem queira saber. Adivinha quem apareceu por lá? – joguei-me no sofá.
- Quem apareceu? -
- Bruna. – sussurrei.
Ele ficou em silencio.
- Dougie, o que aconteceu? -
- Rebeca brigou com ela. De sair nos tapas mesmo. Bruna provocou e ela não agüentou. — respondi.
- Caramba. Ela se machucou? -
- Quem? -
- A Bruna. – o que? Ele tá preocupado com a Bruna?
- Como assim a Bruna? Tá preocupado com ela? – perguntei.
- Mas como você é burro. Ela se machucou ou não? – insistiu.
- Sim, e muito. A Rebeca deu uma bela surra nela. -
- Ainda bem. Ela poderia ter mandado a Bruna pro hospital. Teria pelo menos metade do que merecia. – sorriu.
- Fiquei com medo de você agora. – me afastei um pouco.
- Ah, vai dormir vai. -
- Pode deixar. To morto. – disse e levantei-me indo para o meu quarto.
Continua...
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