Teenage Dream
14 Cap. 14 - POV Danny
Notas iniciais
POV Danny
***
- Danny... Danny acorda... – Becky disse parecendo preocupada. A olhei e sorri, mas ao me lembrar de que ela viu aquela garota em cima de mim, desmanchei o sorriso. — O que foi? Tá tudo bem? – perguntou.
- Me desculpe por isso. Nunca aconteceu. Não queria que você visse. – pedi. Me sentia culpado pelo que aconteceu. Era como se eu a estivesse traindo.
Ela parou e ficou olhando para o nada, alheia a tudo o que acontecia ao seu redor.
- Rebeca? Você tá bem? – perguntei.
- Ahn... Sim, tá tudo bem. –
- Pessoal, vamos comprar os bilhetes. – Tom disse e o seguimos até a bilheteria.
Escolhemos assistir A Órfã. As meninas foram contra, mas a escolha dos homens prevaleceu. Eu ri.
Eu estava abraçando a Becky pela cintura, de lado. Ficamos conversando e eu falava no ouvido dela, satisfeito por vê-la arrepiar-se. Ficamos perto da porta da sala do cinema e eu a abracei por trás, pousando minha cabeça no seu pescoço, sentindo seu perfume. Algum tempo depois, entramos na sala, e sentamos bem no meio.
***
Eu me divertia a beça naquele cinema. Becky gritava quase todo o tempo, e eu a abraçava. Shyned e Dougie pareciam duas crianças, porque ficavam fazendo guerrinha de pipoca. Quase manchou o vestido da minha garota, e eu tava com fome. Fiquei reclamando tanto que Tom enfiou pipoca na minha boca, e todo mundo riu. Eu quase me engasguei, mas tudo bem.
Fiquei quieto, não falei mais nada. Vai que na próxima ele resolve fazer alguma coisa pior, me matando de vez. Becky escondia seu rosto na curva do meu pescoço, até que não aguentei mais e a beijei.
Peguei-a pela cintura e a puxei para o eu colo. Apertava as coxas dela, quando ela separou seus lábios dos meus olhando em volta. Voltou seus olhos para mim e nos beijamos novamente.
O ar estava escasso e nos separamos somente para respirar um pouco, e voltávamos a nos beijar. Foi o filme inteiro assim, mas já disse que adoro aquelas pernas dela?
Elas foram ao banheiro e Harry não perdeu tempo.
- Tá bem hein Danny?! Pegou a Rebeca. -
- Harry, nunca mais fale assim dela. Ela não é um objeto pra eu pegar, okay? – respondi irritado.
- Tudo bem man, desculpa aí. Foi sem querer. – disse levantando as mãos em rendição.
Ficamos falando besteiras até as garotas apareceram e resolvemos dar uma volta pelo shopping, quando damos de cara com alguém que pensei ter sumido da minha vida, da cidade, e quem sabe até do país.
- Ora, ora, ora. Quem é vivo sempre aparece. -
- O que você está fazendo aqui? – perguntei cerrando os dentes.
- Danny, Danny... Eu só estou dando uma voltinha, e fazendo umas comprinhas. Por quê? Não posso? – retrucou Geórgia.
- Infelizmente pode. – respondi baixinho.
- E quem é a garotinha? -
- Olá, meu nome é Rebeca. – me interrompeu quando fui responder a pergunta.
- Ah, a garotinha tem nome. Prazer, Geórgia, mas você já deve me conhecer. -
- O prazer é todo seu. E tem razão, eu a conheço, mas não é pela não fama de, o que é mesmo?! – pareceu pensar. – Ah, Miss. -
Geórgia a ignorou.
- Bom, foi um prazer encontrá-los por aqui. Até mais. – disse e esbarrou propositalmente na Becky.
- Argh, que merda Danny. Eu vou matar essa mulher. – Becky se virou na minha direção irritada. Eu não queria encontrar a Geórgia aqui, ainda mais estando junto com a Becky. – Oh Danny, não precisa se desculpar, ok?! Não foi culpa sua. – disse e me deu um selinho.
Fomos pra praça de alimentação, e as garotas ficaram na mesa, enquanto eu e os garotos fomos buscar algo pra comer.
Estávamos conversando e falando besteiras, até que percebi um olhar em mim, e quando olhei para ver quem era sorri. Pegamos os pedidos e voltamos pra mesa.
- Gostou do que viu? – perguntei sussurrando no ouvido da minha garota.
- Adorei. – respondeu, e eu ri.
Comemos e quando terminamos fomos embora. Eu levei Becky embora, nem liguei pros outros, eles que se virassem.
Parei o carro um pouco mais pra baixo da casa da Shyned, e a puxei para o meu colo. Não estava mais aguentando, precisava sentir o sabor da boca dela, o corpo colado ao meu, e não queria esperar mais.
- Você me deixa louco sabia? – disse passando as mãos nas coxas grossas e torneadas.
- Eu?! – perguntou fingindo inocência. – Uma simples garotinha? -
- É a minha garotinha. – respondi e a puxei pela nunca para um beijo.
Não era um beijo calmo, era ardente. Eu a queria, demais. Não era certo, mas não tinha como evitar. Mas eu tinha que me segurar, de algum jeito.
Passou seus braços pelo meu pescoço, agarrando os cabelos da minha nuca, e eu a apertei mais em meus braços, eliminando o espaço inexistente. Subi uma das mãos para o seio dela, massageando-o, e com a outra mão, comecei a subir o seu vestido.
Puxei-a pela cintura fazendo com que sentisse o tamanho do meu desejo, mas ela se afastou. Tentei beijá-la novamente, mas me impediu segurando-me pelos ombros.
- Não... não Danny. -
- Por quê? – perguntei sem entender nada.
- Danny, nós estamos dentro de um carro, e não quero isso pra mim. – respondeu.
Continuei sem entender até que ela levantou as sobrancelhas significativamente, e eu finalmente entendi. Droga, aqueles neurônios que eu perdi, quando os dudes batem na minha cabeça, fez falta agora.
Eu não acredito. Ela não podia ser mais perfeita, mas mesmo assim, ela deu um jeito de ser mais perfeita. Eu seria o primeiro dela, claro, se ela quisesse.
- Ah não. Sério?! – perguntei e ela assentiu. – Tá, tudo bem. Eu prometo que eu me controlo, mas você usando essas roupas, com essas pernas, — passei a mao direita na coxa dela, e subindo até a bunda dela, apertando. Ela mordeu o lábio inferior segurando um gemido. – não me ajudam em nada, sabia?! – sussurrei mordendo seu lábio inferior e a beijando em seguida.
Não queria deixá-la ir embora, mas era preciso. Nós dois precisávamos dormir.
Fui pra casa, e quando entrei estava tudo silencioso. Melhor ainda, assim ninguém me enchia o saco. Tomei um banho frio, vesti uma calça moletom e me deitei, adormecendo logo em seguida.
(...)
Acordei super tarde, e encontrei três pares de olhos me encarando.
- Sabe que horas são?! – perguntou Tom.
- Deram pra ficar cuidando da minha vida agora? – perguntei.
- Ficamos preocupados. Pensamos que tinha desmaiado. – Harry exagerado.
- Pelo jeito a noite do Danny foi muito boa. Chegou quase 4 da manhã. – esse foi o Dougie.
- Vocês querem saber de uma coisa? – perguntei e eles assentiram. – Vão se ferrar. – disse e me levantei indo ao banheiro, mas antes de fechar a porta, disse:
- E saiam do meu quarto. -
Quando saí do banheiro, não havia mais ninguém no quarto e fui procurar uma roupa pra vestir.
Desci pra comer alguma coisa, e me joguei no sofá logo depois, pegando o celular.
- Alô? -
- Oi meu anjo. Boa tarde... -
- Ah, oi. Você acabou de acordar? -
- Aham... Porque? Você não? -
- Não, mas eu não posso fingir que me surpreendo. Faz uma hora que eu acordei. Você me deixou em casa muito tarde. -
- Ah, então quer dizer que agora a culpa é minha né?! -
- É claro, o carro era seu, quem tava dirigindo era você. -
- Ok, ok, ok, já entendi. Vai dizer que você não gostou de ontem? – perguntei malicioso.
A linha ficou muda, o que me fez rir.
- Tudo bem, eu sei que gostou tanto quanto eu. -
- Vamos mudar de assunto? Tá me deixando constrangida. -
- Tá, mas não foi por isso que eu liguei, apesar de que você deve ficar linda corada. Então, quero perguntar se a gente pode sair hoje, ou se você não quer vir aqui em casa pra gente ver um filme. Aí, chama a Shy e o Dougie, ou todo mundo, ou só nós dois mesmo. -
Ela acabou escolhendo que eu e Dougie iríamos pra lá. Desliguei o telefone e ainda tinha que avisar o Dougie.
- DOUGIE, A GENTE VAI PRA CASA DA SUA NAMORADA 19:00 HRS!! – gritei pro baixinho que tava na cozinha.
- FAZER O QUE?? – gritou de volta. – Peraí, quando foi que decidiu isso?! – perguntou aparecendo na sala.
- Ah, a gente vai ver uns filmes. Foi a Rebeca que escolheu que a gente fosse pra lá. -
- Entendi. Tudo bem. -
(...)
Chegamos na casa da Shy, e quem atendeu foi a Becky, tentadora naquele short minúsculo.
- Porque tem que usar esses shorts? – perguntei olhando as pernas dela.
- Porque eu gosto. – respondeu simplesmente.
- Ah é?! Você gosta é de me provocar. – puxei-a pela cintura e a apertei contra o meu corpo beijando-a.
Separamos nossos lábios e ela me puxou pra dentro.
Discutimos por uma meia hora, só pra tentar escolher qual filme iríamos assistir. Minha garota ganhou é claro.
- Berréca, que negócio é esse de terror primeiro? Eu quero comédia. – Shyned se irritou.
- O negócio é que a maioria vence, e eu tenho medo desses tipos de filme. – respondeu e deitou-se no sofá junto comigo.
Eu fazia círculos com os dedos em sua barriga lisinha. Nas piores cenas, ela escondia o rosto, colocando as mãos nos ouvidos, e eu ria.
O filme já tava acabando, e eu passava as mãos pela barriga dela por debaixo da blusa e subia, chegando perto dos seus seios, enquanto me ocupava em beijar seu pescoço. Ela tinha um cheiro tão bom.
Começamos a nos agarrar. Apertava-a ao meu corpo, subindo cada vez mais sua blusa, e descendo a mao para sua bunda, apertando-a, o que a fez gemer, e a Shyned reclamar.
- Dá pra vocês dois pararem de se agarrar? Tem gente aqui querendo ver o final do filme. -
Rimos e voltamos a posição em que estávamos antes.
Quando o filme acabou, Becky lembrou de fazer a pipoca e se levantou indo para a cozinha.
Eu a segui, observando-a.
Peguei-a pela cintura e coloquei-a na bancada ao lado do fogão. Passou suas pernas pela minha cintura, me prendendo, e eu passava as mãos nas suas coxas. Já disse que adoro as coxas dela?? Então, eu adoro as coxas dela.
Fui interrompido de novo, mas dessa vez, pela pipoca que começou a estourar. Reclamei soltando vários palavrões, e a soltei.
Voltamos a sala e encontramos Shyned e Dougie se beijando. Rebeca interrompeu.
- Hey, nada de beijos. É hora de usar a boca pra outra coisa agora. – disse cutucando a Shy.
Ela não ficou nada contente, mas relevamos.
Demos play no filme e rimos muito, mas muito mesmo. Rebeca se divertia a beça. Eu e Dougie nos divertíamos mais, vendo as briguinhas das duas por coisas bobas, do que com o filme.
Depois que a pipoca acabou, nos deitamos novamente e a Rebeca acabou dormindo.
Quando o filme acabou Dougie e Shyned subiram para o quarto. Disseram que estavam com sono, mas não acreditei. Ah, qualé, não precisavam ter mentido. Sei muito bem o que vão fazer lá.
- Becky... meu amor acorda. – chamei-a.
Ela abriu os olhos.
- Do que me chamou? – perguntou olhando-me nos olhos.
- De Becky? -
- Não, depois... -
- Meu amor? – respondi, e ela me beijou, um beijo apaixonado. – Becky, eu tenho que ir agora. Já tá tarde. -
- Ah, não vai não. – resmungou.
- Eu tenho que ir anjo. -
- Não, você não precisa. Pode ficar aqui essa noite. -
- Você não sabe o que tá dizendo. – sentei-me no sofá.
- É claro que eu sei. Não tem problema, o Silvio não precisa saber e a Shy não conta. – dei uma risadinha. Ela simplesmente tem as respostas na ponta da língua.
- Não é esse o problema. – respondi.
- Então qual é? -
- Eu não sei se consigo me controlar. Eu faço um esforço sobre humano pra me controlar quando estamos juntos, como agora, imagine dentro de quatro paredes, só nós dois? – disse dando um sorriso malicioso e ela corou.
- Só por isso? -
- Só por isso? Só por isso? Você não sabe mesmo o que tá falando. – levantei-me puxando-a junto, mas não saímos do lugar.
- Por favorzinho? Fica comigo essa noite? Eu prometo que eu fico quietinha. – pediu com um biquinho tão fofo, que eu não consegui desviar meus olhos daquela boca deliciosa.
- Tudo bem. Não consigo negar nada a você, ainda mais com esse biquinho lindo, que me deu vontade de morder. – disse e dei uma mordidinha naquele biquinho que ela desmanchou sorrindo.
Mordi seu lábio inferior e o chupei, beijando-a. Paramos para respirar e ela olhou em volta e perguntou sobre o Dougie e a Shy.
Subimos pro quarto e já fui deitando na cama king size. Rebeca foi pro closet trocar de roupa, e eu tirei o tênis e a camiseta. Uns cinco minutos depois, minha boca se abriu. Como ela consegue ficar ainda mai linda??
Mas pelo sorriso em seu rosto, ela fez isso só pra me provocar. Nos empolgamos um pouquinho, mas decidi parar, antes que alguém se arrependesse depois. Deitei-me e ela apoiou a cabeça em meu ombro, não demorando a dormir.
(...)
Acordei no meio da noite com Rebeca murmurando algumas coisas ininteligíveis, mas eu estava tentando entender, tanto é que consegui algumas frases como, ‘É pecado recusar chocolate’, ‘Danny, você é maluco’, até que escuto aquela frase.
- Eu te amo. – disse suspirando e com um sorriso feliz no rosto.
Não dormi o resto da noite. Com certeza ela estava sonhando comigo. Eu era apaixonado por ela, disso eu já sabia, mas ouvir da boca dela que me ama, me fez com que pensasse, se o que eu sentia por ela era só paixão, ou amor.
Continua...
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