Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
226 Capítulo 223
Notas iniciais
Por outro lado, Dona Margarida está feliz. Apesar de não querer demostrar, há algum tempo adquiriu carinho por aquela mocinha com que seu filho casou, sua única objeção é que embora seja inteligente e educada, não é uma mulher de classe como as filhas de suas amigas, muitas com as quais Armando "ficou".
A primeira parte é composta de uma entrevista com Betty, para saber se é uma moça culta, se já viajou, se fala outras línguas, se tem formação.
—Impressionante! Inglês, italiano e até um pouquinho de francês. A senhorita já viajou bastante?
—Por incrível que pareça, embora, seja casada com Armando Mendoza, só tive chance de fazer dois cruzeiros pela costa, um de Lua-de-mel e outro a trabalho. Meu sonho é viajar pelo mundo!
—Então, estes cursos, fez aqui em Colômbia mesmo?
—Sim, sou autodidata, a maioria aprendi com os livros e pratiquei com alunos de intercâmbio que vinham estudar na Universidade de Estudos econômicos.
—Mas é muito inteligente.
—Disse-lhes que minha nora é diferente das demais que meu filho conhecia!
Betty fica vermelha.
—O francês aprendi na faculdade, pois tinham aulas de francês e inglês, como já sabia inglês, optei pelo francês.
—Aconselhamos um teste de nível.
—Sim, pode ser. Meu grande problema com o francês são os pratos! Sofro quando vou em restaurantes como o Lenoir e meu marido que tem que escolher, pois nunca tive vida social.
—Não tinha, pois agora é a senhora de Mendoza!
—Sim, creio que vou a mais coquetéis e festas que fui minha vida toda!
—____________
Após o teste de nível que comprovou proficiência em inglês também para o acadêmico, coloquial e o de negócios, conhecido como Business English, intermediário de italiano.
—Muito bom. A única coisa foi o francês nível básico, mas cherry, não é necessário já que sabe o francês de negócios, pelo que vi. O único que precisa é saber os pratos que come.
—Sim, Ojojojo!
—Assim, não passará maus bocados quando estiver que jantar com clientes no Lenoir ou outro local.
—Sim.
—Outra coisa. Precisa saber usar os talheres!
—Talheres?
—Sim. Sabe que existem mais de 10 talheres, um para comer cada tipo de coisa.
—De verdade?
—Sim. Nunca viu seu marido usando talher de peixe, por exemplo?
—Não. Creio que quando está comigo, ele tenta fazer com que me sinto à vontade.
—Meu filho é um cavalheiro, Arnô e ama muito esta mocinha.
—Entendo. E isto vai continuar sendo assim. Vai continuar a amá-la!
—Com mais motivos talvez.
—Quem sabe!
Seguem outros testes de dicção e pronúncia.
Betty sente-se no clássico filme "Minha Bela dama" (My fair Lady). Neste primeiro dia, observava-os escrevendo, gravando e analisando tudo. Morre de vergonha, mas não é do tipo que desiste de algo quando começa, assim segue em frente. Depois dali, sua sogra a convida junto com Arnô e uma senhorita a um café chique da Zona Rosa de Bogotá (algo como a região da Oscar Freire em São Paulo ou Ipanema no Rio).
Tudo estava uma delícia, mas Betty pouco pode desfrutar, pois sabe que tudo que faz está sendo minuciosamente testado.
—Gostou, Betty?
—Sim, estava tudo uma delícia.
—Realmente. É um dos melhores cafés da cidade!
—Mas sinto-me deslocada, como não fosse para mim. As pessoas se vestem e falam diferente.
—Assim é!
—Mas é para você e para todos que assim desejarem.
(Lembra-se de Catalina falando as mesmas coisas)
—Poderíamos passar por um salão.
—Er, melhor não, Armando está por chegar em casa e já demorei muito e não sei como vai tomar tudo isso.
—Creio que a coisa será ainda melhor se lhe faz uma surpresa. -sugeriu Arnô
—Surpresa?
—Sim, que tal se aprende e não lhe diz nada?
—Ah mas não sei. É que não sabemos mentir um para o outro.
—Mas não se trata de uma mentira e sim de omitir.
—Mesmo assim, não sei. Pode abrir brechas para que faça o mesmo.
—Será por uma boa causa. Mas claro, a decisão é sua!
—Deixa que eu falo com ela! Vamos, Beatriz a deixo em sua casa! -já no carro, a sogra lhe pergunta -Armando não sabe nada?
—Sabe que estou fazendo um curso, mas como não perguntou, também não lhe disse.
—Então, não está mentindo, não é?
—De fato não estou mentindo.
—Então.
—Mas se ele perguntar?
—Se ele perguntar, diga o que acontece, se quiser ou invente algo. Não está fazendo nada de errado, está com nada menos que a mãe dele. Não iria mandar fazer algo que prejudicasse meu filho.
—Creio que não.
—E nós mulheres também devemos ter nossos segredinhos, sobretudo de beleza!
—Ojojo! Eu nunca os tive. -disse entre dentes, de modo que Margarida não ouviu -Também sempre fui feia.
—Sempre temos algum e entre mulheres muito mais!
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