Notas iniciais
Alguns dias mais tarde...

E o amor de nosso casal completa oficialmente 1 ano (Bodas de Papel) como um livro com páginas em branco, prontas para receber uma história.

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Embora já estivessem juntos há dois anos, como gostavam de afirmar, desde que fizeram amor pela primeira vez por ocasião do aniversário de Betty -21 de março 2000 (mesmo que ainda como parte do plano de Mário Caldeirón), muitos não tinham conhecimento disso, entre eles, o pai de Betty. Logo, a união oficial de Betty e Armando, a Boda, era uma data para lá de especial.

Devido ao trabalho, eles não haviam conseguido comemorar como Armando sonhava com uma grande festa culminando com uma grande viagem. A festa com que Armando sonhava não era aquela “típica festa-Mendoza” estilo Dona Margarida. Não. Este tipo de festa só visa fazer média com a Classe alta, a nata a qual pertenciam e foi criado, visando agradar a políticos, jornalistas, paparazzis. Não. Queria uma grande festa sim, mas com as famílias e amigos. Uma festa para comemorar e curtir com Betty e tirar da cabeça os traumas do passado, referente à festas e eventos.

Desta vez, devido aos compromissos habituais da Ecomoda, entre outras coisas, sabia que, obviamente, não conseguiria proporcionar a suas garotas, a Festa e a viagem que mereciam. Mas também não iria deixar passar em branco.

No entanto, antes que Armando sequer pensasse em lhe fazer uma surpresa como a do seu aniversário, Beatriz o acordou com beijinhos por todo o rosto.

—Bom dia, meu amor! (dando-lhe beijinhos, na bochecha e na boca.)

Armando abriu os olhos sonolentos e logo, recebeu sua xícara de café forte, ao lado, haviam empanadas, arepas e postre de nata.

—Betty!

—Feliz aniversário, meu amor! -beijo

—Sim. Completamos um ano hoje! -beijinho

—Oficialmente. -beijinho

—Sim. Pois casamos nossas almas há dois anos. -beijinho

—Mas nem todos sabem... ainda mais foi perante Deus...

—Sim, mí amor! Apesar que sempre foi (segura as mãos dela) vez que pertencemos um ao outro desde que nos amamos. -beijinho

—Sim!

—O que trouxe de bom?

Empanada, arespa, e como doce, postre de nata!

—Hum... delicioso.

—O postre fui eu que fiz!

—Vamos ver o que estas mãozinhas sabem fazer de bom, além de contas... -beijos nas mãos

—Sei fazer muita coisa...

—Como... me acariciar?

—Mas isto não pode fazer neste horário!

—Não? Como não? É um dos horários que mais me encantam fazer amor contigo. Fico levinho, calminho, não grito com ninguém, todo mundo da empresa vai te agradecer. -abrindo a blusa do pijama dela

—Ai, Armando. Vamos tomar café, vai! Temos que ir para a Ecomoda!

—Como assim, Ecomoda? Devíamos ficar nos amando! Este é nosso dia! (beijo na boca)

—Eu sei! Mas hoje temos reunião com os fornecedores novos! Não esqueça que esta semana nós temos que fechar com novos parceiros que cederão seus produtos para desfilarem em nossos modelos.

—Sim, mas não precisaria ser hoje, Beatriz! Hoje, eu... (coloca a bandeja de lado) queria começar te amando... (beijo, a vira, coloca-a na cama, segura-lhe com um braço e uma mão, com a outra, segura seu rosto e a beija.

Neste momento, Camila abriu o berreiro.

—Não disse? Tem coisas que não podemos fazer neste horário! -riu Betty

—Camilita! Deixa seu papai e sua mamãe namorarem um pouquinho, sim?

—Ai, mí amor! (Betty foi ao quarto de Camila, deu de mamar, a trocou, mas Camila não se acalmava, continuava chorando e esfregando a boquinha com o pé, as mãos)

Armando foi vê-la.

—O que foi?

—Não sei. De uns tempos para cá anda tão agitada!

A campainha toca

—Quem será a estas horas?

—Ora, meus pais! Esqueceu que vamos todos à Ecomoda e de lá...

—Ah sim, mas pensei que íamos nos encontrar lá.

Betty fez menção de descer para abrir a porta, mas Armando se ofereceu para ir lá.

—Bom dia!

—Olá, bom dia, Seu Hermes! Dona Júlia! Entrem!

—Hoje é um dia especial, hein? (fazendo som com a boca)

Há um ano tirou minha menina de casa! Tirou-a de mim!

—HERMES! -repreendeu Júlia

—É isto mesmo, esta é a verdade!

—HERMES!

—Ora, Seu Hermes! Só me casei com sua filha por que a amo com todo meu coração! Mas jamais foi para afastá-la de vocês!

—Eu sei, meu filho! Hermes, como diz isso para o Armandito? Ai, que vergonha!

—Deixa que os homens se entendem. Um dia ele vai entender o que sinto como pai de menina.

Armando fechou a cara.

—Não perde por esperar, doutor!

—Ai, doutor, que vergonha com o senhor! Para, Hermes!

—Júlia! É apenas uma brincadeira, doutor! Uma brincadeirinha! Não me leva a mal! -bate nas costas, dele

—Não levo! “Já estou acostumado” -pensou

—Ela te ama muito, viu? Segue assim, com ela! Uma menina de valor, doce, inteligente, honesta. Por isso, lhe dei a mão. Nunca me decepcione, viu, doutor? Tirou de casa a coisa mais valiosa que tínhamos, não lhe entreguei qualquer coisa. Entreguei-te uma alma pura, uma moça pura, imaculada!

—Sim, eu sei! (olhou para cima, pouco importava isso para ele, o que importava que era sua, sua, que a podia amar)

—Eu sei! E Betty, Camila são as joias de minha vida.

—E onde estão nossos tesourinhos, hein, doutor?

—Estão lá em cima! Vou chamá-las!

Armando vai buscar, faz menção deles pegarem café na cozinha.

—Oi, papá! Mamá!

—Vem com o vovô, vem! (Mas Camila está irritada, chorosa)

—Ela está assim

—Como assim?

—Tudo chora, irritada!

—Deixa ver, mihija! (Júlia percebe que Camila está levando a mão na boca, com lágrimas. A pega no colo e tenta acalmar a menina.)

—Nem consegui me arrumar! Ela está agitada!

—Pois vá, filha! Eu cuido ela!

No quarto...

—Beatriz! Vou tomar banho.

—Sim, mí amor!

—Não quer vir aqui para tomarmos juntos?

—Meus pais estão aí!

—E daí? Somos casados e eles também...

—É mas... eles...

—Eles, o quê?

—Eu nunca vi eles... você sabe, como nós!

—Nunca?

—Não.

—Você viu seus pais?

—Bem... não convivi muito com eles, mas o pouco tempo que vivi, ah sim, Betty! Muitas vezes! Uma vez, abri a porta do quarto deles e peguei-os em plena luz do dia! Foi sem querer! Era criança.

—Por isto você é assim! -riu

—E você? Então, por que é assim?

—Assim, como?

—Quente! -sussurra em seu ouvido, ele treme – Me deixa louco!

—Armando! Vai tomar banho e ... frio.

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AMOR DE ANIVERSÀRIO

Ela se vira em direção à cômoda para pagar uma blusa ele aproveita para lhe dar um tapinha no bumbum e piscar o olho.

Ela balança a cabeça e torna a se virar para a cômoda. Ele se despe e deixa o pijama cair no chão, enquanto ela estava de costas, pegando coisas na gaveta, entra no box eabre o chuveiro. Ao virar-se, ela estranha aquele pijama ali, pois geralmente, Armando os deixava na cama, dobrado. Ao abaixar para pegá-lo, sente o cheiro da sua loção nele e vê que a porta do banho está aberta, vê a fumaça do chuveiro quente saindo do banheiro, os vidros da porta e o espelho embaçados. Sente um arrepio ao sentir a friagem que vem da janela. Como sempre fazia muito frio naquela manhã, embora já estivesse na Primavera.

Resolveu espiar, ele lavava o cabelo no chuveiro com os olhos fechados com o corpo todo esticado, as gotinhas passeavam por seu corpo. Desfrutava daquele momento, Betty contemplava-o.

“Tan divino.”

Poderia se apaixonar mais e uma vez.

—Beatriz! Onde está o sabonete líquido? -sentindo a presença de sua amada

—Ai-, mí amor! Está aí!

—Onde? Não o vejo! -de olhos fechados, tentando pegar o que tivesse à sua frente

—Como sempre não procura nada. Aqui! -Estica a mão, dentro do box, evitando olhar diretamente para ele.

—Este é de Erva doce!

—E de qual queria?

—De... amora!

—Amora? Mas não tem desse... Tome esse. -esticando a mão.

—Tem sim! -puxa-lhe o braço, para dar-lhe um beijo -Nos seus lábios, mas molha um pouco sua roupa.

—Ai quase molha meu cabelo!

—Ai, mí amor! Me desculpa! (cínico) Vou ter cuidado da próxima vez para não molhar apenas sua roupa!

(A puxa com tudo para dentro do chuveiro)

“Minha Betty sempre tão ingênua!” -Armando, a segurando debaixo do chuveiro.

“Mas eu tinha que cair neste truque tão comum!” -Betty, sendo beijada debaixo do chuveiro com roupa e tudo

—Me largue, Armando! “Mesmo?” -Meus pais estão aí!

—É só um banhinho, Betty! (A abraça forte, descendo os beijos por seu pescoço) Poupemos água, tempo. É uma data especial.

—Temos que chegar cedo à Ecomoda! (Tenta falar, enquanto ele a aperta contra a parede do box, abrindo a blusa de seu pijama. Ela por outro lado, não tem certeza, se quer mesmo resistir, pois já está com os braços em volta de seu pescoço.

—Só um pouquinho, Betty! Não posso ficar assim perto de seus pais.

—Está bem, mas só uns carinhos.

—Sim. (Mas ele continua a seduzí-la com seus beijos e tirar todo seu pijama).

—Ar...mando... -gemendo

—Diga-me, Betty! O que queres?

—Bem... queria que não estivéssemos assim. (Sei...)

—Não, dá mais, Betty! Já estamos!

Ele havia ajoelhado no chão do box e a deslizado sobre ele docilmente, enquanto a beijava, com paixão

—Merecemos isso! A amo mais e a quero mais que tudo nesta vida!

—Também, te amo, mas...

—Deixa-se levar, Betty! Só queremos estar um com o outro!

(Beijos)

Segurando-a contra a parede, estando de joelhos com ela, encaixada em suas pernas, Armando consegue que fazer daquele momento único. Seus movimentos eram doces, mas carregados de paixão.

—Te amo mais que tudo, mais que minha vida! Diga que é minha, Beatriz! -disse-lhe sussurrando no ouvido, às portas do êxtase máximo

—Sou sua, Armando! Te amo!

Com a água quente a banhar seus corpos, Betty e Armando tocaram o ápice. E depois abraçados, continuaram se beijando, mas sem moverem seus corpos.

Ao sair, ele lhe deu a mão, pois ela continuava sendo aquela mesma Betty que trombava com as coisas, que escorregava, a Betty atrapalhada e frágil que amava.

Cobriram um ao outro com o roupão.

—O doutor foi muito brincalhão no chuveiro!

—É, doutora? Mas bem que a senhora gostou, não?

—Não sei. Estava com os cabelos secos e agora não vai dar tempo de secar esta cabeleira!

—Faça um rabo-de-cavalo, vá a um salão!

—Te pago o que queira!

—Eu vou só que mais tarde! Já está agendado.

—Pois vá agora, não quero que fique resfriada por minha culpa! -beijo

—Agora se importa? (amarra o cabelo com um prendedor)

—Ah, mí amor! Não me faça me sentir culpado!

Ela riu e lhe deu um cartão onde dizia:

“Bodas de Papel Feliz Aniversário de 1 ano de casados”

E escreveu:

Grata pelo melhor ano de minha vida, ao seu lado e com nossa filha: Camila.

Uma vida com páginas de papel em branco, prontas para receber uma história, que espero seja de felicidade ao seu lado.

Beatriz P. S. Mendoza, Betty, sua Betty

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—Escrevendo cartões também, Betty? -perguntou sério, depois sorriu-lhe- Sempre será! Muita felicidade! -A pegou no colo e a beijou -Por mim, ficávamos aqui!

—Não podemos!

—Eu sei! Fornecedores!

Vestidos adequadamente, os dois desceram as escadas, Seu Hermes já estava impaciente, Camila esfregava a gengiva com a mãozinha.

—Ah, míhija!

—Já não eram sem tempo! Por quê demoraram tanto?

—Escolhendo roupas, acessórios, papá, afinal, não teremos tempo de passar aqui depois do trabalho!

(Betty piscou para Armando e ele lhe piscou de volta. Logicamente, Júlia captou no ar. Seu Hermes estava lendo o jornal.)

—Olha só, o dólar disparou!

—Vamos?

—Filha, tem alguma loja de bebê perto daqui?

—Não.

—E da Ecomoda?

—Pior lá! Por quê?

—Tenho tudo que precisamos nesta bolsa!

—Não tem mordedor. Sua filha está assim por conta dos dentes, estão nascendo.

—Ah!

—Que lindo, minha monstrinha! Quero ver este sorriso cheio de dentes para o papai em breve!

—E espero que sejam tal como os seus.

—Ah, mas seu sorriso é tão lindo, Betty!

—Agora! Mas antes... -Betty lembra-se de seus dentes antes de começar a usar aparelho, e como riam dela -Não, prefiro que seja como o seu!

—Betty sempre teve um lindo sorriso! Ela que fala um monte de besteiras! -bronqueou Hermes -Herdou a beleza dos Pinzón. Somos assim, belos, esbeltos, sorridentes (faz o barulho com a boca)

—E dos Solanos também! -completou Júlia

—Não esqueçam que também é uma Mendoza! -completou Betty

—Sim, mas saiu de uma Pinzón!

—E Solano!

—E Mendoza -Betty insistiu

Armando pegou Camila, bolsa e revirando os olhos, saiu da casa.

Logo, acharam lugar no carro. E foram para a Ecomoda.

Lá, Betty passou no ateliê e secou os cabelos.

—Jacques!

—Oi, Dona Betty! Como está?

—Bem. Você está bem também? Está contente de trabalhar aqui?

—Sim, Dona Betty!

—Já disse que pode me chamar de Betty!

—Sim, Betty! Não quer que eu chame um dos cabeleireiros para lhe fazer um penteado?

—Não é preciso. Só estou dando uma secadinha, pois não deu tempo, e teremos reunião para ver novos parceiros agora, mas mais tarde irei ao salão fazer um Dia da noiva (ri).

—Sim. Hoje é um dia especial!

—Separou meu vestido?

—Sim, ajustei-o como pediu!

—Ótimo! Vou prová-lo!

—E Inesita?

—Ela virá mais tarde!

—Jacques, não quero que se sinta intimidado, mas Catalina precisa que preparemos uma coleção especial para o Verão na Costa.

—Tenho alguns desenhos prontos, Betty! Mas...

—Jacques! Está inseguro, não?

—Sim... Não é fácil. Eu desenho desde pequeno, já ganhei concurso da Fashion Week, mas uma coisa é ganhar como Revelação, ou ser assistente de uma pessoa como Bettina, outra é assinar uma coleção inteira!

—Sei. Entendo o que quer dizer, Jacques! Já passei por isso. Ainda tenho que ver a disponibilidade de Bettina em desenhar esta coleção.

—No que depender de mim, pode contar comigo! Tome o vestido!

—Betty vai ao provador, prova o vestido, uma das auxiliares ajuda a fazer mais um ajuste.

—Ficará ótimo!

O vestido ficará ótimo, mas Betty está preocupada, pois não quer declinar o convite de Catalina para o desfile no Litoral.

O dia correu: Betty e Armando se reuniram com novos fornecedores, fecharam contratos com alguns, outros não. Júlia cuidou de Camila, trocando fraldas e dando mamadeiras, foi com Bertha comprar mordedores, pomadas e escovinha para Camila. Depois dos compromissos regulares, Betty foi com Júlia ao salão para encontrarem-se com Catalina e se arrumarem para o evento de noite.

Armando queria fazer uma festa surpresa para Betty, contava com Catalina para isso. Mas na Ecomoda fazer algo assim era difícil, pois sempre alguém acabava ouvindo algo e mal-interpretando. E foi o que aconteceu: Bertha ouviu, logo, a fofoca chegou à Sofia, e por conta do nome do Buffet “Charlotte” gerou muita fofoca entre os corredores do Administrativo. Logo, Armando acabou abrindo tudo para Betty:

Que ele, seus pais, sua família e Catalina planejavam uma festa para comemorar um ano de casados no Clube.

Apesar de sentir-se ainda sem jeito de estar em um lugar desses, Betty sabia que desde que Betty aceitou casar-se com Armando e torna-se uma Mendoza teria que aprender a conviver com aquelas pessoas que sempre tiveram a riqueza e o sobrenome da família como maior mérito.

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Assim, conforme combinado, em torno das 15 horas, após a reunião com os novos fornecedores, Betty foi com sua mãe ao salão, preparar-se. Ela faria cabelo, maquiagem, unhas. Lá encontraram-se com Catalina. Camilita foi com elas. Umas 4, Armando, dispensou as secretárias, conforme Betty havia combinado para que se arrumassem. Elas, então, foram ao salão de beleza do Centro, que havia cedido vouchers, e colocaram-se belas para o evento da noite. Era um dos parceiros da Ecomoda. Depois, passaram na loja 1 da Ecomoda e receberam vestidos que Betty e Catalina haviam separado para elas.

—Ai, mas para quê a Betty fez tudo isso?

—Pensa bem! Ela gosta que o quartel fique bonito.

—Uma ironia! O quartel das feias! (riram)

—Mas agora não somos assim tão feias, não?

—É coisa do Seu Hugo!

—Se nem a Betty é mais feia!

—E ainda mais, seguindo os ensinamentos de Dpna Catalina -Aura Maria começou a falar- Não deixa de ser bom para a imagem da Ecomoda que suas funcionárias, secretárias do alto-escalão estejamos apresentáveis.

Elas falam, enquanto o fotógrafo da Ecomoda tira fotos e coordena as poses.

—Estas fotos, por exemplo, estarão no Informe da empresa.

—Seu Armando falou do site.

—Mas o site ainda não está bem desenvolvido.

—O dr. Gutierrez estava entrevistando um web designer.

—Ah, sabe que se ele conseguiu?

—Não sei! Por que Aura Maria?

—Estou pensando em recomendar para um amigo.

—Aura Maria! O que Freddy vai achar disso?

—Nada. Não tenho mais nada com ele. Mas é muito bom profissional, pode ajudar Ecomoda!

—Sei...

—Ai, vocês estão parecendo Inesita...

—Falando nisso, será que ela irá na festa da Betty?

—Ela disse que não perde o Aniversário de Bodas de Betty e seu Armando por nada!

—A questão é que Seu Hugo não larga do pé dela.

—Parece filho dela!

—Está parecendo é marido. Do jeito que manda. (risos)

No salão...

—E a senhora? -perguntou Catalina

—Eu o quê?

—Não quer experimentar fazer um penteado?

—Imagina, Sra. Não posso gastar dinheiro nessas coisas.

—Mãe! Eu pago.

—Betty, que bobagem. Ninguém olha para mim.

—Pois eu acho a senhora muito bonita.

—Bonita, eu? Imagina!

—Ah, agora já sei de onde Betty herdou seu jeito. Pois deixe-me ver: humm.. uma pele bonita, morena, cabelos pretos (tira do coque)

Júlia fica totalmente sem jeito. Catalina pede licença e pede para falar algo com Betty, depois elas voltam com sorrisos nos lábios

—Mamãe! Hoje, estaremos em um lugar chique com a família de Armando, sabe como é a mãe dele. Gostaria que deixasse Catalina fazer algo pela senhora.

—Não, minha filha! Não gastem tempo, nem dinheiro comigo. Ainda mais estou cuidando da menina.

—Não é desculpa, mãe! Camila está dormindo e pode ficar no moisés!

—Ainda mais, seu pai...

—O que tem meu pai?

—Seu Hermes vai ficar feliz de ver a senhora tão bonita.

—Diz porque não o conhece!

—Agora é mãe da presidente de uma das maiores empresas de Moda da América. Logo...

—Vamos mãe!

Eles fazem uma hidratação, escova, um penteado meio solto

—Ah não, filha, prende. Sabe como é seu pai!

Fazem as unhas, colocando uma base suave. E um leve rosado nas bochechas e nos lábios. Mais discreto que o de Betty, que hoje, para acompanhar seu vestido comprido azul champanhe, carregou um pouco mais a maquiagem.

—Ai, filha! Sinto-me tão esquisita!

—Está linda, mamãe.

—De fato, Betty herdou tudo da senhora!

—Só a miopia e o jeito com os números foram do meu pai! (risos) Esta risada.

Jacques havia desenhado para Betty um vestido de noite azul claro com brilho discretos no colarinho. E para Camila, a mesma cor, mas ao invés do brilho, um laço. E assim, mãe, filha e neta chegaram ao Clube naquele anoitecer. Armando, usando um terno azul escuro e uma gravata cinza, ficou maravilhado com a cena.

—Betty!

—Oi, mí amor! (beijos)

Armando segurou Camila e estendeu os elogios:

—Dona Júlia! -o genro ficou impressionado com a elegância de sua sogra, beijando-lhe a mão.

—Ai, Armandito! Estou bem?

—Sim, claro. Dona Júlia! Vê-se de quem Betty herdou sua beleza!

Dona Júlia sorriu tímida, Betty orgulhosa.

—Não disse? -Catalina comentou

E Seu Hermes, ao lado, pigarreou

—Vamos parar com esses galanteios, Dr. Mendoza?

—Imagina, Dona Júlia é como se fosse uma segunda mãe para mim!

—Deixa, Armando. -Betty arrasta-o para dentro do salão do clube.

—Não gostou, Hermes? -Júlia disse, ajeitando o cabelo e sorrindo.

—Não é que não esteja bonito, mas está exagerado. Chama a atenção e sabe que

—Ai, Hermes! Estou assim porque hoje a menina e Dona Catalina me disseram que é uma data importante para a menina e a família de Armandito é muito chique...

—Está bem, Júlia. Também não me sinto muito confortável com este tipo de terno.

—Mas está muito bem.

Logo depois de Betty e Armando adentrariam o salão.

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Notas finais
A comemoração de 1 Ano de Boda de Betty e Armando no Salão de Festas do Clube