Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
225 Capítulo 222
Notas iniciais
—Que foi? Que foi minha monstrinha? O que acontece com minha princesinha?
—Não está molhada!
—É fome, é?
Camila não quer mamar. Tentam tudo e nada.
—O que pode ser?
—Não sei.
—Podíamos ligar para a pediatra.
—Estas horas?
—Acho que vou ligar para mamãe. Mãe?
—Betty? O que acontece?
—O que foi, Julia? Algo com a menina?
—Não sei. O que foi, minha filha?
—É Camila, mãe! Já tentei de tudo. A menina acordou chorando, não está molhada, colocamos para arrotar, não tem fome. Passamos pomada para os dentes. Mas continua a chorar.
—Hum, pode ter tido um pesadelo.
—Pesadelo? E bebês tem isso?
—Sim, claro. Você tinha muitos. Mas ela logo vai se acalmar. Basta abraçá-la, fazer carinho, dizer que está aí.
—Pode deixar, mamãe. Grata. Desculpe-me por ligar estas horas.
—Imagina. Sempre estaremos aqui por vocês.
—Grata, mãe!
Betty desliga.
—O que ela tem?
—Mamãe disse que podem ser pesadelos.
—E bebês tem isso?
—Perguntei o mesmo! Ojojo! Pais de primeira viagem. Podemos dormir com ela em nosso quarto?
—Sim, claro! Neste caso, durmamos de pijamas completos.
—Te amo, Armando, por compreender.
—E como não? Se nossa filha precisa.
Assim, eles passam a primeira noite com a filha entre eles, abraçadinhos.
Betty, ao acordar vê pai e filha abraçadinhos e agradece a Deus por ter uma família tão linda. Lembra do que dona Margarida lhe disse e pensa que não perderia nada por tentar.
—Lembra de quanto medo teve de melhorar o visual? O mesmo medo que sente agora. Será que dona Margarida tem razão? Será que Armando se importa que não sou uma mulher como as outras que conheceu? Será que o envergonho?
Assim, à tarde, resolve depois de uma reunião na empresa, comparecer na hora combinada.
—Boa tarde, sou Beatriz de Mendoza!
—A nora de Dona Margarida Mendoza Saenz?
—Esta mesma!
—Seja bem-vinda! Ela já está chegando, mas deixou tudo marcado.
—Marcado?
—Sim. Não sei se já ouviu falar da Escola das damas.
—Escola das damas?
—Sim, é uma espécie de escola das princesas, creio que já ouvi falar sim.
—Só que a escola de princesas seria para senhoritas até 17 anos e depois temos a Escola das damas, tanto para senhoritas, quanto para senhoras, tendo ou não sido aluna da escola de princesas, poia é um intensivo no caso das damas.
—Entendo. Mas do que consiste?
Betty não pode crer. Não sabia que poderia existir um curso que ensinasse mulheres crescidas a se tornarem damas da sociedade, desde a hora que acorda até a hora de dormir, como sentar, como sentar, como vestir, como atender o telefone, como falar, como andar de sapato alto, como colocar uma mesa, como receber visitas e etc... Nunca pensou que uma dama da sociedade tivesse que aprender tanta coisa.
—No entanto, nem todas sabem como se portar!
—Não basta dinheiro e sobrenome, querida! Muitas tem menos classe que uma mulher do povo. Gritam, fazem escândalos.
Betty lembrou-se de Marcela.
—Ah sim.
—Olá!
—Dona Margarida!
—Desculpe o atraso, mas tive que ver coisas com Roberto.
—Explicamos algumas coisas para ela.
—Espero que não esteja assustada.
—Sim, um pouco Ojojo!
—Não é tão difícil quanto parece, Beatriz! Se eu aprendi, você que é muito inteligente, pode aprender.
—Mas a senhora já cresceu neste meio.
—Nada é como parece, não pense que sempre fui assim.
—Ai, dona Margarida, não sei.
—Tenho certeza que não vai se arrepender e se achar que não precisa de nada do que aprendeu, é só não usar, mas te garanto que não vai se arrepender.
—Vou aprender a andar em um desses? -aponta para os sapatos de salto 10, bico fino.
—Como se tivesse andado a vida toda!
—Ah, mas sou muito atrapalhada.
—Era, querida.
—Ojojo! Vocês não me conhecem!
—Pois depois que acabar verá o inacreditável.
—A transformaremos na dama com mais classe de toda Bogotá!
—Até mais que sua sogra!
—Pois que façam, Beatriz é a esposa de meu filho!
—Ah não sei.
—Será como quando se transformei de seu antigo estilo.
—Tive tanta medo como agora.
``E se Armando não gostar mais de mim?``
Betty fica pensando.
—E então, Betty?
—É uma loucura, mas topo o desafio!
—Assim se fala senhora Mendoza II!
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