Teachers in Love
2 Os casais do banheiro
Depois de correr pelo campo de basquete por duas horas a fio, Brian era uma poça de suor. Se exercitar era bom. Fazia com que ele esquecesse, ao menos momentaneamente, do fogo que lhe corroía por dentro. Era um homem amaldiçoado. Amaldiçoado pelo desejo que ardia em seu corpo e inundava seus pensamentos com imagens impuras. Mas ele não sucumbiria ao pecado de novo. Seria forte o suficiente. Iria esquecê-lo, custasse o que custasse...
Brian Scott seguia até o vestiário, andando apressado, quando notou Sam Winchester se aproximar.
– Se exercitando de novo, Brian? — perguntou o belo homem, mexendo em seus cabelos castanhos e macios com sensualidade.
– Sim... Eu gosto de fazer exercícios... — respondeu Scott secamente, tentando cortar a conversa. Estava cansado.
Sam sorriu, passando a mão no pescoço e no hematoma em seguida. Gemeu baixinho. — Eu sei... Você já me disse... Exercícios te fazem esquecer. Mas Brian... Isso não é justo! Ver esse seu corpo suado, só me faz lembrar... — disse de maneira sedutora.
– Esquece, Sam. Quantas vezes preciso repetir que o que fizemos foi errado? Quando você vai entender que não dá?
– Você pode falar o que quiser, Brian Scott... — disse o professor Winchester, então, puxando o treinador pela camisa, e falando próximo ao seu ouvido. — Seu corpo, seus olhos e a batida acelerada do seu coração me dizem outra coisa. Você quer! Quer tanto quanto eu...
Sam enfiou os braços por dentro da camisa de Brian e apalpou sua carne firme e musculosa, fazendo com que o outro homem estremecesse. O treinador sentiu seu membro crescer por dentro da calça. Maldito Winchester...
– Eu vou queimar no inferno por sua culpa... — gemeu Scott, sentindo os lábios de Sam em seu pescoço. Tentou se desvencilhar, mas a verdade é que para ele era impossível resistir. Era como se ele e o outro homem estivessem grudados com super bonder. Não dava mais pra separar sem rasgar a pele.
– Eu mando um cartão postal do céu dos homossexuais... — respondeu o professor de teatro, debochado.
Nenhum dos dois falou mais nada. Jogaram-se um nos braços do outro, despindo-se com ânsia e devorando-se em seguida.
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– Sam... Alguém pode passar, e nos ver aqui... — gaguejou Scott, já completamente sem fôlego, ao perceber que transavam a poucos metros da quadra de basquete. Era cedo, muito cedo ainda... Mas alguns funcionários chegavam cedo também. Era arriscado demais....
– E daí... — Winchester não queria nem saber... O amor era belo. Qualquer forma de amor...
– Como assim e daí? Você pirou de vez? — Brian, em um impulso, levantou-se indignado. — Quer perder o emprego e virar o assunto do ano?
Quebrado o clima, o professor de teatro teve que dar uma certa razão ao treinador. Seria melhor manter aquele caso em segredo... Pegou suas roupas, ainda caídas no chão, e correu com Brian Scott até o banheiro mais próximo.
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– Ahhhh Ahhhh Ahhhh!! — Brian gemia alto enquanto Sam estocava com força, colocando toda a extensão de seu membro dentro do outro.
– Hmmmm hmmmmm! — gemia também o mais alto, de maneira menos escandalosa.
– Ahhh Ahhhh Ahhhh Hmmmm Hmmmm Ahhhh Hmmmm Ahhhhh!!! — E ambos chegaram juntos ao orgasmo.
– Uiiiiiiiiiiii!
– Uiiiiiiii? — Sam e Brian se entreolharam calados. — Uiiii! Uiiii! — Aquele gemido não era deles... Vinha da cabine ao lado, e de uma voz muito aguda. Pelo jeito eles não eram os únicos transando por ali...
– Só saio daqui depois que forem embora... — sussurrou Brian, apavorado. Não queria, de forma alguma, que descobrissem o que ele e Sam haviam acabado de fazer.
Sam aceitou esperar um pouco, mas a cabine era apertada, e ambos estavam melados de esperma. Além de tudo, os gemidos não sessavam. Pelo jeito o outro casal não sairia de lá tão cedo...
– Eles estão tão ferrados quanto nós... — sussurrou Sam de volta, já abrindo a porta da cabine onde estavam. Afinal os dois casais poderiam muito bem guardar o segredo um do outro...
Brian, não viu outra opção. Começou a lavar-se depressa na pia, torcendo para que o outro casal demorasse a sair. De repente, para seu pavor, viu a cabine destrancar-se. E ele estava só de calcinha...
– Se contar nosso segredo, eu conto seu segredo também! — o treinador apressou-se a ameaçar, ao ver a silhueta de um homem magro e de pouca estatura se aproximando.
Viu então a cara de surpresa do inspetor. E ele estava sozinho, absolutamente sozinho...
– Que segredo? — peguntou o homenzinho, limpando o suor do rosto com um lenço de papel. Ainda tentava assimilar a cena que se desenrolava diante de seus olhos: dois professores, semi nus, se lavando na pia do banheiro.
– Que você está com dor de barriga? — sugeriu Sam, titubeante, com um sorriso amarelo.
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