Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
181 Capítulo A pechincha
Além dos dias da semana, os sábados também são de trabalho em Ecomoda. De modo que Betty não achava uma forma de conseguir surpreender Armando. Pensou em fazer em seu aniversário, mas lembrou-se que havia programado uma festa com amigos e familiares pelo aniversário dele pela inauguração de seu novo apartamento na Zona Norte, perto do Parque da 93. Nunca pensou que viveria ali algum dia. Gostava de viver em sua casa, a mesma que adquiriram quando casaram, mas o apartamento era bem maior com dois pisos, elevador privativo e ficava bem mais perto da empresa, o que permitiria que acordassem mais tarde, e isto lhes agradava, já que as noites praticavam "muitos esportes" e uma hora de sono a mais não era dispensável.
Foi uma pechincha. Um bom apartamento naquele local, aguardando apenas uma boa reforma para ficar com jeito familiar e o toque feminino de Betty, auxiliada por Cata, como diria Armando.
Já a casa que haviam adquirido quando casaram, alugariam (Betty até pensava em colocar seus pais para viverem lá, mas Sr. Hermes Pinzón turrão como é, não quis deixar de morar na casa de Palermo, assim, o casal concordou continuar a morar onde estavam, até a reforma do apartamento ficar pronta), já o apartamento de solteiro de Armando continuava alugado. Armando não queria desfazer-se dele, pois sonhava em ver sua irmã e seu sobrinho morando ali.
—Isto é uma loucura, Armando. Podemos dar a casa como parte do pagamento.
—Não pretendo fazer isto, Betty. Gosto da casa, passamos momentos maravilhosos aqui. Quem sabe Camilinha possa vir morar aqui.
—Quando se casar? Ojojoj
—É infelizmente isto vai acontecer um dia. E como eu não creio que o (colocou a mão no coração) marido dela queira morar conosco, eu até gostaria.
—É mas não quis morar com meus pais...
—Entenda, Betty.
—Não é uma crítica. Tampouco eu quis oj oj oj não daria para fazer as coisas que faço contigo!
—Como o quê?
—Como isso (o agarra pelo terno e o beija)
—E o que mais?
—Isso! (tira o terno dele)
—Ah! E eu poderia fazer isso? (Tira o casaquinho dela)
—Não. Nem eu isso! (Tira a gravata dele, desabotoa sua camisa e começa a mordiscá-lo)
—É uma espertona! Também acho que não poderia fazer isso. (Sobe a saia dela, rasgando a meia para ter contato com sua calcinha)
—Ah! Seu levado!
—Você que pediu! (afunda a boca nos seios dela que já estão pulando para fora do sutiã, com os mamilos duros para serem lambidos)
—Seu pai também não ia deixar que te tomasse assim nas paredes da casa dos Pinzón. -Ele a encosta na parede.
—Nem que desonrasse a filha dele, amando-a assim. AIII!!
—AAIIII Mulher me enlouquece!
Depois de amar Betty com paixão e agressividade tendo suas pernas entrelaçadas em seu corpo, meio vestidos, nas paredes da sala de estar, a leva no colo para a cama onde continuam a se amar com beijos, abraços e ternura.
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No outro dia...
—Mas a casinha de vocês é tão boa, como que já vão se mudar?
—Ai, dona Catalina, sei que Armando só me comprou esta casa para fazer minha vontade, mas a verdade é que os vizinhos ficam nos vigiando oj oj oj e acho que sempre ficou desconfortável com isso. E vi como ficou apaixonado pelo duplex de elevador privativo. Sabe como Armando é luxento e foi acostumado com o bom e o melhor. Me admiro de não querer morar na Mansão.
—Também lá é muito longe!
—Sim, um dos motivos é que o apartamento fica perto da Ecomoda.
Fica mesmo. Mas aí vão fazer o quê com a casa?
—Colocar para alugar, eu queria que colocássemos à venda ou déssemos como parte do pagamento, mas ele não quer. Mas o que achou do apartamento, Catalina?
—Bom, espaçoso. bom que tem elevador privativo.
—Neste ponto bom mesmo Oj oj oj pois o Armando... (Betty fica vermelha e percebe que falou demais).
—Vou fingir que não entendi.
Betty fica ainda mais vermelha, pois se lembrou da fantasia de Armando de fazer amor no elevador lembrou-se quantas vezes Armando não esperou chegar nem no andar para começar a acariciá-la. Mas procurou disfarçar
—Me ajuda, então a comprar umas coisas para o apartamento?
—Claro.
—É que é a pessoa com mais bom gosto que conheço e conhece muita coisa.
Assim, as duas foram até o Centro Comercial, onde passaram a tarde, escolhendo algumas coisas, não muitas, pois iriam levar tudo da casa que tinham. Mas escolheram cortinas, vasos, estantes para a sala da biblioteca, já que amavam ler.
Em uma das lojas que passaram vendiam roupas populares.
—Catalina, vou dar uma passada nesta loja.
—Não acredito, o que vai achar aí.
—Ai, dona catalina. Não me pergunte. Por favor, ou não vou ter coragem. Mas meu marido é uma louco e tem umas manias bem esquisitas.
—Diz algo como sadomasoquismo?
—Catalina!
—Ai, Betty, isto é mais que normal.
—Até que não tem tanto disso. Oj oj oj umas coisinhas só. Mas ai oj ojoj
—Não precisa ficar assim, Betty. Sei que se ama e se desejam e já fui casada e sou mais velha que você, sei das coisas. Mas diga o que o Armando quer aprontar dessa vez?
Betty conta a fantasia de Armando e a mulher quase cai para trás.
—Olha, esta é a primeira vez que ouço algo assim, mas é justificável, por tudo que passaram. O romance de vocês foi diferente desde o princípio, mas não sei onde podemos achar roupas assim.
—Eu sei. Oj oj na verdade comprávamos mais em bazares ou ganhávamos, mas doei quase todas minhas roupas e só fiquei com uma. Mas tem uma das minhas favoritas, um vestidinho marrom que ganhei quando fiz 20 anos e foi comprado em uma loja daqui. De repente, ainda pode ter algo parecido.
—Está bem, vamos ver. Só faltava essa, depois de eu fazer de tudo para reconhecer-se bonita, te ajudarei a voltar ao antigo look. Mas tudo para uma boa causa! -disse com jeito pícaro.
E não é que ela acha a peça que queria? Não exatamente igual, mas no estilo do vestidinho marrom: Um vestido azul escuro, estilo jardineira, o qual compra dois números acima.
E olhando mais para frente, encontram uma blusa gola rolê listrada azul claro e escuro.
—Olha lá, parece as que tinha quando te conheci. Só você mesmo, Betty! Veja lá se não vai se apegar de novo ao estilo!
—Nâo tem jeito, Catalina oj oj oj Só pelo "Seu Armando" mesmo. Aempre desconfiei que ele me preferia feia.
—Não posso afirmar, mas assim não tinham tantos babões atrás de você. Michel, os empresários e até Daniel.
—Ai, nem me fala, tenho asco de Doutor Valência!
—Mas o Armando fica enlouquecido de ciúmes!
—Eu sei.
—No fundo ele é inseguro.
—Armando inseguro?
—Sim, eu conheço as pessoas e ele é no fundo mais inseguro que você. Você tinha segurança na carreira, nas Finanças. Já ele.
—De fato, sempre foi inseguro mesmo sendo presidente.
—Por isso, fez as bobagens que fez. Ele precisa de você.
—E eu dele!
—Por isso, acho lindo que faça isto por ele.
Não é fácil para mim, vestir-me assim.
—u sei, mas pensa que para ele é especial e vai significar muito.
—Eu ia fazer no aniversário dele, mas já combinei de fazermos uma comemoração lá em casa, para inaugurarmos oficialmente o apartamento.
—Melhor ainda fazer quando ele não estiver esperando!
Em outra loja, Betty também compra meias grossas e um sapato de salto grosso, estilo boneca.
Tudo isso, ela guarda dentro de uma bolsa no fundo da salinha onde trabalhava e agora usa de arquivo.
—Como vou fazer, não sei. Talvez tenha que pedir ajuda a Freddy para tirar tudo daqui.
Mas você, doutor, Seu Armando, não perde por esperar! Vai ter sua feia de volta em seus braços, como gosta!
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