Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
26 Capítulo 26: Uma Proposta inesperada
Notas iniciais
Os dois entram no carro...
—Pois não, doutor? O que deseja?
—Por que está assim comigo, Beatriz?
—Assim como?
—Há dias que percebo que está fria, distante. Te fiz algo?
—Por que acha que fez algo?
—Acho que falamos que não iríamos mais esconder nada do outro, principalmente sentimentos.
—Sim.
—Se não quiser falar disso agora, tudo bem.
—Sim, prefiro não falar agora! -beijo- Acho que pode ser uma bobagem...
Quando o carro passa pela Biblioteca Pública Virgilio Barco
—Eu vinha muito aqui quando estava na faculdade! Não podia comprar os livros, então, passava horas anotando tudo que precisava, tanto eu quanto Nicolas.
—É um ótimo exercício mental!
—Sim, creio que isto que fez com que ficasse assim rs. Este computador humano! (risos)
—Acho que você nasceu assim: espertona. Um gênio, Dra. Monstro! -toca-lhe na bochecha, como sempre costumava fazer, mesmo quando era apenas sua assistente
Ela olhou assustada para ele
—De inteligência! Acaso não conhece esta expressão? Relaxa1- beija-a- Maravilhosa! É como espertona! -puxa sua cabeça para encostar em seu ombro- Viu como aquele tipo ficou impressionado com sua capacidade de negociação? Ele não te conhecia! -sorri
Ele riu-se
—Ninguém te bate, Betty! Ninguém!
—Ainda bem que veio comigo... Não sei o que faria sem você em minha vida! -Beijo -Mas lógico que não quero passar a tarde falando de trabalho... Não foi para isso que te convidei para passar a tarde comigo!
—Para quê, então?
—Para passar um tempo contigo, ora!
—Não temos a noite para isso?
—Que isso, Betty, não somo mais um casal de clandestinos! Não podemos sair só em bares, clubes nas sombras! Somos um casal de namorados, temos que sair de dia também e não só para negócios, como almoçar com executivos no Lenoir!
—Acontece que temos muito trabalho na Ecomoda...
—Hoje não temos nada especial... eu verifiquei! Podemos ficar juntos. Vamos, Betty!
Ele para o carro e a beija.
—E onde pretende me levar, Dr. Mendoza?
—Ora, Dra. Pinzón! Surpresa!
Ele para o carro em um estacionamento.
—Na verdade pensava em leva-la em outro lugar...mas já que estamos aqui, não percamos tempo!
Betty pensou que Armando iria levá-la em algum lugar como hotel, motel ou outra coisa, pois não gostava de perder tempo (rsrs) mas levou-a ao Jardim Botânico.
—Aqui é muito bonito! Minha irmã costumava me trazer aqui quando eu era pequeno!
—Sua irmã? A Dona Camila?
—Por que chama-a de dona?
—Desculpe-me! -risos- Não estou acostumada... Sim, falei com ela uma vez!
—É que ela mora na Europa! É uma história complicada....
—Sim eu conheço...
—Como conhece?
—Sabe como é o quartel... -riso
—Estas não deixam passar nada! E quando ficou sabendo disso?
—Ah, nos primeiros dias da Ecomoda! Contaram-me junto com a recomendação para nunca me apaixonar por... você!
—E você, claro, não aceitou o conselho!
—Não havia como... já havia me apaixonado por você!
—Como?
—É que me apaixonei por você assim que te vi!
—Ah! -beijo -Embora não tenha acontecido comigo, prometo que vou recuperar este tempo perdido! -beijo apaixonado
—Assim espero, doutor!
No local tem uma sorveteria, então, como está calor e estão suando por conta da roupa social, a convida para tomar um sorvete.
—Ah, este vai gostar!
—De chocolate?
—Não!
—Por favor, uma taça gigante de sorvete de amora com tudo que tems direito. Duas colheres!
—Nunca havia tomado! -riu-se Betty
—Não? Nem eu!
—Acontece que me papá não me deixa tomar sorvetes, teme que sua filhinha fique resfriada! -riu-se
—Ele te cuida, pois te ama muito, Beatriz, a tem como muita uma coisa preciosa, assim como eu pretendo te cuidar!-beijo
Depois ficam olhando algumas espécies interessantes do Jardim Botânico
—Me surpreendeu, Doutor! Trazendo-me neste lugar tão bonito!
—Que bom que gostou, Beatriz! Me traz boas recordações!
Armando para em frente ao lago vitórias-régias e bromélias se banhavam adornadas pelo brilho reflexivo da luz do sol na água
—Aqui é muito bonito mesmo, doutor!
—Que bom que gostaste! -beijo- Sabe que te amo, não sabe? -segura seu rosto com uma das mãos
—Sim. -beijo
—Diga, e você ainda me ama? -sussurrando
—Sim, sabe que o amo profundamente e sempre, sempre o amarei! -beijo
—Beatriz, teria coragem de passar o resto de sua vida comigo?
—Como?
—Sabe que não sou do tipo fácil. Sou neurótico, paranóico, ciumento, agressivo, mas que te amo do fundo de minha alma! De modo que... -volta a sussurrar-lhe- quer casar comigo, Beatriz Pinzón Solano?
Betty fica paralisada, pois nem em mesmo em seus sonhos sonhava que Armando Mendoza Saénz lhe faria um pedido desses. Um filme passou em sua cabeça enquanto olhava para ele, desde o dia em que vira pela primeira vez.
—Diga-me, Betty! -Armando segura seu rosto gentilmente, enquanto com o outro abraçava com um dos braços a enlaçava o corpo, findando com a caixa aveludada azul, onde viam-se as alianças.
Com uma lágrima nos olhos, Betty responde-lhe com um beijo
—É tudo o que mais quero, doutor!
O beijo terno à frente do lago vai logo dando lugar a um mais longo e fogoso.
—Ei, vocês não podem fazer estas coisas aqui, não! -o guarda repreendeu.
—Desculpe-nos!
—Ai, doutor! Estamos sempre passando por algo assim! -ajustou os óculos, riu-se
—Deve ser porque você me deixa louco!
Deram mais uma volta para olhar outras espécies, mas Betty ficou namorando o anel em seu dedo.
—Gostou, meu amor?
—Sim! Mas pretende mesmo tornar-se um senhor casado, Dr. Mendoza?
—Estar contigo é o que mais quero, Beatriz! -beijo curto- Sei porque está perguntando, não tenho um bom antecedente...
—-Não estou te cobrando nada, doutor!
—Sim, e é por isso que quero casar com você!
—Só por isso?
—Não. Porque te amo! E sabe que te amo.
—Sim. -beijo
—Bem... e agora, vamos ficar aqui? Não que não esteja bom, mas já vimos tudo! Aparte, temos muito trabalho em Ecomoda...
—Dra, não se preocupes! Não temos nada mais hoje!
—O que quer dizer, doutor?
—Que nossas agendas estão adiadas!
—Então?
—Sim, tanto a minha como a sua Dra. Pinzón!
—Então, isto foi de caso pensado, Dr. Mendoza?
—Sim, minha doutora! -beijo- Gostaria de ir a algum lugar para comemorar nosso noivado?
—Bem....
Betty ficou sem jeito de pedir-lhe, estava louca de desejo, mas tinha medo que a rejeitasse como há alguns dias...
—O que propõe, doutor?
—Proponho que vamos aquele hotel que fomos da primeira vez ou prefere o meu apartamento?
—Como queira, doutor!
—Apenas se tiverem vago nosso quarto...
Ele chama a recepção do hotel:
—Sim, uma reserva para Armando Mendoza! Quero o quarto 204! Sim, pode marcar, chego em 10 minutos! -sorriu- Sim, está vago!
Ele segurou a cabeça dela com as duas mãos
—Sei que ficou chateada com a questão de mão fazermos amor aquele dia em que te levei para casa...
Betty ficou vermelha
—É que havia prometido que te levaria cedo para casa e não queria problemas com seu pai, já que concordou com a viagem.
—Eu sei, é que estava com muito desejo de você no dia, então fiquei mal. Desculpe-me, não queria pressionar-te!
—Fico lisonjeado que me queira tanto. -mordendo os lábios- Também te quero! E acaso ainda está com vontade hoje?
—Sempre tenho muito desejo por você!
—Hummm.... vamos! -beijo-Fazer algo por isso, está bem? Aparte disso, se tivéssemos ido no dia teríamos que fazer bem rápido, mais rápido que quando éramos um casal de clandestinos, e assim não quero. Quero que aproveitemos bem o momento.
—Sim, compreendo. Eu também, doutor! É que são tantas coisas, os preparativos da viagem. Não posso decepcionar! Fico estressada um pouco!
—Betty, você nunca decepciona, sempre faz muito bem o que se propõe a fazer. Mas não pensemos em Ecomoda agora!
Armando fez o check-in no hotel, programou o pagamento com cartão de crédito e pediu uma garrafa de champanhe e duas taças
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