Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
25 Capítulo 25: Almoço de Negócios
Notas iniciais
No dia seguinte, Armando passou na Presidência para cumprimentar Betty e avisar-lhes da confirmação do almoço.
—Sim. Estarei aguardando que me chame um pouco antes. Peça a Aura Maria que confirme no Lenoir!
—Dormiu bem?
—Sim. Por quê?
—Parece um pouco tensa. -apertando-lhe suas costas, fazendo-a sentir alívio e arrepio
—Por conta dos preparativos. Muita correria! Ai!!!
—Gosta?
—Sim.
—Hummm... -beijos -Vou te deixar trabalhar para que não se atrase.
Armando pede que Aura Maria confirme as reservas no restaurante e que adie o que não for importante da agenda de Betty e a sua com Sandra.
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No Lenoir...
Não que não estivesse interessado no almoço, ele que agendara tudo, separara cada documento, cada projeto, os convites, as notícias em um jornal, como nunca pensara em fazer. Sempre pediu que uma secretária, fizesse isso. Agora tinha Sandra, mas a moça apesar de ser prestativa, ainda era insuficiente, perto do que precisava. Visto que era muito exigente. Por vezes era necessária dar-lhe gritos histéricos para que ela, finalmente. lhe entendesse. Se gostava de fazer? Lógico que não! Mas quando via, já tinha feito. A única que lhe dava prazer em gritar era Patrícia Fernandéz, esta lhe irritava, sobretudo porque ela ainda estava ali, de certa forma a observar tudo o que fazia para manter Marcela (E por quê? Não tinha mais nada com ela! E também Daniel (com quem provavelmente mantinha um caso e era espiã de oisas da empresa, mas tinham mais nada a esconder. Ainda bem.) Pobre, Nicolás Mora! (“Ele merecia ser amado” — pensou). Sabia que nunca encontraria uma secretária, ou assistente como Betty lhe fora. E para quê? Ela agora, era sua parceira, e não havia nada melhor que isso!
O empresário chegou acompanhado de seu assistente que anotava tudo com atenção, parecia um pouco o Nicolás, mas não tinha o brilhantismo deste, pois não expunha suas próprias ideias como o irmão de sua Betty. Sua Betty estava divina com seu terninho azul-marinho, camisa social rosa com bordados ingleses sóbrios, seu cabelo de índia caía sobre seus ombros, sua maquiagem sóbria, levemente carregada nos olhos (havia chorado, Betty?) dava-lhe um ar profissional, mas sem esconder mais a sensualidade que ele tão bem conhecia, adornados pelos óculos transparentes que, nunca abandonaria, eis que faziam parte de sua intrigante personalidade de monstro das Finanças e da Administração.
No entanto, naquele dia, tal como nos anteriores, Betty parecia fria, distante e tão concentrada no trabalho. Estaria canada ou evitando-? Não sabia. Não iria expor sua relação perante pessoas que estava conhecendo agora.
O almoço foi um sucesso. Haviam fechado mais uma franquia, a do México. E negociada a preços muito mais lucrativos. Betty não havia perdido seu jeito, sua forma de pressionar e conseguir o que queria de quem quer que fosse. Quem precisava de Mário Caldeirón? Era de Betty quem precisava o tempo todo.
Quando saíram do Lenoir, Betty pediu para buscar seu carro.
—Por favor, Beatriz! Vamos no meu!
—Mas eu vim com o meu também e não posso deixa-lo aqui...
—Peço que o Freddy o busque, por favor, Betty, precisamos conversar!
—Doutor, podemos falar em minha sala.
—Acontece, Betty, que o que quero falar contigo não pode ser falado na empresa. Não quero que a Ecomoda, o quartel, assunto das franquias nos interrompam. É muito importante o que tenho para lhe falar!
Betty sentiu suas pernas tremerem.
—Está bem, doutor! Eu irei com o senhor!
Betty o acompanhou e pôs-se a ligar para o escritório.
—Aura María, por favor, peça a Freddy que busque meu carro no Lenoir! Já deixei avisado. Caso tenha algum recado, ligue para meu celular. Estou com Seu Armando. (Aura María já sabia, mas fingiu não saber)
—Pode deixar, chefinha!
Os dois entram no carro...
—Pois não, doutor? O que deseja?
—Por que está assim comigo, Beatriz?
—Assim como?
—Há dias que percebo que está fria, distante. Te fiz algo?
—Por que acha que fez algo?
—Acho que dissemos que não iríamos mais esconder nada do outro, principalmente sentimentos.
—Sim.
—Se não quiser falar disso agora, tudo bem.
—Sim, prefiro não falar agora.
Quando o carro passa pela Biblioteca Pública Virgilio Barco
—Eu vinha muito aqui quando estava na faculdade... Não podia compra-los, então, passava horas anotando tudo que precisava, tanto Nicolas.
—É um ótimo exercício mental!
—Sim, creio que isto que fez com que ficasse assim rs. Este computador humano! (risos)
—Acho que você nasceu assim: espertona. -apertando suas bochechas- Um gênio, Dra. Monstro.
Ela olhou assustada
—De inteligência! Maravilhosa! Viu como aquele tipo ficou impressionado com sua capacidade de negociação?
—Sim, vi!
—Ninguém te bate, Betty! Ninguém!
—Ainda bem que tem vieste. Não sei o que faria sem você em minha vida! -Beijo -Mas lógico que não quero passar a tarde falando de trabalho... Não foi para isso que te convidei para passar a tarde comigo!
—Para quê, então?
—Para passar um tempo contigo, ora!
—Não temos a noite para isso?
—Que isso, Betty, não somo mais um casal de clandestinos! Não podemos sair só em bares, clubes nas sombras! Somos um casal de namorados, temos que sair de dia também e não só para negócios, como almoçar com executivos no Lenoir!
—Acontece que temos muito trabalho na Ecomoda...
—Hoje não temos nada especial... eu verifiquei! Podemos ficar juntos. Vamos, Betty!
Ele para o carro e a beija.
—E onde pretende me levar, Dr. Mendoza?
—Ora, Dra. Pinzón!
Ele para o carro em um estacionamento.
—Na verdade pensava em leva-la em outro lugar...mas já que estamos aqui, não percamos tempo.
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