Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
227 Capítulo 224
Notas iniciais
—Com certeza, Armando não tem amigos assim para contar coisas, não é tão íntimo de Freddy ou Nicolás muito menos. Com seu papai tampouco. Não, não creio... tinha ele (lembrou-se de Mário) com certeza com ele teria segredos. Mas Armando mudou, Betty.
Sinto-me mal de esconder algo de Armando, ainda que seja para surpreendê-lo positivamente. Lembro-me das promessas que fizemos. Mas foi dona Margarida, sua própria mãe e parece estar bem intencionada. Creio que nunca gostará de mim como de Dona Marcela, mas que me queira como a esposa de seu filho e no máximo uma amiga, uma amiga com quem guardo um segredinho... Não tenho irmãs. O mais próximo que tenho disso é Camila.
Mas a cunhada mora na Suíça. Também tinha as amigas do quartel, mas eram tão novatas quanto ela neste quesito de ter segredos de beleza e até Aura Maria que sempre foi bonita, não estava muito convencida de saber as nuances de vestir-se com classe e discernimento (e ultimamente andava se vestindo de forma provocativa novamente para dar ciúmes em Freddy). Tinha a mãe, mas assim como ela, Júlia não sabia explorar sua beleza natural, vez que seu pai não deixava. Poderia ser Catalina, sua fada-madrinha e irmã mais velha, mas a amiga estava passando um tempo nos EUA, ajudando Marcela com o lançamento da nova coleção. Iriam ser vários eventos para promoverem as novas franquias de lá (Na verdade, a maioria eram pontos de venda, os quais foram colocados no Mercado e adquiridos por empresários locais. Mister Evans havia ajudado nisso, já que conhecia muita gente).
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Sendo assim, vejamos o que Marcela faz nos EUA.
—Marce, tudo está indo tão bem! Sou tão feliz a teu lado.
—Também sou ao teu! -o beijou.
—De verdade?
—Sim.
—Não é o que vejo! Sei que gosta de mim, mas não me ama.
—Já conversamos sobre isto, não?
—Sim, mas...
—Disse que tomaria um tempo até que...
—Que esquecesse Amando.
—Sim, mas...
—Não o esqueceu, não é?
—Não o amo do meu jeito.
—Mas ainda o ama, ele Armando.
—Não se pode dizer que o que sinto é amor, segundo dr. Mantini não é. Que é uma obsessão, algo impossível, não sei o que dizer. Você disse que não ia me pressionar.
—Desculpa, Marcela. -a abraça -Desculpe-me, meu amor! Sabe, querida, a amo por nós dois. Queria eu que sentisse ao menos o que sente por Armando, mesmo que não seja amor.
—Não sabe o que diz!
—Iria te corresponder.
—Eu o perseguia, não o deixava respirar.
—Pois tire o meu fôlego, me persiga, siga, me controle. E te corresponderei. -abraçou-a forte
—Quando acontecer, quero te amar, de uma forma saudável e única. Não assim.
—Está bem. E minha proposta está de pé!
—E eu disse sim. Podemos ficar noivos, mas sem data ainda, mas tem que fazer o pedido a Roberto e Margarida que são o que tenho.
—Será feito. Crê que virão ao lançamento?
—Não sei. Roberto se afastou da presidência de Ecomoda para cuidar da saúde. Se ele estiver bem, pode ser que Margarida compareça, senão podemos ir à Suíça nas férias.
—Noivado e Lua-de-Mel juntos? Que delícia!
—Bobo! Vou ligar para o celular de Margarida! (Marcela desconhecia que sua ex-sogra estava na Colombia e pior cuidando e acompanhando Betty).
(Toca, toca)
—Alô? Marcela?
—Alô, Margarida! Que saudades!
—Também, Marcela, muito. Como tem passado?
—Bem.
—E Mister Evans?
—Jeffrey e eu estamos bem. É sobre isso que queria te falar. Iremos fazer o lançamento da nova coleção mês que vem e sobre isto queria te falar, estou com Cata aqui e queria saber se posso contar com sua presença e de Roberto. Roberto está bem?
—Sim, está! Está na Suíça.
—Sozinho? E você onde está?
—Na Colômbia!
—Marga! -disse Arnoldo, venha ver Betty! Esta mulher me surpreende! Ai, desculpe-me, não sabia que estava no telefone.
—Era a voz de Arnô?
—Sim, Marcela.
—"Betty", por acaso fala de Beatriz?
—Sim, Marcela.
—Betty e Arnô, nem sabia que se conheciam.
Marcela ligou os pontos. Provavelmente, sua sogra havia levado Betty para conhecer Arnoldo, uma dos mais renomados "professores de boas-maneiras" que conhecia e como ele e sua equipe faziam parte de profissionais seletos que só atendiam pessoas da alta roda, não havia como Betty conhecê-lo, só através de Margarida e com o nome Mendoza. Sentiu uma pontada no coração.
—Ia te fazer um convite, mas vejo que está muito ocupada com sua NORA (enfatizou) e Arnô. Desculpe-me!
—Não, Marcela, sempre terei tempo para você!
—Será mesmo, Margarida? Creio que já tem outra para cuidar e fazer-lhe companhia. -disse, irônica.
—Marcela, não tome isso assim!
—Desculpe-me, Margarida, não queria atrapalhar sogra e NORA.
—Não atrapalha. Se a pergunta é se vou o lançamento: Sim, creio que sim, saio de Colômbia e vou para aí e de passo conversamos. Quanto a Roberto, creio que não poderá vir, mas até lá falo com ele.
—Tudo bem. Preciso desligar, tenho que organizar umas coisas. Tchau!
—Tchau!
Marcela desliga e se lembra de quando Margarida a levava para as aulas das Escolas das Princesas.
—Bela Marcela, toda uma senhorita, Marcelinha Valência, sua mãe ficará toda orgulhosa!
—Grata, tia Marga!
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E depois, para a Escola das Damas:
—Marcela, será a Senhora Mendoza, todo uma dama. assim, encantará a Alta sociedade de Santa Fé (Santa Fé de Bogotá) e também meu belo filho. -disse à equipe da Escola das Damas, a mesma que agora apresentou à Betty.
—Crê que Armando gosta de mim, Margarida?
—Ele te adora! E como não, se é tão linda, tem classe e sobrenome? Perfeita para ele!
(Lembrava Marcela enquanto as lágrimas caíam de seu rosto)
—Margarida me esqueceu! Agora, Betty é sua favorita.
(Ninguém merece a carência de Marcela)
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Margarida desliga o telefone celular, está perturbada, pois viu como Marcela ficou esquisita.
—Tudo bem, Madame Mendoza?
—Sim, era Marcela.
—Ai, como ela está?
—Bem, bem, dentro do possível, mas achei que já estivesse melhor. Mas diga o que deseja?
Que veja Madame Betty, venha! Venha!
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E assim transcorreram vários dias, Betty estava avançando nas boas maneiras, tanto na pronúncia, quanto aperfeiçoamento na arte de receber pessoas de classe, comparecer a coquetéis não-profissionais, postura elegante, comportar-se em almoços e jantares elegantes, que compreendia em desde saber o nome e ingredientes de alguns pratos franceses e italianos quanto o que pedir de acompanhamento, qual e como usar os talheres. Arnoldo e Margarida estavam impressionados em como Betty aprendia rápido, inclusive a andar de salto alto. Não parecia que em nada com aquela moça atrapalhada que ela dizia ser e que havia sido a vida toda. Tinha classe, elegância e isto aliado à beleza e o modo de se vestir fazia de Betty, a deslumbrante, a classuda e não mais Betty a feia, tal como conhecemos e aprendemos a amar.
Assim, como Armando aprendeu a amá-la com seu jeito único. .Aliás, e Armando nesta história?
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