Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
75 Capítulo 75: Reveillon dos Mendoza II
Notas iniciais
No quarto, Betty, limpava Camila tranquilamente, decidiu dar um banho na menina. Betty havia trazido tudo na bolsa, além da banheirinha. Afinal, havia ajudado as Tias Pinzóns a cuidar dos netos e dos sobrinhos-netos. Imagina, se não saberia cuidar de sua bebê? E não queria incomodar ninguém pedindo coisas, preferia trazer tudo. Isso aprendera com sua mãe e sua avó materna.
Foi só quando entrou no banheiro e se viu no espelho que Betty percebeu que estava descabelada. Teve que rir.
—Só eu mesma! No meio desta gente chique, deste jeito!
A enorme sala-de-jantar parecia pequena. Dos amigos dos Mendoza, apenas os Valência não estavam lá, por motivos óbvios, embora Maria Beatriz tenha prometido aparecer, para o Reveillón. Catalina e Camila não haviam aparecido ainda.
Pareciam que eram todos europeus: os pais de Armando falavam de Londres, enquanto, os Peterssons falavam de Estocolmo (Capital da Suécia) onde nasceram e viviam e também da recente viagem ao redor do mundo. Todos pareciam ignorar a crescente crise econômica e moral pela qual o país passava.
Armando virava o olho, amava a Europa também, mas não esperava ver uma de suas ex tão cedo. Não em um ambiente familiar. Já não bastava o que passavam na Ecomoda¿ Se soubesse jamais teria concordado em vir.
—Mamãe, por que convidou toda esta gente?
—Meu filho! Você não lembra como são nossas comemorações de Ano Novo?
—Hã “Lembro nada!” -pensa É que esperava algo mais íntimo, mais nosso. Afinal, é o primeiro ano de Camilita aqui!
—Falando nisso... onde ela está?
—Betty foi trocá-la! Deve estar mamando. Eu vou verificar!
Armando sobe as escadas e encontra Betty dormindo tranquilamente e Camilita ao lado dela.
—Que lindas! -sente uma ternura invadir seu peito -Aqui está bem melhor!
Tirou os sapatos, juntou a cama e deitou-se ao lado delas também.
À noite, Carmencita bateu na porta do quarto, avisando-os do jantar, traje fino.
—Quê? Traje fino? -olhou para Armando
—Não sabia destas coisas também! Faz muito tempo que não passo o ano com meus pais!
Betty escova seus cabelos, escolhe um vestido, veste Camilita com o mesmo tom que ela. Mas ao chegar na sala de jantar, depara-se com uma cena inusitada, todos pareciam estar em um evento social no clube. Birgitta deu uma risadinha para o irmão. O buffet servia comida francesa e sueca. Armando tentava explicar no que consistia cada coisa. Margarida pegou Camilita nos braços e apresentou a neta para os convidados, acompanhado do sorridente Roberto e de Betty.
Armando ficou no sofá bebericando whisky. Neste momento, Birgitta lhe lançou um olhar cheio de luxúria, esticando a taça com o vinho que bebia, enquanto lambia os lábios.
Logo depois, Betty sentou-se ao lado dele e Armando abraçou-lhe, dando-lhe um beijo na boca. Após o jantar, Betty, Armando e Camilita se recolheram.
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Quando morava na Mansão Mendoza com seus pais na adolescência, Armando tinha o hábito de cavalgar pela fazenda. Logo, naquele 31, o nosso vice-presidente acordou cedo, cumprimentou Carmencita, tomou um gole de café e foi cavalgar.
—Bom dia!
—Oi, bom dia, patrãozinho! Quer dizer, dr. Mendoza II!
—Jayme! Para quê isso? Rico está pronto?
—Eu selo!
Enquanto Armando esperava Jayme selar seu cavalo, ficava olhando a mansão. Uma propriedade tão grande e tão pouco usada, já que moravam em um apartamento em Bogotá e seus pais em Londres. Nunca havia pensado nisso. O modo de ser de Betty estava mudando sua forma e ver o mundo.
—Pronto!
—Obrigado, Jayme!
—Soube que teve uma filha!
—Sim, a riqueza de minha vida! Não a viu ainda?
—Não!
—Então, depois venha até à casa para conhecê-la!
—Pode deixar! Armando cavalgava lembrando da infância e adolescência passadas na Mansão Mendoza. Quando voltou, Jayme o acompanhou à casa
—Oi, Carmencita! E Betty?
—Ainda não desceu, Dito!
—Ah, Jayme!
—Quer tomar o café completo agora?
—Sim, Cita.
—Bem, patrãozinho, eu vou aos meus afazeres e depois conversamos.
—Está bem, Jayme! Já tomou desjejum?
—Sim. Obrigado!
Armando senta para tomar café tranquilamente. O celular toca.
—Ah sim, Camila! Estamos aqui! Chega na hora do almoço? Está bem! Beijos! Sim, pode trazer o molenga!
Enquanto falava ao telefone, uma moça descia de camisola.
—Oi, aí sozinho?
—Bom dia, Birgitta!
—Bom dia, Army!
Armando continuou seu café sem olhar para ela.
—Onde está sua educação, Army? Não me convida para sentar?
—Senta vai! -bebendo o café e virando os olhos
—Está tomando café sozinho?
—Sim. “Não vê?”
—E onde está a...
—Minha mulher está no quarto com minha filha, eu que levantei mais cedo para cavalgar!
—Você não muda mesmo!
—Ah você está enganada! Eu mudei muito!
—Te conheço, Armando Mendoza!
—Sou um homem maduro, casado, pai de uma menina!
—Isto não quer dizer nada! Te conheço e sabe que quero dizer literalmente. Todinho!
(Ela coloca a mão na coxa dele, que tira.)
—Está doida, Birgitta? Comporte-se!
-Como me comportar perto de você? Ou não lembra as loucuras que fizemos aqui mesmo nesta casa, no quarto, na biblioteca, no quarto da piscina?
—Sim, Birgitta! Lembro-me bem! Mas tudo isto é passado. Eu era um playboy idiota que só queria farrear e você também era adolescente, agora somos adultos. Sou um homem casado agora!
—Vai dizer que por ser casado, virou santo? Você era prometido de Marcela e isso não o impedia de fazermos tudo o que fazíamos!
—Outros tempos, Birgitta! Eu não amava Marcela! Já Betty, eu a amo!
—Pensa que me convence com este discurso de bom moço? Eu sei que ainda me quer, assim como te quero! Acha que vou acreditar que virou um santo só porque casou?
—Não, não virei um santo porque me casei!
—Sabia que não! Aproveita que a tal da Betty ainda não acordou e vamos nos amar por aí!
(Ela se inclina sobre ele na mesa, abraçando-o.)
—Você não entendeu, Birgitta! -tirando a mão dela sobre ele -Eu não me tornei santo porque casei, me tornei fiel porque me apaixonei perdidamente por Beatriz! Agora, dá licença! Que já acabei meu café!
—Você não pode me deixar sozinha aqui!
(Armando ouve barulho de pessoas descendo as escadas e se aproximando.)
—Não está mais sozinha!
—Isto não fica assim! Vai ser meu de novo, Armando Mendoza!
—Nos seus sonhos, quem sabe! Porque nos meus até lá é Beatriz que está!
—Idiota!
—Que isso, minha filha?
—Seu filho que me deixou sozinha aqui tomando café!
Armando sobe as escadas para encontrar com Betty que arrumava Camilita, após dar de mamar.
—Ah, perdi a mamada!
Betty riu.
—Está com fome?
—Sim.
—Quer que te traga algo?
—Eu desço.
—Eu te trago. O que quer?
—Suco, pan de bono, café.
—Está bem! -beijo
Armando desce as escadas, procurando ver se Birgitta está na mesa ainda, como não a vê, vai até lá e pega umas coisas para levar para sua esposa. Ao voltar, a moça sai de trás da escada.
—Procurando por mim, Army?
—Mulher, qual é a sua? Já te falei!Larga do meu pé! Você é convidada de minha mãe, não minha! Me deixa!
—Você não pode me tratar assim!
Ele sobe as escadas, deixando-a falando sozinha.
Na hora do almoço, Camila chega, trazendo o pequeno Michel e Nicolás.
—Até aqui, molenga? (Armando finge não saber que Nicolás viria.)
—Ora, ora, cabeção! Foi sua irmã que me convidou para passar o ano! Seja educado!
—Ora essa!
(tapas nas costas.)
—Olá, Michelzinho!
—Pôxa, tio! Chama-me, Michel! Já sou um rapazinho!
—Já está assim, é?
—Não viu nada, Mandito! Papai, Margarida, mas onde está Betty?
—Em cima com nossa menina! Estão se arrumando.
Logo, Camila percebe que a casa está cheia de gente.
—Tem coisas que nunca mudam! Como Margarida!
—Assim é mamãe!
—Oi, Mila! Não acredito! -cumprimentou Birgitta
—Gitta! Não sabia que viria! -beijos
Nicolás cresce o olho para a tal, afinal, se gosta de loiras falsas, imagina esta que é autêntica.
—Este é Nicolás!
—Prazer, senhorita!
Birgitta sorri de boca fechada. De certa forma, Nicolás ajuda Armando, pois tira Birgitta do pé dele, ao menos momentaneamente.
—Sim, meu pai veio fechar negócios aqui na América e Margarida sabendo nos convidou! Mas você eu soube que está morando na Europa também! Onde?
—Na Suíca! -respondeu Camila
—Ah sim!
Logo, Betty desce com Camilita e as cunhadas ficam conversando, com Armando segurando Camilita. Birgitta se sentindo excluída, puxa assunto, contando das viagens e lembranças da juventude.
—Ah, e eu estava sempre agarradinha com Armando, Marcela até tinha ciúmes. Todo mundo dizia que combinávamos muito mais que Armando e Marcela!
Camila olhou para Armando, para Betty e voltou os olhos para Birgitta.
—Olha, não me lembro desta parte! Que eu saiba, meus pais sempre acharam que Armando se casaria com a Ma. Mas quem disse que os pais sabem de tudo? O destino de meu irmão era conhecer o amor nos braços de Betty!
Birgittta fica sem jeito, Betty percebe que aí tem coisa, Armando abaixa a cabeça.
“Maldito passado que não me deixa!”
Hora do almoço, Camila e Betty estão elegantemente vestidas, mas não como a família Peterssons e demais convidados.
À tarde, Catalina chega. Ela trouxe uma surpresa para Betty, um presente de Natal, mas não teve tempo de entregar-lhe. É um belo vestido de noite, amarelo e dourado.
—Que lindo, Catalina!
—Você tem vestido para esta noite, Betty?
—Até tenho, Catalina! Mas o pessoal se veste chique até para um almoço íntimo em família, imagina na noite de Ano Novo!
—Ah! Betty! Você tem que arrasar! Que foi?
—Tem uma oferecida aí!
—Quem?
—Uma menina. Parece uma boneca! Tenho certeza que já teve algo com Armando!
—Já teve?
—Ah, pelos olhares dela teve sim!
—E ele?
—Está constrangido. Ela disse que eram agarradinhos, estas coisas. Não estou preocupada, mas...
—Tem que ficar divina, Betty! Ela pode ser bonita, mas você também é, e sou testemunha que é de você que ele gosta! (Betty sorri, pois sabe que está falando a verdade.)
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À noite, Armando e Betty estão se arrumando.
—Mí amor! Vou lá na Catalina para que me ajude!
—Sim, mí amor! E Camilita?
—Imagina! Está lá com Dona Margarida e seu Roberto, mas Mila está junto!
—Sei que não está muito à vontade!
—É que não conheço esta gente...
—Posso te falar a verdade: também não conheço! (risos)
—Mas a tal da...
—Sim, a família Peterssons , eu conheço, pois frequentava a casa dos Mendoza... eram muito amigos!
—Não é disso que estou falando...
—Você acha que eu e a srta. tivemos algo é isso?
—Não não acho que tiveram algo... tenho certeza!
—Bem, sim tivemos!
—Sabia!
—Mas foi há muito, muito tempo! Tínhamos como 17 anos. Depois quando fui passar um tempo na Europa, nos reencontramos e desde, então, nunca mais nos vimos até o dia de hoje! Nunca ia imaginar que iriam convidar os Petterssons para esta comemoração, acredite!
—A casa é da sua mãe, ela pode chamar quem quiser, logicamente. O que não me desce é o jeito que a tal da Birgitta olha para você! Para ela não acabou!
—Lógico que acabou! Aliás, nunca tivemos nada sério! Foi apenas coisa de momento!
—Sei, sexo. (ela vira os olhos para cima)
-Eu não tenho nenhuma mulher na minha vida que não seja você!
—Eu sei! Mas você deixa as mulheres loucas por você quando vai para a cama com elas!
—Hummm.... -beijo -Não foi assim com você?
—Não, eu não! Eu já fiquei louca bem antes! Só de sentir seu cheiro!
—Eu é que fiquei louco quando fui com você! -A abraça forte, beijando o pescoço dela -Ai, Betty!
Eles ficam se agarrando e dando uns beijinhos, pois Betty ainda cumpre resguardo e não podem ir além disso.
—Deveria ser proibido ficar tão... sexy assim no resguardo. Estou louco!
—Ai, mí amor! Pior que...
—Eu sei! -beija a testa dela, abraçando-a forte -Você é naturalmente atrativa para mim!
—Prometo que vou compensá-lo por tudo!
—Eu sei que vai! Vou querer passar a noite toda fazendo amor contigo!
—Já passamos a noite toda fazendo. -risos
—Então, a noite, a manhã, a tarde também!
—Sei! Nunca se cansa!
—De você nunca fico cansado! Olha só! Agora, vou ter que tomar um banho frio, senhora Mendoza!
—Eu não fiz nada!
—Fez sim!
—Vou lá na Catalina!
—Sim. Vou tomar banho e me arrumar!
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