Teach Me to Love You
7 Tempo ao tempo
Notas iniciais
Emma tomava banho cantando feliz, finalmente era terça feira e ela teria aula com a morena brava, ficaria por duas aulas a olhando sem problemas dela sair correndo como fez a última vez que a viu. Regina continuava sem aparecer na praça e Emma sabia que a culpada era ela, sabia que Regina era uma mulher linha dura e ela tinha invadido seu espaço.
Se arrumou colocando uma calça jeans justa, camiseta branca e uma jaqueta de couro, nos pés usava um coturno. Nada muito sofisticado, mas gostou do resultado ao se olhar no espelho. Se sentia boba por estar se arrumando pra uma aula, mas não era apenas uma aula, era A Aula, sua aula favorita.
Comeu antes de sair de casa, sua mãe sempre preparava algo para a filha, e viu que naquele dia ela parecia feliz, mas nada perguntou.
A primeira aula passou voando, o que era ótimo. Emma foi ao banheiro como de costume e dessa vez não ficou dentro da classe esperando, ficou do lado de fora em pé escorada na parede à espera da professora, não queria transparecer aquilo, ficou ali como se fosse a coisa mais natural possível.
Regina ao entrar no corredor e ver a loira de longe sentiu seu coração acelerar, se recriminou por aquilo e tratou de ignorar o fato. Foi andando em passos firmes até a sala e via os alunos entrando apressados.
Emma viu Regina indo em sua direção e apenas entrou na sala como os outros faziam, não queria demonstrar que estava ali pra fora só para ver ela chegando.
Regina entrou na sala sem olhar para a loira que já tinha o caderno aberto e a olhava sem medo.
— Boa noite – falava para a turma, enquanto eles respondiam o cumprimento ela se sentou abrindo seu diário – vou fazer a chamada
Fez toda a chamada olhando para cada aluno assim que falava seu nome e ele respondia, tinha esse habito para guardar seus nomes e seus lugares na sala, ao chamar Emma, ela não olhou. Ela sabia muito bem quem era a loira e que ela estava ali. Emma reparou que a professora não a olhou como fazia com os outros alunos, e aquilo lhe doeu um pouco. Achou melhor tentar ignorar aquilo e focar apenas na matéria.
Regina começou a passar a matéria na lousa e Emma copiava junto, não se importava se sua mão iria doer depois, copiava com uma certa raiva e pressa. A aula aquele dia parecia demorar o dobro do tempo para as duas, por mais que o contato fosse mínimo os olhares as vezes se cruzavam e ambas não sabiam o porquê do desconforto.
Assim que a explicação terminou e Regina se dirigia para sua mesa, ouviu a porta bater, ao olhar o lugar da loira, este já estava vazio. Ela já tinha saído. Regina sentiu aquilo, mas achava melhor evitar o contato, sabia que Emma tinha percebido isso.
Emma andou o mais rápido possível até seu carro e só quando entrou e se sentiu segura ali dentro, soltou o ar que prendia em seus pulmões. Se sentia tremula e nervosa. Será que aquele encantamento estava virando outra coisa?
— Emma você não pode se apaixonar por sua professora, não pode – batendo a mão no volante – muito menos por Regina Mills, você tem que dar um jeito de parar de pensar nessa mulher, esquecer que ela existe e focar apenas em sua matéria.
—
Regina foi embora pensando mais nos seus atos do que na própria loira, ela sabia que tinha que agir daquele jeito, tinha dado abertura demais já e não queria se comprometer. Não queria criar uma ilusão para ela, muito menos para Emma, mas sabia que não seria fácil, a loira não saia de seus pensamentos e ela não entendia o porquê daquilo.
— Porque você pensa tanto em uma menina de 20 anos Regina? – se perguntava a caminho de casa – Porque deu tanta importância a saída dela da sala de aula? Porque aqueles olhos tiram você do sério?
Regina tinha muitas perguntas, mas muito medo das respostas. Já tinha ouvido falar e já tinha visto muitos casos de professores que se envolviam com alunos, mas ela não se permitia isso. Não se permitiria entrar em uma aventura. Pensava que precisava de uma bebida forte o suficiente quando chegasse em casa, isso sim iria lhe ser de grande ajuda.
—
Emma continuou sua rotina normalmente no dia seguinte, correu pela manhã na esperança de ver Regina, mas ela não apareceu mais por ali. Ajudou sua mãe em casa tentando ocupar a mente com outros assuntos.
Mary Margaret que não era besta percebeu o estado da filha, ela estava bem na terça, porque estava triste de novo na quarta?
— Filha? – a chamando na cozinha
— Sim mãe? – se sentando em uma das cadeiras
— O que está acontecendo?
— Nada, porque?
— Emma, não me subestime querida, sou sua mãe e te conheço, sei que alguma coisa está acontecendo a alguns dias e te respeito se não quiser contar, mas me incomoda te ver nessa tristeza
— Ai mãe – suspirando – não sei o que fazer, nem o que pensar...
— O que foi? Conheceu alguém na faculdade que anda mexendo com você?
— É...
— Me conte, é alguma amiga da classe?
— Não...
— Então fala Emma, to curiosa
— É complicado mãe, não sei se falo
— Vou te dar um conselho então, se você se encantou por alguém e essa pessoa não te corresponde, fique na sua, não mude nada do seu jeito e seja você mesma. Afinal você só viu essa pessoa algumas vezes, se conheceu na faculdade é claro. Seja você e deixe que a pessoa te conheça e se encante também, as vezes tudo é só questão de tempo. Não demonstre que está afim, seja mais difícil.
— Eu me encantei à primeira vista e devo parecer uma bocó quando estou perto dela, mas ela não me vê assim, deve me ver como uma menina boba, mas vou tentar seguir seu conselho. Obrigada mãe.
— Vai ver que logo as coisas mudam e ela vai se encantar por você também.
— Espero, na verdade não sei se espero que ela se encante, mas que pelos menos me note e pare de ser indiferente – falava sentida
— Dê tempo ao tempo, se você acha que essa pessoa pode valer a pena, deixe ela conhecer a Emma – piscando pra filha
— Eu não sei o que seria de mim sem você mãe – sorrindo
— Nem eu sei o que seria sem você, por isso nada de tristeza ok? quero ver a Emma que eu conheço, não essa Emma triste
— Sim senhora
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