Teenage Dream
15 Cap. 15 - Namorado?
Notas iniciais
POV Rebeca
***
Acordei no outro dia com a claridade no quarto. Eu não estava sozinha. Tinha um corpo embaixo do meu. Abri os olhos e levantei a cabeça, vendo que Danny já estava acordado.
- Bom dia. – murmurou sorrindo e me dando um selinho.
- Bom dia. – respondi. – Danny, não faz isso. Eu acabei de acordar e devo estar horrível agora. -
- Que nada. Você tá linda. – e me deu mais um selinho. Ficou me olhando, mas depois de alguns minutos disse. – Precisamos levantar. Eu to cheio de fome, sem falar que eu tenho que ir pra gravadora daqui a pouco.
Olhei no relógio do criado mudo, e vi que eram 8:00 hrs.
- Eu não quero levantar. – resmunguei me agarrando mais a ele, que riu.
- Mas tem, quer dizer, pelo menos eu, mas como eu não quero levantar sozinho, você vai comigo, ah, e vai pra gravadora também. – disse.
- Como assim eu vou pra gravadora? -
- Você vai porque eu quero você junto comigo. Você faz parte da minha vida agora, e precisa me acompanhar em, pelo menos, quase tudo. – sorriu torto.
***
Ai meu Deus, eu não acredito. Que fofo. Ele disse mesmo que eu faço parte da vida dele? Eu não to acreditando. Deixa eu me beliscar pra ver se é um sonho... Não, é melhor não. Sorri abertamente.
- O que você disse? – perguntei novamente.
- Que você faz parte da minha vida agora? -
- Isso. É sério? -
- Mas é claro que é. Eu não brincaria com isso. – respondeu.
OMG!!!
Eu não acredito. Quer dizer, isso parece um sonho. Daniel Jones está deitado na minha cama, comigo, e dizendo que eu faço parte da vida dele agora. Tá que não é exatamente o que eu mais queria, mas já é um começo certo??
- Tudo bem. Acho que a gente tem que levantar se não quisermos chegar atrasados. – disse me levantando, e Danny me seguiu até o banheiro.
Escovamos os dentes, e eu fui procurar uma roupa no closet. Optei por uma calça jeans, uma blusa de mangas compridas preta, jaquetinha cinza, e um peep toe preto.
Quando fui colocar a calça, senti um olhar em mim e eu sabia muito bem quem era, mas não me importei com isso. Só virei o rosto olhando diretamente nos seus olhos e dei um sorriso malicioso. Danny prendeu a respiração e entrou no closet. Eu estiquei a minha mão, sinalizando para que ele parasse onde estava.
- Não não Danny. Fica paradinho aí. – disse e continuei vestindo minha roupa sob o olhar penetrante do meu lindinho.
Terminei de me vestir e escovei os cabelos prendendo-os em um rabo de cavalo bem preso, e fiz uma maquiagem leve.
- Pronta, podemos descer. – me virei para Danny, ficando de costas para o espelho.
Danny se levantou sem dizer nada e me puxou pela cintura, me apertando contra ele e esmagando minha boca em um beijo. Eu logicamente permiti que me beijasse, dando-lhe passagem para sua língua, que explorava avidamente a minha boca.
Retribuí com a mesma intensidade, mas não podíamos ficar nos beijando, tínhamos horário, e ele disse que estava cheio de fome. Onde foi parar toda essa fome??
Afastei-me dele, contra a minha vontade, mas era preciso.
- Danny... – passou a beijar meu pescoço, e morder o lóbulo da minha orelha. – Danny... – espalmei as mãos em seu peito afastando-o. – Danny, pára. A gente tem que ir. Onde foi parar a sua fome hein?! – perguntei olhando em suas orbes azuis.
- Ah, nem sei aonde foi. Depois que te vi com aquela lingerie sexy, ela sumiu. – murmurou no meu ouvido.
- Safado. – dei um tapa em seu braço. – Vamos logo. – disse dando uma última olhada no espelho, passando o brilho labial novamente e logo em seguida, puxando-o em direção a porta.
Quando chegamos na sala de jantar, encontramos o Silvio, que nos olhou curiosamente, e Shy e Dougie com sorrisos maliciosos na nossa direção. Sentei-me de frente a Shyned, e Danny a frente de Dougie.
- Danny, não sabia que você tinha passado a noite aqui. – disse Silvio, levando a xícara de café à boca.
- Me desculpe não ter avisado. – desculpei-me, antes que Danny falasse alguma coisa. – Eu insisti para que ficasse. -
- Que isso. Não tem problema algum. – deu um sorriso e complementou. – Como foi a noite de vocês? Boa? -
Shyned estava vermelha, segurando a risada, e Dougie estava do mesmo jeito. Agora só não sei o porquê. Mas logo que entendi o sentido da frase, corei, e corei muito, que até Danny e Silvio riram.
- Tá tudo bem Rebeca. Só não gritem ok? Ou vão pra um motel. – disse Silvio rindo mais, pelo meu rosto ter atingido o tom máximo de vermelho.
O café da manhã foi cheio de gracinhas por parte do Silvio, Shy e Dougie. Em alguns momentos, até Danny participava só pra me ver corar. Caramba, tiraram o dia pra me deixarem envergonhada, só pode. Um complô contra a minha pessoa.
Silvio terminou primeiro e saiu para o trabalho. Shy e Dougie terminaram e saíram, pra esperar eu e Danny lá fora. Tínhamos terminado o café, mas continuamos sentados à mesa.
- Princesa, a gente tem que ir. Todo mundo já saiu. – disse Danny se virando na minha direção e pegando minha mão que estava embaixo da mesa, levando-a a sua boca, dando um beijo.
- Tudo bem. Vamos. Só queria perguntar uma coisinha pra você. – respondi cruzando os braços.
- O que foi? – perguntou confuso.
- Que negócio é esse de ficar fazendo gracinha, me deixando corada? Sabe que eu fico envergonhada quando se trata de coisas intimas. -
Seu rosto se transformou de confusão à diversão.
- Ah, isso. Sim, eu sei que você fica envergonhada, e é por isso que eu fiz aquilo. Você fica linda corada, e eu adoro isso. – respondeu me dando um selinho. – Agora vamos. Já são 07:45 hrs. Fletch vai nos matar.
(...)
Chegamos ao enorme prédio e o agente dos meninos já estava nervoso andando de um lado a outro. Quando nos viu, veio em nossa direção, já gritando.
- Seus malucos, não sabem cumprir horário não? Olha a hora que é... – olhou o relógio de pulso. – já são 08:20 hrs. O horário era oito horas, oito horas. – ele parou parecendo perceber a minha presença e a da Shy. – Oi Shyned. Prazer finalmente te conhecer Rebeca. Danny fala muito de você. – disse e se virou para os meninos, gritando novamente. – E será que vocês dois, poderiam subir logo? Ou vão ficar aí parados, esperando criar raízes no chão? Anda, anda. Entrem logo. -
Danny e Dougie riram e nos puxaram pela cintura, com Fletch ainda falando um monte pra esses dois irresponsáveis.
(...)
Saímos da gravadora, já era quase noite. Iríamos a um pub, que segundo os meninos, era maneiríssimo. Os meninos passariam em casa 22:30, pra pegar eu e a Shy.
Os meninos gravaram o dia todo, e só pararam pra comer um lanche e logo depois voltaram. Eles tinham muito trabalho, pois estavam pra lançar um CD, então, era quase todos os dias na gravadora, o dia todo. Ainda bem que o Fletch deixou os meninos livres no final de semana.
Como eu disse ali em cima, saímos da gravadora quando já era quase noite. Pois é, isso porque já eram 18:00 hrs, e como uma boa garota, precisava ir ao shopping fazer umas comprinhas pra essa noite. Quer dizer, eu tinha muitos vestidos, mas eu estou querendo um novinho.
- Meninos, vocês vão com a gente pro shopping? – perguntei.
- Eu não acredito que você quer ir ao shopping agora. A gente ficou gravando o dia inteiro, e vocês tão perguntando se a gente quer ir com vocês pro shopping e ficar levando as sacolas das senhoritas? – Danny disse.
- Ah Danny, vamos, não vai ser tão ruim assim. – pedi.
- Ah Danny, vamos, não vai ser tão ruim assim. – Dougie me imitou, reclamando quando eu dei um soco no seu braço.
- Tudo bem, mas a gente não vai demorar muito okay? Quero dormir. -
Entramos no carro e seguimos em direção ao shopping conversando e cantando algumas músicas que tocavam no rádio.
Danny estacionou o carro em uma vaga mais distante, pra evitar chamar atenção. Danny e Dougie estavam com a toca do moletom na cabeça, e óculos escuros super grandes, pra ver se escondia um pouco do rosto.
Eu e Shy reclamamos que não precisava de óculos, a toca já bastava, mas aqueles dois teimosos nos ignoraram.
Entramos no shopping e eu e a minha amiga passávamos os olhos por cada vitrine que aparecia na nossa frente. Danny e Dougie estavam um pouco mais atrás de nós, tentando fazer com que passassem despercebidos. Eu a Shy apenas riamos das tentativas deles, porque em alguns momentos, as pessoas olhavam desconfiadas.
- Shyned. – falei pausadamente, olhando fixamente para uma vitrine um pouco mais a frente. – Olha aquele vestido. – apontei.
Ela olhou e ficou boquiaberta.
- Oh my God!!! Vamos lá. – disse já me puxando em direção a loja.
- Hey vocês dois, — chamei virando-me para trás, e fazendo com que Dougie e Danny olhassem, pois estavam distraídos demais tentando se esconder. – venham logo.
Entramos na loja, e uma vendedora ruiva veio na nossa direção, nos olhando de cima a baixo.
- Olá, em que posso ajudá-las? – perguntou de mal gosto, olhando para o meu lindinho, que estava parado ao meu lado.
- Em duas coisas mocinha. A primeira, é parar de secar meu – frisei. – namorado, — sorri de forma cínica. – e a segunda, é pegar aquele vestido ali – apontei para a vitrine atrás de nós. – pra eu experimentar.
- Rebeca, você é maluca. Com certeza é minha amiga. – Shy disse virando-se pra mim sorrindo orgulhosa.
- Claro né bem, não é nada legal ser normal. Não tem graça. – concordei.
Ela riu.
- Mas agora, eu vou procurar um vestido. Não posso ficar perdendo tempo, aliás, precisamos do tempo pra nos arrumar. – disse dando as costas junto com Dougie.
Me virei e fui na direção oposta, e Danny ao meu lado.
- Becky, o que foi aquilo com a vendedora? – perguntou.
Corei. Eu nem me toquei que eu não era namorada dele, mas disse pra vendedora que sim. A propósito, o nome da vadia era Kate. Vi na plaquinha na blusa dela.
- Bem, é que... Ela ficou te secando, e não gostei. Ah Danny, qualé, quem tá com você sou eu, mas me desculpe por falar que você era meu namorado. – desculpei-me.
- Tudo bem, não tem importância, mas eu adorei o jeito com que falou com ela, estava me incomodando a maneira que me olhava. -
Peguei alguns vestidos por ali, que eram todos curtos, mas ainda precisava experimentar pra decidir qual levaria. Segui ao provador, e Danny me seguiu sentando-se em um sofá que havia ali em frente aos provadores.
ROUPA REBECA:
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Continua...
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