Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
76 Capítulo 76: Reveillon dos Mendoza (continuação)
Notas iniciais
Quando Betty sai, Armando começa a se despir para tomar banho.
—Olha só esta Betty! Só me beijar que já fico assim! Acho que me enfeitiçou com sua doçura! E acho que este negócio de resguardo vai demorar! Só no banho frio mesmo!
(Armando virou a torneira do chuveiro e foi pegar roupa e se despir para entrar no banho)
—Ai, Betty tem razão! Já havia esquecido como eram estas festas de Ano Novo dos Mendoza! Minha mãe acha que tudo é um evento social! Estou cansado e nem chegou o Ano Novo!
Com o barulho da água do chuveiro, nem percebeu que a porta do quarto abrira.
—Ah, então aqui é seu quarto? Já estive no que era seu.... (Era Birgitta, que já havia invadido o quarto de solteiro de Armando e encontrado Nicolás por lá e quase feito a alegria do carente amigo de Betty)
—O que está fazendo aqui, sua maluca? (Armando se cobrindo)
—Humm... Vejo que está bem preparado! Disse que não mudou nada!
—Estou assim pela minha esposa!
—Eu vi quando saiu, por isto soube que era seu quarto.
—Saia daqui, Birgitta!
—Do que adianta tudo isso? Sua mulher não pode aproveitar, está de resguardo!
—Isto não é problema seu!
—Lembra de como nos amávamos, Army? Aqui nesta casa, em Paris, em Londres? Você me disse que era sua perfeita amante! Melhor que uma atriz de filme pornô! (As suecas são conhecidas por estes filmes)
—Isto é passado! O Armando do passado falava isto para todas! Mas o Armando Mendoza de agora só tem olhos para Beatriz Pinzón Mendoza!
—Duvido! (A louca começa a se despir)
—Que isso?
—Vem, vamos aproveitar, ela vai demorar um pouquinho. Vamos nos amar, te aliviar desta coisa toda. E você poderá continuar a bancar o marido perfeito! Será nosso segredo! Eu não quero um marido, quero um amante! Você, Armando Mendoza! -Birgitta seminua já tentava seduzi-lo com suas palavras, encostando-o na parede.
Armando empurra a mulher seminua para o lado.
—Saia deste quarto, sua maluca! Ou vou falar como você é para seus pais: Uma ordinária!
—Você não teria coragem!
—Me desafie! (pegando-a pelo braço, para tirá-la do quarto)
—Você quer ficar comigo! Olhe para meus peitos! Lembra-se deles?
—E daí? Continua sendo uma mulher bonita. Mas não sinto nenhum desejo, nem nada por você!
—Duvido! Sei que está necessitado!
—Não por você, Birgitta! Não sinto nada por você, nem mesmo a desejo! Não consigo sentir isto por nenhuma outra mulher!
—Conversa! (Birgitta voou em cima dele, beijando-o na boca, encostando-o na parede.)
Birgitta é forte, alta como as nórdicas são. Tão alta e forte quanto Armando.
Neste momento, Betty abriu a porta e se deparou com aquela cena de Birgitta e Armando na parede, seminus. Ele, porque ia entrar no banho e ela porque havia se despido para seduzi-lo. Betty sai correndo.
—Betty!
—Deixe-a ir!
—Louca!
Armando tentava desvencilhar-se dela e a empurra com uma força que a faz cair no chão.
—O que você fez? Volta aqui!
(Ele volta, a pega do chão e a expulsa dali.)
—Armando! Que gritaria! Que modos são estes? -Margarida, repreende o filho, bem brava
—Pergunta para esta louca que invadiu o meu quarto para me agarrar!
—É mentira! Ele que me chamou!
Armando saiu correndo atrás de Betty, que encontrou Catalina pelo caminho.
—Betty onde está Armando?
—Lá com aquelazinha oferecida!
—Como assim, Betty? Explique-me!
(Catalina carrega Betty para seu quarto, pois sempre está disponível quando a amiga precisa.)
—Tinha razão, Dona Catalina! Um dia ele ia voltar a ser o Armando de sempre!
—Como assim, Betty?
—Ele estava se esfregando com aquela oferecida!
—A tal que me falou?
—Sim, já tiveram um caso no passado, vários revivals e agora, devem ter tido outro.
—Como sabe que tiveram algo? Pode ter sido platônico.
—Ele me disse! E agora, chego no quarto e lá estão nos amassos, na cama onde dormimos!
—Betty, tem certeza que é o que está pensando? Acha mesmo que ele faria isso contigo?
—Nós o conhecemos bem, Catalina. Sabemos que não é e se prender a uma só. A senhora mesma disse...
—Eu disse? Isto foi antes. Foi por ocasião do casamento da Marcela. Foi quando você me disse que iria se casar com ele, depois conversei com ele, convivi com vocês. Aquele homem te ama.
—Eu sei que me ama, mas estou de resguardo e sei quão insaciável e necessitado está!
—E quando ele fica, vocês fazem como?
—Bem... Faço uns carinhos -fica vermelha -Sabe que não sou muito experiente, tudo que sei aprendi com Armando...
—E ele não te pede nada, para compensar?
—Diz que não quer me importunar com bobagens e que o importante é que estejamos juntos, mas me sinto insegura neste período de resguardo, Catalina! O que faço?
—Não sou a pessoa indicada para isso, Betty! Já tive dois casamentos fracassados, mas aconselho que quando estiver com ele, intimamente, olhe para ele, sinta-o. Não diz que se entendem só em olhar, vai saber o que deseja!
—Não quero vê-lo tão cedo!
—Não, Betty! Hoje é a última noite do ano! Dia de se despedir das coisas velhas! Não deixa o sol se por sobre sua ira! (Bíblia Sagrada)
—O que faço?
Armando ouve vozes e começa a bater na porta.
—Betty? Betty, abra por favor!
—A decisão é sua: acredite ou não nele, mas enxugue estas lágrimas e ouça o que ele tem a lhe dizer. Olhe-o nos olhos e perceba que ele é capaz de trocar tudo que viveram por uma idiotice dessas!
—Eu não tenho vocação para ser como Dona Marcela, Catalina!
—Pois não acho que ele quer uma outra Marcela!
—Como pode ter certeza?
—Eu tenho mina intuição! E você também tem a sua! Você sabe se ele mudou, se seria capaz ou não. Agora, olhe nos olhos dele!
Catalina abriu a porta. E bateu mão no ombro dele como quem diz que precisam conversar.
—Beatriz! Eu sei que você viu algo e pode entender que...
Armando explica-lhe tudo o que aconteceu, Betty ouve sem olhar-lhe nos olhos.
—Escute! Eu jamais, Beatriz, te trairia com aquela mulher! -segurando-lhe o queixo, para ela o olhe nos olhos – Nem com nenhuma outra. Sei que te magoei, te fiz sofrer, antes e enquanto estivemos juntos. Que tive uma vida sexual bem ativa, mas acredita que, até te conhecer fui um homem insatisfeito, tinha que ter várias, pois me sentia vazio. Mas desde que nos unimos, nunca mais senti este vazio, nunca mais senti que faltava algo. Você me completou, me supriu o que eu precisava. Não preciso de um corpo para me satisfazer, quero uma mulher completa, a minha mulher completa. (Ela continua a olhar para ele nos olhos, mas sem fazer nada.) Bem, isto é o que tinha para dizer, desculpe-me se te magoei mais uma vez, mesmo sem ter feito nada! (Ele se vira)
—Armando!
—Sim?
—Eu acredito em você! (Ele a abraça) Quando aceitei me casar foi porque cri que você tinha mudado e seríamos um só e Camilita veio como resposta a isso, logo, não vai ser um fantasma do passado que vai destruir isso.
—Eu te amo, Betty!
—Sei que está necessitado.
—Não importa! Seus abraços, seus beijos são o melhor que tenho nesta vida! Sem eles não poderia viver. E sei o que é ficar sem eles e jamais faria algo que fizesse com que ficássemos separados.
—Sim, porque você sabe...
—Sei que é incondicional comigo, mas também sei que já passou do limite de perdoar.
—É que te quero só para mim, Armando Mendoza!
—E eu sou teu, Doutora!
—Hum... que horas que é a cerimônia?
—Será daqui a uma hora, mas temos que descer já.
—Mas o senhor tem que acabar de se arrumar!
—Eu farei!
(Os dois voltam para o quarto deles)
—Será que temos que descer tão logo?
—Eu conheço este sorriso. No que está pensando, espertona?
—Hummm..(Ela o abraça, e o beija de forma quente)
—Eu pensei que tínhamos vindo aqui para que continuasse a me vestir, mas está me despindo. Que eu saiba, você ainda está de resguardo não, ou já acabou? -ele arregala o olho, apertando o lábio, com desejo
—Eu estou, mas você não. (despindo-o)
—O que quer dizer? Beatriz, pertencemos um ao outro. Eu não quero fazer nada sem você!
—Eu sei. Mas nada impede que te faça uns carinhos para que fique bem.
—Hummm...
Betty continua a beijá-lo e a despi-lo,
—Vai me deixar louco, Beatriz!
—Não vou deixar você assim por esta casa cheio de perigos, doutor!
—Então, doutora! O que pensa em fazer a respeito?
—Hummm...
(Betty tira toda a roupa dele e deitando-se sobre seu amado, acaricia suas costas, descendo pelos glúteos, até as pernas, chegando até as partes íntimas)
—Pensei que ainda tinha vergonha!
—E tenho! (Betty estava visivelmente vermelha, Armando amava este jeito tímido misturado com assanhado dela mesmo nos momentos íntimos) Mas te amo mais que tudo! E assim como quer que seja sua, quero que seja meu, só meu!
—E sou! Venha pegar o que é seu!
—Vou!
—Seu e de mais ninguém! -Armando vira os olhos de um jeito bem diferente do que costumava fazer quando está com raiva. Virava de prazer. Sua Betty estava mesmo tendo a audácia de fazer o carinho que estava fazendo? Sentia-se quase desfalecer.
—Não aguento, Betty! É maravilhosa! Sou só teu! (puxando o cabelo dela, enquanto se contorcia de prazer) A melhor! A melhor nada, a única!NÃO VOU AAAGUUENTTTAAR!!! Pooossoooo ir?
Betty, no entanto, estava muito concentrada no que fazia para responder-lhe, apenas acenou com a cabeça para um desesperado Armando.
—AAAIIII! Eu te amo, Beatriz Pinzón Solano de Mendoza!!!
Betty recompondo-se
—Também te amo, Armando Mendonza, aliás de Pinzón!
Puxou-a para cima e a beijou
—Sempre vou te amar, não só pelo que fez hoje, mas por todos os dias!
—Agora, vamos ter que descer! Tem uma Comemoração de Ano Novo nos esperando!
—Não sei o que vou fazer quando colocar meus olhos naquela descarada!
—Pode fazer o que quiser!
—Posso bater nela? (Betty fala rindo)
—Pode fazer o que quiser! Ela veio importunar nossa paz e pode fazer o que quiser!
—Sua mãe não vai gostar! São convidados dela.
—Com ela me entendo! Eles não são nada e você é minha esposa, uma Mendoza!
—Não iria pensar que sou como sua ex? (a Marcela)
—Não, porque vai apenas estar defendendo o seu território como uma leoa desta abusada e sou seu, lembra?
—Eu não sei porquê, mas acho que fica excitado com isso.
—Fico!
—Sabia!
—Mas não é como pensa! Não fica excitado como macho que vê duas mulheres brigando por um homem. Não!
—Não é isso?
Não! Fico excitado pelo fato de acreditar em mim, me amar e me defender. Defender o que é seu! Esta Betty guerreira que vi crescer e que amo!
(Beijos)
—Bem, precisamos descer! Ou virão nos buscar!
Armando veste seu smoking de novo e Betty dá uma retocada na maquiagem e no cabelo que ficaram bagunçados com os carinhos de Armando em agradecimento ao seu jeito inusitado com que o amou esta noite.
Desceram as escadas de mãos dadas, mais cúmplices e unidos que nunca e como sempre foram.
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