Tecido E Pimenta

18 Capítulo 18: O passado que nos condena parte 4


Notas iniciais
E ai pessoa, caramba quebrei o meu record, maior capitulo que ja escrevi na minha vida, ja peço desculpas a alguns poucos que não gostam de capitulos gigantes, mas eu avisei que dessa vez eu iria escrever até onde eu queria, acho que agora vocês sabem porque eu não faço muito isso né, o capitulo fica descumunal!
BOM chega de papo e vamos la!
PS: Coloquei o link de uma sound track que combinou muito bem com a cena, então me digam se gostaram, é só abrir o link como nova aba e continaur lendo :). ( como se ninguém soubesse né XD, bom melhor previnir, nunca se sabe).

Naquela mesma noite, ainda tendo suas ruas iluminadas pelas estrelas, uma grande quantidade de sombras se movimentava na quietude da madrugada, eram pequenos grupos encapuzados, com óculos de lentes estranhas, cada um corria com uma grande mochila em suas costas, a cada rua, calçada e quarteirão os pequenos grupos paravam para colocar alguma coisa nas paredes, um pequeno objeto de forma peculiar, cujo uma pequena luzinha vermelha piscava algumas vezes e depois se esvaíam, eles repetiram esse mesmo processo por toda a cidade, escondendo e grudando esses objetos nas casas e até mesmo no alto e no meio de prédios enormes, um pequeno aparelho vibrou algumas vezes na cintura dos encapuzados, sinalizando que o trabalho já estava concluído, assim tão rápidos e silenciosos como vieram, cada grupo se dispersou, desaparecendo nos cantos escuros da cidade.


*****


Dia seguinte.



28 de Fevereiro de 2001.



O sol não brilhava tanto como no dia anterior, devido haver algumas nuvens no céu, mas isso já era claridade o suficiente para despertar um energético loirinho de seu sono.



Demorou um pouco para que o garotinho se desse conta de onde estava, afinal de contas era sua primeira manhã naquele hotel, saltou de sua cama eufórico e passou pela sala, vendo que seus avós também já estavam despertos assistindo a TV, ao que parece gente velha tinha o costume de acordar cedo, abriu de supetão a porta do quarto de seus pais e sem pensar duas vezes começou a pular em cima da cama, Minato acordou quase de imediato se sentando na cama, enquanto que Kushina ainda demorou um pouco para raciocinar.



– Huum, que horas são? – Perguntou ela junto a um bocejo, se espreguiçando e exibindo parte de seu belo corpo.



– 7 horas mamãe! – Respondeu ele todo animado.



– 7 DA MANHÃ, por Kami Naruto ainda é muito ceeedo! – Esbravejou a ruiva fazendo biquinho e se enrolando nas cobertas – Deixe eu dormir mais um pouco, pelo menos nas minhas férias.



– Hããã, mas eu quero sair pra brincar na neve, além disso, eu e o papai precisamos praticar para a competição de hoje! – Contrariou ele, fazendo o mesmo biquinho de sua mãe.



– Naruto, porque não fazemos assim, — Propôs Minato – esperamos sua mãe se sentir disposta para levantar, tomamos um belo café da manhã e depois saímos para brincar na neve.



– Hum...- O pequeno cruzou o bracinhos e se pôs a pensar – Ok, vou ficar com o vovô e com a vovó na sala, esperando por vocês.



– Hai hai.



O pequeno loirinho já estava se retirando do quarto, quando uma singela questão passou por sua cabecinha, já que ainda estava ali não faria mal nenhum perguntar.



– Papai, posso te pergunta uma coisa?



– O que?



Vendo que tinha a atenção de Minato o pequenino voltou a subir na cama, ficando entre ele e Kushina.



– Por que quando nós vamos dormir, você e a mamãe estão de pijama assim como eu, mas sempre que eu venho pra te acordar vocês estão pelados?



A pergunta foi tão inocente e repentina que fez até Kushina se levantar para encarar o filho, apesar de já ter 10 anos Naruto ainda era muito inocente, o rosto da ruiva queimava com a mesma cor de seus cabelos e Minato não ficava tão atrás, ambos se encaravam e desviavam o olhar varias vezes, enquanto Naruto esperava com um pequeno sorriso por uma resposta.



–B-be-bem Naruto, hum, entenda meu filho, sabe, v-você já tem dez anos, talvez seja hora de termos a conversa. – A ruía gaguejava e tentava gesticular com as mãos, se atrapalhando toda.



– Que tipo de conversa mamãe?



– Eeeto, sabe quando vem as abelhas e-e ai elas fazem umas co-coisas juntas e ai chamam a cegonha magica que –



– Mamãe, não estou entendendo nada do que sê ta falando. – Exclamou Naruto sentadinho com muita paciência, tentando não só entender o que sua mãe dizia como também se perguntava o porquê de seu pai estar escondendo o rosto com uma das mãos e rindo baixinho.



Provavelmente a parte sobre a cegonha magica foi de mais para o loiro mais velho conseguir se segurar.



Enquanto a ruiva passou a fuzilar seu marido com os olhos, que não fazia questão alguma de lhe ajudar, ninguém percebeu quando um certo velhinho entrou sorrateiro no quarto e se aproximou calmamente da cama pegando o pequeno no colo.



– Vovô! – Exclamou o pequeno já nos braços do avô, enquanto sua mãe levada pelo susto voltou a se cobrir rapidamente com o lençol.



– Você passou por nós tão eufórico que nem parou para nos dar bom dia. – Falou ele com toda a calma do mundo, sem a intenção de repreender seu netinho.



O homem de idade avançada já com seus 70 e poucos anos e aquela corcundinha básica, parecia conseguir segurar seu neto sem fazer muito esforço, usava óculos pequenos e redondinhos, com um suéter laranja bem clarinho e os chinelos chiques do hotel.



– Desculpa vovô, eu só fiquei muito agitado e queria acordar a mamã e o papai.



– Sim, como em todos os outros dias do ano, shesheshe – Respondeu ele dando aquela risada estranha e ao mesmo tempo muito gozada.



– Mas dessa vez eu também queria tirar uma duvida com eles.



Kushina e Minato nessa mesma ora olharam para o bom velhinho com o olhar de “por favor nos tire dessa sogrinho/pai”.



– Aaah, isso é muito simples, sabe Naruto, quando você cresce e passa a dormir ao lado de uma mulher o seu corpo tende a ficar muito quente no meio da noite, por isso “sem querer” – Ele ainda fez questão de dar ênfase nessa parte, provocando seu filho e a nora – eles acabam se livrando do pijama para não passarem calor, eu mesmo já passei muito calor ao lado da sua avó.



– Então porque a minha mamãe começou a falar de abelhas e cegonha?



– Shesheshe, você sabe como é a minha nora, tem vergonha das coisas simples da vida, agora mudando de assunto mocinho que tal ir dar um beijo de bom dia na sua vó e vir tomar café conosco?



– Oho, isso seria ótimo – Exclamou a velhinha bem ao seu lado, que até agora ninguém havia notado também.



– Bom dia vovó! – Exclamou o pequeno lhe dando um abraço e um beijo ainda no colo do avô.



A avó de Naruto se parecia muito com seu avô, na verdade era até um pouco mais velha, formavam um casal de velhinhos bem comum, tirando o fato de que por algum milagre da natureza mesmo com seus quase 80 anos, ela ainda tinha seus cabelos num tom de dourado muito bonito, presos em um belo coque no alto de sua cabeça, enquanto que seu parceiro já tinha a cabeleira bem acinzentada, para fechar com chave de ouro sempre andava acompanhada de sua inseparável bengala, presente do próprio filho quando completou 75 anos.



– Bom dia querido, que tal apostarmos uma corrida até a sala?



Nem precisou dizer mais nada, Naruto já estava no chão em posição de partida.



– 1,2,3 e já éhehehe – Ela deu a partida começando a correr em passos bem lentos enquanto que seu neto já deveria estar comemorando sua vitória no outro cômodo, quando chegou até a porta com seu companheiro de vida ao seu lado, olhou para seu filho e a esposa com certo olhar de reprovação – o que diabos estão tentando ensinar ao meu netinho ainda nessa idade? Hã? Seu casal de coelhos! – esbravejou e depois se foi para a sala, enquanto seu marido ainda encarava a nora abraçando as pernas de vergonha e o filho que o olhava sem jeito, bem fazer o que? Eles ainda eram jovens, e sinceramente o velho senhor Uzumaki ainda esperava ganhar mais alguns netinhos antes de morrer, tudo que o bom vovô pôde fazer foi dar de ombros e seguir sua mulher até a sala, deixando um olhar de “bom trabalho” para o loiro.



O casal continuou sentado na cama em silencio e Kushina continuava abraçando as pernas sem querer mostrar o rosto, era só o que faltava, depois de quase 14 anos de casada ainda era repreendida por sua sogra quando fazia amor com o filho da senhora Uzumaki, acho que mães de filho único sempre seriam super protetoras, ela mesma era com Naruto. Demorou mais algum tempo até que Minato resolveu acabar com aquele silêncio constrangedor.



– Você esta bem coelhinha? – Provocou ele na maior cara de pau, recebendo como resposta uma bela travesseirada na cara, cortesia de sua esposa, mas isso só fez o Uzumaki rir ainda mais.



– Isso não tem graça Minato!



– Ora vamos Kushina, as abelhas eu até entendo, mas cegonha magica? Huhuhu quer que o nosso filho pense que as mulheres engravidam com um abraço ou o que?



– Eu só estava tentando explicar as coisas de um ponto de vista menos indecente ttebane!



– Eu nunca achei sexo uma coisa indecente, com você selvagem talvez mas indecen –



Não pôde continuar, pois mais uma vez havia sido acertado com um travesseiro bem no meio da fuça, quando se recuperou Kushina ja estava virada para o outro lado, sentada e de braços cruzados.



– Continue me provocando e eu te deixo na seca pelo resto da viagem. – Ameaçou ela em tom baixo ainda muito vermelha, mas aquilo soou apenas como um desafio para Minato.



O loiro se aproximou com cuidado, colando seus corpos e envolvendo sua mulher num carinhoso abraço.



– Você fala como se conseguisse resistir. – Afirmou ele enquanto distribuía beijos demorados no pescoço da ruiva.



– Baka. – Xingou bem baixinho resistindo ao carinho gostoso que recebia.



– Não fique assim, pode deixar que quando a hora certa chegar, eu vou ter uma conversa de homem para homem com o Naruto, acho que isso é mais a função de um pai mesmo.



– Você podia ter me ajudado há alguns minutos atrás.



– É até podia, mas ai eu não iria aproveitar a visão do seu rosto de menina envergonhada que eu tanto amo.



Kushina bufou jogando Minato para o lado da cama, se enlaçando em seu pescoço e calando a boca do mesmo num beijo urgente, era impressionante como seu marido sabia ser calmo, atencioso e as vezes provocativo e sedutor, era bem parecida essa mudança de personalidade que ambos possuíam.



– Baka – Repetiu ela antes de voltar a beija-lo.



Minato já estava acostumado com aquelas respostas curtas e xingamentos que diziam muito mais do que aparentavam, esse, por exemplo, era o modo clássico que Kushina tinha de dizer “ deixa pra la” ou só queria chama-lo de idiota mesmo, o ponto era que ele já estava perdoado e aproveitava com calma as caricias da esposa, com certeza perderiam o café da manhã do hotel.



15:00 horas, na praça central da cidade.



Praticamente todas as pessoas de Sapporo, sejam residentes ou turistas, estavam se reunindo na praça central para apreciar o tão aguardado Festival da Neve, desde o amanhecer o céu ficava cada vez mais nublado e finíssimos flocos de gelo choviam sobre as cabeças das pessoas, que apenas apreciavam o pequeno espetáculo que a natureza lhes proporcionava.



Naquele gigantesco local, recheado com suas árvores castigadas pelo frio do fim de inverno, estava sendo coberta por barracas e mais barracas dos mais variados jogos, mais principalmente comida, muitas comidas e de todos os tipos de celebração, algumas vendiam quentão, quebra queixo e maças do amor, outras bananas cobertas com chocolate e bebidas quentes banhadas por chantili, mais ao longe vinham às barracas de salgados, lámen, yakisoba, mochis, bolinhos de polvo e muito mais, era uma verdadeira festa de delicias e diversão onde em um único dia corriam quase quatro milhões de yens (aproximadamente 105 mil reais).



Kakashi vinha caminhando pela extensa praça tomando um sorvete de morango, e vez ou outra se desviando com dificuldade das crianças que passavam correndo por ele, quase derrubando sua sobremesa ou fazendo com que ele a enfiasse na cara, por ter de fazer movimentos meio bruscos.



– Nunca vi tanta gente reunida em um festival, nem mesmo no fim de ano nos templos de Tóquio.



– Você não deve sair muito pelo visto não é? Kakashi-san.



O grisalho ouviu seu nome sendo chamado e ao prestar mais atenção a sua frente se deparou com uma visão no mínimo ridícula, pelo menos ele julgava ser. Kaito lentamente caminhava em sua direção tendo na metade direita do seu corpo presos, cachorros quentes, uma caixa de yakisoba, uma porção de bolinhos de polvo, um hambúrguer que aparentava ser um X-Tudo e mais um pouco até, espetinhos de lula com teriyaki e pipoca, sendo que agora na esquerda ele carregava maças do amor, uma banana com chocolate, algodão doce, um pirulito daquele estilo colorido gigante, uma correntinha de mel e para finalizar abraçava um copo de um litro e meio de refrigerante, para não mencionar a mascara comemorativa de yeti, que estava pendurada de lado em sua cabeça, só por ser capaz de carregar tudo aquilo, comer e andar ao mesmo tempo, sendo que ainda continuava a vestir aquela camisa havaiana florada que chamava muita atenção, também calçava os mesmo chinelos de dedo, Kakashi já adquirira certa admiração pelo rapaz, apesar de repetindo, a cena era ridícula.



– Que raios você esta fazendo com tudo isso? – Pergunto ele com o olhar descrente.



– Curtindo o festival e comendo como pode ver.



– Parece mais que esta se preparando para hibernar, como consegue comer tudo isso?



– De pouquinho em pouquinho, com o tempo você adquiri a técnica certa.



– “Quer dizer então que ele já fez isso antes? E como ele consegue andar com essa roupa aqui, ele não sente frio?” – Pensou o Hatake ainda inconformado, só de olhar para Kaito sentia frio, tanto que fez questão de abotoar seu casaco negro com detalhes em banco.



– E você Kakashi-san, se contenta apenas com um sorvete?



– Se eu quiser posso comprar outras coisas quando me der vontade, assim não preciso ficar que nem você carregando esse peso todo pra cima e pra baixo.



Nessa hora Kakashi viu a expressão de Kaito mudar, como se tivesse tido uma epifania.



– SÉRIO MESMO QUE VOCÊ NÃO TINHA PENSADO NISSO? – Esbravejou o grisalho inconformado, tentando recuperar a sua postura e dando um demorando suspiro. – Não sei como alguém assim entra para a CIA.



– Minha incapacidade de perceber coisas simples não atrapalha em nada o meu trabalho...na maior parte das vezes.



– “Então realmente atrapalha, Mamoru-san” – Pensou junto a uma gota que escorria de indignação por sua cabeça, mais uma vez se recompondo terminou seu sorvete e se pôs a andar.



– Ah, aonde vai Kakashi-san?



– Daqui a pouco vai começar a competição anual de esculturas de neve e gelo, e eu quero assistir.



– É mesmo, então eu vou acompanha-lo por mais um tempo.



Dito isso, os dois passaram a caminhar lentamente em direção ao campo reservado especialmente para a competição.



–...



–...



– Kakashi-san.



– Hum?



– Ta pesado.



– Pois é.



–...



–...



–...



– Poderia me ajudar a –



– Não!



Kaito abaixou a cabeça e continuou caminhando, com certa dificuldade, pelo menos agora já tinha anotado mentalmente, comprar uma coisa de cada vez.


*****



Em uma área não tão distante dali, um homem robusto de barba suja devido a estar se lambuzando de algodão doce e um mais magro com um topete extravagante e um copo de saque doce na mão, vestindo suas habituais roupas de motoqueiros, com um bom cachecol para espantar o frio, caminhavam tranquilamente pelo festival se esquecendo de qualquer aborrecimento, ou pelo menos tentavam.



– Sambooo, levante a cabeça rapaz, estamos no festival da neve, algo que só podemos aproveitar uma vez por ano, e ai esta você andando de cabeça baixa e esse copo vazio já algum tempo, esta estragando o clima poxa.



– Aaaa me desculpe se não estou muito no clima para diversão Ojimbo, mas é que fica meio difícil de si divertir SABENDO QUE EU POSSO MORRER HOJ –



Antes que pudesse atrair ainda mais atenção Ojimbo tratou de calar a boca do amigo lhe enfiando quase que todo o resto de seu algodão doce goela a baixo, fazendo o amigo obviamente ficar quieto, mas também o engasgando, tratou logo se ir a uma barraquinha e comprou um suco para ajudar o doce a descer, antes que Sanbou mudasse ainda mais de cor.



– Arf,arf, ficou maluco Ojimbo? Ta querendo me matar?



Nessa hora Ojimbo enlaça o amigo pelo pescoço o puxando para longe da calçada e se colocando atrás de uma árvore.



– Que raios esta fazendo agora? – Perguntou o topetudo sem muita paciência.



– Eu poderia muito bem lhe perguntar o mesmo, se continuar a fazer escândalos como esse, não vai precisar se preocupar com hoje de noite, pois nem desse parque você vai acabar saindo vivo.



O amigo engoliu em seco antes de perguntar.



– O que quer dizer?



Ojimbo o agarrou mais uma vez e colocou a cabeça do mesmo para espiar a rua principal da praça.



– O que esta querendo me mostrar?



– Olhe com mais atenção, não esta vendo nenhuma tatuagem estranha?



– Em quem?



– O grupo que estava vindo na nossa direção, de uma olhada nas costas das mãos deles.



Prestando agora mais atenção Sambou pôde ver um pequeno grupo de três pessoas com jaquetas brancas e óculos escuros, nada de suspeito até ai, até um deles levantar um dos braços para ajeitar os óculos revelando o que parecia ser a cabeça de um cobra branca em sua mão.



Naquela hora, Sambou pareceu empalidecer no mesmo tom daquela cobra.



– Ojimbo são eles mesmos?



– Aquela tatuagem é inconfundível, esses caras com certeza são parte da White Snake.



– O que uma gangue como essa faz aqui? Eles já não têm muito território na parte sul do país?



– Eu ouvi boatos de que eles se envolveram com a máfia do país, e quando eu me refiro a máfia não estou falando de yakuzas, esses caras são muito mais barra pesada, ao que parece houve um desentendimento entre o chefe da White Snake e o líder do outro lado, quase toda a gangue foi caçada como as cobras que são e partidas ao meio.



– Então que raios de negócio uma gangue enfraquecida tem por aqui?



– Se o meu palpite estiver certo, então eles deveriam mudar de cobras para abutres, veja bem Sambou, eles não precisam exatamente participar da disputa de hoje a noite, basta esperar que haja um vencedor e logo depois é só tomar o lugar do mesmo, traiçoeiros do jeito que são, não vejo outro motivo para estarem aqui.



Observaram o pequeno trio se afastarem mais um pouco até poderem sair de trás da árvore.



– Tem mais desses caras por aqui não tem?



– Sim, de outras gangues também.



– Eu estou ficando preocupado com a Mikoto-san, ela e a família estão aqui também.



– Também não estou gostando de ver essa gente andando com tanta calma em plena luz do dia, – Ojimbo olhou seu relógio de pulso que marcava 15:40 – esta quase na hora da competição, vamos para o local reservado.



– Assistir a competição?



– E ficar de olho o quanto pudermos, neles e na nossa amiga, vamos!



Os dois amigos passaram a andar a passos largos para onde seria realizada a competição anual de esculturas, esperando encontrar Mikoto e sua família, e ficar de olho em qualquer um que fosse suspeito, a invasão em Sapporo já havia começado e agora quem fosse inteligente não caminharia sozinho nas ruas da cidade.



*****



Sem ter o mínimo conhecimento sobre os grandes perigos que rondavam aquela cidade, as famílias andavam calmamente até o local da competição que já estava para começar, todas exceto uma, que por sinal era muito difícil de si desfrutar de um momento de paz.



– Naruto até quando pretende continuar comendo? Desse jeito vai acabar perdendo a competição. – Questionava Kushina prevendo que o filho não sairia dali tão cedo.



– Bó um nhiuto nhanhe (Só um minuto mamãe) – Respondeu o pequeno.



– Não fale de boca cheia!



– Kushina por Kami deixe o nosso filho comer, ele vai precisar de forças para a competição – Disse Minato com toda a calma do mundo.



– Isso não é ter forças para a competição, isso é gula, daqui a pouco ele vai estar tão gordo que para vencer a competição você só vai precisar, cobri-lo de neve e desenhar um rosto.



– Não acha que esta sendo meio dramática? O menino esta em fase de crescimento.



– Fase de crescimento não é? – Recebendo um aceno de seu marido a ruiva rodeou a mesa até contar tudo o que o filho tinha comido – duas maças do amor, três bananas com chocolate, um algodão doce, duas porções de bolinhos de polvo, seis sucos, três refrigerantes, sete yakisobas e 10 vasilhas de lamén.



– Onze – Disse Naruto terminando sua ultima vasilha, que aliais comeu com muito gosto, enquanto que Kushina apenas cruzou os braços e passou a fuzilar o marido silenciosamente como se dissesse “ Se o meu filho passar mal você vai ver”.



– Kushina – Chamou o pai de Minato que até então estava aproveitando um bom copo de saque doce com sua esposa – você acreditaria se eu dissesse que o Minato comia isso tudo e ainda mais quando era pequeno – até mesmo os irmãos do loiro pararam de comer para prestar atenção – eu nunca tive que me preocupar com a saúde do meu filho por ele comer bem, e veja só como ele esta hoje, bonito, forte como um cavalo e creio eu que agradando muito bem sua esposa, — bebericou mais um gole de sua bebida antes de prosseguir – aliais agradando até de mais, tentem tomar o café da manhã conosco da próxima vez sim?



Minato apenas sorriu ao ver a ruiva mudando de cor e abaixando a cabeça, provavelmente se lembrando do motivo por ela e seu marido não terem comparecido para tomar café com o resto da família, não tinha coragem nem para olhar a expressão de sua sogra.



– Acho que eu já fiz o meu ponto aqui shesheshe.



Minato foi até a ruiva a enlaçando pelo ombro, vendo a mesma quase que de imediato esconder o rosto em seu peito, ele agradecia mentalmente ao pai pela brincadeira.



– E então meu filho, já esta satisfeito?



– Uhum e cheio de energia, to prontinho pra ganhar essa competição dattebayo.



– Esse é o espirito, vamos indo pessoal! – Exclamou Minato fazendo a família Uzumaki se mover.



O campo reservado para a competição estava BEM animado, muita gente em volta para torcer os competidores iam pouco a pouco se colocando em seus lugares e colocando as luvas de proteção, fornecidas especialmente para a competição.



– Bem, estamos indo Okaa-san. – Avisou Itachi abotoando o ultimo botão no casaco do irmão mais novo.



– Uhum, vão até lá e se divirtam meus filhos.



– Vão até lá e vençam. – Fugaku ordenou “esportivo” como sempre, teve de fazer certa força para não demonstrar a dor do beliscão que estava levando da esposa.



– Vamos voltar carregando o troféu pra casa mamãe!



Dito isso ambos se dirigiram para o centro do campo se colocando em seus lugares, no caminho do mesmo uma família em especial havia chamado a atenção de Sasuke, um homem e um menino de cabelos dourados e uma mulher com cabelos ruivos muito bonitos, por um momento pensou se tratar de estrangeiros, mas percebeu as feições nipônicas em seus rostos, provavelmente deveriam ser mestiços ou coisa assim, deu de ombros e voltou a caminhar, a competição desse ano atraiu gente interessante para a cidade, ele não sabia o quanto estava certo.



Poucos minutos depois a voz extravagante do apresentador do evento pôde ser ouvida.



– Senhoras e não senhoras sejam bem vindos a 87º competição de esculturas de neve e gelo, realizado só aqui uma vez ao ano na cidade de Sapporooooo!



O publico aplaudia empolgado, enquanto que algumas pessoas meio que se espremiam para conseguir um bom lugar.



– Ugh, uhguuuuu, ufa até que em fim, conseguimos um lugar bem na frente. – Afirmou Kaito.



– Se não tivesse demorado tanto comendo teríamos chegado aqui bem mais cedo. – Esbravejava o grisalho se acomodando melhor.



– Gomem. – Respondeu ainda lambendo os dedos se livrando do açúcar.



– Deixando isso de lado, — Kakashi parou para observar melhor o lugar – olha só como esse povo esta animado, hu, me sinto num campo de futebol.



– Tem até bandeirinhas para comprar. – Afirmou o moreno que já havia comprado a sua e a exibia com muito orgulho, tentando causar inveja, mas parece que o grisalho nem ligava.



– Existem times para se torcer?



– Não, são apenas duplas, pais, amigos, turistas, qualquer um pode participar, por isso é tão divertido.



Por um momento Kakashi se sentiu relaxado e ao mesmo tempo animado, observando os sorrisos de empolgação tanto dos participantes quanto da multidão.



– É, é mesmo, Mamoru-san.



– AH!



– “ Tava bom de mais pra ser verdade” O que foi agora?



Para a surpresa de Kakashi ele agora estava com o pescoço sendo apertado por um dos braços de Kaito, enquanto que o moreno apontava freneticamente para alguém em especifico no campo.



– Que raios, o que esta fazendo?



– Kakashi-san esta vendo aquele moleque loirinho ali na esquerda?



– Sim o que é que tem? – Perguntava o grisalho meio que se debatendo e tentando se livrar do braço de Kaito.



– Aquele guri dos infernos – Afirmou ele fechando o punho livre no ar – em todas as barracas que eu ia ele me seguia e nós tínhamos de disputar.



– Disputar o que homem? Uhg! Será que da pra me soltar?



– Pela comida é lógico, parecia até que queria me desafiar pedindo sempre mais do que eu – Kaito relatava ignorando a segunda pergunta de Kakashi e apertando ainda mais o abraço – se eu pedia duas maçãs do amor ele pedia três, se eu pedia uma porção de bolinhos de polvo ele pedia duas, isso barraca após barraca.



– “ E você se deixou provocar por uma criança, aaa bom deus a CIA esta perdida” História muito interessante agora pode me soltar?



– Disputamos os últimos palitos de lula com teriyaki.



– Entendo, agora pode –



– E também o ultimo saquinho de pipoca com caramelo.



– Que coisa não, agora pode me –



– Sem falar no ultimo pacotinho de –



– KAITO!!! – Gritou Kakashi sem mais nenhum pingo de paciência, ou vontade de ficar ouvindo tantas asneiras, e agora reparando um pouco melhor, Mamoru pôde ver como ele estava vermelho de raiva – Ou você me solta ou eu arranco o seu braço.



Bem devagar Kaito recolheu seu braço e ficou por alguns segundo passando a mão no mesmo, como se o estivesse valorizando, sem olhar para o grisalho.



–...



–...



–...Não precisa gritar. – Resmungou ele meio que se fazendo de vitima, levando Kakashi a bagunçar os cabelos para não esganar seu “colega” de trabalho.



Pouco tempo depois já batendo 16:30 a voz do apresentador foi novamente ouvida, até porque era bem difícil de se ignorar.



– Muito bem pessoal esta na hora da competição começar, lembre-se vocês tem meia hora para esculpir ou construir uma estatua de neve e gelo, usando somente obviamente neve ...e gelo, algumas outras ferramentas como martelos e picadores de gelo estão sendo disponibilizados para cada dupla, ao final do tempo os juízes irão avaliar cada uma das estatuas e no final darão o seu veredicto, READY?...GO!



Com o sinal dado tanto as duplas como o publico se tornarão extremamente eufóricos, enquanto neve e gelo eram esculpidos, empilhados e detalhados, as torcidas de famílias e moradores da cidade davam pleno apoio moral.



– Sasuke, Itachi vão com calma, encontrem o seu ritmo! – Incentivava Mikoto.



– Minato, Naruto mais rápido! – Incentivava (ou pelo menos tentava) Kushina.



Após uns vinte minutos cada estatua já havia ganhado a sua forma, era possível ver cavalos, golfinhos, bonecos de neve simples para quem não estava realmente tentando vencer, ou simplesmente lhes faltava imaginação, mas a mais surpreendente do ano com certeza estava se mostrando a dos irmãos Uchiha, eles estavam com muito custo esculpindo o rosto e os traços de uma bela mulher onde em suas costas estava o que pareciam ser as assas de um anjo, obviamente para quem morava na cidade sabiam que aquela era uma homenagem a sua mãe, afinal eles já haviam participado de 4 competições e com o passar dos anos foram adquirindo sua própria torcida, sendo que boa parte dela eram meninas histéricas que gritavam o nome de Itachi, o que só reforçava os pensamentos negativos que Sasuke tinha pelo irmão.



Outra escultura que se destacou bastante era a de dois loiros, um homem e seu filho que esculpiam o que parecia ser também uma bela mulher, porem ela estava por algum motivo dando um belo chute para o alto, por ser uma posição tão exótica com certeza os juízes iriam perguntar por uma interpretação.



Agora faltava pouco mais de cinco minutos para a competição terminar e o apresentador não tirava mais os olhos do relógio de bolso, até que...



– Naruto pegue mais um punhado de gelo e esta pronta.



– Certo papai.- O pequeno foi e voltou voando quase que literalmente, pois no caminho de volta Naruto acabou escorregando, e na velocidade que estava voou e cabeceou com tudo a barriga da estatua rachando o centro da mesma e ainda arrancando um dos braços. – DOEU...eita.



– Você herdou a cabeça dura da sua mãe.



– EU OUVI ESSA MINATO! – Gritou Kushina da plateia, que audição afiada.



– O que vamos fazer agora papai?



– Deixe-me pensar por uns minutos.



– TRÊS MINUTOS PARA O FIM DA COMPETIÇÃO! – Anunciou o apresentador.



– O senhor tem no máximo uns dois papai.



Ignorando as palavras gritantes do senhor escandaloso, Minato prestava atenção somente no filho, olhou para a rachadura na estatua e então teve uma ideia.



– Já sei, filho me traga quanta neve você conseguir e pode deixar o resto comigo.



– Entendi dattebayo!



Três minutos depois o apito final é dado e todas são obrigados a parar imediatamente, jogando a neve em suas mãos no chão e colocando as ferramentas de lado, com isso os juízes se aproximam de cada estatua para avaliar friamente o trabalho de cada dupla.



A competição estava muito acirrada este ano, muitos dos competidores eram veteranos neste evento, mostrando um trabalho bem acima da média, quando os juízes chegaram até a estatua dos irmãos Uchiha ficaram encantados com a visão.



– O que representa a estatua de vocês? Apesar de eu poder chutar claramente um anjo. – Opinou um dos quatro senhores que avaliavam o acabamento, originalidade em fim todas as categorias de pontuação.



– Bem esta parcialmente certo. – Afirmou Itachi.



– Porque não existe anjo mais bonito que a nossa mãe, por isso nós a tomamos como modela para a nossa escultura. – Completou o pequeno Uchiha enquanto apontava para Mikoto na plateia, a senhora Uchiha claramente estava um pouco envergonhada por receber tantos olhares, tanto dos juízes quanto do resto da plateia, em certo momento Fugaku foi meio que obrigado a toma-la em seus braços, já que um dos juízes em particular estava praticamente babando por sua mulher.



Após uma rápida descompostura, os quatro senhores voltaram a realizar o seu trabalho, os detalhes em gelo tanto no rosto quanto nas asas estava muito bem limpo e bem feito, assim como a cadeira simples porem graciosa de neve onde a estatua se sentava, sem mencionar que os irmãos Uchiha haviam claramente cativado não só seu publico como os juízes também, bem, obviamente eles não podiam ficar ali o dia todo admirando uma única escultura, então uma vez anotadas as avaliações partiram para os próximos concorrentes.



As formas deste ano eram simplesmente fabulosas, cavalos bem construídos, castelos reais esculpidos em gelo e neve, até mesmo um dragão chinês teve sua vez, mas nada poderia prepara-los para o que veriam a seguir.



– Bem, os próximos são nossos últimos concorrentes o Senhor Uzumaki e seu filho.



Ao terminar de ler seus nomes em sua prancheta, os quatro senhores estavam no mínimo surpresos e confusos tentando desvendar por conta próprio o que era aquela estatua, pois, a primeira vista tudo o que viam era uma mulher, pelo menos parecia uma, aplicando um chute alto no ar e aparentemente gorda, pois sua barriga era formada por metade de uma grande bola de neve.



– Hum...huuuum, s-senhor Uzumaki.



– Hai?



– Poderia nos dizer a sua interpretação da sua estatua?



– Com muito prazer, — Respondeu ele com um grande sorriso – esta é Kushina minha esposa e –



Antes que Minato pudesse completar sua fala uma grande comoção havia se formado atrás de si na plateia.



– GORDA! VOCÊ ME ESCULPIO GORDA MINATO!? – Antes que qualquer coisa pudesse ser feita Kushina já havia atravessado as faixas que separavam o publico dos participantes, e vinha cuspindo fogo na direção do marido.



– Eu não acredito que você teve a coragem de fazer isso comigo, se fosse uma escultura realista eu até entenderia, mas por que me construir uma boneca de gelo gor –



Antes pudesse causar mais algum escândalo, Kushina se sentiu ser puxada para os braços de seu marido, que tratou novamente a cala-la com ardente beijo, na frente de toda aquela gente, estava tendo de fazer muito daquilo naquele dia, mas fazer o que, aquela ruiva nunca deixava os outros falarem quando ficava nervosa, e aquele era o modo convencional de Minato para faze-la para e escutar o que ele tinha a dizer, não que ele se importasse de usar muito esse método, não mesmo.



– Bem senhores como eu ia dizendo, — Continuou o loiro enlaçando a ruiva pelos ombros e apontando para a estatua – esta estatua representa a minha esposa – ainda fez questão de exibi-la mais um pouco para os jurados, não que a ruiva pudesse demonstrar qualquer reação, estava petrificada no lugar ganhando cada vez a mais a tonalidade de uma pimenta, estava no mínimo morrendo de vergonha, como ele pôde agarra-la bem na frente de toda aquela gente, bem, agora já não podia fazer mais nada, além de ouvir o que Minato tinha a dizer, antes de esgana-lo mais tarde – praticando caratê – sim até essa parte ela havia entendido, até porque sim, Kushina havia praticado caratê a muitos anos atrás, mas o que essa bendita barriga enorme tinha a ver – enquanto ela estava gravida, esperando pelo nosso maior tesouro.



Quando Minato terminou de falar, não se ouvia nem mesmo o som de um mosquito no ar, todos os presentes naquele parque estavam agora processando aquela informação em suas mentes, inclusive a própria Kushina, depois de mais algum tempo de conjectura, um dos senhores resolveu tomar a palavra.



– Com licença senhor Uzumaki, mas será que poderia repetir o que acabou de dizer, aliais explique melhor o significado da sua estatua.



– O que, não a nada de complicado para se entender, essa á a minha mulher Kushina, alguns anos mais jovem, praticando caratê que era uma coisa que ela gostava muito, mas que infelizmente teve de parar depois que ficou gravida, então eu pensei em esculpi-la mostrando que ela mais gostava de fazer, — Pausou ele por um instante pegando seu pequeno no colo – junto ao nosso bem mais precioso.



Nesse momento ao invés de uma grande comoção, a plateia se mostrou muito comovida com tudo aquilo, alguns gritavam elogios, enquanto que outros batiam palmas, deixando uma certa ruiva ainda mais constrangida, em meio a isso tudo Kushina já havia tirado o filho dos braços de Minato e o abraçava com muito gosto em seu colo, deixando os braços de um modo como se dissesse que “Naruto era só seu e de mais ninguém”, uma de suas provocações habituas que o loiro tratava de desmanchar rapidamente envolvendo ela e o filho em seus braços.



Depois de mais alguns minutos os juízes estavam prontos para anunciar os resultados finais.



– Primeiramente eu devo parabenizar a todos os competidores deste ano, que nos presentearam com esculturas magnificas, agora vamos começar a anunciar, em terceiro lugar dupla Momochi com sua muito bem detalhada escultura de dragão chinês.



Pequenos aplausos foram ouvidos pela dupla, afinal o terceiro lugar não era muito prestigiado.



– O segundo lugar foi muito, muito difícil de escolher, a escultura ganhou pontos absurdos em originalidade e cativou muito a todos, porem em se tratando da estrutura, teve de ser feita as presas, deixando a desejar em qualidade, por isso o segundo lugar vai para a dupla Uzumaki.



Dessa vez a dupla recebeu muitos, muitos aplausos, se tem uma coisa que a essa dupla havia conquistado, fora o cativo do publico, foram presenteados com uma linda fita azul mostrando o número dois, que Naruto fez questão de colocar em sua mãe.



Depois de todos se acalmarem os juízes agora seguravam o belíssimo troféu, que seria o premio dos vencedores desse ano.



– Agora vamos anunciar os nossos grandes vencedores deste ano, que sem duvida alguma, nos surpreenderam, eles já possuem história aqui nesta competição, ano após ano trabalhando duro e almejando o primeiro lugar, é com muito gosto que este ano eu anuncio a vitória dos irmãos Uchiha!



Não houve tempo para silencio, pois a comoção foi geral, gritos e mais gritos, aplausos e lagrimas de realização, depois de cinco anos os irmãos Uchiha haviam conquistado o primeiro lugar, Itachi segurava Sasuke em seu colo, e o pequeno por sua vez balançava o enorme troféu com seus bracinhos, não demorou muito para que Mikoto estivesse ao lado dos filhos, abraçando cada um demoradamente, enquanto que Fugaku se resumia apenas em dar um sorriso leve e discreto ao mesmo tempo em que erguia a cabeça em orgulho.


*****



Um pouco mais tarde, 18:00 para ser mais preciso, Kakashi e Kaito já haviam se retirado da praça central e estavam a espairecer, andando sem rumo pela cidade.



– Foi uma ótima competição. – Divagava Kaito.



– Verdade, é um evento bem animado, todos pareciam estar se divertindo.



– Hum, o que? Ficou com vontade de participar Kakashi-san?



– Baaaka, eu não tenho mão para coisas delicadas como essa, só assistir já é o suficiente. – O grisalho parou por um momento fitando seu relógio de pulso – já são 18:00 horas, é melhor eu colocar o disfarce e ir me encontrar com a gangue, e você o que vai fazer?



– Hum, vou passear só mais um pouquinho, tenho uma coisa para fazer ainda, depois eu me juntarei aos outros.



– Tudo bem, não vá se atrasar heim.



– Hai, hai.



Dito isso o grisalho tomou seu caminho, rapidamente desaparecendo nas ruas movimentadas, mesmo que fosse noite por causa do festival as ruas ficariam lotadas até altas horas, quando perdeu seu colega de vista Kaito se permitiu relaxar por um momento, voltando ao seu modo sério e pensativo, voltou-se para um esquina do outro lado da rua e se pôs a caminhar.



– “ Perdoe-me por isso Kakashi-san, ainda não sei se posso confiar em você, mas vou tirar isso a limpo agora mesmo”.



Com isso em mente o moreno se escondeu em um dos becos escuros da cidade e ali permaneceu, esperando pela cobertura do manto da noite.



*****



19:00 da noite.



Na casa da família Uchiha, Sasuke não parou de olhar para o troféu de primeiro lugar desde que chegaram em casa, já tinham a muito tempo uma estante especial preparada para coloca-lo, no dia em que o ganhassem é lógico.



– Sasuke, se continuar encarando o troféu desse jeito vai ficar com dor no pescoço. – Avisava dona Mikoto.



– Não faz mal, depois de tanto tempo esperando ganhar esse troféu, hehe eu to realizado.



Mikoto sorriu gentilmente enquanto encarava o filho, realmente ele e Itachi esperaram muitos anos por esse dia, e nesse momento dona Mikoto estava cheia de orgulho, tão distraída em seu mundo que nem notou quando o marido chegou ao seu lado lhe dando um selinho.



– Querida porque ainda esta vestida assim? – Perguntou Fugaku.



– Do que esta falando amor? É para fazer o jantar oras.



– Não, nada disso, hoje é um dia especial, vamos sair para comemorar a vitória de nossos filhos.



– Ara, que chique, e aonde vamos?



– Bem, eu estava pensando no restaurante de sushi dos Yamamoto perto do centro, o que vocês acham?



Enquanto Sasuke pareceu muito animado com a ideia, Mikoto se pôs a pensar, por um instante, se lembrou da conversa que teve no dia anterior com seu velho amigo Ojimbo, e seu aviso para que não fosse com sua família para o centro da cidade, mas analisando melhor, o restaurante Yamamoto ficava bem na pontinha do centro, bem longe das residências comerciais, seria apenas um jantar e uma comemoração rápida, então não deveria haver nenhum problema.



– Eu adorei amor, Sasuke avise o seu irmão e vamos todos nos arrumar.



– Não precisa nem repetir.



O que ela realmente não sabia, era que...pouco importava onde qualquer um estivesse naquela noite.



*****



Ao mesmo tempo, em um dos hotéis da cidade, outra família também se arrumava para sair e jantar, não tão calmamente quanto as outras.



– Agora escute aqui senhor Uzumaki, não me interessa o quão romântica ou lindas foram suas intenções, você me deixou morrendo de vergonha na frente da cidade inteira, e isso vai ter troco ouviu ttebane! – Kushina meio que esbravejava e meio que não ao mesmo tempo ajudando o Uzumaki a dar um nó em sua gravata, não é que não tem há gostado da homenagem de seu marido, longe disso, mas ele precisava agarra-la na frente da cidade toda? Deu graças a Kami, por estarem ali só a passeio.



– Este troco que vai me dar, seria hoje de noite? – Perguntou ele de maneira maliciosa, recebendo um tapinha no braço da ruiva, que se afastou para ajudar o filho a se arrumar, depois de todos esses anos era incrível como sua esposa ainda corava com suas provocações, e por ele isso poderia durar para sempre.



Mesmo que não tenham conseguido o primeiro lugar, ficar em segundo naquela competição não era pouca coisa, por isso iriam até o centro desfrutar de uma boa comida estrangeira.



– Certo, vamos deixar esse restaurante no prejuízo dattebayo!



*****



20:00 horas, extremo norte na cidade de Sapporo.



Faltava pouco tempo para a grande disputa de território começar, as ruas da cidade estavam infestadas de grupos e mais grupos de gangues invasoras, cobras e abutres que planejavam se deliciar com os restos desta disputa, os mais inteligentes permaneceriam nas sombras observando e esperando até que um ultimo grupo ficasse de pé para dar o bote final, essa era a estratégia de alguns poucos que se julgavam capazes ou simplesmente não tinham recursos para enfrentar os outros grupos diretamente, parecia um ótimo plano, sim ao menos parecia.



A esta hora Ojimbo, Sambou e Kakashi assim como o resto da Black Wing, já se encontrava posicionados para começar a disputa com uma das gangues rivais, eles empunhavam facas, tacos de madeira, ferro e até pistolas, fornecidas no dia anterior, todos estavam muito concentrados, faltava pouco, muito pouco, tudo o que restava era ouvir as ordens do líder e esperar pelo sinal.



Por todos estarem tão concentrados nessa disputa, por todas as gangues estarem se preparando para a batalha eminente, e principalmente pela grande quantidade de festejos devido ainda ser o dia do festival da neve, ninguém notou, ou simplesmente preferiram ignorar um som agudo que vinha do exterior da cidade, era o som de algo pesado, porem discreto ao mesmo tempo, que se aproximava cada vez mais de Sapporo, se aproximavam por todos os lados, cada vez mais perto, porem ninguém ainda os havia notado, ninguém.



*****



20:40 da noite, em um dos prédios mais chiques da cidade, um homem observava as paredes de vidro da robusta construção de 20 andares, ele usava uma roupa completamente preta, com botas e um gorro que escondia seu rosto, e uma pequena mochila em suas costas que fazia parte da própria roupa que estava usando.



Ele se aproximou com cuidado pelos lados para não chamar a atenção dos seguranças, calçou luvas estranhas em suas mãos que continham uma espécie de imã, fazendo-o capaz de escalar as paredes de vidro e ferro, até uma pequena janela no segundo andar.



Dali em diante não era seguro usar o elevador, então rapidamente se esgueirou para as escadas de emergência, era uma longa subida até o 15º andar onde estava o seu objetivo, olhou para cima e puxou um pequeno gancho de sua mochila, que estava preso por um cabo de metal, tomou algum impulso e o lançou o mais alto que pôde, atingindo o 12º andar, bem, fazer o que, o resto do caminho ele subiria a pé, ativou um pequeno motor portátil em sua mochila o subindo sem demora para o andar que enganchou, e subiu o resto pelas escadas.



Caminhou sorrateiro pelo corredor até chegar ao quarto desejado, número 1527, o quarto onde o “ilustre” politico Hoshigaki Kisame estava hospedado, puxou um cartão vermelho especial que lhe permitia abrir qualquer porta daquele hotel, esse cartão era uma de suas principais ferramentas de trabalho, pois podia abrir quase tudo que fosse eletrônico, entrou e encostou a porta rapidamente, quando entrou no apartamento de alta classe não se preocupou em olhar a belíssima mobília do lugar, correu seus olhos pelo ambiente até achar o que procurava o laptop pessoal do Hoshigaki, o abriu com cuidado só esperando que a maldita máquina lhe pedisse pela senha, não que isso fosse um problema.



Mais uma vez o encapuzado sacou o mesmo cartão vermelho que lhe forneceu entrada para dentro do quarto, puxou um pequeno fio USB do mesmo e o conectou em uma das entradas, logo o acesso foi liberado e os dedos do homem correram como loucos pelo teclado, abrindo varias pastas, porem sem achar o que necessitava.



– Droga, já é difícil procurar nesse escuro e essa mascara só atrapalha.



Dito isso o invasor misterioso logo se livra da incomoda peça de lã, revelando ser ninguém menos do que Mamoru Kaito.



Mais alguns segundos fuçando naquela maquina e ele finalmente encontrou o que procurava os registros de e-mails enviados e recebidos do senhor Kisame, ele leu e-mail atrás de e-mail, mensagem após mensagem, e a cada palavra processada em seu cérebro o rosto de Kaito empalidecia vagarosamente, chegando a deixa-lo quase azul e suando frio.



Kaito sentia sua garganta seca e o suor em sua testa teimava a cair, seu coração batia forte e sentia seu peito apertar, tornando-se difícil respirar, ele não podia acreditar no que estava escrito naquelas mensagens.



– Mentira, isso tem de ser mentira, quem, quem em sã consciência teria coragem de fazer uma coisa dessas? Arf, arf isso é insano, preciso dar um jeito de parar isso.



??? – Não a como parar, Kaito-kun.



Tomado pelo susto daquela voz macabra entrando em seus ouvidos e pela súbita claridade da luz acesa, Kaito não pôde conter a surpresa em seu rosto ao encarar Kisame bloqueando a porta do quarto junto a mais dois seguranças, os dois homem de terno usam cada um uma pistola Browning HP35, enquanto que o Hoshigaki empunhava na direção do moreno um fuzil BAR modelo M1918A2 que apesar do tamanho médio era facilmente desmontável e cabia perfeitamente em seu terno Armani.

– Ki-sa-me, você – O moreno falava pausado e entre os dentes de tamanha que era sua fúria — VOCÊS PERDERAM COMPLETAMENTE O JUIZO!?

– Me pergunto a que esta se referindo Kaito-kun, eu estou perfeitamente sã e prestando um pequeno serviço ao meu país. – Respondeu ele com sua voz sínica mostrando aquele sorriso doentio.

– Então...tudo o que esta escrito aqui, — Apontou ele para o computador – vai mesmo acontecer.

– Pode apostar, e em menos de dez minutos, sabe eu adoraria escutar a sua opinião sobre o melhor projeto que eu já tive o prazer em concluir na minha vida, mas infelizmente o meu tempo é muito curto, e o de Sapporo também, por isso – Sorriu ele mais abertamente ainda – você me faria o grande favor de morrer?

Não havia tempo de recolher seu material, pois talvez nem houvesse tempo de salvar sua vida, tudo o que Kaito pôde fazer foi se virar e correr em direção das paredes de vidro, não demorou nem um segundo para que ele escutasse o cortante som dos tiros quem vinham em sua direção, assim como a dor pelas balas que atravessavam seu corpo, devem ter sido no mínimo umas sete pontadas que ele sentiu antes de desesperadamente poder saltar pelas paredes de vidro para fora dali, movido pela adrenalina em seu corpo Kaito só teve tempo de ver que o gancho de sua mochila havia sido preso ao chão antes de saltar, quando já estava na altura do segundo andar sentiu seu corpo ser jogado contra o chão verde, provavelmente haviam desprendido o gancho la de cima, sua sorte foi ter caído no jardim.



Com o resto de forças que lhe restava começou a se arrastar na direção da cidade, não conseguiu salvar informação alguma. Tudo o que lhe restava eram as informações dentro de sua cabeça e aquilo não podia morrer junto com ele, depois de tudo o que descobriu agora tinha certeza, só havia uma pessoa naquela cidade em quem ele poderia confiar.



– “Preciso me apressar, preciso encontra-lo, não posso ser o único a saber da verdade, por favor esteja no lugar combinado pela gangue...Kakashi-san”.



Na beirada do andar com as janelas em pedaços o Hoshigaki observava a figura patética de Kaito capengando entre as moitas do jardim, se afastando cada vez mais e deixando um rastro de sangue.



– Devemos abatê-lo Kisame-sama? – Perguntou um dos seguranças.



– Não, deixe-o ir, ferido do jeito que esta ele não vai durar muito e nós precisamos nos acomodar, vá para o terraço e mande o piloto deixar o helicóptero pronto para voar, eu quero apreciar este espetáculo de camarote, — Antes de partir Kisame se virou para a janela uma ultima vez, vendo o moreno desaparecer em uma das ruas da cidade – adeus Mamoru Kaito-kun, hehehehe, vai morrer como um cachorro de rua hihihiHAHAHAHAHAHAHA!



*****



20:58 da noite, muitas coisas estavam para acontecer naquele intervalo de dois minutos.



Todas as gangues estavam apostas e prontas para a disputa, enquanto que algumas famílias voltavam para casa ou para os hotéis alegremente, despreocupados com a vida, pensando apenas em suas camas quentinhas que lhes aguardavam, esta era a situação de um certo loiro e um certo moreno, mas quem disse que a vida é para ser feliz e sossegada?



– Não temam, não recuem, e principalmente não morram, isto é apenas mais uma briga, eu não quero ver corpos, mas quero ver nossos inimigos tremendo de medo. – Discursava o líder da Black Wing, enquanto Kakashi apenas prestava atenção nos movimentos do mesmo, quando a luta começasse e os dois grupos estivessem perto de se chocarem ele e os outros agentes infiltrados disparariam tiros de aviso, e capturariam os lideres de cada gangue e acabariam com aquela briga inútil.



– AVANÇAAAAR!



20:59:58



Os dois grupos partem para cima um do outro, correndo como loucos.



20:59:59



Estavam prestes a se chocarem e Kakashi iniciaria sua operação, porem, ao soar das nove, não foram tiros a serem ouvidos.



21:00:00



BOOOOM

De repente sem qualquer aviso, simplesmente do nada, uma explosão eclodiu no caminho de ambas as gangues, ninguém teve tempo de pensar ou entender o que havia acontecido, dali em diante seria o verdadeiro caos.



– Ei o que –


(http://www.youtube.com/watch?v=SiGDtI5UI4I)



BOOOOM! BOOOOM! BOOOOM! BOOOOM! BOOOOM! BOOOOM!



Paredes, chão, postes, carros, tudo na cidade de Sapporo começou a explodir e logo a cidade estava em um mar de chamas, as gangues que deveriam estar em disputa estavam sendo dizimadas pela força das explosões e dos detritos das mesmas, os corpos dilacerados geraram pânico em massa e logo todos estavam literalmente correndo por suas vidas.



BOOOOM! BOOOOM!



Mais duas explosões isto estava acontecendo por toda a cidade, as pessoas corriam desesperadas procurando por abrigo, mas cada beco, cada fresta daquela maldita cidade parecia ter sido entupida de bombas.



Desesperadas as pessoas começaram a tentar deixar a cidade e para o seu alivio o exército parecia as estar esperando com carros grandes para realizar os resgates.



– Graças a deus, estamos salvos. – Afirmavam os civis.



Quando o grupo correu na direção dos soldados fortemente armados com metralhadoras Uzi, eles pensaram estar a salvo, mas por alguma razão que ninguém poderia explicar, os soldados apontaram suas armas para eles.



– Ei mas o que – E dispararam!



– GYAAAAAA!



– AAAAAAAA!



Dispararam até que os corpos ficassem deformados no chão, quanto mais pessoas chegavam, se assustavam com os corpos e corriam ainda mais rápido em direção dos soldados, pensando que os ali caídos eram apenas vitimas das explosões, esses pobres coitados morreram sem ao menos poder olhar para seus executores, que apertavam seus gatilhos com um sorriso de canto a canto em seus rostos.



E bem no alto da cidade o bastardo responsável por tudo aquilo, assistia de camarote a chacina de sangue inocente sendo derramado, com um sorriso maior que o de seus subordinados.



– Este certamente é o melhor show da história huhuhuhu, podem correr o quanto quiser, mas não a como escapar, esta é UMA GRANDE RECICLAGEM.



*****



BOOOOM! BOOOOM! BOOOOM!



As explosões incessantes continuavam por toda a cidade, as pessoas corriam freneticamente tentando se abrigar, porem, em vão, não havia um bendito lugar seguro naquela cidade.



No meio daquela grande abominação, um grupo de pessoas corria para uma das áreas extremas da cidade, onde poderiam se afastar dos prédios altos que ameaçavam cair sobre suas cabeças, e entre eles estava a família Uchiha.



– Pai o que esta acontecendo? – Perguntou Itachi que corria ao lado do pai, sempre de olho para garantir que sua mãe estava segura atrás de si com Sasuke no colo.



– Eu não faço ideia, mas não se preocupe, estamos quase nos afastando da cidade, olhe ali esta o exército, chegaram bem na hora.



Isso era o que eles pesaram, porem ao ver o grupo que estava a sua frente ser completamente dizimado pelos soldados Fugaku só teve tempo de se virar e empurrar sua família para o lado de um beco, antes de ser cruelmente assassinado, no que pareciam ser tiros infinitos, e o pior todos testemunharam sua morte de perto, inclusive Sasuke, mas não havia tempo para se lamentarem.



BOOOOM!



Mais uma explosão havia se arrebentado, desta vez bem ao lado da família Uchiha, Itachi foi jogado para longe em cima de um pequeno barraco fora do beco onde estavam, quanto a Mikoto esta só teve tempo de proteger o filho mais novo antes de também sofrerem com a explosão, os dois haviam rolado um pouco e depois ficaram em silêncio por algum tempo.



– Mamãe, mamãe! – Chamava Sasuke por Mikoto, que estava em cima do filho e não se mexia a algum tempo. – Meu deus snif, isso é loucura snif, por que aqueles caras mataram o papai? Nós temos de sair daqui e achar o Itachi-onii-san.



Nisso Sasuke tentou puxar sua mãe pelo braço, mas a mesma não se mexia, talvez fosse por causa da neve, mas Sasuke sentia a mão dela muito gelada.



– Mamãe acorda, nós precisamos procurar o onii-san, — Balançou ela algumas vezes sem obter resposta – mamãe acorda nós temos que ir – balançou-a mais algumas vezes, mas ela nada fazia enquanto ele continuava a balançar seu corpo e chamar por ela – mamãe, mamãe – pode ter sido por um simples capricho do destino, mas foi graças aquele beco tão escuro que Sasuke não pôde ver o estado do corpo de Mikoto, pois da cintura para baixo, tudo havia sido dilacerado.



– Mamãe, mamãe snif, mamã –



BOOOOM!



Outra explosão esta jogou para longe o corpo do pequeno Uchiha cobrindo seu corpo com um punhado de neve e o escondendo.



BOOOOM! BOOOOM!



Alguns segundos depois, mais duas explosões colocaram abaixo aquele beco de tijolos, “sepultando” o corpo de Uchiha Mikoto.



*****



BOOOOM! BOOOOM! BOOOOM!



As explosões continuavam por toda a cidade incessantemente arrancando mais e mais vidas, agora um pequeno grupo corria a toda velocidade para o hotel onde estavam hospedados, na esperança de poderem se abrigar, esta era a família Uzumaki.



Naruto por ser bem energético corria na frente do grupo, com sua mãe tentando pega-lo logo atrás, em seguida vinham seu pai, seus tios e seus avós.



– Naruto, não vá na frente sozinho. – Dizia Kushina tentando alcançar o filho.



– Não se preocupe, eu consigo correr sozinho, já estamos quase la.



– Essa não é a questão filho.



– UGH !



De repente todos pararam ao ouvir aquele gemido de dor, e se voltaram para trás, Naruto nem mesmo esperou para ver o que era, pois havia reconhecido perfeitamente a voz de sua avó, por isso correu até ela sendo seguido pelo resto da família.



– Vovó você esta bem? – Perguntou o pequeno claramente preocupado.



– Arf, arf, parece que essas minhas pernas velhas não vão aguentar por mais muito tempo, eu irei tentar ir no meu ritmo, vocês sigam em frente.



– Não diga besteiras mãe, — Reprendeu Minato – rápido suba nas minhas costas e –



BOOOOM! BOOOOM! BOOOOM! BOOOOM!



A partir daquele momento, tudo ocorreu muito rápido, quatro explosões puderam ser ouvidas ao longe e Minato notou um grande sombra se formando acima de sua família, quando olhou para cima ficou petrificado, metade de um edifício havia sido explodido e estava caindo em sua direção, o movimento foi automático, pulou para o lado e com todas as suas forças empurrou Kushina e Naruto dali, agora com o corpo de frente para o céu a ruiva podia ver o imenso bloco de concreto vindo em sua direção e na de seu filho, por mais forte que tenha sido o empurrão não era o bastante para salva-los, então o mais rápido que pôde pegou o braço de seu filho ainda no ar e o jogou o mais longe que conseguiu o livrando da morte, naquele pequeno instante em que se encararam pela ultima vez Kushina só conseguiu dizer uma palavra.



– Na-ru-to.



BAAAAAAAAAAAAAAAAAAAM!!!!!!!!!



O choque e o som de metade de um edifico se chocando contra o chão era assombroso, a corrente de ar gerada foi tão forte que jogou ainda mais longe o corpo do pequeno Uzumaki, este bateu em uma parede de algum lugar e caiu em meio aos arbustos, tendo alguns poucos segundos de consciência antes de desmaiar.



– Papai, ma-mamãe.



*****



Ele corria, corria por sua vida e corria para não morrer explodido ou baleado, o que raios estava acontecendo? A operação foi um fracasso, a cidade parecia o próprio inferno e não parava de explodir, fora o som ensurdecedor e constante das metralhadoras, ele mesmo havia sido baleado no canto do ombro ao tentar falar com alguns soldados que se aproximavam cada vez mais, mil e uma coisa se passavam na mente de Kakashi.



– Droga, o exército ficou louco de vez, o que esses filhos da puta estão pensando? Atirando em civis e matando gente inocente, quem raios esta no comando?



– Ka-kakashiiii.



O grisalho ouviu uma voz aguda lhe chamando, e ao se virar deparou-se com a pessoa que menos esperava ver naquela confusão toda.



– Kaito!



Sim, Kaito, estava ferido e sangrando muito, sua pele mais pálida do que nunca implorava por sangue em suas veias e se contraia de dor, ao perceber que estava seguro nos braços de Kakashi o moreno pôde se deitar, pois estava sendo apoiado pelo mesmo.

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– Ei, ei Kaito, que ferimentos são esses? O que aconteceu com você, quem fez isso?



– K-Kisameee. – Disse num sussurro com a voz repleta de frustração.



– Kisme, Hoshigaki Kisame atirou em você? Mais importante precisamos conseguir ajuda para você –



– ME ESCUTE! – Gritou ele em desespero segurando o grisalho pela gola do casaco o forçando a encara-lo – Eu...não tenho muito tempo sobrando arf arf e só posso contar isso a você arf arf, escute Kakashi tudo, tudo foi uma farsa.



– Uma farsa, o que esta dizendo?



– Estou dizendo que a reunião no QG 22, a infiltração nas gangues, tudo foi – Parou ele por um segundo cuspindo sangue — foi uma farsa.



– Kaito, você entende o que esta me dizendo? Como alguém do alto escalão permitiria que –



– Parte das ordens vieram deles mesmos, — Essa ultima afirmação fez Kakashi gelar, como assim seus superiores estavam metidos nisso – você é um bom policial Kakashi-san, mas por ser tão bom estava atrapalhando os negócios sujos de alguns dos seus superiores arf, aarf, ninguém gosta de um policial certinho nos dias de hoje, arf ou você tem poder para se defender de um corrupto ou se torna logo descartável, arf, escute, eu achei uma conversa por troca de e-mails no computador do Hoshigaki, arf, tudo isso foi planejado a meses para que você viesse para esta cidade e acabasse morto, arf arf, além disso a máfia controlada pelo Hoshigaki vazou a informação sobre a disputa das gangues de hoje arf, tudo foi combinado para que eu e você não saíssemos vivos daqui, arf, o plano era encher a cidade com bombas e transforma-la no próprio inferno, e quem tentasse fugir seria abatido pelos falsos soldados do exército, arf, arf, aqueles miseráveis são homens do próprio Kisame vestindo a farda que protege o nosso país e matando inocentes, — Nesse momento Kakashi pôde notar as grossas lagrimas que escorriam no rosto de Kaito – não importa se são delinquentes de gangue ou não arf tudo o que esses desgraçados querem, é fazer uma limpa social COFF COFF.



A vida de Kaito estava chegando ao fim, falou muito mais do que devia e o grisalho não desviou o olhar em momento algum, enquanto suas roupas se encharcavam com o sangue de seu “amigo”.



– O pior arf, é que o exército não esta sabendo de nada, o general Yamashita recebeu um suborno enorme para calar a boca de qualquer um que tentar se intrometer nesse caso, arf arf, e o pior de tudo é o apoio que o Hoshigaki vai receber por parte da policia e das forças armadas para subir de cargo no nosso país ARF ARF, Kakashi não importa como e não importa o quanto tempo leve, mas por favor viva, viva e faça os desgraçados responsáveis por isso pagarem com suas vidas UGHaaa, ughhaaggh.



Em um ultimo gemido de dor a vida de Kaito se foi, bem nos braços do grisalho, enquanto encarava o corpo de seu colega, uma mistura de sentimentos crescia dentro de Kakashi, um misto de culpa, dor, mais principalmente ódio, sentimento esse que transpareceu através de lagrimas em sua face.



– Ugh,uughaaaa,arf,arf arf KISAMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!



Continua...

Notas finais
MY GOOOOOOOOOOD como é que eu fiz isso JESUUUUUIS.
Gente e agora o que vai ser desse povo?
Bom só lendo o próximo para saber XD.
Só um detalhe, galera 3:34 da manhã e mais de 10 MIL palavras, eu não vo reisa esse capitulo hoje mais nem F@dendo, então nem reparem se tiver um errinho ou dois ai no meio de PT ok.
Dessa vez espero especialmente ansioso pelos comentarios, sejam sinceros :).