Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
229 Capítulo 226
Depois de fechados os negócios no restaurante, foram buscar Camila. No caminho Armando procurou não entrar no assunto de desconfiança, pois os dois haviam conversado a respeito de confiarem um no outro.
—Betty...
—Sim?
—Esteve muito bem no restaurante, bem até demais, me surpreendeu.
—De verdade?
—Não sabia que havia aprendido tantas coisas sobre pratos franceses.
—ER, mas...
Ele deu-lhe um beijo aproveitando que o sinal estava fechado.
Apanharam Camila. Júlia havia insistido que comessem algo, mas negaram, pois haviam justamente vindo de um jantar de negócios.
Ao entrarem em casa...
—Ufa! Estes sapatos estão me matando.
—Também... não costuma usar saltos.
—ER, foi sua mãe que me deu este.
—Minha mãe?
—Sim.
—Ela te deu muitas coisas: sapatos, bolsas. Não é muito comum que dona Margarida Mendoza faça este tipo de agrado. Para dizer a verdade, só vi isto com suas amigas mais íntimas. Deve se sentir agraciada.
Será? Mas por que, então se sentia tão mal de esconder algo dele, mesmo que fosse para uma coisa boa?
Após Camila ir dormir, iniciaram sua rotina de amor que começou na jacuzzi e terminou na cama.
Betty dormia em seus braços e Armando agarradinho a ela de conchinha.
—Estou indo bem, Michel?
—Très bién, Betty. Aprende muito rápido, mon chèrrie. -beijo
—Acha que vou impressionar Armando?
—Se não impressioná-lo, eu já estou impressionado.
Beijos.
Lógico que era só um daqueles sonhos loucos
—NÃO!!!
—AI!!! Que isso, que foi, Armando?
—Er, er
—Teve um pesadelo?
—Sim, foi horrível, Betty, horrível. -a abraça -Jura que não beija ninguém?
—Claro que não. O único que beijo é você. Para que beijar outro?
—Ah não sei. -beijo -Tem tantos homens atraentes por aí.
—Nenhum como meu divino Armando Mendoza.
—Não sei. -a aperta forte. Deita-se em cima dela, beijando-a, mas no do jeito sexual e sim carente.
—O que foi? O que você sonhou?
—É bobagem.
—Se fosse bobagem não se preocuparia tanto. Acha que saio beijando qualquer um?
—Não. Mas sei que não mereço você.
—Você merece tudo! -o beija na boca, no nariz, nas bochechas, na testa (esta levou a noite toda).
Mas Armando não quer fazer amor, o único que quer é que Betty o abrace e beije e o pararique como se fosse um menininho. Ela compreende isso e põe a cabeça dele em seu colo e acaricia.
Após esta noite e o consolo de Betty, Armando se acalmou. E não pensou mais nisso.
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Comemoraram o mesversário de Camila na mansão dos Mendoza por insistência de Margarida com a presença de Júlia, Hermes, Nicolás, o quartel e alguns convidados de classe, entre eles, os instrutores de Betty.
Enquanto seu Hermes ``alugava`` dona Margarida e outros convidados falando sobre o tio Lázaro e suas aventuras, Armando fazia ouvido de mercador e observava Betty. Era outra Betty, que não conhecia. Parecia que havia estado em chá da tarde com a realeza a vida toda, como sua mãe e as filhas dos vizinhos. Não é que não gostou, mas estava surpreendido.
Betty apenas sorria discretamente a ele.
—Na verdade este negócio está chato. -disse Armando a sua mulher.
—Do que fala?
—Todo e qualquer evento para minha mãe vira uma reunião social. Concorda que não é o tipo de mesversário divertido?
—Ojojo! Para Camila, de verdade, não.
—Promete que não vai deixar que ela organize a festa de aniversário?
—Quem? Sua mãe?
—Sim, amo minha mãe e ela é a melhor em tudo isto de ceremonial, mas tem coisas que devem ser mais espontâneas.
—De verdade?
—Sim.
—Mas é o jeito dela.
—Sim, mas que você nunca perca o seu. -segura em suas mãos. -Promete?
—Sim. -Betty fica sem jeito. Estava indo tão bem na parte do cerimonial, boas maneiras, não imaginava que Armando, apesar de amar sua mãe como amava se incomodava com seu jeito tão polido.
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Mas dona Margarida estava maravilhada com o jeito da nora e tão logo Armando foi brincar com Camila, aproximou-se da nora.
—Betty!
—Oi, dona Margarida!
—Perfeito.
—Perfeito?
—Sim, a forma como atuou.Uma perfeita dama, uma Mendoza.
—Ai, dona Margarida, eu não sei.
—Imagina eu estou falando.
—Mas Armando...
—Armando estava impressionado.
—Não sei se gostou.
—Por que não iria gostar? Sempre tivemos recepções assim em casa, ele está acostumado e deve estar surpreendido de ver que sua esposa está perfeitamente inserida. Arnô e todos estão impressionados. Faltam poucas aulas.
—Ainda bem.
—Não está gostando?
—Sim, estou, mas...
—Querida, não se preocupe com bobagens, isto dá rugas, vamos! Olha, Camilinha como está linda e crescida! Não vejo a hora de organizar seu aniversário!
Betty arregalou os olhos, Armando não queria e ela também preferia fazer de seu jeito. Ainda levaria quatro meses e até lá pensaria nisso.
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Após o mesversário de Camila, com o tema Chá da tarde, como Armando chamou, o casal foi convidado para um coquetel na Color Inc. É o tipo de evento que eram obrigados a participar, assim como as Fashion Weeks ao redor do mundo, diferentemente de festas particulares ou de agências de modas, repletas de modelos, muitas ex-amantes, as quais não faziam questão de participar, pois a última vez que foram, Betty se sentiu muito constrangida, pois não o deixavam em paz.
Mas sendo evento de um dos fornecedores, decidiram ir.
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