Betty já estava uma semana à frente da Ecomoda. Já havia exposto o novo Plano de Metas para Nicolás, que alertou para a observância de direitos trabalhistas, vez que agora iriam tentar parcerias com sindicatos, faculdades, além de atuarem em diversos países da América Latina, como Brasil, por exemplo, onde haviam sólidas Leis Trabalhistas, a fim de evitar futuros processos. Logo, antes da Reunião de Diretoria onde pretendia apresentar o Projeto, iria estudar com o dr. Lopéz, o advogado trabalhista que cuidara da rescisão de seu pai.

Durante toda aquela semana, a doce dona Júlia havia ido à Ecomoda, ajudar Betty e Armando a cuidar de Camila, o que fez com que toda a empresa se afeiçoasse muito pela mãe da Presidente, sobretudo as do quartel. Que com muita honra a apresentaram o Corentazo. Mas naquela sexta, apenas Armando foi para a Ecomoda, após deixar Betty, acompanhada de Júlia e Camila no consultório da ginecologista. Camila já tinha 50 dias completos e Betty já não sangrava e seu corpo, aos poucos, voltava à velha forma. Havia herdado a genética dos Pinzóns. As tias Pinzón, do alto dos seus cinquenta e poucos anos continuavam magras, tal como sua avó, que aos 65 anos, era magra como sempre havia sido.

—Ufa! -Se pudesse manter só os seios assim... acho que ele gosta! -riu-se

Ao chegar no consultório, a dra. ficou muito feliz de ver a pequena Camila, no colo de sua mãe de conhecer Júlia. A dra. verificou os exames e Betty e deu-lhe a boa notícia: estava liberada do resguardo e sem sinal de infecção urinária.

—Betty, com um sorriso de orelha a orelha, esfregou as mãos e pensou:

“Hoje, você vai se ver comigo, doutor Mendoza!”

Pegou um táxi e foi com sua mãe e filha para o shopping, comprar algumas coisas. Depois foram para a casa dos Pinzóns.

—Sim, meu amor! Estamos aqui! Pode me buscar?

Então, lá pelas 18 horas, Armando passou por lá.

—Ah não, Júlia vai fazer um cafezinho, doutor! Ou prefere um whiskinho? Júlia! Ainda tem aquela garrafa de whisky?

—Não, seu Hermes! Estou dirigindo.

—Mas o doutor tomava uns mesmo dirigindo.

—É Seu Hermes! Mas era outra vida, não tinha nada a perder. Agora, tenho Betty e Camila. Não posso colocar a minha vida em risco, muito menos as delas. Por isto, prefiro um cafezinho!

—Pois faz muito bem, Armandito. -Júlia, muito deleitosa com o genro

—Perdi meu parceiro, então?

—Não, meu sogro. Um dia desses à tarde, passamos o dia e tomamos uns tragos! Aliás, quero combinar com vocês de irmos um dia ao clube! Deixa Camilita crescer um pouquinho.

—É aquele lugar de gente rica, doutor? Não sei se saberia como me comportar, tampouco me sentiria à vontade!

—Ora, Seu Hermes! Seriam meus convidados! Ajam naturalmente. A Betty já foi lá, é muito bonito, vão gostar. Ainda mais, meu pai é que está convidando.

—Sendo assim, sim, Armando! Não se pode recusar um convite de Doutor Roberto Mendoza!

—Aqui está, meu filho, seu café! Quer outro, Bettica?

—Sim, mamá!

—Fiz um bolo, está com fome?

—Um pouco.

—Vou trazer só um pedaço pequeno para não estragar o estômago para o jantar! -Júlia falava enquanto se dirigia à cozinha.

—Jantar? Não Dona Júlia! Não se incomode!

—Xiu... Não adianta. Ela te adora e vai ficar muito triste se não jantarmos aqui! -Betty cochichou.

—Ah meu filho! Preparei um jantar vocês! Vi como trabalham na Ecomoda e mal tem tempo para se alimentar!

—Sim, Dona Júlia! Agradeço a preocupação!

Betty sorriu para ele, que sorriu de volta.

—Onde está minha filha?

—Está lá no meu quarto, dormindo! Vou buscá-la! -Betty respondeu

—Te ajudo! Não pode descer estas escadas sozinha com a menina.

Seu Hermes havia ido ao banheiro e quando retornou não viu nem Betty nem Armando na sala.

—E onde eles estão?

—Ai, Hermes, foram buscar Camila no quarto.

—Os dois sozinhos?

—O que tem Hermes? Já estão casados e tem até uma filha!

—Eu esqueço. Como pode? No outro dia ela era uma menina descendo estas escadas, depois um dia este senhor veio ao aniversário dela, quando vi estavam noivos. Como pode passar tão depressa?

—Sim, minha mãe diz o mesmo em relação a mim, que não acredita que já sou avó!

Enquanto isso...

—Camila ainda está dormindo!

—Sim. Deixa-a quietinha. Betty, que saudades! -beijo -Te amo!

—Também!

—Não imagina como é passar um dia sem você!

—Realmente não imagino! -riu-se -Nunca passei um dia sem mim!

—Ah Betty! -beijo -Espertona! Como foi lá na médica? Está tudo bem?

—Sim.

—E aquele assunto?

—Bem, em breve! Em casa falamos nisso!

Armando ficou curioso, pois Nicolás não apareceu na hora do jantar. Logo depois...

Betty havia pedido a seu pai para que deixasse sua mãe dormir na sua casa, pois precisava muito dela. Ele contrariado aceitou, mas não queria, pois não estava acostumado a dormir sem a esposa.

—Se você quiser, pode ir também, papá!

—“Quê?” -pensou Armando

—Não, minha filha, não vou me enfiar na casa de gente estranha.

—Como estranha, papá? É minha casa!

—Desculpa, filha! Mas não é a minha! Mas se precisam de Júlia, sim, pode ir. Passo amanhã cedo para pegá-la!

—Ai, Hermes!

Nem Armando nem Hermes entendiam porque Betty precisava tanto de Dona Júlia, mas ela já tinha combinado com a mãe tudo direitinho.

Ao chegar em casa, Armando aconchegou-se no sofá e ligou a tevê, após deixar a bolsa de Camila no quarto. Então, Betty acomodou Dona Júlia no quarto de Camila.

—Fica à vontade, mãe! Não quer ver tevê lá na sala?

—Ah minha filha não quero incomodar Armandinho!

—Ele não vai ficar lá na sala, mãe! Pode ver a novela lá!

—Armando! Você deixa minha mãe ver a novela aqui?

—Sim, claro! Estou meio cansado, acho que vou descansar um pouco.

Betty e Júlia se olham. Betty pega Camila e após trocá-la, dá de mamar à filha.

—Não precisa se preocupar! Coloco minha netinha para dormir como colocava você.

—Tem certeza, mamãe?

—Tenho experiência! Agora vai lá que seu marido não está entendendo nada!

Betty ri do seu jeito característico, mas de uma forma mais envergonhada.

Logo, ao chegar no quarto, Betty separa uma camisola preta de seda e um hobby.

—Vou tomar um banho. Não vem?

—Não. Amanhã tomo, estou meio cansado. Hoje foi fogo na Ecomoda!

—Sempre é! Vou tomar banho, depois me conta! -Betty ligou o chuveiro, com o cuidado de cobrir os cabelos com uma touca, e após ensaboar-se com sabonete líquido, secou-se, passou óleo, colocou a camisola, perfumou-se

—Armando -suspirou e embrulhou-se no hobby.

Ele ensaiou ir vê-la no banheiro várias vezes, mas desistira por pensar que isto só pioraria as coisas. Não queria que Betty se sentisse pressionada, pois precisava deste tempo, conforme a Dra, Maria havia explicado para recuperar-se e os órgãos voltarem ao lugar. Logo, ao ouvir a porta do banheiro abrindo, acomodou-se na cama e fingiu estar dormindo. Betty, então, sorriu ao vê-lo, o conhecia. Sabia que ele estava fazendo apenas o que fazia todas as noites: fingir dormir, relaxando até que a excitação passasse. Então, ela apagou a luz principal, deixando apenas a do abajur e calmamente serviu as taças ao lado da cama com o vinho. Sentou-se na cama e inclinando-se sobre ele, com a taça na mão esquerda, sussurrou no ouvido dele:

—Armando!

Deu-lhe um beijo, o qual ele retribuiu ainda de olhos fechados.

—Betty! -beijinhos

Ela entregou-lhe a taça, o que ele estranhou. Logo, ela pegou a outra e como tinha deixado o laço do hobby frouxo, o mesmo, revelou parte da camisola e um dos ombros de Betty.

Armando bebeu o vinho em seco e fingiu que não estava vendo. Percebendo ela tomou um pouco de vinho (Armando estranhou, pois ela só bebe em ocasiões especiais, teria ele se esquecido de alguma? Do jeito que era pouco apegado aos detalhes. Então inclinando-se sobre ele, ela o beijou novamente.

—Armando! Hoje faz 50 dias de Camilla! O resguardo acabou... -disse olhando nos olhos dele

—Como assim?

—Lembra que te prometi que iria te compensar por todo o período de seca? -ela morde a orelha dele -É hoje, Armando!

—Você jura? Não está brincando comigo, está?

—Jamais!

—Ai, Betty! Por isto este vinho, esta camisola. Por isto, sua mãe está aqui! Para cuidar de Camila! Ai, espertona! -beijou-a, apertando-a contra si. -Planejou tudo e eu que nem bobo tentando me controlar aqui! Vai me pagar, Doutora!

—Faça o que quiser, sou sua!

—Do jeito que eu quiser, quantas vezes quiser?

—Sim, doutor! Sou sua, lembra?

—E eu sou seu!

Ele a pega e a segura com força, enlaçando-a com seu braço enorme, enquanto com a outra mão segura seu queixo, beijando-a docilmente, pois tem a noite toda para amá-la em meses. Não tinha para que ter pressa. E com certeza, tinha muito desejo acumulado por esta mulher que há algum tempo dominava seus pensamentos e seu coração. Logo, começou a descer a boca por seu pescoço, tirando o hobby para revelar a camisola.

—Esta não conhecia!

—Comprei hoje para nossa noite!

—Também é muito especial para mim, meu amor!

Ele começou a alisar aquelas costas sobre a seda da camisola. Então, percebendo que seu amado queimava de desejo, ela tirou sua camisa para ver aquele peito nu e pendurou-se para que ele se sentisse livre para fazer o que quisesse. Como amava pendurar-se naquele pescoço, desde sempre. Logo, ele foi tirando sua camisola. Estando os dois apenas de lingerie, ele passou a mão para reconhecer cada pedaço de seu corpo com as mãos e os lábios.

—Armando, por favor! -sussurrou Betty, louca de amor

—Quero tanto como você, mas primeiro, quero saborear seu corpo todo! Merece o céu!

—O céu encontro quando estou contigo, mí amor.

—É sagrada para mim, o templo do amor. Não entende? Quero contemplá-la antes de fazer amor. Fazer com você o que nunca fiz, nem nunca faria com nenhuma outra mulher, pois só você eu sei que é minha!

Então, Armando recorreu por todo o corpo de Betty, carinhosamente, com toda reverência, fazendo seu caminho dos pés à cabeça com o dedo indicador, seguido por seus lábios, depositando beijinhos molhados que a deixavam ainda mais arrepiada. Não houve pedaço que ele não explorasse.

—Te amo, Armando. Armando, mí amor!

(Ele ouvia-a sussurrando, praticamente suplicando, ao senti-lo tão perto de suas partes intimas)

—Armando, por favor... -Betty suspirava e gemia de prazer

—Aguente um pouco, Betty! Vai ser tão perfeito para mim quanto para você!

Deixando-a ainda mais louca de amor, e à sua mercê, ele sorriu deitando-se sobre ela. Ele era tão enorme, tão forte, ela se sentia tão pequena perto dele. E ao mesmo tempo, ele cabia todo dentro dela, se encaixava perfeitamente. Como sentia falta daquele peso em cima dela, sufocando-a de amor. Logo, ele a possuiu docilmente, beijando sua boca enquanto alisava seu corpo e ela o dele. Sentindo que mesmo após o parto e de toda a experiência sexual que ela desfrutara com ele, continuava sendo do jeito que ela a conhecera, ele foi à loucura. Logo, chegaram ao êxtase juntos.

—AAAAAIIII, mí amooooorrrrr!!!

—Miiiinhaaaa Betty!!!

Após terminarem, continuaram se beijando, sem sair da posição. Ela o abraçou forte, acariciando suas costas.

—Te amo!

—Não quero sair daqui tão cedo, Betty!

—E quem disse que vou te deixar sair?

—Ah, não vai não?

—Não! Estou com frio!

—Frio,é? Sabe o que você é? -segurando seu rosto, pois sabe que isto sempre a deixava delirando -Você não passa de uma espertona assanhada! -cochicando- É isso que você é! -E sempre foi!

—Não acho que sou não. Você que é muito brincalhão!

—Eu só? Fui eu que planejei tudo isso?

—Hummm... meu amor! Foi para lhe agradar!

—Sim. Sabe que é!

—Mí amor, sabe que não sou mais de mim mesma, mas sua!

—Para ser amada! -beijo -Vou amá-la minha vida toda até o fim dos meus dias, como merece, como prometi. -beijo ardente -E você usando até Dona Júlia na nossa noite de amor!

—Minha mãe desde que foi em casa e se declarou para ela, torce por nós! Antes mesmo de ler meu diário, desconfiava que te amava. -riu do seu jeito -Também não tem como desconfiar de alguém que acorda suspirando pelo chefe às seis da manhã...

—Só você mesmo!

—Também um chefe tão divino! -beijo

—Divino, é? Agora, a chefe é você! E com você eu nem durmo!

—Ai, Armando!

—Vai ver só, doutora! -beijo ardente – Conforme prometera, ele abraçou-a com paixão e logrou fazê-la sua novamente, desta vez, mais intensamente. Desde que soubera da gravidez, não teve tanta liberdade de fazer desta maneira. Betty era sua, totalmente sua esta noite.

Por outro lado, louca de amor, Betty o agarrou forte pelo pescoço, deixando as mãos escorregarem e passearem pelas costas dele. Mas o ritmo que ele impunha era tão alucinante que acabou por arranhá-lo.

—Assim, é? Quer assim?

—Sentia falta dos seus carinhos.

—E eu de tê-la totalmente a meu dispor! Diga que é minha!

—Sou sua, totalmente.

—E eu seu! -beijo

Enquanto a tomava com paixão e sentia Betty se entregar por inteiro, continua a beijar-lhe a boca e passar a mão por seu corpo. Os dois estavam suados, embora fizesse muito frio em Bogotá naquela noite. Sem aguentar mais, Betty chegou ao clímax, sendo seguida por ele.

—Ai, amor! -ele abandonou-se no corpo de Betty e se beijaram -Não diga que está pesado, pois não pretendo sair daqui.

—Não, mí amor! Fique aqui.

—Que fez aqui? Me arranhou todo! -riu

—Ai, Armando! -ruborizou-se – Estava tão bom assim? Vejo que casei-me com uma tigresa!

—Não é o tigre de Bogotá? -Betty riu, tentando disfarçar. Os dois acabaram rindo.

—É que nunca havia feito estas coisas!

—É que eu não tinha a unha tão cumprida!

—Olha só isso!

—Ai, assim fico com vergonha!

—Não tem que ter vergonha! Sou teu, são marcas de amor! Nem está doendo tanto!

—Mas se alguém ver...

—Ninguém vai ver! Uso terno o tempo todo! Nosso segredo! Agora sei como você é...

—E como eu sou?

—Excessivamente sensual, aliás sempre soube! Mas fazer isso...

—Armando!

—Que foi? -beijou-a com paixão -Quero mais, Betty!

Após fazerem foi a vez dele ao chegar ao clímax e marcar seu pescoço.

—Aiiii! Você me chupou no pescoço?

—Estamos quites, Betty! Agora tem a minha marca!

—Fez isto de propósito?

—Não. Fiz isto porque sempre quis fazer, desde a primeira vez! -deu um tapinha em seu bumbum -Por quê não gosta? Gosta sim! Gosta de tudo que seu marido lhe faz. -segura-lhe nos braços e a beija apaixonadamente– Sabe que me deixa doido!

Ela começa a rir.

—Que foi?

—Está me fazendo cócegas!

—Cócegas, é? Sei... Quer mais?

—Não. Quero tomar um pouco mais de vinho.

—Hoje é uma noite muito especial: primeiro prepara uma noite de amor tendo minha sogra como cúmplice, depois bebe vinho e na hora de me amar, me arranha! O que vem depois?

—Bobo!

—Humm... -dá outro tapinha no bumbum dela, que se ruboriza

—Armando!

—Quê? -mordendo o lábio -Sabe, espertona, esta noite você está demais!

—Vai dizer que já se recompôs?

—Não. Só daqui a pouco -disse, puxando Betty para deitar um pouco em seu peito, onde ela podia sentir o coração dele batendo na mesma intensidade do dela. Ele fez o mesmo colocando uma de suas mãos sobre o lençol que a embrulhava, onde podia sentir o coração dela.

Após terem saciado o desejo de seus corpos que não se encontravam há tanto tempo, ficaram alguns momentos calados, apenas se olhando nos olhos, sentindo o coração um do outro, enquanto contemplavam-se. Não havia necessidade de palavras, que seriam inúteis perto do que seus olhos transmitiam. Não era só desejo, paixão, loucura. Era muito mais, muito mais eterno: era amizade, cumplicidade, ternura, amor, muito amor.

Assim, agarradinhos depois de uma noite intensa de amor e paixão, dormiram abraçados.

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Notas finais
Gostaram do retorno? Estes dois são "fogo puro" DE FATO! É muito amor envolvido!