Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

118 Capítulo 117 Hugo nos corredores da Ecomoda (Continuação)


Notas iniciais
Betty puxou Armando para a sala da vice-Presidência para falar com ele:

—Está bem, Betty. O que deseja?

—Assim, friamente?

—Pensei que tinha dito que devíamos trabalhar. -sorriu -Mas diga, o que minha dra. precisa? -batendo no colo para que se sente

—Uns beijinhos para que se acalme!

—Não estou nervoso.

—Não? E esta veia levantada aí?

—Qual?

—Esta. -beija

—Tem mais por aqui. E aqui.

—Humm, Dra. Estou tão nervoso hoje. Acho que é porquê não fizemos amor ontem, nem hoje. Sabe tenho que ficar bem calminho com Hugo nos corredores, mais o quartel, reunião. Imagina, se começo a gritar com todos? (Tira seu blazer, e beijando-a, começa a abrir os primeiros botões de sua camisa, para acessar seu pescoço.)

—Armando! Já disse, temos reunião! Só uns beijinhos.

—Sim. Mas por quê a sra. tirou minha gravata e está com os dedinhos abrindo minha camisa, achei também queria algo comigo...

Betty fica nervosa e vermelha, pois foi um ato involuntário.

—Ai…

—Não precisa ficar assim, Beatriz! Também não tenho domínio sobre meu corpo quando estou contigo!

—Sim, mas eu sou cerebral, racional!

—Nem tanto assim, doutora! Estamos apaixonados e nos amamos com toda nossa alma e coração, os corpos apenas obedecem a vontade deles!

—Estou perdida!

—Eu te acho! (Beijos quentes. Ele continua seu caminho, beijando-a, abrindo os botões e levantando sua saia.)

—Ai, Armando. Peço que pare!

—Quer mesmo?

—Temos uma reunião agora, queria ver umas coisas com Nicolás…

—Nicolás, Nicolás! Sempre este molenga! Olha, tenho uma ideia melhor.

—Tem a ver com trabalho?

—Sim. Um trabalho especial do vice-presidente executivo e a presidente. Uma reunião, antes da reunião!

—Ai, Armando. Será que não leva nada a sério?

—Te levo muito a sério. A reunião é daqui a uma hora! Temos tempo!

—Sabe que se formos tirar tudo e no nosso ritmo não. –riu-se

—Então, tenho uma ideia!

—Qual?

—Fazemos diferente hoje: de roupa. Aliás, nossa primeira vez foi assim.

Ela riu

—Mas nem de nossa primeira vez foi assim!

—Foi.

—Não, você depois tirou minha roupa. Nem a moça feia, perdoou!

—Queria sentir como era de fato.

—E como era?

—Maravilhosa. Só se escondia. Uma beleza a ser descoberta pela pessoa eleita. -beijo -Vamos?

Ele a conduz para o sofá. E a deposita com carinho, sempre dando beijos

—Aqui é muito mais confortável para você.

Tira-lhe o sapato, a meia-calça.

—Ai, Armando.

Ela massageia suas costas, deslizando as mãos até seu cinto, o abre, abre o botão de sua calça, o zíper.

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Do lado de fora, Bertha gruda o ouvido na porta da sala

—Que foi?

—Shiuuu…

—Acho que vão fazer!

—Ai, precisava pegar uns papéis com ele, tenho certeza que o dr. Mora vai pedir! -preocupou-se Sandra

—Esquece! Tenho certeza que vão fazer amor agora! -suspirou Bertha

—Esses dois! -alegrou-se Aura Maria

—Eles estão certos. Imagina eu com um bombom como seu Armando! Ia fazer amor toda hora, como Betty. Vai deixar um triple papito deste na vontade? -suspirou Sandra

—Ah nem é bom! Seu Armando sempre foi assim. No ateliê, na sala dele, com Dona Marcela. -comentou Sofia, amargurada

—Mas agora ele só quer saber da Betty! Está louco por ela.

—Ai, assim espero. Nossa amiga não merece uma decepção depois de tudo que passou por ele! -Sofia, sempre amargurada

—Ele não é louco de fazer isto com ela! Betty não é como Dona Marcela, ela pode amar, mas é decidida, se ele fizer, se vinga, ela vai embora e ele fica sem ela, sem a filha, sem o respeito dos pais, isto se não perder a Ecomoda!

—Ai, do jeito que a Betty fez com Seu Armando entortou ele todinho e não vai querer outra não!

—Como você sabe, Aura Maria?

Aura Maria fica sem jeito e finge que não ouve.

—Ai, vocês não param de falar! Quero escutar! -Bertha chateada, pois quer ouvir o que casal está fazendo

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Enquanto isso, no ateliê, Hugo chega e dá o braço para Inesita.

—Ai, aquelas bestas-feras das suas amigas, umas loucas ensandecidas! Mas nem assim transformadas arrumaram um macho, precisam ficar me agarrando?

—Ai, Seu Hugo! É que o senhor pode não gostar delas, mas elas te adoram.

—Eu hein!? Para que eu quero um quartel de feias? Deveriam fazer como a presidente: aproveitar a plástica e fisgar um bom partido. Está bem que é um ogro e muito usado. Mas é um belo exemplar de macho no cio

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Na sala da vice-presidência, as coisas estão começando a esquentar, com os dois com as camisas desabotoadas pela metade e em roupa íntima na parte de baixo. Beijando-a sempre e apertando-a com um dos braços, já com a outra, ele levanta a saia e tira a calcinha de Betty, ela, então, sem conseguir resistir ao apelo de suas carícias, tira a boxer vermelha dele, agarra-o pelo pescoço e deixa-o invadir sua intimidade, pois já se encontra pronta desde que sentiu o cheiro de seu odor misturado com a da loção de sedução dele.

—Ai, Betty!! -geme, penetrando-a, com doçura.

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De volta ao ateliê:

Hugo está conversando com Inesita, quando chega Jenny.

—Ai, Seu Hugo! Que saudades.

—Ai, largue-me! Não venha roubar minha luz, minha graça. Já não basta o quartel das

—Ai, não me compare. Eu sou sua amiguinha. Não uma invejosa como aquelas

Inesita olha feio para ela.

—Menos a senhora, Dona Inesita. -faz bico – A senhora não sei porque anda com elas, a senhora é bonita, distinta, como nossa presidente, Betty, que está muito linda. Mesmo antes sempre me tratou bem. Diferente de Dona Sofia, não entendo porque sempre me tratou mal.

—Ah não entende, puputchurra? -riu Hugo- Não será por ser uma bandida?

—Ai, Seu Hugo!

Sai daqui! -batendo na bunda dela

—Apesar de tudo,, estou feliz que está aqui, estava com saudades!

Inesita percebe que Jacques está encolhido e vai até o rapaz.

—Tudo bem, Jac?

—Si, Dona Inesita! Que bom tê-la de volta conosco. Está melhor?

—Sim. Sabe porque Hugo está aqui, não?

—Sim. Mas sei que logo estará em seu posto de volta.

—Não estará não. Nem Armando nem Betty querem isto, não o suportam, da mesma forma que ele está atuando como alfaiate e prestando serviços de estilista a particulares.

—Eu sei, mas… ele tem história aqui.

—Vou te apresentar.

—Seu Hugo! Este é Jacques!

—Encantado em conhecê-lo

—Não posso dizer o mesmo! -olhando-o de cima abaixo – É o pupilo de Bettina Spitz, não?

—Sim.

—Está no lugar dela e no que costumava a pertencer a mim como luz, ar, força criador da Ecomoda.

—Sim. Conheço seu trabalho aqui na Ecomoda!

—Sim?

—Vi vários desfiles. O meu favorito foi o da Fachada do Milênio.

—Já faz um tempinho não?

—Sim. Esta scharpe é desta coleção e também a blusa.

—Ficaram bem em você.

—Também tenho várias outras criadas por você! As adquiri bem antes de sequer saber que um dia trabalharia aqui.

—Fez um bom trabalho assessorando Bettina, vi alguns desfiles, inclusive o último do Renascimento da Ecomoda. Mas ser o estilista principal não é fácil. Muito pressão para criar, com prazo e orçamento curtos.

—Sei bem como é!

Entre alfinetadas e elogios, Jacques e Hugo tem sua primeira conversa, Inesita suspira muitas vezes, de nervoso.

Enquanto isso, Nicolás procura por Armando

—Sandra! Onde está seu chefe?

—Em uma reunião, Dr. Mora!

—Reunião? Mas temos uma hoje daqui a pouco! Sabe se demora?

—Ai, Doutor. Faz um tempo que começou, mas não sei dizer.

—Está bem, enquanto isso vou falar com Betty.

—É que Betty também está nesta mesma reunião na sala da vice-presidência.

—E não fui convidado?

—Ai, Dr. Mora, é que…

—Não precisa me explicar, Sandra! Já entendi! Estão juntos?

—Sim, Dr. Mora!

—Está bem, então, quando os vir, diz que estou procurando por eles! Esta Betty é louca por este cabeção! Nunca vi!

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Na sala da vice-presidência…

O casal acabou de se amar e ficam dando beijinhos, meio arrumados e meio despidos.

—Foi diferente. Lógico que prefiro sentí-la por inteiro, mas…

—É apressadinho! Não pode esperar para nos amarmos em casa?

—Vai me recriminar por desejá-la agora? -indignado

—Não, mí amor. Também não consigo resistir a você!

—Nada, você é forte. Já resistiu muito. Eu é que enlouqueço! Ainda temos um tempinho, dá para darmos beijinhos.

—Temos que nos preparar para a reunião!

—Sou louco por seus beijos, Betty!

Neste momento, Daniel adentra o andar.

—Boa tarde!

—Boa tarde, Dr. Daniel!!

—Por que o susto? Não tem uma reunião hoje?

—Sim. Claro.

—Mas parece que ia ser uma coisa interna, o Sr. foi convidado mas não havia confirmado presença!

—Não tenho tempo para estas besteiras. Imagino que posso comparecer sendo um dos donos da empresa, não?

—Sim, Dr. Valência, como não?

Ele foi à sala da presidência

—E dra. Beatriz não está em sua sala?

—Ela… ela… (Aura Maria gagueja)

—O que acontece? -perguntou Daniel

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Notas finais
Daniel como sempre chega na hora errada, de forma a constranger e flagrar a todos. E agora?