Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

37 Capítulo 37 Marcela toma uma decisão


Notas iniciais
Marcela vai dar uma chance a Mister Evans, ou vai continuar sonhando em voltar com Armando Em homenagem ao capítulo 193 ( Penúltimo Capítulo)

Mister Evans aproveita que vai pegar uns papéis com Betty e Armando e passa no escritório de Marcela.

—Ai, Marcee! Aquele senhor está aqui!

Marcela primeiro diz à Patrícia que não quer recebê-lo, mas depois pensa melhor:

—Está bem! Deixe-o entrar!

—Sei que não quer me ver, Srta. Valência! Mas gostaria de pedir-lhe desculpas, sinceramente. Me perdoe! Eu não costumo fazer isso, assim, juro!

—E por quê comigo?

—Não sei! A verdade é que gosto da senhorita, a acho inteligente, interessante.

—Não foi por pena de mim?

—Não, jamais ficaria com pena! Decepções amorosas, embora tristes, são comuns e nos fazem crescer. Tenho uma história parecida... Mas pior, pois me casei e nunca fui feliz, pois o amor foi só de minha parte!

—Por isto não quero me envolver contigo, pois seria o mesmo! Ainda amo Armando!

—Sei. Não se esquece assim.

—Talvez nunca o esqueça!

—Não lhe peço uma chance, no momento, pois sei que seria impossível. O que peço é apenas que continuemos nossa amizade. Serei respeitoso, nunca irei tentar nada, prometo.

—E o que ganha com isso?

—Temos interesses comuns: a Ecomoda. Sei que cuida que pontos de venda nos EUA, e serei responsável pela de Nova York... Acredite, a srta. conhece muito disso, aparte disso, como disse, é inteligente. Mesmo que não queira nada comigo, quero ser seu amigo, creio que precisa de um confidente, alguém que a ouça, para desabafar.

Marcela tinha lágrimas nos olhos, de fato, precisava.

—Promete ser paciente comigo? Não vai me cobrar nada, embora, possa ser que eu seja meio possessiva?

—Tudo bem, Srta. Valência! Eu entenderei! Aceitaria tomar um café comigo?

—Só se for agora! Pode me chamar de Marcela!

Os dois saem e encontram Armando e Betty também saindo para um lanche. Entram no elevador juntos. Ao ver que Armando segura Betty pela cintura, Marcela resolve fazer ciúmes para Armando, aproximando-se de Evans e dando-lhe o braço.

—Ai, Mister Evans! O Senhor é tão divertido!

Mas Armando não está nem aí, só olha para Betty, a deseja beijar Betty e só não o faz, pois ela o segura por conta de Marcela. Apesar de tudo, não quer fazê-la sofrer.

Os dois começam a sair todos os dias. Cinema, teatro, cafés, pontos de venda. Até Patrícia estranha, pois a amiga não tem mais tanto tempo livre para papear com ela. Armando também percebe, mas ao contrário, do que Marcela pensa, não lhe produz nenhum ciúme, pelo contrário, sente-se muito feliz ao ver que sua ex-noiva achou alguém legal, que lhe faz companhia, que conversa com ela e a compreende. Nunca sentira ciúmes dela e muito menos agora.

Embora, o assunto seja a maioria sobre sua relação com Armando, ao menos, ela tem chance de colocar para fora tudo sem ser para pessoas como Patrícia e Margarida que sempre quiseram influenciá-la a lutar por Armando.

—Você diz que quando a Dra. Beatriz entra na empresa era apenas a secretária do Dr. Mendoza, e logo se tornou sua assistente e lhe confiou toda a empresa nas mãos?

—Sim!

—E acha normal isso?

—Não.

—Nunca desconfiou que tinha algo aí?

—O Armando era muito criterioso com as mulheres, Só namorava com a mais bonita, a mais popular, a super-modelo, a líder da torcida. Nunca pensei que ele poderia sequer contratar uma moça como a Beatriz para trabalhar.

—Mas ele contratou!

—Sim, creio que foi pelo currículo dela, era ótima nas Finanças, iria ajudá-lo. Precisava de alguém em quem pudesse confiar. E ela era esta pessoa. Fazia tudo que ele mandava. Tudo! Inclusive esconder suas traições!

— Deve ter sido difícil, afinal...

—Sim, já gostava dele, mas sabia do gosto exigente dele para mulheres e precisava do emprego. Eu odiava ver como eram cúmplices para tudo. Ele praticamente colocava toda a empresa em suas mãos! (Não quis falar do plano de Mário, ou da Terramoda e a quase-falência, mas lógico que Evans como economista conhecia a história pelas Revistas de Finanças). Confiava nela mais do que em mim, cegamente. Aquilo me irritava. Embora fosse feia, ela tinha certo controle sobre ele! Quando eu a agredia, ele a defendia com unhas e dentes. De mim, ou de qualquer um! Nunca entendi o porquê! Isto me irritava, então a agredia, a xingava!

—E com isso só conseguiu que ele a defendesse, a apoiasse, que se afeiçoasse a ela!

—Sim, creio que sim.

—Sabe o que te irritava nela, mesmo sem que te fizesse nada? Você não entendia ou não queria enxergar o que estava diante de seus olhos

-O quê?

—Ele já era fascinado por ela!

—Você não entendeu! Armando nem olhava para uma moça comum, que dirá uma como Beatriz era. Te mostrei a foto. Não podia sentir algo por ela!

—Não estou falando de atração física, desejo ou algo assim! Eu digo algo espiritual, além da carne. Ela era seduzido pela inteligência, pela mente dela!

(Marcela parou e refletiu, enquanto, Evans falava lembrava de como ele não só a defendia, como tinha ciúmes e como olhava para ela, orgulhoso, apresentando relatório, defendendo balancete, embora pudesse ao mesmo tempo gritar com ou aparentemente maltratá-la)

—E se você diz que ele ficava horas conversando com ela, que sempre ouvia as ideias dela, e que a defendia de todos. Pode ter certeza que isto, esta química rolou muito antes de rolar algo físico, ou amoroso. Antes dela ficar assim, bonita como é.

—Isto é muito estranho para mim! (ela encostou a cabeça no ombro dele)—Sempre achei algo estranho neles, mas achava que era só impressão minha. Pois Armando nunca se envolveria com uma mulher como ela!

—Mas não só se envolveu, como se apaixonou! O amor tem caminhos esquisitos, mas pode ter certeza que isto não brotou agora! Vi como eles são, não é de agora!

(Evans percebe que surgiu um clima entre eles por estarem tão próximos, mas não quer apressar as coisas.)

—Olha!-Evans continuou- Vou me afastar durante dois meses. Pois terei que ir aos EUA cuidar dos negócios e a parte disso da franquia de Nova York a ser implantada.

—Puxa!

—Mas fique tranquila, vamos estar sempre em contato por celular. Podemos falar sempre que precisar!

—Mês que vem terei que ir a Palm Beach, visitar uma franquia e a loja de Miami.

—Podemos nos encontrar!

—Na verdade, eu teria que ir agora, mas... só depois que tudo estiver resolvido. (Terramoda x Ecomoda -pensou)

—Sim. Fiquemos em contato.

Marcela acompanha Evans até o elevador e ao vê que Armando saía de sua sala, segurou firme no braço de Evans e deu-lhe um abraço.

Quando Evans desceu, Armando lhe dirigiu a palavra:

—Ah! Preciso falar urgente contigo, Marcela!

As secretárias ficaram pensando que Armando queria falar algo sobre Mister Evans e demonstrar ciúmes, mas não Armando precisava do relatório dos pontos de vendas de Palm Beach e das lojas do Centro e se Hugo iria voltar ou não para trabalhar para a Ecomoda, já que estava só por conta da inauguração na Venezuela e precisavam começar a trabalhar na Próxima coleção.

Marcela respondeu-lhe que entraria em contato com Hugo e entregou os relatórios. Estava decepcionada, pois Armando não esboçava nem um pouco de ciúmes em relação ao “relacionamento dela e Evans”, sendo que mesmo quando ele e Betty não tinham nada, ele morria de ciúmes da amizade de Nicolás com Beatriz. Resolve, por fim, ser direta e perguntar-lhe:

—Armando, sabe que eu e o Sr. Robert Evans estamos saindo um pouco, nos conhecendo. -jogou sua última carta

—Sim, reparamos (Reparamos. Como assim ?Quem mais reparou?-pensou Marcela)

É um tipo muito inteligente, educado. Acho que pode ser um boa para você esta...amizade!

—Quer dizer que não se importa nem um pouco? Não tem ciúmes?

—Ciúmes?

—Sim.

—Não, Marcela... Imagina. Fico muito... feliz! Acho ótimo que saio com outra pessoa, ainda mais Mister Evans nos pareceu ser um bom homem. Fico muito feliz que reconstrua sua vida!

—E para quê dediquei estes três anos a você de noivado?

—Marcela, creio que já falamos sobre isso e nos acertamos! Não temos nada. Lógico que está livre para se relacionar com outra pessoa! E fico feliz que seja um homem com ele! -ele iria abraçá-la para cumprimentá-la como amigo, mas ela repara na aliança e segura na sua mão.

—É verdade? Está noivo de Beatriz?

—Sim, Marcela! Estou noivo, vou me casar com ela!

—Como Armando, como pode assumí-la tão rápido? Ela te obrigou?

—Não, Marcela! Pelo contrário, eu que estou com pressa! Ela queria que nos conhecêssemos melhor, que esperássemos o processo da Terramoda terminar, não queria que assumíssemos nada e fizéssemos você sofrer...

—Ah claro a Santa Beatriz se preocupa comigo!

—Sim, ela sempre e preocupou. Apesar de me amar, nunca quis te magoar!

—Você não se importa nem um pouco que sua ex-noiva comece um outro relacionamento? Não tem ciúmes?

—... -ele fez com a cabeça que não

—Como pode, Armando? Você morria de ciúmes da Beatriz! Mesmo quando era só sua assistente! E não tinham nada!

(Lembrou-se do Nicolás, do Charlie Zaa, do Daniel)

—Não sei explicar! Desculpe, Marcela! Me importo sim com você, me importo se alguém te ferir, te magoar, como sei que fiz com você! Mas creio que Mister Evans não seria capaz disso! -Ele beijou a testa dela- Te desejo que seja muito, muito feliz! Daqui (apontou o coração)

Ele chega a ela e dá um beijo na testa, e outro na bochecha.

—Que fique bem!

—Não acredito que não sinta nada!

Ela vira o rosto e lhe dá um selinho na boca, ele fica surpreso e ela lhe dá outro. Armando não sente nada e a afasta.

—Como pode não sentir nada, alguma coisa deve sentir! Ao menos beijar-me! Seus lábios são frios!

—Desculpe, Marcela.

Armando virou as costas, limpou o batom de Marcela que jogou um monte de coisas contra a porta, deixando Marcela sem ação. Pensou em ir à Presidência e dizer à Betty que Armando havia tentado beijá-la. Mas por fim, viu que não poderia seguir assim. Não era está pessoa má. Então, pegou uma bolsa grande, guardou coisas pessoais e pôs-se a redigir sua carta de renuncia. Só avisaria à Patrícia de sua decisão. Ninguém poderia impedí-la de ir.

Armando para foi sua sala e sente-se mal por ter magoado Marcela e não ter conseguido amá-la como ela queria. Depois foi à sala da Presidência para contar tudo o que havia ocorrido Mas Betty estavaBestava ao telefone, então voltou ao seu escritório e continuou a trabalhar. Rezando para que a ex-noiva se esquecesse dele e fosse feliz. Mais tarde, vai buscar Betty para levá-la para a casa dela.

Marcela chamou Patrícia à sala para contar sobre a conversa com Armando ee comunicar sua decisão de ir embora de Bogotá. Mas pede que ela fique, pois é um bom emprego e que se terminar a faculdade pode muito bem crescer e se tornar uma executiva. Que apesar de tudo, a Beatriz seria justa em dar-lhe uma oportunidade, bastava ser qualificada para a função. Patrícia fica pensando no que a amiga disse de e em Nicolás. Mas quando Marcela se despede, Patrícia a segue, sem pensar, apenas levando a bolsa:

—Vai mesmo, Marcee?

—Vou! Não tenho nada que fazer aqui! Mas como te disse, você deveria ficar!

—Não, Marcee! Aqui já terminou! Também não tenho nada para fazer aqui sem você! Eu vou com você!

—Mas o que você vai fazer comigo?

—Eu não sei, Marce. Só entrei aqui por sua causa! Estou com você! E para esta empresa não quero dizer nem adeus. Desgraçados!

Entram em um elevador

(Agora, fiquei até com pena da Marcela ninguém merece a Patrícia a tira-colo)

O quartel ouve e comemora

—A oxigenada foi embora!

—Ai, ninguém merece ter que aguentar a oxigenada!

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Notas finais
Marcela vai aos EUA, trabalhar na Loja de Miami, onde fica morando uns tempos com Patrícia. Até que enfim, Marcela. Tente ser feliz! Esqueça o Armando!