Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
182 Capítulo 182- Ai, Seu Armando!
Notas iniciais
No dia seguinte, Betty não tem certeza se Freddy fez tudo que pediu, mas resolve confiar. Como combinado, dona Júlia convenceu o marido a buscarem Camilinha logo cedo para passar o dia lá e lógico que a mãe sabia o que ela ia aprontar e até resgatou seus antigos óculos vermelhos da adolescência, que estavam guardados na caixa de fotografias. Betty, com muita vergonha aceitou. Tudo ia bem, só Armando que estava revoltado:
—Mas por quê combinou de levarem Camilinha?
—Amor! Hoje temos mais uma daquelas reuniões com os interessados em franquias.
—Não estou sabendo de nada!
—É é que Aura Maria agendou uma ontem no último horário.
—Custava nos deixar uma semana livre? Contava ficar o dia todinho na cama descansando...Ai, Betty. Estou cansadinho. -mimoso -A semana toda e ainda estas reuniões chatas? Não!
—Como chatas, meu amor?: Se as franquias são ideia sua?
—Na verdade sua, que eu roubei! Jaja
—Não, você propôs.
—Mas você a tinha proposto para mim em segredo antes. -disse abaixando a cabeça. -Perdoa-me, mi amor?
—O que é uma ideia comparado ao fato que roubou meu coração, doutor, desde o que o vi, doutor?
—Hum! Beijinho! Mais que gostosinhos, doutora. Que tal se cancelássemos tudinho para ficarmos "descansando" aqui entre os lençóis?
—Isto é! Mas Armando creio que pode ser rápido. É um cliente só.
—Espero que não seja desses tarados que te desnudam com o olhar! Você é só minha!
—Ah prefere estas triplemamaitas como Alejandra que só faltam sentar-se no colinho do senhor, doutor?
—Nem uma coisa, nem outra! Quero fazer negócios! O pessoal não sabe ser profissional? -a puxa para perto dele — Amorzinho eu quero fazer aqui com minha esposa.
—Hum, muito bem, doutor! Mas sabe como são. Não podem ver um triplepapito como você, sabe? Fica bem difícil resistir!
—Ah é assim que pensa? Mas sou um homem casado, muito bem casado e com uma filha e todo mundo da moda sabe que vivo com minhas princesas e que não preciso de mais nada!
—Eu sei e tampouco eu preciso de algum outro triplepapito, mas...
—Ai, Betty. Está tanto frio hoje. Será que Nicolás não pode fazer esta apresentação para ficarmos nós dois juntinhos aqui?
—Agarradinhos?
—Sim.
—É tentador, doutor, mas não será possível! Primeiro, o dever depois o prazer! Não era assim que dizia?
—Por que fui dizer isto para você?
—Pois sim, para a feia Betty dizia estas coisas para se livrar dela.
—Ai, Betty, não vamos começar.
—Estou brincando.
—Que horas é esta reunião?
—Hã, meio dia. Nossa, já são 10 horas e nem tomou banho ainda. Façamos o seguinte: tenho que me encontrar com Catalina às 11 horas para pegar uma encomenda.
—Eu a levo.
—Não! Quer dizer, ai Armando, não posso me atrasar.
—Vai levar o carro?
—Não porque deixei na empresa. Eu vou de táxi.
—Não, senhora. É muito perigoso!
—Pede um do ponto, o sr. José sempre me leva quando estou sem carro.
—Mas Betty por que não pode esperar um pouquinho, para irmos juntos?
—Ai, Armando, amaria, mas Catalina tem um compromisso e não posso me atrasar.
—Está bem. Vou falar para o José te levar, mas não estou gostando nada dessa história. Vou abolir estas reuniões de sábado!
—Está bem. Podemos colocar uma vez por mês só. -beijos
—Meu amor! Já estou com saudades!
Ela lhe piscou e jogou-lhe um beijo da porta.
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Betty só respirou aliviada ao se ver do lado de fora de casa. Por pouco, Armando não engoliu a história.
—Ele é muito melhor que eu nisso! Ojojo
Assim, Betty foi com José direto para a empresa. Pois teria que se arrumar.
—_________
Para Betty não era muito fácil colocar aquela roupa larga e ultrapassada de novo. Custou a aceitar que não seria mais Betty, a feia e agora não se reconhecia naqueles trajes. E fazer uma franja falsa, muito menos. Há tempos, não cortava franja. Mas o mais difícil foi conseguir um aparelho falso. Só encomendando em lojas de fantasias. Mas lá estava. Perfeita, Betty a feia! Tal como antes, até com monocelhas pintadas.
—Será que ele vai gostar?
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Armando preparou um terno azul-marinho, com gravata combinando. Passou a famosa loção, pois depois da reunião, podia ser que Betty quisesse dar uma esticadinha em algum hotel. Sorriu, com safadeza, ao pensar nisso.
—Vai me pagar caro por esta reunião, Betty! Ah! -batendo a loção no rosto. Assim, se dirigiu à Ecomoda.
Nem pensava ele era quem ia pagar caro.
Neste dia, Wilson não estava na portaria e sim Javier.
—Javier!
—Bom dia, Seu Armando!
—Minha mulher já chegou?
—Dona Betty?
—Sim, qual outra mulher eu tenho?
—Olha, doutor, ultimamente só esta mesmo! Mas antes...
—ANTES NADA! MINHA ÚNICA MULHER! A ÚNICA MULHER COM QUEM CASEI FOI BETTY, e para você DRA. MENDOZA!
—Sim, senhor! Ela já chegou há mais de uma hora!
—E o visitante das franquias?
—Não chegou não.
—E Nicolás?
—Doutor Mora?
—Este aí mesmo!
—Vai ter reunião hoje? Não estou sabendo de nada. Mas também não chegou.
Armando estranhou.
—Estacione para mim.
Assim, passou a portaria e subiu o elevador.
O andar estava todo às escuras.
—Ué, estranho! BEEETTTYY!!! BETTYYY!!!!
Nem Betty, nem Nicolás ou uma das secretárias (pois quando tinha reunião, eles sempre solicitavam Aura Maria ou Sandra para os acompanharem.
—Será que ela já chegou? Ou este idiota do Javier se confundiu?
Foi direto para a sala de presidência e acendeu a luz.
—Ei, cadê o sofá que estava aqui?
Olhou em volta, pensando que havia mudado de lugar.
Ao passar de novo, viu a sala do arquivo entreaberta.
—Esqueceram de trancar!
Ia fechar a porta e apertar o pino, quando ouviu uma voz que vinha de dentro da salinha escura.
—Perdão, vai me trancar aqui de novo, Seu Armando?
Armando gelou, não esperava que houvesse alguém ali e ainda mais Betty. Abriu a porta de novo e lá estava ela, sentada na mesma cadeira de sempre, atrás daquele computador.
—Be- e-tty?
—Ojojo Boa tarde, seu Armando. -disse Betty, ajustando os óculos.
Armando arregalou os olhos.
Betty estava com uma salopete azul escuro, uma blusa de gola alta azul claro e escuro, óculos enormes vermelhos, sem maquiagem e com sua franja.
—Be-e-tty! -gaguejava
—Boa tarde, seu Armando! -riu com sua risada de ganso -Cancelaram a reunião com os franquiados.
—Can-ce-la-ram?
—Sim, doutor. Que coisa! Uma pena que o senhor tenha vindo à toa à empresa em um dia como hoje. ojojo
Ela se levantou para fingir que ia pegar algo na estante e ele pode perceber que ela usava o mesmo tipo de meias grossas e sapatos bonecas que usava antes.
—Você es-es-tá ...
—Feia, como sempre? Como estaria de outra forma, Seu Armando?
Ele tirou o terno e afrouxou a gravata.
—Para mim, sempre, linda!
—Oj oj oj o senhor que me vê assim!
—Isto é armação sua?
—Não sei do que fala, doutor.
—É a minha fantasia, é isso?
—Fantasia? O senhor vai se fantasiar? Espero que não seja de drag queen novamente ojojo
-Claro! BETTY! E o balancete? Está pronto ou não?
—Ai, Seu Armando! Coloquei os dados de cada ponto, as entradas e saídas, mas Ojojo ainda falta cruzar as informações. E maquiá-los!
—Ainda, Betty? Já deveriam estar prontos, não?
—Ai, doutor, fiquei preocupada em preparar a reunião com os provedores e acabei me atrasando.
—E eles acabaram não vindo, não é, espertona? Sabe, este look também te favorece! -a pega junto a ele para que ela sinta que ele está muito excitado, com sua voz rouca e sussurrada.
Aperta-a contra ele, começa a beijá-la e encurrala no arquivo.
—Ai, doutor! Tenho que terminar de fazer o balancete!
—Isto não é tão urgente agora!
—Doutor, sabe que não gosto de fazer estas coisas no escritório!
—Ah é? -beijo -Pois -beijo -a mim — me encantam! -beijo.
A segura forte com uma mão a aperta contra ele e com a outra segura seu rosto para beijá-la profundamente. A deita sobre a mesa do escritório, onde Betty só deixou coisas sem importância para que caiam ao chão, pois sabe que seu explosivo esposo ama derrubar coisas ao chão quando a quer amar sobre a mesa.
—Ai, doutor! Pode chegar alguém!
—Não vai chegar ninguém. Nada vai acontecer, além de nos amarmos. Quero Ah! Ah! -té este bendito aparelho. Ah! Este -beijo- aparelho sempre me doeu -Ah!
—Ai, doutor! Descullpe-me! Deixa que eu tire!
—Não. Quero que seja assim! Você ESTÀ PERFEITA! Que doa, que eu sinta sinta esta dor de novo, mas também studo que queria fazer e como a queroo sentir, desejo, prazer!! Ah, minha Betty!
Ele a deita sobre a mesa, aos beijos, deita sobre ela, deixando as pernas com aquelas mesas grossas a adorná-las.,
—Vou tirar peça por peça com calma e gentileza como sempre.
—Ai, doutor!
—Diga que é minha!
—Sou sua, seu Armando!
—Ah!
—Mas...
—Mas nada, espertona! Vai saber hoje o que sempre quis fazer com a senhorita neste escrit´rio cada vez que a via.
Ele a beija A deixa deitada sobre a mesa para descer por seu corpo, tira seus sapatos, beijando aqueles pés. vai tirando a primeira meia.
—Duas meias?
—Tinha que ser igual, não?
—Você é... divina!
Assim tira a outra também.
Betty a esta atura já está mohada de tanto desejo e ainda mais por ver a excitação dele que as caças mal conseguem ocultar. Sua vontade é puxá-lo para cima dela, mas sabe que tem que seguir com o jogo, provocando-lo.
—Ai, doutor! Seu Armando, sabe que é muito perigoso, pode ser nos encontrem...
—Que encontrem, Me dá iguall! Mas não posso deixá-la ir assim como assim. Hoje, verá como a quero, desejo e a amo. E nenhum homem me pode tomá-la porque é minha, Beatriz!
Assim, termina de tira aquelas meias grossas, para acariciar aquelas pernass, deixando-as em volta de seu pescoço. passa a ponta dos dedos de cada mão na perna correspondente. Sente que a pena de Betty se arrepia e contorce apertando as pernas.
Ella as separa e segue com suas carícias.
—Por que insiste em resistir, Beatriz, quando sabe que me quer tanto quanto eu e que me pertence.
—Ah...
Betty fica louca ao ouir aquelle tom dominador que ele exerce sobre ele, tal como fazia quando faziam amor e ele era seu chefe e ela apenas a assistente apaixonada.
Por um momento, sente sua mente voar e se vê como aquela adolescente apaixonada. Fecha os olhos e abre as pernas. O cheiro de sua femilidade inunda as fossas nasais de Armando que, não pode resistir mais a sentir em sua boca o doce mel de Betty.
—AHHHH!
—Assim gosta, minha espertona!
—Ah, seu Armando!
Armando não pode mais falar, apenas se lembra de quando fez pela primeira vez amor com sua boca.
—________
CONTINUARÁ
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