Notas iniciais
Meta de hoje: atualizar todas as minhas fics. Espero que gostem! Boa leitura! bjos, Ava.

Capítulo 3

♥ Heartache ♥

Jer

— Josie Gibson. É um prazer te conhecer. — Josie disse, e caralho, o sorriso falso no rosto dela estava me matando.

Dana sorriu quando apertou sua mão, antes de se virar para mim.

— Jeremy, você nunca me contou que sua irmã é A Josie Gibson!

A voz animada de Dana me fez tirar meus olhos da minha irmã e virar para ela. — Você sabia que esse era o nome dela. — Falo seco, não querendo que Josie pense que eu nunca me importei em falar sobre ela.

— Não. — Ela revira os olhos dramaticamente. — Eu não sabia que ela é A Josie Gibson, uma das melhores dançarinas do mundo.

Eu também não sabia. E isso me surpreendeu de muitas maneiras.

Fiquei triste por não saber, orgulhoso dela e, por mais estranho que pareça, com saudade. Saudades do tempo em que éramos tão próximos que você não podia saber a diferença. Culpado, também, por ser o único responsável por nossa separação.

Dana continuou: — Uma dos FourJays, dançarina de Starla Jones, um fenômeno mundial!

Meus pais pareciam mortificados.

— Eu não sou realmente tudo isso. — Josie respondeu com um pequeno sorriso. — Mas obrigada.

— Está brincando comigo? Eu sou sua fã, você não precisa ser tão modesta.

Josie sorriu para ela, mesmo sem graça da forma que estava.

O clima ficou estranho na grande cozinha, ninguém sabia exatamente como reagir depois do surto de Dana. O motivo? Minha irmã passa dois anos fora de casa e volta como uma quase celebridade aparentemente, o mais chocante de tudo, ninguém aqui fazia ideia disso. Nossos pais por não ligarem o mínimo para o que ela fazia, contando que não manchasse a imagem da família; eu por ser covarde e não procura-la.

Josie limpou a garganta quebrando o silencio constrangedor.

— Se me derem licença, eu vou me acomodar e tomar um banho. Foi um longo voo.

Susan concordou com a cabeça. — Sim, claro. Suas malas vão ser deixadas lá em cima, no seu antigo quarto.

— Obrigada. — Josie ofereceu simplesmente.

E então saiu da cozinha sem mais uma palavra e sem olhar para mais ninguém.

>>>

Eu subia as escadas em um acesso de fúria. Susan não tinha o direito de apresentar Dana a Josie daquela forma.

Na verdade, ela tinha. Dana é realmente minha noiva, mas o olhar no rosto de Josie me fez doente. Ela fez um trabalho excepcional em esconder de todos, foi até educada com Dana, mas ela nunca conseguiria esconder a expressão de dor em seu rosto, não de mim.

Dana me seguiu desconfiada, até que chegamos ao meu quarto.

— Então, você e a sua irmã são bastante próximos.

Não foi uma pergunta.

Você não faz ideia do quanto... já estive dentro dela mais vezes do que de você, penso.

Eu balanço a cabeça em um curto aceno. — Uhum.

— Então porque você está chateado dela estar de volta?

— Não estou. — Eu definitivamente estava.

Dana deu de ombros, sem deixando para lá. — Okay. Eu tenho que ir para a aula, depois vou na casa dos meus pais pegar umas coisas...

Apenas continuei fingindo prestar atenção no que ela falava, mas minha cabeça estava presa entorno do fato de que eu tinha Josie de volta em casa, tão malditamente perto de mim; na forma como seu corpo ainda parecia ser feito para se encaixar no meu; como suas deliciosas curvas pareciam mais pronunciadas, de como ela é linda. No olhar perdido quando ela foi apresentada a Dana. E, por fim, em que porra eu faria para me manter longe de joga-la contra a parede e fode-la até que recuperássemos o tempo perdido.

Eu estava sentado na cama e Dana se movia pelo quarto pegando suas coisas espalhadas, quando ela parou e se virou para mim em um supetão. — Você está tão quieto...

Eu tenho que apertar a mandíbula para não esbravejar um: Nunca conversamos, é sempre assim, você fala e eu ouço fingindo estar interessado.

— Estou apenas pensando.

— Certo. Eu não vou poder vir para cá hoje à noite, jantar em família. — Ela revira os olhos. — Eu te convidaria, mas sua irmã está aí e você deve recepciona-la.

— Aham.

— Então eu te vejo no jogo amanhã. — Despede-se.

Ela me deu um selinho apressado antes de descer as escadas. Eu não levei ela até a porta, e ela não se importou. Estávamos nisso por interesse, nós dois.

>>>

Ouço a música vinda do estúdio de dança no terceiro andar, e antes que eu possa registrar, estou em meu caminho até lá. Faz dois longos anos que eu não escuto musica nessa casa.

Josie dança apaixonadamente no piso de madeira, apenas de meias, shorts apertados e um top solto. Meu corpo reage ao seu, mas minha mente é presa nos movimentos dela, nas sutis e perfeitas piruetas. Ela está dançando balé, e ela só faz isso perante três hipóteses: quando está chateada, frustrada ou precisa de inspiração.

Não sei quanto tempo leva para Josie me notar em pé na porta, mas assim que ela me vê, seus movimentos param.

Ela me encara perplexa e sem saber o que fazer. Seus olhos brilham com a mesma saudade que está estampada no meu, mas o dela ainda carrega algo mais.

— O que você está fazendo aqui?

Mágoa.

Entro na sala, antes de responder: — Apenas ouvi a música. — Dou de ombros. — Não ouço música nessa casa desde...

— De que eu fui em um suposto passeio de caridade pela África? — Ela sorri irônica

— Bem, sim.

Josie caminha até o fundo da grande sala e desliga a música, então vira para mim, começando a se alongar.

— Então, para quando está marcado o casamento? — Ela pergunta com tanta naturalidade que é como se dissesse “que horas são?”

Bem, isso choca o inferno fora de mim.

— O quê? — Pergunto em uma voz esganiçada, o que denuncia minha surpresa.

Josie revira os olhos. — Você está noivo, o que implica que vai se casar. — Revela, em tom obviedade. — Quero saber. Quando é o casamento?

Eu franzo a testa. Meus ombros caem. É tudo muito foda, e não de uma maneira boa. É foda saber que eu tenho que me casar por interesses do meu pai. É foda saber que eu não vou me casar por amor. É foda ter a mulher que eu amo na minha frente e não poder toca-la. É foda ver o olhar no rosto dela e dizer: — Ficamos noivos há dois dias, então, eu não sei.

— Não estou muito atrasada para as felicitações então. Parabéns.

Sarcasmo enfeita a frase como luzes na noite de natal.

Josie... — Seu nome sai em súplica dos meus lábios. Há tantas coisas a dizer para ela. Eu quero correr, pega-la em meus braços, dizer que eu ainda a amo e que vou ficar para sempre com ela, mas o que eu digo é: — Me desculpe.

Ela sorri, curto e sem diversão, encontrando meus olhos pela primeira vez no dia. — Eu não posso Jer. Doeu... — Ela esfrega o rosto e suspira. — Por dois anos, tudo o que eu queria era estar em seus braços, eu sentia sua falta dia e noite, mas está quase me matando chegar aqui e descobrir que, para você, não passou de um caso.

Porra.

Eu estava mantendo uma distância segura, mas agora não pude deixar de correr até ela. Cheguei tão perto quanto possível e segurei seu rosto em minhas mãos, forçando-a a alcançar meus olhos.

— Nunca repita isso Josie. Nunca. Você não sabe a uma merda sobre como eu estava sem você. Eu te disse uma vez e mantenho: você SEMPRE vai ser a única mulher que eu amo.

Ela perde o folego pela proximidade, mas consegue responder: — Sim, claro. Um bom exemplo disso é a sua noiva.

— Eu não amo a Dana. Só você Josie.

Ela baixa o olhar.

— Eu não entendo como, Jer. — Sussurra.

Passo meus braços envolta de sua cintura e ela enterra o rosto em meu peito.

— Há muitas coisas que você não sabe, baby. — Dou um beijo em sua cabeça.

— Você nunca me ligou. Eu tentei, mas você mudou de número, então eu esperei, para ver se você me procurava. Você nunca fez.

Eu podia sentir sua dor como se fosse a minha própria.

— Eu não poderia me parar de ir atrás de você se eu fizesse.

— E isso é ruim?

— De muitas maneiras, sim.

Ela concorda com a cabeça e se afasta de mim, um sorriso triste tocando seus lábios. — Eu era teimosa demais para ver que não ia dar certo. Mas nunca daria, não é?

— Josie.. — Eu tento contestar, mas ela me corta.

— Não, Jer. Não crie mais esperanças apenas para eu me machucar depois. — Então ela começa a sair, me deixando congelado no meu lugar.

Mil sentimentos diferentes me atingem a cada passo que ela dá para longe de mim. O maior de todos é a vontade de dizer “foda-se tudo” e ficar com ela, apesar de qualquer coisa. Mas eu não posso. Há também a mesma quantidade de motivos que me mantém preso a vida infeliz a qual fui condenado.

Uma vida sem amor, sem felicidade, sem realizações, sem Josie.

Notas finais
e então, como estou indo? comentem, recomendem, favoritem... até o próximo!