Te Encontrei
7 Amanhã
Notas iniciais
A campainha toca. Desço as escadas para atender a porta, mas Ash entra na frente.
– Posso ajudar? — Ash pergunta. É Luana que está na porta. Ela o olha de cima a baixo. Luana me encontra atrás de Ash, e lança me lança olhar de "Quem é ele?"
Eu reviro meus olhos e empurro Ash para o lado.
– É meu primo — Digo a Luana. — Longa história. Enfim, o que faz aqui? Já ta meio tarde.
–Ta sabendo que amanhã começa o jogo entre as escolas, certo?
Tinha esquecido de que é amanhã o tão falado "Jogo entre as escolas".
– Nem lembrava. — Respondo. — Até porque, não curto futebol. Você sabe.
– Sim. — Ela concorda.
– Você vai? — Pergunto.
– Pedro me pediu para que eu fosse. Ele vai competir.
– Um namorado jogador? Ta fraca não, hein. — Brinquei.
– Ele não é meu namorado, ridículo. — Ela sorri, envergonhada. — Eu ia te perguntar se você quer ir comigo. Não quero ficar sozinha na arquibancada.
– Se ele não for, eu vou. — Ash se intromete, na cara de pau.
Reviro meus olhos. Ele está dando em cima da Luana?
– Ash, cai fora.
Ele levanta as mão, sorrindo. Luana lança um pequeno sorriso a ele.
– Vem, vamos para o meu quarto. — Pego no braço dela, e a levo para meu quarto.
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Se tem uma coisa de que eu não sei, é jogar futebol.
Nunca parei para assistir nenhuma partida, tanto que eu não sei de nada relacionado a futebol. Para mim, ficar parado em frente a tv assistindo futebol, é uma tortura.
Para falar a verdade, nunca gostei de nenhum esporte. Só que futebol, para mim, é um dos piores esportes que esse mundo já inventou.
Certo dia, na aula de educação física, minha professora dividiu a turma em duas equipes para jogar futebol.
– Certo. Preciso de dois capitães para os dois times. — Começou a minha professora. — Algum voluntario?
Drake levantou a mão, se voluntariado.
– Ótimo. Drake será o capitão do time vermelho.
Drake sorriu, com orgulho. Como alguém pode gostar tanto de futebol? Meu Deus. Ele é o melhor jogador do nosso colégio, e como todo ser humano idiota, quando se é bom em algo, quer se aparecer.
– Muito bem. — A professora continuou. — Agora preciso de um capitão para o time azul. Alguém?
A professora olhou para a turma a procura de um capitão, mas ninguém se voluntariou.
– Gente, é só um jogo rápido. — Disse ela — Vamos lá, pessoal.
Drake levantou a mão.
– Diga, Drake.
– Que tal o Eric? — Ele lançou um olhar para mim, com um sorriso debochado no rosto.
A professora fixou o olhar em mim.
– Eric, você será o capitão do time azul. — Falou a professora.
Olhei para ela, assustado. Merda.
– Acho que eu não sou adequado para isso. — Falei, tentando escapar.
– Vamos lá, Eric. — Ela fala para mim. — É apenas um jogo.
– Mas eu não sei jogar futebol. — Falei. Ouvi alguns risinhos vindo do grupinho de Drake.
– É apenas um jogo, Eric. É apenas um jogo. — A professora diz, por fim.
Levanto da arquibancada e coloco o meu colete. Passo por Drake e murmuro.
– Valeu mesmo.
– De nada. — Ele responde. Naquele momento eu quase voei na cara dele, mas lembrei de que aquilo não valeria a pena.
No fim, meu time perdeu de 5 a 0. Drake se gabou.
– É — Drake se aproximou, com os amigos dele logo atrás. — Parece que eu venci. — Drake estendeu a mão, com um sorriso ridiculamente debochado.
– É — Apertei sua mão. — Parece que sim. — Estava soado e não queria discutir. — Até os idiotas são bons em alguma coisa. — Me retirei dali.
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– Nossa escola ira jogar amanhã contra a escola Coates. — Luana estava comentando sobre amanhã. — Pedro é da Coates.
– É, você já comentou isso. — Falei.
– Drake está jogando no time da nossa escola. — Luana disse. — Então o jogo não será fácil.
– Estou torcendo para que o nosso colégio perca, e que o Drake pare de ser achar o tal quando o assunto é futebol.
– O jogo começa as 9 horas. — Disse Luana. — Você vai?
– Sim. — Respondi. Quero ver a cara do Drake quando perder o jogo.
– Ah, sabe quem também joga no time da Coates? — Luana não esperou minha resposta. — O tal do garoto da festa.
– Que garoto?
– O garoto com quem eu vi você conversar.
O garoto do ônibus...
– Como você sabe disso?
– Ele é amigo do Pedro. Parece que ele é o capitão do time da Coates. Acho que ele se chama... Geovane...
– Gustavo — Corrigi. Sou péssimo em gravar nomes, mas por alguma razão inexplicável, ainda lembro o seu.
– Sim. — Ela sorriu. — Gustavo.
– Ah. — Me veio a imagem do Gustavo na minha cabeça. — Na festa, ele me perguntou se eu ia assistir o jogo.
– Ele perguntou isso? O que você respondeu?
– Que não. Afinal, odeio futebol. — respondi.
– Ele estava te convidando ocultamente para assistir o jogo.
– Não pira, Luana.
– Mas é verdade. — Luana continuou. — Agora você tem mais um motivo para ir.
– Luana, eu não to afim desse cara. — Talvez. Meu subconsciente fala. — Eu mal o conheço.
– O destino tentou unir vocês dois DUAS vezes. — Luana começou. — E essa agora a terceira. Você vai deixar que essa chance escape?
– Luana, eu só vou a esse jogo porque vou acompanhar você. — Respondi. — Para de encher o saco. Já disse que esse garoto não faz o meu tipo.
– Tudo bem então. — Luana levantou as mão.
Eu suspirei.
O telefone de Luana toca.
– Minha mãe. — Ela atende. — Oi mãe. Sim. To na casa do Eric. Já to indo para casa. Bjs. — Ela desliga. — Tenho que ir. Sabe que a minha mãe é meio paranóica.
Sim, a mãe da Luana é meio paranóica pelo fato de ser super protetora. Ela é na dela e extremamente emotiva, a mãe de Luana é o oposto dela.
– Tudo bem. — sorrio.
Levei Luana até a porta.
– Amanhã passo aqui para irmos juntos a escola. — Luana falou.
– Ok. — Concordo. — Até amanhã.
– Até.
– Até, Luana. — Ash se intromete de novo.
Ela sorri.
– Até.
Fecho a porta e olho para Ash.
– Luana é muita areia para seu caminhãozinho, Ash. E bota "zinho" nisso. — Subo para meu quarto.
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