Teachers in Love
3 Escravos da paixão
Benbow, inspetor do colégio Saint Peter, podia ser pequeno, mas era esperto e ardiloso. Sempre invejara o porte majestoso e a beleza daqueles dois homens. Por que alguns tinham tanto, e outros tão pouco? Era tudo muito injusto... Benbow aprendera desde cedo a tirar vantagem das situações. Era assim que sobrevivia...
– Pode contar! Pra quem quiser ouvir... — exclamou com um risinho maldoso no rosto. — se meu pecado foi comer um frango já meio passado, confesso...
– Senhor Benbow, por favor... Que isso fique só entre nós... — suplicou Sam, enquanto enfiava a calça, apressado. Brian estava mudo de horror.
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Nos dias que se seguiram, Sam, e principalmente Brian, viraram escravos de Benbow. Além de suas atividades docentes, precisavam se esforçar para cumprir
todas as tarefas exigidas pelo irritante homenzinho.
– Eu quero suco de uva! — ditava a praga. E lá ia um dos dois bonitões enfrentar a fila da cantina.
Com a barriga cheia de sucos e outros petiscos, lá ia ele, sorrindo por dentro, atazanar os alunos — que era sua função. Não deixava que os pobres passassem um
minuto sequer fora das salas de aula.
– Já tocou o sinal! Pra dentro! Pra dentro! — gritava, esganiçado, arrancando suspiros de descontentamento por onde passasse.
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Certa vez, Sam pegou Brian sorrindo. E fazia tempo que não o via assim...
– Que foi?
– Vou matar o Benbow... — explicou ele, soltando uma risada malévola.
Sam pensou que fosse brincadeira até Scott lhe contar sobre seu plano, que envolvia cordas, mordaças, ratoeiras, facas, e uma caneta pontuda.
– Meu Deus, você pirou de vez! — concluiu Sam, nervoso. Mas Winchester entendia... Ele também estava surtando de ódio do inspetor! Talvez o melhor a fazer fosse levar o outro para dar uma volta e espairecer, bem longe daquele lugar. — Bê... Esquece isso... vem cá... — pediu. — Eu não quero te ver na cadeia... — completou dengoso.
Desde que foram pegos no banheiro, Sam e Brian nunca mais haviam passado momentos juntos.
– Estou morrendo de vontade da sua calcinha vermelha... — falou provocante.
Brian deixou que Sam segurasse seus ombros e o encaminhasse até o seu carro, um jipe vermelho. Dali eles foram para a casa de Sam, onde se amaram loucamente.
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Agora era oficial. As duas novas vítimas de Benbow estavam apaixonadas. Namorando... Se viam sempre que possível, fora do colégio. Dentro dele, evitavam
contato. A última coisa que queriam era conseguir outro feitor para escravizá-los, apesar da certeza de que nenhum seria tão odiento quanto o atual.
Brian continuava, entretanto, insistindo em não ser gay. Decidira portanto que consideraria Padelecki como sendo do sexo feminino... O professor de teatro nem reclamava mais. Ele seria o que seu amado quisesse: a mulher de cueca que namorava o homem de calcinha.
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O tempo passou... Fazia um mês... Um mês desde que estavam juntos... — uma segunda-feira. Sam acordou apressado. Olhou o relógio, aflito, percebendo que o despertador não havia tocado. Ou talvez até tivesse, mas ele não acordara... Pelo jeito nem o fim de semana fora o suficiente para livrá-lo do cansaço e da dor nas costas, suas companheiras desde que Benbow machucara o dedão com uma topada. Agora era ele e Brian quem carregavam o sujeitinho escada acima, e escada abaixo, fazendo papel de cavalinho.
Sam enfiou-se no chuveiro, se arrumou correndo, e partiu apressado, até esquecendo-se de comer. Queria fazer uma surpresa para seu namorado naquele dia tão especial.
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Enquanto isso, no colégio, Brian contava os minutos para ver seu amor chegar. Mas ela estava demorando tanto... Em pouco tempo Scott já estava nervoso, roendo as unhas de preocupação. Ele amava sua mulher loucamente, e tinha muito medo de perdê-la. E se ela tivesse sofrido um acidente? E se estivesse morta, estatelada no asfalto com o corpo coberto de sangue? O desespero era tanto que Brian mal conseguia evitar as lágrimas enquanto tentava desesperadamente, e
em vão, falar com Sam ao telefone.
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O Jipe vermelho de Sam Winchester finalmente tornou-se visível, entrando pelos portões do Saint Peter. Ele estava bem, graças a Deus. O namorado, abalado pela emoção, correu ao seu encontro, esquecendo-se que deveriam manter sua relação em sigilo.
– Sam, por Deus, você está bem? Por que demorou tanto?
Winchester fitou confuso os olhos marejados de seu amado. Tudo isso era preocupação?
– Calma... Eu estou bem. Apenas dormi demais... — explicou. — Não passei muito bem à noite, acho que estou ficando gripado. — mentiu.
– Nossa, eu quase morri de preocupação, pensando o pior... Me liga da próxima vez...
O menor então se aproximou, e, sem medir as consequências puxou o professor de teatro para um beijo, cinematográfico. Alunos, professores e funcionários viram a cena de longe. Estavam perplexos... Brian Scott e Sam Winchester juntos? Nunca poderiam imaginar...
E Scott, por sua vez, nunca poderia imaginar o que estava por trás do atraso de seu namorado... Mais tarde surpreendeu-se com as centenas de flores que foram
enviadas ao seu gabinete.
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NOTAS FINAIS
Gente, esse Benbow existe mesmo, e é uma praga! Sorte do casal fofura (Brian e Sam) que ele na verdade não sabe que eles namoram. Mas se soubessem, tenho certeza que era isso que ia fazer...
Ahhhh e essa história das flores é inspirada mesmo em fatos reais ♥ meu amigo bem viu Brian segurando flores e também bombons.... Como são fofos!!! Morri! E o Sam demorou mesmo uma eternidade pra chegar no colégio na segunda-feira. Deu pra ver a carinha de preocupação do Brian. Ownnn. Mas ele chegou inteirinho.
E mais uma coisa... Estou super feliz! GANHEI MINHA MÀQUINA FOTOGRÀFICA!! Já fotografei o Brian várias vezes!!!! Vou fotografar o Sam também, e postar aqui pra vocês verem! :)
Beijusss! Fui!
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