Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
109 Capítulo 108 Em Ecomoda, tentando fechar negócio
No dia seguinte, Betty e Armando chegam sorridentes à Ecomoda, aos beijinhos, com Camila e Dona Julia, que pegaram na casa dos pais de Betty e tomado café com os Pinzón e Nicolás.
Depois de resolver algumas questões laborais, os dois saíram para almoçar junto com Dona Júlia e Camila. À tarde, Armando aguarda Mercedez e Pablo para apresentarem a empresa.
—Sandra! -Chamava Mariana à Sandra, no telefone interno
—Sim?
—Aqui há uma senhora de nome Mercedez Vélez, disse que tem hora com Dr. Armando!
—Sim, é verdade! Pode deixá-los subir!
Sandra avisou a Armando.
—Ah que bom, Sandra! Quando chegarem, acompanhe-os à minha sala!
Na recepção, Freddy e Wilson conversavam sobre a beleza da bela senhorita que visitava a Ecomoda.
Freddy colocou spray na boca para limpar a garganta e ofereceu-se para acompanhar Mercedez ao executivo.
—Pode deixar que a acompanho! E o senhor, quem é?
—Pablo, assistente de Dra. Mercedez, seu acompanhante!
—Então, permita-me, pois eu conheço Ecomoda como a palma de minha mão. Vou-lhes mostrar a administração! -sobe com eles ao elevador
Quando Mercedez chegou, a morena alta de vestido vermelho chamou a atenção do quartel.
Era magra, mas seu corpo era curvilíneo, torneado, tinha a pela morena, os cabelos cumpridos e cortados em camadas caídos sobre os ombros. Bertha e Sofia se seguraram e olharam-na de cima abaixo.
Sandra mal a encarou, pois já a conhecia, apenas cumprimentou-a, assim como a seu assistente e os encaminhou à sala de Armando.
—Freddy que seguia bem atrás de Mercedez, admirando-lhe a anatomia, acordou do transe ao perceber que a porta fechou bem em sua cara.Logo disfarçou. Aura Maria viu a cena e correu em direção à Sandra, Bertha e Sofia.
—E esta, quem é?
—Ah é uma empresária interessada em adquirir uma franquia da Ecomoda!
Freddy tentou disfarçar, indo ao encontro de Aura Maria
—E tudo bem, minha rainha?
—Idiota!
—O que fiz?
—Caia fora, Freddy! -ordenou Sandra.
Então, ele desceu rapidinho
Do lado de dentro da sala....
—Como tem passado, senhorita Veléz! –Armando esticou a mão com um sorriso largo
—Armando! (dando-lhe um beijo na bochecha) Analisei o material que me deixou e estou realmente impressionada!
—Ah que bom!
—Estou ansiosa para conhecer tudo o que pode me mostrar! Pablo tossiu
—Da fábrica, digo.
—Sim, sim, vou só fazer uma ligação. E vamos!
—Betty! Srta. Mercedez Vélez chegou, vamos à Produção!
—Ah sim, mí amor! Mas estava dando de mamar à Camila agora que pude me sentar para trabalhar!
—Mas Betty gostaria que fosse comigo mostrar as instalações!
—Ai, mí amor! Estou cheia de serviço aqui.
Armando passa com Mercedez para pegar o elevador e desperta a atenção do quartel, pois apesar de mal conhecê-lo já o trata pelo nome e é toda-sorrisos. Quando eles descem o elevador.
—Esta aí é perigosa!
—Será que Betty sabe disso?
—Betty!! Betty! -As meninas abrem a porta da presidência
—O que foi, meninas?
—Podemos falar?
—Pois falem! Estou terminando um relatório!
—Sabe que uma empresária está visitando Ecomoda?
—Sim, claro. Uma empresária mexicana que está interessada nas franquias!
—Acontece que não sabemos se é só nas franquias que ela está interessada...
—Como assim? Em que mais estaria?
—Ora, Betty! No Seu Armando!
—Não, meninas! Não comecem com isto, está bem?
—É que você não viu como está vestida!
—E como é bonita, cheia de curvas!
—O Freddy ficou abobado por ela e na minha frente!
—O Armando me avisou que viria, inclusive me convidou para que mostrássemos a fábrica juntos!
—E por que não vai, Betty?
—Meninas! O que ocorre é que tenho muito trabalho aqui! Seu Roberto espera este relatório para amanhã!
—Ora, Betty! Eu te ajudo. -ofereceu-se Sofia
—Mas tem que ir, antes que esta bandida...
—Meninas! Eu confio em Armando! Sei que não vai acontecer nada!
—Betty!
—Por favor, meninas! Não é meu estilo vigiar Armando! Não posso agir assim.
—Você que sabe, Betty!
Elas saem da sala, deixando Betty trabalhando no computador e ao lado Camilita com Dona Júlia.Mas lógico que Betty não está conseguindo se concentrar.
—Filha!
—Que foi, mãe?
—Armandinho não a chamou que o acompanhasse na visita?
—Sim, mãe, mas...
—E suas amigas disseram que a visita é um moça bonita?
—Sim, mãe. -Betty já havia parado de trabalhar desde que suas amigas haviam entrado na sala. -E este é mais um motivo para eu não ir lá! Este mundo da moda é cheio de mulheres belas. Não posso largar o trabalho cada vez que uma mulher bonita aparece na Ecomoda. Tenho que acreditar que Armando me ama o suficiente ou não compensa deixar nossa relação prosseguir, mãe!
—Você que sabe, mihija!
—Aparte tenho muito trabalho para fazer aqui!
—Te conheço, mihija! Não está fazendo nada, além de olhar no computador. E creio que se te convidou é porque te quer junto dele, além de tudo, também é trabalho para a Ecomoda, não?
—Está bem!
Betty saca da bolsa uma escova, penteia seus cabelos, olhando no espelhinho e retoca o batom
—Isto! Está linda! -suspirou Júlia
—E Armando já voltou? -perguntou Betty à Bertha
—Não, está na Produção com aquela lá.
Betty desce o elevador em direção à Produção.
Ao chegar lá, Armando explicava os números, Mercedez prestava bastante atenção em que dizia e lhe lançava olhares...
—Bem, trabalham aqui cerca de 1200 empregados, 200 temporários.
—E a produção está a pleno vapor?
—Sim, atualmente em 92%, mas pretendemos chegar a 96% até o final do ano!
—E em quanto tempo chegariam a 100%?
—Bem, creio que no começo do próximo ano. O que acontece é que estamos trocando o maquinário para chegar à excelência! Mas tudo tem que ser feito com calma, Dra, Veléz!
—Pode me chamar de Mercedez, Armando! Espero que esteja certo em sua previsão; gostei da palavra Excelência. Comigo, é tudo ou nada! Se é que me entende!
Antes que ele ficasse constrangido, uma voz conhecida o chamou:
—Armando!
—Beatriz! Dra, lhe apresento Beatriz Pinzón Mendoza, presidente da Ecomoda! Betty, esta é Dra. Mercedez Vélez, a empresária que lhe falei!
Mercedez olha a sorridente Betty de cima abaixo. Logicamente, sabia que se tratava da esposa dele.
—Muito prazer!
—O prazer é meu! Seja bem-vinda a nosso país!
Eles mostraram o maquináro, as roupas sendo produzidas. Depois levaram Mercedez à sala da Presidência.
Dona Júlia que segurava Camila e dava a mamadeira à Camila, arregalou o olho ao ver Mercedez.
—Ah esta é Camilita, nossa filha! -apresentou Armando sua filha, sorrindo
—Nossa?
—Sim, minha e de Betty! -
—Ah! -comentou Mercedez
Júlia foi para o corredor para que pudessem conversar sobre negócios, mas não sem antes fazer um gesto para Betty.
A moça, bem como, seu assistente, estavam impressionados com a qualidade das roupas da empresa. Faltava acertar uns detalhes.
—Sabem que, sou uma empresária do ramo de sapatos, não?
—Sim. Pablo nos passou algo.
—Então, interessaria firmar algo em relação a isto. A Veléz Calçados tem interesse em entrar, definitivamente, no Mercado colombiano.
Mercedez propôs que a Ecomoda usasse com exclusividade os nossos sapatos em seus desfiles, uma espécie de patrocínio.
Betty e Armando se olham.
—Em troca promoveria a empresa, usando as roupas com exclusividade, mediante um abatimento a ser negociado pagaria pela franquia da Ecomoda.
Betty não estava muito contente com aquela proposta. Precisava dos números oficiais da empresa, saber quanto a Veléz produzia, quanto vendia, qual era a importância da marca no Mercado em seu país.
—Claro que tenho todos estes números, Dra. Beatriz! Prometo que Pablo os enviará por fax ainda hoje!
—Ótimo! Muito bom. Somente com estes números posso concretizar esta parte do negócio! E em relação à franquia da Ecomoda?
—Então, da mesma forma, preciso ver se há a possibilidade de fechar o outro negócio a fim de negociar as cifras, Dra. Beatriz! -respondeu ironicamente. Mas estarei no país até semana que vem, logo, creio que conseguiremos concretizá-lo! -tentando parecer simpática -Pablo, deixo isto contigo!
—Sim, o número do fax é o mesmo?
—Não, é um outro. Pode pedir à Sandra!
—Dentro de alguns meses, teremos concretizada a confecção de nosso site com os e-mails personalizados de cada setor e franquia! -Comentou Armando, orgulhoso.
—Que bom, Dr. Mendoza!
Pablo foi pegar o telefone com Sandra, enquanto Mercedez despediu-se de Betty e Armando.
—_________
Depois que Mercedez e Pablo saíram da empresa...
—É ela é durona... Estranho que não parecia! -comentou Armando
—Desculpe-me, Armando, mas a Dra. Mercedez não é durona!
—Sim. Não é?
—Não, ela está apenas querendo tornar as coisas um pouco difíceis...
—Como assim?
—Não tinha falado nada do interesse de colocar os sapatos Veléz na jogada, tinha?
—Não...
—Se tinha interesse em promovê-los aqui, por que não falou com você logo no primeiro contato, se já sabia que promovíamos desfiles?
—Não sei, Beatriz!
—Ela estava bem maleável contigo, não?
—O que quer dizer com isso?
—Ora, mí amor!
—Não, Beatriz!
—Está bem, então.
—Acha que ela tem interesse em algo, além das franquias e de promover sapatos?
—Isto é óbvio, não?
—Mas em que seria?
—Em quem, quer dizer?
Armando virou os olhos.
—Mas eu não fiz nada!
—Você não precisa fazer nada, mí amor! -colocou a mão em volta do pescoço dele e lhe deu um beijinho -Você é lindo, irresistível! As mulheres ficam loucas por você!
—Mas a única que me interessa é você! -beijo
—Vai dizer que não percebeu o interesse dela?
—Bem, sim... Por isto que a chamei para participar da negociação!
—Sim agora, entendo. E ela não é nada discreta, nem comigo presente.
—E como vamos fazer?
—Nicolás já está pesquisando algumas coisas a respeito da Veléz Calçados. Antes mesmo do assistente mandar o e-mail já saberemos alguma coisa.
—Humm... vamos para de falar disso agora, dra.?
—E sobre o quê o doutor gostaria de falar?
—Nem imagina? -afasta o cabelo dela e deposita beijos em seu pescoço.
—Minha mãe está aí!
—Dona Júlia tudo bem! Ela nos apoia! Eu tenho medo é de Seu Hermes! -continua a apertá-la e beijá-a.
(Os dois dão uns amassos, até que Nicolás adentram a sala)
—Ah, desculpa!
—Custa bater a porta, dentuço?
—Só estou aqui porque a Betty me encomendou algumas coisas...
—Ah sim, sente-se, Nicolás!
—Ainda mais, vocês não tem casa, não moram juntos para fazem estas coisas?
—Acontece que somos muito carinhosos.
—Ah, mas podem esperar um pouco, não?
—Não.
—Está bem, então, deixou-os aí! Pensei que queriam minha ajuda!
—Não, Nicolás! Armando está só brincando. Precisamos sim de sua ajuda... Precisamos que pesquise e descubra tudo que puder sobre a empresa: Veléz Calçados, uma das sócias é Mercedez Veléz!
—É esta moça que estava desfilando pela empresa agora com o cabeção?
—Esta mesmo! Ela está interessada em adquirir uma franquia da Ecomoda, mas quer fazer parceria om os sapatos que produz!
—Pode ser arriscado, Betty!
—Por isto mesmo queremos ver se seria vantajoso para a Ecomoda! Qual o porte da empresa, quanto vende por ano, qual sua posição no mercado nacional e latino-americano. Se eles tem ações, se prezam os empregados. Quanto tempo estão por aí, com que frequência realizam desfiles, se investem em propaganda e etc...
Nicolás anota tudo.
—Sim, Betty! Acho que sei o que quer. Para qiuando?
—Para daqui a pouco!
—Betty, mas não me pediu para fazer o relatório?
—Ah não. Já comecei a fazê-lo!
—E o cabeção vai te deixar trabalhar?
—Vai sim. Ele também tem um monte de coisas para fazer!
—Então, vai trabalhar, Dr. Mendoza!
—Olha só! Você é um folgado, molenga! Pensa que é o quê? Uma versão jovem do Seu Hermes?
—Não, este vai ser você daqui uns anos com minha afilhada! Já estou até vendo-o com colete e cobertor, esperando-a voltar do encontro com o namorado como Seu Hermes fazia com vocês dois! Haha! Já estou até vendo!
—Ora, seu!
—Rapazes! Vamos começar a brigar de novo?
Nicolás, apesar de se dar bem com seu cunhado, gostava de provocá-lo, pois sabia que não poderia fazer nada mais com ele. Betty colocou a mão no queixo, pois com estes dois bagunceiros,, com certeza, a conversa iria demorar.
—Ah, e se trabalhar é fazer o que o "Doutor Mendoza" faz eu também quero, Betty! Quero uma mulher bonita, pode ser inteligente também, como você, mas se não for, não tem problema! Ou um trabalho assim, das "franquias". Chega de ficar no escritório, quero viajar por aí como ele fazia para vender franquias da Ecomoda!
—Te propus que fizesse isso e não quis. E agora estou treinando Sandra!
—Ah que não sabia que era assim! O que acontece que só tem mulher bonita: é venezuelana, equatoriana, agora esta.
—E tem o chileno que parece o Gutiérrez!
—Exceções, cabeção, exceções!
—E clientes da mesma forma!
—Eu sei, mas...
—Vai trabalhar, Nicolás! Vou para minha sala também!
—Então, vamos!
Tchau, Betty! Bom trabalho! -Falam juntos, ela balança a cabeça, rindo e saindo da sala
—Bem, Betty! Vamos nos concentrar! Tenho que terminar este relatório!-Falando consigo mesma
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