Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
119 Capítulo 118 Neste exato momento
Notas iniciais
Neste exato momento, um barulho vem da sala de Armando, um estrondo tão forte que foi ouvido do lado de fora.
—Mas o que acontece nesta empresa?
Daniel se dirige à sala de Armando, de onde vem o barulho, tenta abrir a porta (Por sorte, Betty a havia trancado). O que aconteceu é que ela, ao levantar-se do sofá, tropeçou, quase caiu, sendo amparada por ele, para não perder o costume. Mas derrubou as pastas com os relatórios para a reunião, que estavam na mesinha ao lado. Logo, os dois se olharam e deram risadas. Já estavam vestidos. Não de todo, Betty ia vestir as meias novamente. Mas ao ouvir Daniel bater insistentemente a porta, deixou-as no canto do sofá. O cabelo estava um tanto bagunçado, ao contrário, do visual perfeito que exibia atualmente. Mas para Armando parecia ainda mais perfeita, então, abriu a porta, assim mesmo, enquanto a economista, tentava pegar as pastas com os relatórios do chão.
—O que acontece aqui?
—A que devo a honra de sua visita, Danielzinho, em minha sala?
—Visita? Esta empresa é tão minha quanto sua! -Daniel adentrou a sala, olhando para os lados. -Ouvi um barulho. Passa algo? –Daniel adentrou e sentou–se no sofá, embora Armando já estivesse de pé -Aliás, a empresa agora é mais minha que sua, já que agora Dra. Beatriz tem a metade de suas ações, não?
—O que dá no mesmo, já que somos casados!
—Sim, tecnicamente sim. Enquanto estiverem casados sim. -Betty, pegava as pastas que derrubou do chão, Armando havia voltado para ajudá-la, mas ao ouvir esta ironia de Daniel, pegou algumas, e perguntou-lhe
—O que quer dizer com isso? -perguntou Armando, franzindo a testa
—Nada não. (Daniel olhou para Betty de cima abaixo, de forma sedutora, enquanto ela se abaixava para apanhar as outras pastas do chão)
—Deixe isto comigo, Beatriz! -ordenou Armando, levantando-a.
Daniel riu-se da constrangedora cena do casal
—Creio que temos uma reunião agora, não? (Daniel olhou em volta)
—Sim. Pensei que não viesse, pois não confirmou presença, Dr. Valência. –ajeitando os óculos, recompondo a roupa e os cabelos
—Ora, cara Dra. Beatriz! Creio que sendo dono desta empresa, desde que nasci, por meus pais, posso vir e sair, entrar e sair quando e como queira! (sempre com sorriso sarcástico)
“E isto? (reparando nas meias, depositadas bem ao seu lado no sofá) É de Beatriz? Não, ela não iria ser tão atrevida assim de ficarem fazendo na hora do expediente. É tímida! Não creio que seja seu estilo! -Daniel pensou — Será de outra mulher? E ela não reparou ou o acoberta como minha irmã?”
Betty ajeitou de novo seus óculos, pois percebeu, constrangida, que Daniel a olhava de forma inquisidora, mas não desconfiava que era a respeito da meia.
—Vai ficar parado aí. Daniel? –perguntou Armando, pegando as pastas e outras coisas para a reunião
—Espero que tenho algo bom para me mostrar, preciso passar para minhas irmãs!
—Sim.
—Maria Beatriz está na Europa e Marcela não tem tempo de ficar se deslocando de Miami para cá só para vir à reunião.
—Sim, Dr. Valência terei muito prazer em mostrar os relatórios atualizados.
—Ah sim, será um prazer para mim também, dra.!
Armando cerrou os punhos.
—Armando! Vou à sala de Nicolás, nos encontramos lá na de reuniões, ok?
Na sala de Nicolás
—Oi, Nicolás!
—Que passa, Betty? Esqueceu que tínhamos coisas para acertarmos antes da reunião?
—Não, não esqueci. Mas tive uns problemas.
—Por problemas entende o cabeção?
—Ai, Nicolás!
—Ele mexe com sua cabecinha, te deixa doidinha! Bem, mas sente-se, ainda temos uns minutos antes da reunião. Trouxe as planilhas das franquias?
—Sim. Mas vamos ter que improvisar!
—Hã?
—Dr, Valência está ai!
—Não sabia que ele iria vir.
—Tampouco eu, senão...
—E agora?
—Bem, não vai dar tempo de fazermos um relatório geral e colocarmos nas pastas, vamos ter que usar as planilhas originais, os relatórios dos pontos de vendas e explicar na hora.
—Mas assim, Betty?
—Sim. Não tem problema. Não temos nada a esconder, os números estão bons.
—Isto sei, mas sabe como é Dr. Valência!
—Sim, mas façamos assim.
Betty chama Aura Maria para vir à sala e pedir à copa para abastecer a sala com café, chá e bolinhos. Depois senta-se com Nicolás para encontrarem alguns pontos para destacarem, a fim de fazerem um relatório básico.
—Creio que está bom. Depois mandamos um geral e mais completo a todos.
—E você acha que Dr. Valência vai se convencer com isso?
—Deixa ele comigo! Não temos nada a esconder. Este que fizemos serve apenas para tecer um parâmetro de como está a empresa. O que vale são as planilhas e relatórios originais.
—Se está dizendo... mas sabe com ele é chato.
—Sim, conheço e enfrento-o desde meus primeiros dias. Não tive medo dele nem quando os relatórios eram maquiados, imagina com números reais! O que me preocupa é outra coisa...
—O quê?
—Ele gosta de provocar Armando.
—Como assim, Betty?
—Fica me olhando de um jeito, Fala coisas de duplo sentido, Tenho medo que Armando não aguente e...
—Ora, Betty! Este Valência é um tipo muito folgado! Eu mesmo tenho vontade de bater nele pelo que lhe diz algumas vezes! Deixe que ele sinta o peso da mão do cabeção! Porque este merece sim!
—Ai, Nicolás! É que você não entende. Seu Roberto não o perdoaria, nem Dona Margarida. Eles tem muito carinho pelos Valência, eles são como filhos por conta do que aconteceu com seu Júlio e Dona Suzana.
—Sim, eu sei, mas... também não pode deixar barato isso. Por muito menos o cabeção foi para cima de mim!
Enquanto Betty e Nicolás trabalhavam, Armando e Daniel se acomodavam na sala de Reuniões, logo, chegaram Gutierrez, que além de se representar, também representava os acionistas menores, já que Mário Caldeirón nunca mais colocou os pés na Ecomoda, desde que foi expulso por Armando, mas tampouco colocou à venda suas ações (mesmo tendo anunciado que venderia).
Betty e Nicolás chegaram, acompanhados de Sofia e Sandra que trouxeram as pastas.
—Eu trouxe as Planilhas originais recolhidas dos pontos e franquias. Como podem ver, fizemos apenas um relatório simplificado que demonstra que a nova coleção "Renascimento" está vendendo conforme as projeções. O que indica que a empresa está mantendo sua margem de lucro frente aos custos, mesmo em meio à crise! -explicou Betty
—Crise? Que crise? -indagou Daniel, hipocritamente
—Ah, como não tem crise? -perguntou Nicolás
—O senhor está trabalhando para o governo novamente? -perguntou Betty
—Sim, claro. O que recebo de Ecomoda apenas é para a sobrevivência, mas sou um homem sofisticado, de gosto refinado. -tomando um xícara de café
—Então, a visão de um homem ligado à Política, que convive com políticos, nunca será a mesma de pessoas como nós, do povo, sejamos empresários ou consumidores!
—O que quer dizer com isso, Dra.?
Logo, Aura Maria chamou para anunciar a chegada de Catalina.
—Cata! Que bom revê-la! -alegrou-se Armando
—Oi, Catalina! Que bom que pôde vir!
Gutierrez fez biquinho e Daniel lançou um olhar. Nicolás a cumprimentou com respeito.
—Eu chamei Catalina aqui para que possamos também estudar a proposta que recebeu para fazermos um lançamento de uma coleção especial de Verão. Por favor, sente-se, Catalina. Vou terminar de mostrar os balancetes e pode continuar.
—Fique tranquila, Betty!
Betty apresentou os balances dos pontos e das franquias. Nicolás apresentou qual era a projeção e Armando seguiu explicando a quantas anda a implantação das franquias na América Latina, bem como a de Miami e Betty retornou explicando o Plano de Negócios para qualificar os funcionários da Ecomoda.
—Estamos logrando bastante êxito neste campo, conforme Beatriz explicou. Em breve, poderemos contar com executivos experientes e altamente qualificados, o que reverterá em lucro para a empresa, além de promover bem-estar social e satisfação em trabalhar na Ecomoda, como pai sempre preservou.
—Os funcionários tem satisfação em ouvir seus gritos, Armandito?
—Eles eu não sei! Você tem, Danielzinho?
—Senhores! Creio que agora é a hora de Catalina falar sobre a proposta. Por favor...
Catalina contou sobre a proposta do desfile e lançamento de uma Coleção para o Verão na costa Colombiana e Caribenha. Enquanto falava, Beatriz lembrou-se do Concurso de Miss de Cartagena e também da Lua-de-Mel no Caribe.
—Bem, esta é a proposta. Estou com os valores, quanto a Ecomoda poderia lucrar, inclusive, utilizando a loja da filial de Cartagena para o lançamento. É uma grande oportunidade para todos nós!
—A Ecomoda vai investir em Moda praia agora?
—Não é exatamente Moda-praia, Dr. Daniel. -contestou Catalina -Mas sim uma moda sofisticada a ser utilizada em Cruzeiros, eventos praianos, luaus. Eventualmente, um maiô, mas basicamente, vestidos, conjuntos.
—Acho perfeito.
—Lógico acha tudo perfeito! Tudo que tenha a ver com festa e palhaçada é de seu agrado!
—Ora, seu...
—Não é palhaçada! É um desfile sério. Moda sofisticada, para ser usada em cruzeiros e coquetéis à beira-mar, a exemplo dos concursos de beleza. Tenho alguns prospectos, vários de nossos clientes estão interessados. -respondeu Catalina, séria, como raramente se via.
—Além de ser uma grande oportunidade de utilizarmos a loja de Cartagena.
—Sim.
—E se fecharmos com eles, já temos local, mídia especializada cobrindo o evento e adiantamento. Faltaria contratar um buffet, para o coquetel, músicos e disc-jóquei (DJ), modelos. Tenho, inclusive, um lista de possíveis clientes. Mas como disse, é com os senhores, em relação à Moda, tenho contrato de exclusividade com a Ecomoda.
—De minha parte, voto sim, Catalina.
—De minha também, Cata!
—Nicolás?
—Bem, creio que de acordo com o que está explicado aqui, será uma boa para a Ecomoda, em termo de promoção da marca, divulgação. Só teríamos que ver quanto iríamos investir e quanto iríamos lucrar.
—Parcerias, Nicolás!
—Claro, Betty! Inclusive com a empresa de transporte, de calçados, de cosméticos.
—Checar fornecedores de insumos e tecidos leves, mas elegantes e à prova d´água.
—Sim, vou pedir à Sofia e escolhemos.
—A parte da escolha dos materiais, deixo com Armando, Catalina e Jacques e claro, Dr. Valência, caso queira... -respondeu Betty
—Não, não é minha especialidade a questão de fornecedores. Só não reduzam a qualidade dos tecidos para isso, Armandito!
—Qualidade é nosso lema!
—Sei!
—Deixem comigo. -Catalina assumindo
—Bem, se está tudo decidido, me retiro. Tenho outra reunião agora.
–Sim, dr. Valência. Depois peço a Nicolás que mande os relatórios para o Sr. e suas irmãs!
—Obrigado! (pegou a pasta e se foi)
Catalina foi à sala de Betty para conversarem:
—Não quis falar a respeito na frente ao Dr. valência, mas crê que podemos mesmo fazer este lançamento desta coleção especial, Betty?
—Sim, creio Catalina! Me conhece e sabe que não sou de fugir dos meus objetivos e sempre dou o melhor de mim para consegui-los.
—Sim, eu sei! Mas não depende só de você...
—Os cálculos serão feitos. Quanto às modelos, creio que aparte de usar as que já são da Ecomoda, poderíamos usar a Mariana, que, inclusive, está cursando design de Moda.
—Que ótimo.
—E estou querendo fazer uns testes com outras, veja se conhece.
—Sim, claro. Claro. Ah, esta é a Monica Moreno!
—Conhece?
—Sim. Estranho que a conheça. Ela veio fazer teste aqui?
—Não. Mas vi um material dela e gostei. Vou te contar a história: não a conhecemos pessoalmente, mas ela é namorada de um conhecido.
Betty conta a história do Capítulo 101 (desta nossa Fanfic)
—Nossa, e o Armando não só não bateu nele, como ainda prometeu ajudá-lo?
—Sim, dá para imaginar?
—Ele tem se esforçado, Betty. Para ser um homem diferente para você e sua filha.
—Sim, eu sei. Meu amor é surpreendente.
—Olha, conheço o trabalho da Monica e é uma excelente modelo. Se conseguirem fechar algo com ela, vão ter uma boa profissional nas mãos. Mas ela é como o Armando.
—Como assim?
—Nervosa, temperamental, ciumenta. Este namorado dela não sabe onde se meteu!
As duas riem.
—Caso queira, falo com ela, creio que se lembrará de mim. Não tinha mais o contato!
—Sim, deixo contigo o número do celular. Assim ela não vai desconfiar que foi o namorado que indicou.
—Sim. Acho melhor
—Mas o que está me preocupando, Betty, é o estilista e Dona Inesita.
—Quanto à Inesita, ela está de volta!
—Ah, que bom! Mas está bem?
—Melhor impossível. O Dr. recomendou que retornasse ao trabalho, pois é o que mais gosta de fazer!
—Pois penso o mesmo. Trabalhou a vida inteira para a Ecomoda!
—Quanto ao estilista. Estou pensando em algo assim: Bettina disse que devido ao trabalho acumulado na loja e no ateliê não poderia, no momento se ausentar para se dedicar a este lançamento, ainda mais fora de Bogotá.
—Uma pena! Pois a coleção Verão dela do ano passado foi maravilhosa!
—Mas cedeu dois croquis. Veja! Ela está preparando mais alguns.
—Nossa. Maravilhosos, Betty! Mas vamos precisar de muito mais. Acha que este dará conta? Disse que era assistente dela, é isso?
—Sim, Jac! Muito talentoso!
—Se seguir seu estigma, o assistente pode superar o mestre! Ou a mestra.
—Ai, Catalina…. -riu-se -Tudo que sei no Mundo da Moda aprendi com vocês dois: a senhora e Armando! Sou boa só detrás de uma m.esa, fazendo cálculos
—Não se subestime, Betty! Tem muitos outros talentos, além de representar bem a Ecomoda! Tem um estilo próprio agora de vestir-se, como executiva e para passear. Vi umas fotos de vocês em um bar outro dia! Dançando.
—Ah os paparazzis!
—Sim.
—E eles comentavam da elegância dos donos da Ecomoda, mesmo no lazer.
—Ai, preciso ver isso! Uma boa propaganda, as roupas eram da coleção. Só espero que não tenham mostrado o tombo que levei!
—Sério, Betty?
—Sim! -riso
—Você não gostaria de ter aulas, Betty?
—Adoraria, Catalina!
—Então…
—Mas Armando morreria de ciúmes.
—Ora, mas por quê?
—Não quer que eu dance com outro!
—Ciúmes...
—Dance com uma mulher, então!
—Mas dá?
—Sim, tem ótimas professoras. E também tem professores gays também. Acho que ele não iria se importar. Olha! Poderiam fazer juntos e participar disto (Catalina mostra o evento anual de salsa na Colômbia)
—Que lindo. Ai, seria lindo ele participando comigo.
—Então, Betty. Faça aulas, Armando dança bem.
—Diz que não, mas é só para não me constranger!
—Invista na sua felicidade! É um prazer bailar com a pessoa amada!
—Posso ficar com esta?
—Sim. Pena que não trouxe a de vocês de “rumba”!
—Sim, depois quero ver. Como eu ia dizendo, Jac está criando algumas coisas. Se quiser, ele pode te mostrar. Tem mais de 15 prontos!
—Ah quero ver sim, Betty! Vou falar com Aura Maria, sobre o curso e vou ao ateliê!
—Ok!
Betty, então., continuou trabalhando no computador e Catalina foi falar com Aura Maria e depois foi ao ateliê.
—Oi, Jac!
—Como vai, Catalina?
—Bem! Betty me disse que já tem alguns croquís preparados para o lançamento especial.
—Sim. Ela disse que gostou, mas que sua opinião era uma das mais valiosas!
—Ai, a Betty não muda!
Catalina viu os croquís, bem como os mesmos modelados em bonecas (pois Jac também costurava e gostava de cortar e costurar versões dos modelos em bonecas Barbie, Suzi e Ken, para ver como ficam. Desde pequenos sempre fez isto).
—Mas você mesmo que cortou e costurou-os?
—Sim.
—Que maravilha, Jacques! Por isto, Bettina é tão orgulha de você!
—Ela é um amor!
—E quantos tem?
—Creio que uns dez!
—Humm… E quanto tempo levou para prepará-los?
—Desde que me falaram, estou desenhando.
—Crê que consegue mais? Temos que considerar que temos apenas dois meses para o lançamento e um mês antes já tem que estar na Produção!
Jacques tremeu, não sabia o que responder. Neste exato momento, Hugo chegou, segurando o braço de Inesita:
—Cata!
—Hugo? Você, por aqui?
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