Teach Me to Love You
6 É porque você é linda...
Notas iniciais
Emma estava na praça fazendo algumas flexões depois de correr, ali tinham alguns aparelhos para fazer exercícios e ela estava aproveitando. Tinha tirado sua camiseta e estava só de top e calça de ginastica. Fazia flexões distraída quando sentiu que tinha sido tampada por uma sombra.
— Quem ousa tampar meu sol? – falava sem parar o exercício
— Eu – falava rindo da pergunta enquanto via Emma perder o equilíbrio e cair no chão – você está bem?
— Estou sim – se levantando e se limpando – mas se continuar a me assustar assim todos os dias eu juro que você me paga
— Te pago como? – falava num tom sensual que saiu sem querer
— Me pagando – não tinha ideia do que falar, afinal não esperava aquela resposta, muito menos aquele tom de voz
— Você é muito boba Emma – se sentando num banco ali perto – Como estão indo os exercícios?
— Estão indo muito bem, olha como to forte. – fazendo muque e mostrando o braço
— To vendo – Regina só conseguia olhar o abdômen definido da loira a sua frente, mas logo tratou de desviar o olhar, não entendia o porquê daquilo
— E boba é você – se sentando ao seu lado
— Tem certeza que vai me chamar de boba Swan? – a olhando de canto de olho
— To brincando professora mais linda e maravilhosa desse mundo – fazendo cara de santa
— Acho bom – rindo
— Mas que é boba é – cruzando os braços e rindo sendo acompanhada pela morena
— Você reclamou que não teria mais aulas comigo, mas nos encontramos de novo
— Pois é, e eu to gostando disso.
— Porque? – perguntava curiosa
— Porque sim ué, já falei que gostei de você...
— Mas tem que ter algum motivo, a maioria dos meus alunos quando me ve na rua mudam de direção
— Porque são um bando de idiotas, mas eu não
— Realmente você não é idiota igual eles
— Eu presto atenção na aula, copio tudo, anoto tudo....
— E quase me engole com eles olhões ai – jogando na cara dela que via os olhares
— O que? – se assustando e ficando vermelha
— Eu vejo você me olhando Emma, não precisa ficar vermelha, pode me olhar
— É que.. que.. que.. – tampando o rosto
— Que o que mulher? – rindo
— Meu Deus que vergonha, vai me achar uma maluca
— Claro que não.
— Acho que eu te olho porque eu realmente te acho legal, acho que você é uma boa professora e também eu realmente te acho linda – falando com vergonha
— Me acha linda? – desse vez foi a morena que ficou com vergonha
— Acho – falando com timidez
— Bom Emma eu já tenho que ir – se levantando com pressa
— Já? – se levantando também
— Tenho que trabalhar, a gente se vê por ai – saindo correndo
A loira se sentou de novo e ficou se achando muito burra por ter falado aquilo pra professora, agora ela ia pensar o que, que ela era uma tarada? Uma psicopata? Uma maníaca?
Regina corria com rapidez para casa, parecia que estava fugindo de algo. Ouvir Emma falando que a achava linda tinha sido algo que não estava preparada, sabia que era apenas um elogio, mas um elogio que não se permitia receber. Corria com todas as forças que tinha e pensava que tinha feito a maior burrice de todas, tinha dado abertura para uma aluna. Pior ainda, uma aluna linda que estava lhe tirando os pensamentos do lugar.
—
O resto da semana se arrastou, Emma continuava correndo, mas não tinha visto mais a professora durante as corridas, também não tinha mais a visto na faculdade. Parecia que ela tinha sido engolida pela terra. Ela se sentia um pouco mal, se sentia desconfortável com aquilo, mas achava que era melhor assim. Cortar o mal pela raiz, antes que florescesse algo que ela não pudesse ter. O que sentia por Regina era apenas um encantamento de aluna e professora, e não passaria daquilo, tinha que se conformar.
Regina tinha evitado correr o resto da semana e também evitado de andar nos corredores da faculdade, ela não queria ver Emma, pelo menos não até a próxima aula, e lá também evitaria muito contato. Não queria dar brecha para que nada pudesse acontecer, seus pensamentos já estavam a deixando louca e não queria que aquilo fosse o que estava pensando que poderia ser. Não queria que o encantamento que tinha por uma aluna aplicada fosse confundido com um outro sentimento, e não queria que aqueles pensamentos ganhassem uma maior proporção.
Achava melhor fugir do que enfrentar a loirinha. Aqueles olhos verdes a fariam derreter e ela não se derretia tão fácil assim por nada nem ninguém.
Durante o final de semana Regina ficou focada nos seus livros, não saiu de casa nem para correr, se dividia entre seus estudos e uma boa música, queria tirar a loira de seus pensamentos totalmente, não queria dar o braço a torcer que tinha vontade de vê-la mais uma vez.
Emma também sentia falta de algo, se sentia vazia e não entedia porque sentia aquilo, achou que o melhor a se fazer era estudar, focar no que foi visto durante a semana e não tentar pensar na morena. Tinha estragado tudo falando que a achava linda.
Os pais de Emma percebiam que ela não estava tão radiante como no começo da semana, mas não questionaram nada, acharam melhor dar espaço para a filha, afinal aquela semana tinha começado muitas coisas novas em sua vida, e ela deveria estar se sentindo confusa. Eles fizeram de tudo que sabiam para agradar a filha durante o final de semana, assistiram filmes, pediram suas comidas favoritas, tudo para não ver a filha triste.
Emma adorava momentos assim com os pais, e ela não era boba, sabia que eles faziam de tudo para evitar ver ela sofrer e ela gostava do carinho deles. Mas nem tudo são flores e mais uma semana se iniciaria, mais uma semana na nova vida, claro que ela gostava, mas estava se sentindo estranha desde o último encontro com Regina. Sentia um vazio dentro dela, não a ver era um castigo muito grande.
As aulas da segunda feira foram tranquilas, Emma viu Regina de longe como na primeira vez que a tinha visto, a morena passava apressada a caminho de sua próxima aula, e Emma apenas a olhava de longe sentindo um aperto no peito, não sabia o porquê se sentia daquele jeito, só sabia que sentia urgência em estar perto dela, em vê-la.
Regina andava pela faculdade apressada, não queria correr o risco de trombar com Emma, já estava se preparando psicologicamente pra aula do dia seguinte, não queria ver a loira antes. Não sabia o porquê estava agindo daquela forma, sempre tinha sido tão segura de si, não imaginava o porquê a presença de uma aluna do primeiro ano lhe incomodava tanto.
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