Betty chega em casa com Camila.

—Oi, mí amor! Você demorou! -Armando a cumprimentou com um beijinho, e logo acenou para seus sogros Oi Dona Júlia, Seu Hermes!

—O que está fazendo?

—Uma macarronada!

—Não sabia que sabia fazer algo sem ser café! -riu-se

—Pois saiba que sempre fiz uma macarronada deliciosa. Ficam para jantar?

—Não, Armando, não.

—Cadê a monstrinha do papai?

—Deixa eu dar um banho nela primeiro! (sentindo um cheirinho)

Os pais se despedem e Betty vai dar banho e vestir Camila.

Depois de a colocarem na cadeirinha.

—Foi tudo bem na casa da Inesita?

—Sim. Até demais! Não adivinha quem estava lá...

—Não.

—Seu Hugo!

—Não acredito!

—Sim. Ele vai lá quase todos os dias!

—Ele não falou grosserias para você, não, não é?

—Não. Pelo contrário! Eu o achei bem assim, triste, carente...

—Como assim?

—Não sei explicar…

—Vou colocar seu prato. Gosta com molho?

—Sim.

—E ele está trabalhando em algum lugar?

—Para particulares, nada em outras empresas.

—O que me estranha muito. Ele disse que iria trabalhar para nossas concorrentes!

—Sim, mas não.

Ele lhe serve suco

—Hummm…

—O que foi?

—Isto está uma delícia!

—Viu? Seu maridão não é bom só na cama!

—Ai, Armando! -ela fica vermelha

—E não sou?

—Ai..

—Diga!

—Sabe que sou tímida.

—Depois me fala, então…

—Como foi na empresa?

—Bem, o almoço da Tegycol, normal. Eles aceitaram a proposta, reduziram custos. A Ragtela está querendo nos oferecer insumos novamente…

—Sem essa!

—Sim, disse a Miguel que sem chance, nem os forros nos interessam.

—E a franquia?

—O assistente ficou de ligar para agendar uma visita à Produção amanhã.

—Que bom, mí amor! Trouxe os relatórios para mim?

—Não, Betty! Você não me pediu. Ainda mais combinamos de não trazermos trabalho para casa! Amanhã você vê isso!

—Está bem.

Após o jantar, ficam brincando um pouco com Camila até ela mamar e adormecer. Então, o casal coloca a menina no berço e vão “brincar um pouquinho”.

—_________

No dia seguinte, o casal Ecomoda vai à empresa com Camila. Dona Júlia pegou carona com Nicolás para ir à empresa ajudar Betty a cuidar da menina.

—Olá, minha filha! Bom dia!

—Oi, mãe! -beijo- Bom dia! Que bom que chegou! Preciso começar a trabalhar e Camila só chora.

—Oi, Betty! Bom dia!

—Nicolás! Bom dia! Tem os relatórios das vendas?

—Estão com o cabeção! Ele não te entregou?

—Só chegamos juntos, não o vi depois que foi para a sala dele Vou lá! Você chegou a vê-los?

—Por cima.

—E parecem bons?

—Sim. Parece que estão!

—Ufa!

Betty vai à sala de Armando pegar os relatórios e dar uns beijinhos. E voltar para sua sala, para analisá-los.

—Ótimo. Acho que estão de acordo com as projeções!

—Betty, quer dizer, doutora!

—Fala, Aura Maria!

—É a Dona Catalina ao telefone!

—Está bem! Alô? Oi, Catalina!

—Oi, Betty! Como vai?

—Bem. E a senhora?

—Muito bem, Betty! Betty! Tenho novidades para a Ecomoda! Dei entrevista para um Programa chamada O Mundo da Moda. Inclusive vai passar hoje na TV e quero que assista!

—Tenho amiga famosa! -riu-se

—Pois é, Betty! Mas você também! Esta semana mesmo com a Revista Mulher em desfile.

—Ah sim! -Ela riu, ajeitando os óculos- Esta vai demorar a sair! Mas Reportagem de TV é outra coisa! Vou assistir sim!

—Então. Mas quero que assista o programa, não só para me ver, mas porque tem imagens e algumas modelos que já desfilaram para a Ecomoda. Tem dicas, acho que é muito bom para você e Armando assistirem.

A parte disso, os produtores me convidaram para coordenar um desfile no litoral, Moda Praia, para lançarmos Mês que vem!

—Que bom, Catalina!

—E aí que entra a Ecomoda! Quero que seja a empresa. Temos uma loja da empresa em Cartagena!

—Temos?

—Sim. Bem antiga. Está meio desativada, pois como não produzem moda praia, então, vendem lá apenas a Coleção Primavera-Verão, o que não justificaria manter a loja funcionando o ano todo, então, ela funciona apenas o Período de março a setembro.

—Ah entendi. Redução de custos.

—Então, mas a ideia é lançarmos uma Coleção praiana e de passeio. E usarmos o espaço da loja para isso.

—Puxa…

—O espaço lá é muito bom.

—A questão, Catalina é que acabamos de lançar a coleção Renascendo, e foi a última de Bettina conosco. Ela não poderá continuar…

—E não teríamos um sucessor em vista?

—Temos, o pupilo de Bettina, Jacques, ele é muito bom, mas ainda inexperiente, segundo Armando e Inesita observaram. Assim, uma coisa é colaborar com Bettina, outra é criar toda uma coleção. Não sei se conseguiria.

—Ai, Betty! Seria tão importante! Pior que em relação à Moda só trabalho com vocês.

—Vou fazer o seguinte, vou ver se Bettina poderia fazer esta coleção, ou o Jacques daria conta.

—E o Hugo, Betty?

—Seu Hugo?

—Sei que vocês não se dão bem, mas…

—A questão nem é esta, Catalina, de minha parte tudo bem. Sabe que por Ecomoda já tolerei todo tipo de coisa, mas… Aparte disso, não sei, Armando disse que Seu Hugo nunca quis produzir Moda praia, que não é elegante, essas coisas…

—Será, Betty? Pois é uma Moda voltada para Festas e Recepções em Cruzeiros e Clubes, estas coisas. Será que ele não toparia?

—Bem, vou ver com Bettina, com Jacques e te dou a resposta, Cata.

—Tudo bem, Betty. Mas tenho que responder até semana que vem! Mas a Ecomoda não pode ficar fora dessa!

—Não pode!

Betty desliga o telefone e volta a lembrar da conversa que teve com Hugo no dia anterior.

—Não posso esquecer de assistir ao Programa hoje!

Enquanto isso, Pablo, o assistente de Mercedez Velez liga para Sandra e agendam a visita às instalações da empresa para o dia seguinte.

À noite, os dois deixam Dona Júlia em casa, depois de jantarem em um restaurante.

—____________

À noite, Betty e Armando sentam na cama para assistir ao programa O Mundo da Moda na televisão do quarto do casal. No programa aparecem um monte de modelos que já desfilaram para a Ecomoda, inclusive algumas que aparecem já tiveram noites com Armando. Ele já viu várias vezes este tipo de programa, todo ano é a mesma coisa, mas para Betty isto é novidade e como presidente da Ecomoda ela passou a ver tudo quanto é programa e ler revistas de Moda.

Betty está encostada no peito de Armando, mas está demorando para acabar. Betty saboreava um suco de amora no copão com canudo e gelo, quando Camila abriu o maior berreiro.

—Ai não.

—Deixa que eu a busco, Betty, encoste aqui, vou buscá-la!

—Venha minha mostrinha! Que bom que nos chamou! Este programa que mamãe está vendo está chato, mas ela parece estar tão interessada! Preferia ver algum programa de Economia, porque ao menos aí eu não entenderia nada e ela iria querer me explicar tudinho, do jeito que só ela saberia fazer! Muito mais interessante! Pior que ela agora e entendida, e não me pergunta mais os termos, o que significa. Fica só vendo, vendo.

—-Mas o que acontece? Traz a menina!

—Ela está com fome!

—E você vai dar de mamá para ela? -riu-se

—Estava separando as coisas para fazer mamadeira.

—Quê mamadeira, o quê! Traga aqui!

—Bem, vamos lá! Sua mamãe quer te dar de mamá! Hora da alegria!

Betty deixa o restante do suco na mesinha e ajeita o peito para dar de mamar a sua filha.

Fazia quase u mês que Armando não tinha acesso àquela visão: a visão do Paraíso. Sua doce e bela Betty dando de mamar a sua princesinha, unidas. Como amava aquilo. Puxou Beatriz para encostar em seu peito, novamente, para sentir-se mais confortável, com isso, ele podia ver as duas ao mesmo tempo, uma extensão da outra. Após amamentar, Camilita adormeceu novamente nos braços de Betty e ela acomodou sua filha em seu colo e tornou a tomar seu suco até o final. Quando acabou, Armando pegou o copo e o colocou na mesinha e escorregou seu corpo pela cabeceira, antes estava só sentado, puxando Betty e Camila. Assim ficaram na sequência. O programa sobre o mundo da moda ainda estava na segunda parte, Armando já estava de saco cheio, cochilando, Betty parecia interessada. No intervalo, ele, então ofereceu-se a levar a pequeninha para o berço.

Camilita deu uma acordadinha, mas logo, acomodou-se nos colos do pai e depois no berço.

Então, Armando voltou para o quarto e Betty ainda assistia o Programa. Ele olhou para cima como há tempos não fazia. Acomodou-se e puxou Betty.

—Olha, Armando! Não é a... que desfilava para a Ecomoda!

—É... É mas não desfila mais!

—Ai, Armando! Por que ficou nervoso?

—É que.. que... Betty, era uma das que saíam comigo.

—Ela?

—Sim, Betty! Ela e a outra também!

—Dessas eu não sabia!

—Estavam na agenda! Olha, Betty! Também não me interessa estas meninas!

—Calma!

—Desculpa, Betty! É que este programa está meio....

—Mas monstro eu preciso ver estas coisas para me interar do mundo da Moda!

—Mas mí amor! Este é meu mundo desde sempre.. Eu te ensino.

—Eu sei, mí amor! Tudo que sei aprendi contigo. Mas por favor...

—Está bem, Betty! Encoste-se aqui.

Betty acomodou-se novamente nos braços dele, deitando a cabeça no peito. Mas Armando era espertão também. Deixou a blusa do seu pijama aberto. Já havia tirado a calça, ficando apenas de boxer, sob os lençóis. Betty, no entanto, não sabia. Apenas percebeu que ele tirou seu cabelo para o lado e começou a dar-lhe aqueles beijinhos doces e molhados no ombro e no braço. Logo, ele estava apertando um pouco mais forte sua cintura, com uma das mãos, alisava seu corpo.

—Armando!

—Tranquila, Betty, tranqulinha, sim. Só estou fazendo uns carinhos, sim?

—É que não consigo me concentrar.

—Tiro sua concentração?

—Sabe que sim.

—Ah, Betty! (continua alisando seu braço, sua coluna, enquanto lhe dá uns beijinhos) —Não posso lhe dar uns carinhos enquanto vê o programa? Só uns carinhos na minha esposa, inocentes carinhos...

—Está bem! (ela sabia que não eram carinhos inocentes, carinhos inocentes não a deixariam tão arrepiada como estava, apesar que só a proximidade de Armando já era o suficiente para deixá-la arrepiada.)

Agora, ela tentava ficar com os olhos abertos e não deixar-se levar pelas carícias dele, mas sua pele começou a transpirar ao ouvir a respiração de Armando cada vez mais acelerada. Apoiada com a cabeça em seu peito, sentada em seu colo, não pôde evitar de sentir o volume do desejo dele crescendo em suas pernas; sentindo que ela percebeu, deu-lhe um beijo.

—Desculpe, mí amor. Mas sua pele é doce. Me perdoe. Sei que está ocupada, mas se quiser, pode ver o programa enquanto faço-lhe o amor nesa posição.

Disse-lhe tentando parecer inocente, mas seu rosto estava bem levado, começando a baixar as calças do pijama dela, enquanto com a outra mão o habilidoso Armando Mendoza já desabotoava os botões da camisa.

—Mí amor!

—Sim,Betty?

—Mí amor! -Betty começava a perder o ar, suspirando

—Betty?

(Enquanto deslizava os dedos por sua dellcada pele: pelos braços, costas, corpo, pernas ele já havia delicadamente tirado sua calcinha, já havia colado-se em Betty, fazendo com que ela desse um leve gemido.)

—Tranquila, Betty! Pode ver seu programa que cuido de você! Te amo!

(Mas quem¿)

Logo, Betty tirou seus óculos que já estavam embaçados e fechou os olhos para curtir todo o amor que ele lhe fazia, virando o rosto para beijá-lo, com muito carinho.

—Não vai ver seu programa? (cochichou em seu ouvido) Que pena. (cínico)

—Você é muito mais interessante! (E continuou a beijá-lo)

Então, ela continuou a possuí-la naquela posição, sentados na cama até chegarem ao clímax.

—Minha Betty! Minha doce, Betty! Creio que esta só havíamos feito na cadeira da presidência, não? (Sentados)

—Sim, meu doctor! Foi muito lindo!

—Sim, sempre muito lindo!

Logo, escorregaram pela cama e Betty apoiou a cabeça em seu peito, beijando-o na boca, enquanto ele a apertava contra si, como se ela um dia, pudesse fugir.

O programa ainda ia para a parte quatro.

—Ainda dá tempo de ver a parte final.

Já não me interessa mais! Ela olhou-o de jeito, como quem diz “Te desejo, Armando Mendoza!”

—Não? (Ele fingiu não perceber seu olhar)

—Não, estava meio parado, chato.

Então, ela desligou a tevê e se beijaram ardentemente, para logo, cederem ao apelo de seus corpos de fazerem amor de forma mais apaixonada e flamejante.

—Aiii, eu te amo, Armando Mendoza! Te quero assim!

—Beatriz, Minha Betty! AIII Está muito bom, Betty! Posso ir?

—Sim, meu amor! AIII!!!

—Diga o que gosto!

—Sou sua! Só sua para sempre te pertenço! Faça o que queira de sua Betty!

—A quero amar!

—Ame como eu te amo e sempre te amei!

—Sim, te amarei para sempre mais do que minha vida, enquanto eu viver!

E a beijou de forma apaixonada, com seus corpos colados na mesma dimensão de pele e sentimento, até chegarem novamente ao prazer máximo.

Enquanto se acalmavam, ainda grudados ficaram se contemplando e conversando.

—Me sinto nas nuvens, doctor!

—Sempre, Betty, sempre!!!

—__________

Notas finais
Dormiram abraçados em conchinha. Estão gostando? Comentem, sugiram.