Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
35 Capítulo 35: Almoço de noivado
Notas iniciais
Estavam namorando no sofá, haviam conversado muito e decidido que aquele almoço iria aproveitar para pedir-lhe a mão. Ele nunca havia imaginado ter que fazer isto para o pai da namorada, mas sabia quão necessário era fazê-lo, tal como fora pedir-lhe em namoro. Seu Hermes era conservador, tinha a moral dos homens antigos, além disso, era zeloso e ciumento com sua filha, ele respeitava isto. Embora no começo não entendesse, aos poucos compreendeu a forma de Seu Hermes cuidar tanto dela, era uma moça muito especial. Tão especial para ele agora quanto sempre fora para seus pais.
Havia ensaiado desde que chegaram à Bogotá várias formas de fazer o pedido: em um almoço no Lenoir, em um jantar no Medalhão, no palco do Meson, em uma festa da Ecomoda. Depois de uma serenata na porta da casa de Betty. Mas Dona Julia aconselhou que o melhor seria fazer o pedido em um ambiente familiar, durante um almoço em família. Ela devia conhecer melhor o marido que ele, de modo, que após o almoço os dois sentaram no sofá, seguraram as mãos, como sempre faziam e Hermes sentou-se na poltrona ao lado em frente à cozinha, enquanto Julia fica na outra perto da porta. Armando olhou para dona Julia que sorriu, dando-lhe sinal verde, olhou para Betty que sorriu-lhe e piscou. Engoliu em seco e foi direto:
Capítulo 193- Uma adaptação ao Capítulo 193 versão Brasileira
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—Seu Hermes, vamos nos casar!
— Mas, por quê? (Mas já? -pensou)
Armando, respirou fundo e disse que a amava e que não queria mais ter que namorar no sofá, de ter que pedir permissão para sair com ela..
—E já não quero dormir sozinho- (O quê, Armando? Bebeu de novo. Que isso o velho vai ficar louco haha) -quero que Betty esteja comigo, na nossa casa.
Betty completou, respondendo aos olhos inquisidores do pai que Armando era o homem que amava e com quem queria passar sua vida inteiro, até o resto de seus dias. Diante da afirmativa de Betty:
— Muito bem. E... onde vocês morariam? Por que a verdade é que tenho um cômodo no sótão que podemos...
— Não, não, não! — (Aí não, né, Seu Hermes, quem casa quer casa!) — Armando agradeceu, mas informou que pretendiam comprar uma casa que Betty havia gostado.
Hermes quis saber se a casa era longe, pois apesar da filha casar, não queria vê-la longe. Armando entendia o pai de Betty.
— Seu Hermes! Não importa se onde vamos viver vai ser longe ou perto daqui. O importante é que a Betty sempre vai estar com vocês! Não é minha intenção afastá-los dela, são seus pais!
Já emocionado, Hermes levantou-se, ainda surpreso, mas ao mesmo tempo conformado, pois já sentia, porém não queria enxergar. Dona Júlia já sabia há algum tempo, mas fingia surpresa, sendo cumplice dos dois e queria parecer conformada.
Então, aquele senhor que, geralmente escondia suas emoções e parecia durão, com lágrimas nos olhos, tirou um lenço do bolso do paletó e enxugou as lágrimas.
— Papai, o que acontece é que o senhor não estava preparado para essa notícia, o senhor pensou que ia ter uma filha solteirona a vida toda.—Betty sorriu-lhe
Mas Hermes explicou que, sempre soube desde que nasceu que ela iria se casar
—Sempre tive presente que esse momento teria que chegar e que você teria que chegar nesse momento imaculada.—declarou Hermes, ao que Armando institivamente virou os olhos
“Imaculada!” -Armando não sabia se escondia o rosto, se ria ou o que fazia. Por sorte, Hermes continuou:
—Sempre soube que teria que se casar! Imagina, que uma menina de ouro como você, minha filha, inteligente, educada e dizem que agora mais bonita, mas sempre foi bonita, não iria se casar! Claro, que ia! Não sabia que seria tão cedo!
Hermes conhecia a filha, sabia quanto amava Armando e se queriam ficar juntos mesmo, seria só casando. (Embora desconhecesse que já haviam se unido há muito tempo, sentia algo no ar.)
Já feliz, Hermes já começou a pensar na Cerimônia de casamento, mas Armando, logicamente sabia que as condições dos Pinzón-Solano, por mais que tivessem melhorado não se comparavam a dele, logo, não queria que se preocupasse com isso. A única coisa que queria que fizesse era concordar com o casamento em uma cerimônia simples, a ser realizada o mais rápido possível. Mas Hermes estava decidido a custear o casamento com o dinheiro de sua rescisão, afinal, era o pai da noiva.
Por fim, Armando deixou-se vencer, e concordou que Seu Hermes pagasse tudo. Finalmente encontrara uma pessoa mais teimosa que ele, alguém que conseguia dobrar-lhe. E para ficar com Betty, valia a pena.
— Dr. Mendoza, Armando eu sei que o senhor vai cuidar de nossa filha como nós temos cuidado todos esses anos. E estou convencido, de que ela ficará em boas mãos!-Esticou-lhe a mão, a qual Armando, prontamente segurou- O doutor é um homem distinto, de bem como seu pai, Dr. Roberto!
— Vou cuidar de sua filha, tal como sempre cuidou! -Agradeceu-lhe, Abraçando, enfim, o sogro, que emocionado aceitou.
— Considere-se outro Pinzón! — Armando sorrindo, concordou com Seu Hermes
Armando lembrou-se do dia em que Hermes declarou-lhe que era agora um Pinzón e como ficara incomodado com aquilo. Foi no dia do aniversário de Betty, pouco antes de fazer amor com ela pela primeira vez! Uma premonição? Pois desde aquele dia, uniu-se à Betty de corpo e alma, sem perceber.
Em seguida Armando abraçou Dona Julia (“Obrigado, Dona Julia” “Só a faça fez, Armandito, meu filho!” e Betty se levantou para abraçar o pai.
— Papai... Não se preocupe tanto comigo, eu vou ficar bem, e nós estaremos sempre juntos.
Querendo parecer ter tudo sobre controle, Hermes virou-se para a esposa:
— Julia, nós temos que conversar sobre os preparativos da festa. Fiquem à vontade. Armando se sentou aliviado:
— Oh, meu Deus... Saí vivo dessa, pelo menos...
—Eu te disse: ele gostou de você desde o primeiro dia quando nos levou ao Cartório e à Câmara do Comércio. Quando veio aqui no meu aniversário, disse que, apesar de gritar com a filha dele -riu-se- era um senhor educado, que ia na festa dos funcionários...
—Se ele soubesse das minhas reais intenções na ocasião...
Betty riu mais ainda
—A parte disso, ele admira muito Seu Roberto e incrível, frequentava a primeira loja da Ecomoda... Só meu pai mesmo!
—Ele tem uma memória incrível! Ah, quase me esquecendo! Agora, não precisamos nos esconder! Cadê sua aliança?
—Vou pegar!
Betty trouxe a sua aliança, Armando pegou a sua e diante de Seu Hermes e Dona Júlia Betty colocou-a no seu dedo, em seguida, Armando repetiu o gesto, e beijou-lhe a mão, lançando-lhe um olhar apaixonado.
—Ai, Doutor! Não sabia que fazia o tipo apaixonado!
—Pois é, nem eu, Seu Hermes!
Todos riram
Os pais deixaram os dois namorando no sofá, eles então se beijam intensamente.
Betty percebeu que Betty ainda estava preocupada.
—É com a outra parte, seus pais!
Mas Armando disse que não se preocupasse, pois para eles não precisaria de autorização, afinal só iria notificá-los a respeito do Matrimônio.
—Não se preocupe! -beijos
Mas Betty lembrava-se da história de Camila e não queria que os pais fizessem o mesmo com ele. Ele lutou muito para ter o respeito e a confiança dos pais. E se não a aceitassem e se ainda tivessem a esperança de vê-lo com Marcela
—De qualquer forma, falaremos com eles apenas na semana que vem, quando teremos reunião da Diretoria, estão bem animados com isso! Antes disso, temos que comunicar os mais íntimos, sobretudo, o quartel.
—Ah! -riu-se- E você acha que eles já não sabem? -riu-se Betty
—Você já contou?
—E precisa? Está escrito nos meus olhos! Sandra e Mariana deixaram um monte de revistas de casamento sobre minha mesa! -riu-se
—Mas de qualquer forma, temos que comunicar oficialmente! Fazer um jantar! -Armando viu que o sorriso de Betty se decipou e aos poucos foi formando um rosto triste
—O que foi?
—É por causa da Dona Marcela... -Ele a abraça -Me sinto culpada pelo seu sofrimento.
—Mí amor, eu sei! Mas a Marcela sabia que a partir do momento que ficássemos juntos... Olha, a culpa é minha, está bem? Eu que dei esperanças a ela, por covardia. Fui eu que te seduzi, que namorei as duas ao mesmo tempo. Você não! Você sufocou seu amor, sofreu minha indiferença, os ciúmes de Marcela, o meu jogo. Se precisar em falo com Marcela, nos conhecemos desde sempre. Sei que com o tempo ela verá que não conseguiria fazê-la feliz, como sei que possa te fazer feliz!
—Ela já compreendeu isso! Mas não é fácil tirar do coração! Eu tentei e não consegui!
—Tentou mesmo? De verdade?
—Bem... não! -riu -Nem quando era impossível! Você está incrustado em minha alma!
—Assim como na minha! Eu te amo, Beatriz!
—Também, Armando!
Os dois dão um beijo de tirar o fôlego. (Seu Hermes fica na cozinha e não atrapalha, sim?)
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