Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

27 Capítulo 27: TOCANDO O CÉU COM AS MÂOS


Notas iniciais
Betty e Armando voltaram ao quarto da Primeira noite... Hotel La Fontana

Lembranças da Primeira noite

Eles ainda não haviam voltado aquele quarto onde tiveram a primeira noite de amor até aquela tarde e ainda que soubessem que outros casais tenham estado ali, era o quarto deles. O quarto onde tiveram a primeira união de seus corpos, onde por algumas horas, Betty sentiu seu amado e desejado Armando entregue a ela por inteiro para ser amado como sonhara. Sentia que ele estava tenso com as questões da Ecomoda, nunca haviam deixado de pagar a folha, mas tinha certeza que o calor e o conforto dos seus braços e seu amor incondicional era tudo o que ele necessitava naquele momento de entrega. Mesmo que ele não fosse bonita, mesmo que não fosse o tipo de mulher que ele merecia... Nunca imaginou que aquele homem bravo, estressado e grosso que tanto amava podia fazer amor de forma tão doce.

Da mesma forma que nunca imaginou que tudo fazia parte de um plano infame para que não perdesse o controle de sua empresa.

—____________

Embora, já houvessem passado muitos meses, tudo estava igual: a cama de casal branca, o sofá verde na esquerda, a poltrona verde no meio, o frigobar embaixo, as arandelas... apenas eles não eram os mesmos. Agora sabiam que se amavam. E para a eternidade, ao menos era o que Betty pensava naquela tarde.

Armando abriu a porta do quarto beijando-a com intensidade, apertando-a contra seu corpo, quase sufocando-a com seu beijo. Há dias não a sentia em seus braços e mal podia esperar para consertar isso, sabia que ela também sentia o mesmo, que o queria com todas as suas forças.

Ficaram se beijando por um bom tempo, até que Betty fez menções de sentar-se.

—Encomendei algo para comemorarmos: Vinho, champanhe. Hoje sem suco de amora, por favor!

—Sim -riu-se -Vamos comemorar! -beijo — É uma ocasião muito especial!

—Hoje, minha futura Senhora Mendoza, verá quanto te desejo para que não reste nenhuma dúvida! -virou a taça toda, mostrando sua sede de tomá-la em seus braços, ela o seguiu em cumplicidade

Então, Armando a tomou nos braços, a abraçou forte, tirando a taça que ela ainda segurava.

—Posso te fazer uma pergunta, doutor?

—Sim, Betty! Claro!

—Estava me lembrando... você disse que me desejava aqui mesmo neste quarto, acaso já me desejava mesmo sendo feia?

—Por que voltar a este assunto agora? -beijo- Não o superamos?

—Sim, mas... Desculpe!

—Não, você não tem que me pedir desculpas por nada, ainda mais se for a respeito daquele plano terrível. Cabe a mim tirar suas dúvidas! Pergunte tudo o que quer saber.

—Sobre isso...

Ele, então, a puxou para sentar no sofá, olhando-a nos olhos

—Sim, me perguntou se quando disse que a desejava, se estava falando a verdade ou era parte do plano... Sim, te desejava!

—Desejava uma feia? -riu-se

—Não, não desejava uma feia, desejava você... Beatriz! Não qualquer uma, a minha Betty. Eu sei é estranho, mas no começo sim, senti rejeição em te beijar, desculpe, e falei a Caldeirón. Mas conforme fui te beijando, fui sentindo o sabor dos seus beijos, a força da sua paixão por mim, como me sentia relaxado quando me abraçava. Sabe, quando te beijava no carro, no dia da briga com aqueles tipos já te beijava porque queria. Mas ao mesmo tempo, não tinha coragem de admitir. Para mim era mais fácil fugir e dizer que apenas estava fazendo parte de um plano que simplesmente admitir que estava me apaixonando pela única pessoa por quem achava que não me apaixonaria.

—Armando Mendoza nunca poderia ter se apaixonado por uma feia! -riu-se

—Não fale assim, Betty!

—Mas é a verdade!

—Não! Eu a tinha como mais que uma secretária, a tinha como uma amiga, achava-me culpado por participar do plano, queria parar, mas ao mesmo tempo tinha medo de que se soubesse não quisesse mais nada comigo.

—Pois preferia que tivesse me contado, pois confiava cegamente em você.

—Eu sei! Por isto me senti mal naquele dia, o dia do nosso primeiro amor. Ia se entregar a mim de corpo e alma. E para mim era sua primeira vez com um homem, não sabia de seu passado. Sei que me queria, sentia a intensidade de seus beijos, mas não queria continuar com aquilo, te fazer minha mulher por conta de um plano. Não achava certo, pois sabia que me amava, Que não era só desejo...

—Sim, já te amava e muito!

—Por isto, não queria fazer nada contigo, te magoar. Queria te levar para casa, mas quando você pensou que não te queria por ser... feia ou algo assim. Fiquei triste.

—E acaso não foi por isso?

—Não mais. Mas por conta do plano. Quando a vi chorando dizendo que não a podia desejar por ser feia, por não ser desejável, lembrei-me como havia me deixado todos os dias com seus abraços no carro e naquela mesma noite. É claro que te desejava! Um homem não consegue forjar isto! Creio que sabe...

—Sim, o senti totalmente entregue aos meus braços, como nunca pensei que o teria! Sabia que me queria também, por isso, pela forma como nos amamos foi difícil e doloroso quando soube se tratar de um plano desnecessário, inclusive, pois já o amava e era incondicional a você. Jamais o feriria ou trairia!

—Eu sei, Beatriz! -segurou seu queixo, dando-lhe um beijo terno- Nunca deixei de confiar em você! Meus ciúmes por Nicolas à época é que me deixaram louco...

—Neste caso, o plano era meu!

—Viu como é boa de plano também? Fiquei louco!

—Foram jogos perigosos que só nos magoaram!

—Sim, mas estou disposto a começar tudo, a compensar-te por tudo. Se me deres uma chance, apenas uma chance.

—Se não te tivesse dado uma chance não estaria aqui agora contigo...

—Não vou te decepcionar, me ensinaste o que é o amor! O que é fazer amor estando apaixonado, quando cada toque tem uma grande importância. Creio que sinto quando te toco o que você sentia quanto te tocava.

—Sim, e ainda sinto cada vez me toca, doutor!

—Assim?

O quarto estava apenas iluminado por um dos abajures quando Armando a abraçou ternamente, sem pressa alguma, com uma de suas mãos, segurou seu rosto para beijar-lhe a boca, sem perder nem um pouco o sabor daqueles lábios que desejava tanto, os quais por muito tempo não pôde servir-se. Com a outra mão acariciou suas costas, tirando-lhe seu blazer, enquanto ela faz o mesmo com seu paletó e sua gravata. Ele tirou-lhe seus óculos e os dela, depositando-os na mesinha, sem largar-se de seu corpo e de seus lábios. Desabotoou os primeiros botões de sua camisa para achar lugar em seu pescoço, sempre a beijando apaixonadamente. Então, ele a deitou delicadamente no centro da cama, e ela esticando-se, desligou a luz que restava acesa para finalmente, entregar-se por completo a ele.

Fazer amor naquele quarto novamente, sabendo que apesar do plano, já havia uma forte ligação entre eles desde a primeira vez, com certeza despertou neles certas sensações que fizeram com que Betty considerasse suas lembranças da primeira noite, em seu aniversário, novamente como um dos momentos mais especiais em sua vida. Enquanto se entregava a ele lembrava-se de tudo e experimentava novamente todas as sensações que sentira, ao mesmo tempo que experimentava as novas que ele a estava proporcionando.

Na primeira noite, quando Armando não quis continuar a seduzir-lhe, vendo que causara-lhe dor ao sentir-se rejeitada por ela, ele a olhou profundamente nos olhos, a tomou em seus braços e disse que sim a desejava, e pôde conferir o fogo que ardia em seus olhos, logo em seguida, ele a tomou em seus braços, beijaram-se apaixonadamente e deram vez aos seus corpos unirem-se em um só não apenas por desejo. Mas não antes de ouvir um ”Porque te amo” de seus lábios tão macios. Não sabia se era verdade. Não do jeito que ela queria. Estava ali para amá-lo com todas suas forças, incondicionalmente. Seu corpo, seu coração eram dele naquele momento em diante.

Assim, como naquela mesma tarde, igualmente especial, quando ele lhe pedira em casamento.

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Após o amor, no princípio doce e calmo, mas depois intenso e apaixonado, o casal se abraça em conchinha sob as cobertas

—Te amo, Betty Te amo! Foi muito especial fazer amor contigo novamente aqui, onde fizemos antes. Foi muito especial, pois sei que foi aqui que comecei a perceber que sentia algo forte por ti.

— Sim. Foi muito lindo e intenso, doutor! Aqui senti você inteiro, todo meu. É inexplicável, mas senti isto.

—Sim, e desde então — beijo — nunca mais fui de nenhuma! Nunca mais quis nenhuma outra!

Beijos

—E não dá para querer nenhuma outra, hein, eis que minha espertona está cada vez mais me deixando mais louco, hein? Onde está sabendo estas coisas?

—Ai, Armando. Disse que sonhei comalgumas coisas...

—Diz de novo!

—Que sonhei algumas coisas?

—Não, meu nome!

—Armando?

—Isto, meu amor! -beijo- Não vamos perder este momento no qual me agraciou chamando meu nome sem formalidade. Repita sim!

—Sim, Armando! Armando!

—isso! -beijo- Então, "estes" são seus sonhos? Por isso, estava tão afim de me mostrar? -cheira-lhe o cabelo

Ela ficou vermelha

—Pois melhor que não conte, faça! Ai, que fico mais louco!

—Armando...

—Te amo!

—Armando, te amo! Te amo do fundo de minha alma e de meu coração!

—Também Betty, nunca pensei que pudesse amar alguém como a amo!

—Nunca pensou que pudesse me amar! -riu-se

—Não, nunca amei ninguém assim! Minha cúmplice, colega, amiga, parceira, companheira, namorada, amante, noiva e em breve, minha esposa! -beija

—__________________-

O celular de Betty toca:

—Ai, não!

—Não atenda!

—Mas tenho que atender é da Ecomoda! Pode ser sério!

—Não combinamos que íamos ter esta tarde para nós, sem pensar em Ecomoda e outras coisas que não nos interessam agora? -beijo

—Ai, Armando! É que se Aura María sabe que estamos juntos e está ligando é por deve ser algo muito sério. Ai, não! Uma monte de chamadas de Dona Catalina!

—Está bem! Atenda! -contrariado

—Alô? Oi, Aura María, pode falar!

—Alô, Betty! Desculpa atrapalhar, Betty... É que é importante!

—Pode falar, Aura María! Não tem problema!

—É que não está anotado na minha agenda, mas tinha compromisso com Dona Catalina hoje?

—Ai, não! Que vergonha! Como pude me esquecer de Dona Catalina? Ela ainda está aí?

—Sim, está! Dona Catalina, é Betty!

—Boa tarde, Betty! Esqueceu de mim?

—Ai, Dona Catalina! Mil perdões! É que tive uma questão.... Pode esperar um pouco?

—Sim, Betty. Em quanto tempo chega?

—Ai, em uma hora, creio.

—Está bem! Estou dando dicas à Aura María sobre a inauguração em Caracas!

Betty olha o anel e sorri.

—Sim, quando eu chegar te explico tudo. Acho que vai me perdoar!

—Não te problema, Betty. Tinha que vir à Ecomoda mesmo!

—Obrigada!

Betty desliga o celular

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Armando meio chateado já se vestia:

—Sabia que nosso castelo de sonhos iria desabar!

—Não diga isto! -beijo

—É que queria passar a tarde toda contigo!

—Sí, mí vida! Mas é que esqueci-me que Dona Catalalina viria hoje.

—Espero que ela não venha com mais visitas estrangeiras...

—Ai, isto são ciúmes?

—Não! -fazendo biquinho

—Sim, é! Sabe que só tenho olhos para você meu doutor, Don Armando?

—Sim, mas...

—Mas nada! -beijo

—Está pronta?

—Sim.

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Este capítulo é uma homenagem à Primeira noite de Amor (capítulo 66).

Quando assisti pela primeira vez, achei que ele não teria coragem de continuar. Depois quando continuou e como comentou com Mário, vi que tinha produzido algo nele. no começo achei que era arrependimento, mas depois de rever, consigo notar que ele já a olha de uma forma diferente, além da aparência física, um espécie de fascínio, magnetismo que não consegue explicar e a toma por impulso.

Bem, homem não conseguir "forjar" desejo, algo rolou kkk

Bem, eu vejo assim! O que acham?

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Notas finais
Este capítulo é uma homenagem à Primeira noite de Amor (capítulo 66). Quando assisti pela primeira vez, achei que ele não teria coragem de continuar. Depois quando continuou e como comentou com Mário, vi que tinha produzido algo nele. no começo achei que era arrependimento, mas depois de rever, consigo notar que ele já a olha de uma forma diferente, além da aparência física, um espécie de fascínio, magnetismo que não consegue explicar e a toma por impulso. Bem, homem não conseguir "forjar" desejo, algo rolou kkk Bem, eu vejo assim! O que acham?