Te Amarei... Para Sempre...
9 Capítulo 9
Paulo narrando:
É, sou mesmo um pegador atirado. Nada a comentar.
–O QUE É ISSO?! – Uma voz, extremamente furiosa gritou. Ah, Deus. Por favor, não seja ela. Por favor, por favor, por fa...Merda, é ela.
–Oi maninha. – Saudei-a segurando Valeria (Que estava em choque, acho.) pela cintura e lhe lancei um sorriso amarelo pela vergonha. –Acho que você ainda não á conhece, pois bem, vou apresentá-las. Valeria, Marcelina. Marcelinha, Valeria.
Marce parecia estar mais calma. Parecia, eu nunca sei. Valeria, já recuperada do choque, estava com um olhar do tipo “Depois conversamos”. Mulheres! Como se já não bastasse minhas três irmãs.
Valeria narrando:
–Ah, você deve ser a namorada dele, certo? – A garota, que agora descobri se chamar Marcelina, perguntou-me. E alguma coisa me diz, que se eu disser não, ela vai me considerar uma vadia e vai me colocar pra fora.
–Unh... Sim, claro. – Murmurei e ri tentando camuflar meu nervosismo. Agora estar com ela não parecia tão desagradável, ela estava sorrindo, pelo menos. Só que, o problema é comigo, que coisa, ela tinha interromper?...Não!Que bom que interrompeu, eu não estava no meu juízo perfeito. – Pensei, culpando Paulo por me sentir idiota.
–Desculpe não reconhecê-la, é que ele nunca me disse nada sobre você. –Reclamou endereçando um olhar furioso ao irmão.
E, então, conversamos sobre ele, mas especificamente sobre nós. E quando eu digo “conversar”, quer dizer que ela perguntou sobre absolutamente tudo, desde “onde vocês se conheceram?” até perguntas do tipo: “vocês já dormiram juntos?”. Tentei responder á todas elas com a maior sinceridade possível.
Paulo estava sentado perto de nós reclamando coisas do tipo: “Ninguém gosta de mim.”, “Eu sempre sou excluído das conversas.”, “Estou aqui, estão cegas por acaso?” e “Valeria e os meus biscoitos?!”. Com esse último, pedi desculpas á Marcelina e comecei a preparar os tão queridos biscoitos.
–Desculpe por não ajudar Valeria, mas eu sou um desastre na cozinha. – Disse ela, envergonhada.
–Acho que é de família. – Ri, apontando para Paulo, que tentava descascar uma maça para si, e se atrapalhando com um ato tão simples.
Em quarenta minutos, tínhamos uma travessa de biscoitos deliciosos. Marcelina tentou pegar um, mas Paulo puxou a travessa para ele.
–Pauloo!Deixa de ser egoísta, tem mais uma travessa de biscoitos no forno, deixe sua irmã comer também. – Ralhei e ele não moveu um músculo para oferecer á sua irmã.
–Não, os pretzels são meus. – Disse igualzinho a uma criança birrenta, mas com ar divertido, e se não me engano, ele estava cantarolando.
Marcelina roubou, literalmente, os biscoitos dele. Começaram a correr pela casa.Crianças!Quem pode lidar com elas? – Pensei, gargalhando enquanto eles pulavam de um sofá para outro com a travessa ainda não mão de Marcelina.
Paulo narrando:
Meus. Meus. Meus.
Minha querida Valeria, agora intitulada de namorada por Marcelinar, fez os pretzels para mim. Não que eu seja egoísta, MAS SÃO MEUS!
A linda abelha rainha fez tudo com tanto carinho pra mim, que eles ficaram tão bons quanto os da minha mãe. E MINHA IRMÃ NÃO TEM O DIREITO DE TIRÁ-LOS DE MIM!
–MARCELIINA!Devolva isso!E, aproveitando a oportunidade, devolva a chave reserva do meu apartamento!-Gritei enquanto entravamos no meu quarto arremessando as coisas como um furacão estivesse passando.
–Por que você não disse que tinha uma namorada? – Gritou de volta.
–Porque não é da sua conta! – Respondi como se a resposta fosse óbvia. E era. Ela não tem nada a ver com isso.
–Bem, então também não é da sua conta que eu estou namorando também. — Falou, um pouco baixo e eu parei de segui-la. E der repente, o assunto comida foi reduzido á pó.
–O QUÊ?! – Meus olhos tremiam e minhas mãos se fecharam em punhos. Ela parou de correr sem graça, mas tinha um sorriso irônico pra mim.
–Er, desculpe por não contar. E, aliais, vamos nos casar.
–O QUÊ?!
–E você vai ser tio.
–O QUÊ?!
Ela estava com o rosto bem natural, como se isso você a coisa mais normal do mundo, o que me deu mais vontade ainda de matar o primeiro que risse da situação.
–QUEM O FOI O MARGINAL?VOCÊ ESTA DESEQUILIBRADA, DOIDA, SEM JUÍZO?!O QUE NOSSO PAI DISSE?TOMARA QUE ELE TENHA DADO UMA BOA DE UMA SURRA NO SEU “NOIVO”. – Desatei á falar completamente enfurecido com a situação desastrosa. – O cara deve ter um intelecto de uma mosca de bar. Por que né, gostar de você deve ser um grande esforço, ou sei lá, quem sabe ele só não queira o nosso dinheiro?Dê-me o nome completo dele, vou fazer uma busca completa.
–Sem drama Paulo. Meu noivo não é um marginal ou um conquistador imbecil. Eu estou muito bem mentalmente e papai não ficou com raiva, ele já sabia que estávamos juntos. – Ela disse calma. Odeio conversas estressantes. Odeio, odeio, odeio.
–Vocês estavam juntos há tempos?E POR QUE EU NÃO FIQUEI SABENDO?!
–Ah, não sei. Quem sabe não seja porque, VOCÊ NÃO ENTENDE O TELEFONE DA PRÓPRIA CASA?!
–NÃO GRITE COMIGO!
–EU TÔ GRITANDO COM VOCÊ PORQUE VOCÊ TÁ GRITANDO COMIGO!
–ENTÃO PARE DE GRITAR COMIGO E ME DEIXE GRITAR COM VOCÊ! – Gritei e ela me olhou incrédula.
–QUE GRITARIA É ESSA?- Valeria entrou no quarto com um rompante.
–Nada não Valerinha o acreditava no que dizíamos.
–Bem, eu já vou. Valeria, aqui está um convite para o meu casamento. Espero que ainda estejam junto até lá. – Sorriu para Valeria que estava parada na porta e lhe deu um pequeno papel.
Despediu-se e foi embora.
Quando Valeria descobriu o motivo de eu e minha adorada irmã estávamos brigando, ela me deu uma bela de uma bronca digna de discurso.
E quando o clima amenizou, eu comia meus maravilhosos biscoitos enquanto admirava Valeria dançando as músicas de uma rádio qualquer.
E então começou a tocar Vem que tem. E, tipo, eu levei um susto quando Valeria gritou.
–O que...? – Eu ia fazer uma pergunta quando percebi que o grito não era de medo ou algo relacionado, e sim de... Felicidade, talvez?
–Não acredito! – Alguma coisa me diz que ela é fã dessa musica...
–Por que você gosta dessa musica?essas músicas dele são péssimas. – Critiquei uma mentira qualquer, porque o cara cantava MUITO.
–Nunca mais diga isso!ele canta divamente!É o melhor cantor do mundo, além de muito bonito, é claro. – Opinou, torcendo o nariz pra mim. Ninguém nunca torceu o nariz pra mim.
Valeria narrando:
Até parece que eu deixaria Paulo criticar o lindo daquele cantor, que infelizmente não estava aqui para se defender.
E no fundo eu ria porque tinha uma pequena possibilidade de ser por ciúme.
Vou deixar você perceber
Que a vontade chegou pra nós dois
Pra então eu poder dizer
Quero tudo de novo depois
Eu cantarolava com a música. E Paulo fazia umas caretas. Dane-se, esse cantor é divo.
E, me surpreendendo, ele começou a cantar também.
Com sorte no jogo, feliz no amor eu quero ser
Sentir o seu gosto, sem nenhum pudor você vai ver
Moça tão bonita posso o seu quarto conhecer
Se tiver problema vamos pro cinema merecer
Ele pegou minha mão e... Estávamos dançando?Céus!Estamos dançando!E horrivelmente, devo acrescentar.
E todo mundo diz ô, o cara apareceu
E quem me ignorou o rumo já perdeu
E todo mundo diz a galera tá mão
Abraça o mundo e depois sai do chão
Abraça o mundo e depois sai do chão
Cantamos a última parte e eu tropecei no meu pé me fazendo cair por cima dele o fazendo sorrir maliciosamente. Com ênfase no maliciosamente.
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