Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
80 Capítulo 80- Retorno de Betty à Ecomoda
Betty acordou cedo, já havia trocado Camila e a amamentado. Agora, era hora de tomar banho, separar roupa, se maquiar e se preparar para voltar à cadeira da Ecomoda.
Enquanto se maquiava, Betty lembrava da conversa que tivera com Armando, como procrastinou o retorno à cadeira de presidente da empresa, mas era chegada a hora. Conforme prometeu ao marido, preparou tudo para levar Camila à empresa. Para não atrapalhar o fluxo das coisas e não dar brechas, Betty combinou de levar Dona Júlia para cuidar da neta na empresa e chamá-la quando necessário. Por isso, a família estava cedo na casa dos Pinzón.
—Bom dia, mamãe!
—Bom dia, Dona Júlia!
—Bom dia, meus filhos! (beijo nos dois) -Ah, minha netinha! (Júlia pega no colo) Vai ficar o dia inteiro com a vovó, é?
—E o papai?
—Lá em cima! Não liguem se ele implicar, acho que está com ciúmes! -cochicha Júlia
—Ah! Chegaram! Bom dia! Quer dizer que minha neta e Júlia vão ficar na empresa hoje e eu não fui convidado¿
—Ora, papá! O senhor não precisa de convite!
—Sim, meu próprio pai o convidou para prestar serviços para a empresa!
—Acontece que mamá vai me ajudar a cuidar de Camila, papá!
—Ah, mas não é só Júlia que sabe cuidar não! Eu cuidei de você, te defendi (faz seu barulho característico) E olha que moçona estudada e trabalhadora que se tornou! Não é doutor, se encantou?
—Sim, encantadora! -Armando sorriu
—Mas você pode ir, papai! É que no momento Camilita depende de cuidados de bebê, quando for estudar, com certeza o senhor é a pessoa certa.
—Tudo bem! Estava só brincando. Mas antes de ir, sentem-se! Comam um pouco.
—Já comemos!
—Ah sei! Aquele cafezinho rápido! Não sentem-se e comam direito! A senhora está amamentando agora!
—Olha, filha! Fiz bolo! Fiz outro também para as meninas do quartel!
—Deste jeito, mamãe, elas vão querer que a senhora seja a presidente e não eu! -riu.
Depois do café, Betty deu de mamar de novo e foram para a Ecomoda.
Ao chegarem, todos vibraram: de ver Betty, de novo, como presidente, de ver Camila que cresceu bastante para um mês e dez dias e de ver Júlia, pois a mãe de Betty é muito simpática.
Na hora do almoço:
—Betty! Vamos almoçar?
—Ai, Armando! Estou com um monte de serviço!
—Mas Camila e Nicolás não cuidaram de tudo?
—Cuidaram. Mas sabe que tenho meu jeito para cuidar de tudo, não sabe?
—Sei! -beijo
—Está tudo bem, mas tenho que me inteirar de tudo! Teremos reuniões em alguns dias e tenho saber do que estou falando! Pode me chamar o Nicolás?
—Sim, claro.
Nicolás explica à Betty sobre a situação da empresa. A quantas anda a preparação para a Bogotá Fashion Week e a nova coleção. Fica sabendo que Bettina não poderá continuar, como previsto, mas deixará um de seus alunos como estilista.
Tudo corre bem, pois Júlia é excelente mãe, assim Betty pode se concentrar e chamar Betty apenas nos momentos cruciais, depois Armando a leva de volta para casa e vai para sua casa com Betty.
—Estou pensando... até que foi um dia maravilhoso!
—Muito! Estive na empresa que amo com quase todas as pessoas que amo. Só faltou meu pai e Catalina.
—Sim. Amanhã sua mãe irá de novo?
—Sim. Estes primeiros meses, preciso amamentar até os seis meses!
—Concordo contigo!
Beijos
Ao chegar em casa, Betty está exausta, logo, apenas toma um banho, troca o absorvente de resguardo e desmaia no sofá mesmo, esperando o jantar. Logo, Armando a carrega no colo para o quarto e após comer algo, a abraça.
—______________
Mas ela acorda cedo, prepara um cafezinho, um suco e começa a escrever.
Lógico que alguns minutos depois, Armando aparece na sala, pois sentiu falta de sua companheira na cama.
—O que foi, meu amor? Está muito cedo!
—Estou só escrevendo umas coisas porque minha mente não para!
—Eu sei! Mas mal voltou e já está pensando na empresa de novo? Senti sua falta na cama, por isso, acordei!
—Eu sei, mí amor! Desculpa! Se quiser, tem café. Não fiz mais coisas porque como vamos passar na casa dos meus pais, vamos ter que comer lá!
—Como disse “casa dos seus pais” está perdoada!
—Sim é a casa deles, a minha é esta. A nossa.
—Muito bem! Vejo que aprendeu. Mas diga-me o que minha presidente planeja tanto nesta cabecinha para nossa empresa!
—Ah não sei se vai achar bobagem. Mas penso em humanizar a empresa.
—Como assim?
—Por exemplo para o Natal: fazer algo beneficente, com Papai Noel contratado distribuindo presentes para os funcionários, parceria com empresas de beleza, promovendo transformações em pessoas comuns, como dona Catalina fez comigo, sabe?
—Ninguém vai ficar tão bonita quanto você!
—Hum, quem sabe!
—Não. Mas é uma boa ideia! Ajuda a promover o bom nome da empresa no Mercado como uma Empresa promovedora de Bem Estar social!
—Sim. Este é outro ponto da gestão moderna!
—Fazemos uma boa parceria também no trabalho, minha doutora! -beijo ardente
—Sempre fomos parceiros no trabalho, doutor!
—E na vida, no amor... -beijinhos
—Outro ponto que estive pensando: este bem-estar tem que ser estendido aos empregados. Lembra que estamos estudando linhas de crédito para possibilitar os empregados financiarem carros?
—Sim, uma das suas primeiras propostas como presidente, lembro-me muito bem. Não foi para frente, pois fui o único a te apoiar!
—Então, mas agora penso que podemos retomar, pois a empresa está mais estável, inclusive temos parte do apoio com os Valência.
—Sobretudo, Daniel Valência que SEMPRE a apoia!
—Amor!
—Sabemos que é verdade!
—Não faço nada para isso.
—Lógico que não. Isto é natural, é teu charme e tua competência que o fazem!
—Assim como antes a feiúra naturalmente causava-lhe repugnância! -riu-se
—Ele sempre foi idiota, o vampiro.
—Mas voltando ao assunto, acho que talvez não se oponham, sobretudo, Dona Marcela que certa vez apoiou Sofia e aconselhou Aura Maria. Creio que neste ponto posso conseguir seu apoio e através dela de Maria Beatriz!
—No que está pensando?
—Linhas de crédito para financiar estudos dos empregados em campos relacionados à Moda e Modelagem, como Design, Administração e Finanças, Contabilidade, Produção, Relações Públicas, Jornalismo, Publicidade...
—Ai ai! -lançou-lhe um olhar apaixonado
—O que foi?
—Você sempre brilhante! Consegue ser sedutora até pensando na empresa!
—É que esta empresa agora também faz parte de mim, e sou parte dela!
—Sim, Dra. Mendoza! -beijo -Uma acionista de respeito!
—Continuando... Por exemplo, Aura María sempre foi descabeçada e sem responsabilidade, mas desde que foi para a Secretaria da presidência, melhorou bastante. Ajudou dona Catalina a organizar vários eventos, sabe falar bem.
—O problema são as roupas, volta e meia...
—Isto é fácil de resolver, mí amor! O exterior se resolve fácil, o principal é o interior, o conteúdo!
—Sim, isto aprendi com você! Não ligava muito, sabe disso. Para mim o exterior era o que importava, mas beleza pode acabar, já sabedoria e inteligência só tendem a aumentar com o tempo!
—Sim, demorou, mas aprendeu! – beijo – Mas voltando... segundo o fluxo do pensamento:
A Bertha, por exemplo, manja tanto de RH quanto o Dr. Gutiérrez, mas não tem formação na área!
—Entendo onde quer chegar! Parcerias com Sindicatos, Faculdades, Cursos Técnicos. Investir na mão-de-obra qualificada, começando pelos próprios empregadores! O próprio Freddy, vejo que quer progredir, ser gerente, tem ideias boas, mas não tem formação, não tem o conhecimento técnico.
—Chegou onde queria! Acho que Freddy é inteligente, sabe se vestir e poderia ser sim um executivo se tivesse estudado. E ele ainda é jovem, poderia render!
—Quanto ao Freddy sim, talvez Aura María, pois apesar de tudo, tem um filho, mas não sei se, por exemplo, as outras do Quartel levariam algo a sério. É uma grande oportunidade, mas...
—Sim, são minhas amigas, mas eu sei. Nem todos estamos preparados para crescer, mas... todos temos que ter oportunidade para fazê-lo! A oportunidade de estudar que meu pai com sacrifício lutou para que eu tivesse! Senão, poderia ser até inteligente, mas sem o diploma, não teria como provar ou entrar em sua empresa, por exemplo. Ou vai dizer que minha formação não o impressionou de cara?
—Com certeza! Sabe que sim. Por mim, teria te colocado como assistente ou gerente no primeiro dia, mas sabe que a vaga disponível era de secretária.
—Sim. E sei! Imagina, então, feia e sem diploma? Mas, voltando: a Ecomoda está se expandindo com as franquias, parceiros e não temos no momento, um gerente de pontos de Vendas na Sede, desde que Dona Marcela se foi aos EUA. Nicolás estava cobrindo isto, mas acho que precisamos contratar alguém!
—Certamente!
—Já pensou se tivéssemos alguém que conhecesse a empresa há tanto tempo, mas qualificado, tipo a Mariana? Sei que ela não está muito feliz desde que dona Marcela a colocou na recepção, ela sim conhecia este trabalho, mas não ter formação técnica!
—Entendo. Mas olha, achei que Mariana deixou a recepção mais organizada, ela delega serviço às outras, divide o tempo. Fora que está sempre presente e animada para passar uma boa primeira impressão aos visitantes.
—Isto é! Ela disse que se acostumou um pouco e tão logo, tenhamos uma gerente, como a Dona Marcela era, poderá voltar!
—Sim! -beijou-lhe a cabeça, abraçando-a por trás -Sabe, estou animado! Já apoio em tudo, até acho que Sandra, caso queira, pode ajudar-me na questão das franquias, começando como minha assistente até se formar. Isto é se confia nela, não?
—Amor, lógico!
—Sei que deve ter ciúme de eu ter uma assistente!
—Seu bobo! -beijo
—Pois sabe o serviço, por isso falo da Sandra. Final, minha única assistente sexy é minha presidente Dra. Beatriz Pinzón de Mendoza! -beijo -Acho que Sandra, assim como as outras, não precisariam ficar a vida inteira como secretárias, podem evoluir, tornarem-se executivas, não só na sede, mas também nas franquias, nos pontos de venda!
—Captou o que disse! -Beatriz percebe que Armando também tem brilho nos olhos e o mesmo entusiasmo que ela. Logo, o abraça.
—Então, pretende já apresentar na próxima reunião de Diretoria este projeto?
—Olha, pretendo expor ao Nicolás, e elaborarmos custos, buscarmos parcerias e aí sim apresentar. Logo, por enquanto, será nosso segredinho! Nosso e do Nicolás, e no máximo, meu pai!
—Aí já não é mais segredo! -riu-se
—Ainda é, pois até está estruturado, não quero que ninguém na empresa, fora estes fique sabendo!
—A Sra. manda, doutora Monstro! Agora, venha cá! Nossa vida não é só sua empresa.
—No que está pensando, Doutor Mendoza?
—No seu resguardo! Vai até quando?
—Creio que já podemos falar sobre isso com a doutora María! Mas ainda leva um tempo já que os órgãos tem de voltar ao lugar, cessar a hemorragia.
—Eu sei, desculpe! -beijo – Sinto muita falta de unir-me a você!
—Sei, também sinto. Desde o oitavo mês, que não fazemos, mas como te disse, prometo que vou te recompensar por todo este tempo!
—Eu sei e mal posso esperar! Nenhuma brincadeirinha que fizermos pode se comparar ao fazermos amor de forma plena e sem pressa, com muito carinho.
—Desculpe!
—Não, desculpe a mim, Betty! Sou idiota! É que mesmo assim me deixa doido! -a abraça
—Eu te amo muito! E acredite que mesmo assim te desejo.
—Também te amo! Pergunto só para saber. Quando voltamos, voltaremos com tudo! -beijo – Vai valer a pena! E não é nenhum sacrifício! Sou um homem agora, e não um moleque idiota!
—Eu sei! -beijo-
—Ainda mais, como você mesmo diz: fui eu que te dei o golpe, te engravidando e te prendendo junto a mim!
—Sim... -risos
—Foi para que nunca fosse embora! Não sei viver sem você!
—Imagina, jamais vou ir embora! Embora, para onde? Se você é minha vida!
—É que já disse tudo isso e mesmo assim foi!
—Ah, mas tinha motivo, e sabe bem! A carta. Achei que estava com dona Macela, de fato, e rindo de mim, com seu amigo! Mas não tenho mais motivo para isso!
—Eu sei! E nunca os darei! É o amor de minha vida! Você e Camilita!
—E vocês da minha!
(Ele a pega nos braços e a beija.)
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