Notas iniciais
Betty e Armando convocam o quartel e funcionários mais próximos

Na segunda-feira, os dois chegam à Ecomoda abraçados e chamam o quartel, mais os membros honorários masculinos: Freddy e Wilson para participarem da pequena confraternização na Sala de Reuniões na hora do almoço, Nicolas, lógico, também foi convidado, mas não compareceu por estar fora. Mariana deixou a moça do café na recepção e subiu. Betty encomendou uma massa e sucos, já que estavam em horário de almoço:

—Amigos! Vocês participaram de tudo, sabe por tudo que passamos nestes tempos. -começou Betty- Então, gostaria que fossem, depois de meus pais, Dona Catalina, os primeiros a saber:

—Vamos nos casar! -continuou Armando

—Ah! Eu já sabia! -declarou Bertha-

—Como assim? -Betty e Armando perguntaram

—Estava na cara! Ainda mais ouvi pelos corredores, vi a cara de Dona Marcela, conversas com a oxigenada.

—Aliás, sabia que a Oxigenada está arrastando asa para seu amigo agora?

—Sei! Mas ele está bem chateado com ela! -riu-se Betty-Falando nisso, onde ele está? -queria o amigo-irmão por perto

—Foi ao Cartório pegar uma certidão e depois ao banco. -contou Sofia-Algo relacionado à dívida com a Terramoda, vocês sabem...

—Espero que fiquemos livres disto logo! -Armando deu um suspiro

—Ai, mas não vamos falar de empresa agora! -Pediu Sandra

—Ah não! Queremos que conte tudo sobre este noivado! -pediu Bertha, curiosa- O que nos interessa é o romance de vocês! Conte com detalhes!

—Se incomoda?

—De forma alguma, meu amor! Conte tudo! -Armando juntou-se a Freddy e Wilson que devoravam a comida. Bertha é a única que conseguia comer e ouvir fofoca ao mesmo tempo.

Neste instante, chegou Nicolás na secretaria da Administração:

—Ei!

—Oi, Patty!

—O quartel está reunido com o Armando e a Betty na Sala de Reuniões e pediram que assim que chegasse, fosse lá.

—Obrigado, Patty!

—Oi, pessoal!

—Nicolás! Que bom eu chegou!-Betty sorriu

—Fui ver as questões da Terramoda!

—Depois falamos sobre isto, molenga! Agora é hora de confraternizarmos!

—Tem comida para mim?

—Sim! Pegue um prato!

—E o que estão comerando?

—A Betty vai se casar! -Bertha se precipitando

—Ah é? E com quem? -perguntou Nicolás, para provocar

—Com quem mais seria, molenga? Lógico que é comigo!

—Ah1 Resolveu? Espero que desta vez vá se casar mesmo! -continuou Nicolás

—Ah é! Pois da outra vez ficou noivo e no fim, acabou não se casando...-comentou Sofia

Armando olhou bravo, logo, Sofia tremeu toda, mas ele sorriu-lhe

—É mas desta vez vou me casar sim! -beijou Betty e continuou abraçado- Pois é de minha parte, ninguém está me obrigando a nada!

—Bem, parabéns, então Betty e você, cabeção, juízo! Juízo! Eu já sabia! -riu

Depois de comerem, Aura María solicitou que viessem limpar a sala de reuniões

Enquanto isso, Marcela chegava de uma visita aos pontos de venda de Bogotá:

—Onde estão todos? Nem Mariana está na recepção!

—Ah! Estão todos enfiados na sala de reuniões com a Betty e o Armando.

—Mas é alguma reunião?

—Não creio, Marcee! Estão com quartel, até Freddy e Wilson estão lá!

—Você acha que estão comemorando o noivado deles, Marceee?

—Não sei, Patrícia! Não sei!

—E o que você vai fazer a respeito?

—Eu? Nada! Não tenho mais nada a ver com esta história!

—Ai, Marcee! Se eu fosse você não deixava nunca o Armando em paz com a Garfield! Infernizava a vida dele até voltar para mim! E ele voltaria, Marcela!

—Ah é? Da mesma forma que o Maurício voltou para você? Deixa-me em paz! Não estou para ninguém!

Marcela foi para sua sala, batendo a porta e serviu-se de um copo. Após acabarem a confraternização, todos voltaram a trabalhar.

Lá pelas quatro, Mister Evans ligou para falar com Marcela.

—Ai, ela disse que não quer falar com ninguém!

—Diga a ela que sou eu, Evans! É importante!

Patrícia avisa, e Marcela resolve atender. Evans pergunta se Marcela conversou com Betty e Armando sobre o negócio de franquias, ela diz que esqueceu. Mas pede à Sandra que marque para o dia seguinte, com seu chefe e Betty.

—Então, como não entendi muito bem a proposta, gostaria que me falasse um pouco. -pediu Evans

—Ah, mas a Beatriz, com certeza, pode te explicar tudo amanhã!

—Senhorita Valência, gostaria de chegar nesta reunião preparado, sabendo do que se trata, pois terei que retornar aos EUA semana que vem e não terei tempo. Poderíamos tomar um café?

Ela resolve aceitar, pois Mister Evans é muito gentil e a faz pensar em outras coisas, a parte disso é um investidor em potencial para a Ecomoda.

Os dois tomam café e começam uma amizade.

No dia seguinte, todos se reúnem com Betty e Armando e Evans gosta da proposta. Fecham negócio para implantarem uma franquia em Nova York. Finalmente, Betty, Evans e Nicolás tem a chance de conversar sobre Economia, Finanças e investimentos, e vêem que tem muito em comum, fomentam uma amizade. Marcela e Armando ficam um pouco boiando e retiram-se para suas salas, para trabalharem. Depois, Evans passa na sala de Marcela e a convida para assisti a uma peça de teatro, a qual patrocina. Ela tenta negar, mas ela acaba convencendo-a. Depois a convida para jantar para comemorar os negócios com a Ecomoda.

—Posso te perguntar uma coisa, se não quiser dizer responder, eu compreendo.

—Sim.

—Você teve algo com o Armando Mendoza?

—Bem...

—Acho que os vi na coluna social, eram noivos?

—Sim. Há até dois meses atrás éramos noivos sim!

—Ainda gosta dele, não?

—Sim. Mas ele vai se casar com Beatriz!

—E pretende esquecê-lo?

—Não creio que se esquece um amor como o que vivemos de uma hora para outra! Olha, vou te contar...

Marcela resolve abrir-se para Evans, como ama Armando, como ele se apaixonou por Beatriz. Como descobriu, como teve a melhor lição de sua vida; de que beleza exterior, pompa e estas coisas não valiam nada. Como Armando era com ela e as modelos e como é com Betty. Mas sem mencionar a parte sórdida do plano de Mário. Evans ouve tudo atentamente.

Na hora da despedida, no carro de Marcela, em frente à portaria do prédio apartamento de Marcela, Evans pede licença, a segura e dá-lhe um beijo apaixonado.

Ela no princípio, cede, depois lhe dá um tapa.

—O que pensa que sou?

—Desculpe! Desculpe, Srta. Valência!

—Saia de meu carro já! Se aproveitou de minha fraqueza!

—Me desculpa, Srta. Valência! Não quero me aproveitar, estou gostando de você de verdade!

—Saia daqui! E não fale mais comigo!

Evans sai, pega um táxi e vai embora, deixando Marcela chorando confusa, lembrando do dia em que Armando terminou o relacionamento e dizendo que ainda amava Betty. Bebendo lembra-se do beijo que Mister Evans lhe deu, como a escutou, como foi gentil. Passa a noite chorando e bebendo. No dia seguinte, vai de óculos escuros para a Ecomoda e tranca-se em sua sala. Sabe que precisa seguir em frente, mas ver Betty e Armando juntos é doloroso, então, evita encontrá-los. Evans liga para ela vários dias, mas ela manda dizer que não está.

Notas finais
Marcela deve dar uma chance a Evans e assim tentar esquecer Armando, ou não adianta, um amor como o que sente não se esquece assim? Deve Marcela cultivar um amor, agora platônico, e manter a esperança ou é causa perdida?