Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

219 Capítulo 216 -De boas intenções..


No domigo, Bettye Armando cumpriram os planos que queriam que era ficar na cama a manhã inteira, dormindo e fazendo coisinhas e à tardinha foram passear com sua filhinha no Parque. Era um parque bem próximo ao apartamento onde iriam morar. Queriam se acostumar à vizinhança.

Ao voltarem para casa, comeram algo rápido e prepararam as coisas para o dia seguinte.

A segunda iniciou como um dia daqueles típicos dias da empresa, com reuniões com provedores, queixas das modelos, fofocas das secretárias, se não fosse a visita de Margarita.

—Boa tarde!

—Boa tarde, dona Margarida! -disse Aura Maria.

—Minha nora está?

—Sim, assim como seu filho estão na Presidência!

Aura Maria anuncia e a reina passa.

—Boa tarde!

—Mamãe! A que devemos sua visita?

—Diz como se nunca visitasse a empresa.

—Bem, é que desde que nos casamos não tem vindo aqui. Deve ser porque não pode ver Marcela.

—Mas que comentário horrível, Armando. Se não vim à empresa, tampouco vim à Colômbia, mas por causa da doença de seu pai.

—Agora ele está ótimo.

—Seja bem-vinda, dona Margarida! Deseja algo,? Chá? Café?

—Um chá, se não se incomodar.

Assim, Betty liga para o refeitório para que tragam chá e café acompanhados de fatias de bolo inglês.

—Uma delícia!

—O motivo de minha visita é que queria convidar Betty para uma passeio.

—Eu?

—Sim. -Betty olha para Armando.

—Mas por quê, mamãe?

—Ora, desde quando uma sogra não pode convidar sua nora para passear?

—Pode, mamãe, mas é que...

—Não reclamou que eu não dava a mesma atenção à Betty que à Marcela?

—Eu disse isso?

—Roberto me disse. E reconheço que era verdade. Desculpe-me, Betty, mas é que Marcelinha era como uma filha para mim. Mas..

—Betty é a mulher que escolhi para ser minha esposa!

—Sim. ainda dá tempo de termos boas relações. É a mulher de Armando, mãe de minha netinha.

—Não está de acordo?

—Sim, claro. -sorriu Armando -É meu sonho que duas das quatro mulheres mais lindas e importantes de minha vida se deem bem.

—Ah é? Q que outras mulheres são estas?

—Vocês duas e as duas Camilitas, minha bela gênio ciumenta! -beijo

—Mas estas já são pontos em comum.

—E que tenhamos mais pontos. Aceita, então, Betty?

—Claro, dona Margarida, é meu maior sonho.

—Então, creio que Armando não se opõe que tentemos nos aproximar.

—De modo algum, mamãe! Betty?

—Claro que não. Também é meu sonho, OJOJO!

—Poderíamos começar com um jantar na casa dos Pinzón.

—Ér, poderíamos deixar mais para frente, quando viermos com mais calma, vamos ficar poucos dias. -disse Margarida.

—Claro, poderíamos, ao invés de irem a Palermo, um bairro ao qual não estão acostumados jantarem em nossa casa. -ofereceu Betty ao que Armando concordou

—Sim, Armando, falarei com seu pai sobre isso. -disse Dona Margarida. -Aparte disso, quero que venham jantar em nossa casa esta semana.

—Será um prazer.

—Bem, mamãe, fica à vontade, tenho que ligar para as franquias.

—Está bem.

Era tudo o que queria Dona Margarida: estar sozinha com Betty. Não que tivesse más intenções, pelo contrário, em sua cabeça, suas intenções eram boas, melhores impossível.

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—Betty? Almoçamos juntas?

—As duas?

—Sim.

—Está bem, dona Margarida. Vou pedir à Aura Maria que reserve.

—Poderia ser no Lenoir?

—Claro. Após falar com a secretária, Betty continuou trabalhando, fingindo não estar incomodada com a presença da senhora.

À hora do almoço, as duas se dirigem ao lenoir.

—Aura Maria, irei almoçar com dona Margarida, caso necessite algo, me chame no celular, sim?

—Sim, Betty, quer dizer, dra. Ah, o diretor da San Remo acabou de ligar para cancelar a reunião.

—E a de Armando?

—As de don Armando seguem em pauta com novos franqueados. -disse Sandra.

—Ok!

Betty foi à sala de Armando, que falava no telefone e sorriu-lhe.

Ao desligar.

—Armando, vou almoçar com sua mãe no Lenoir, sim?

—Uma pena que não possa acompanhá-las tenho reunião com o franqueado da Guatemala.

—Estou sabendo.

—Mas aproveite bem, héin, minha espetona. -disse dando um soquinho carinhoso em seu queixo. MInha mãe sabe ser agradável quando quer.

—Só espero ser o mesmo para ela.

—Você sempre é. Que foi? Está desconfortável de sair com ela?

—Não ojojo só é estranho.

—Acha que ela tem alguma má intenção?

—Não, imagina. Já não era sem tempo que me aceitasse.

—Minha mãe se deu conta que é a mulher que amo e que me casei contigo, não tem outra opção a aceitar.

Beijo.

—Eu sei.

Betty sorriu, tentando disfarçar a insegurança. ,

—Armando!

—Ah, oi mamãe.

—Vou levar Betty para almoçar, espero que não se importe, como você não pode vir conosco.

—Os deveres, mamãe,

—Parece que ela não tem reuniões mais tarde. Que acha de fazermos passeio de mulheres?

—De mulheres? De compras ou o quê?

—Não só isso. Gostaria de te apresentar a algumas pessoas.

—A quem, mamãe?

—Ora essa, Armando. Parece que a vou sequestrar! A amigos.meus e de seu pai.

—Betty?

—Er, não vejo problema, dona Margarida. Não tenho nenhum compromisso de traba...

—Que ótimo! Estamos livres à tarde.

—A não ser que Armando queira que o acompanhe às reuniões dos futuros franqueados.

Betty deu aviso para que Armando a resgatasse, mas o homem o que tem de charmoso tem de lerdinho não se deu conta.

—Ah, tudo bem, fique à vontade, Betty, você nunca se distrai, só sai para trabalhar. Qualquer coisa chamo Nicolás. -disse Armando com sorriso falso que, apesar de estar feliz ao ver a amabilidade de sua mãe com Betty preferia que a mulher o acompanhasse.

—Ótimo!

Os dois deram-se um beijo e Betty seguiu com dona Margarida, sobre os olhares do quartel que estranharam muito.

Na recepção:

—Mariana! Jacques quer que prove alguns modelos mais tarde.

—Ah sim,Betty. Pode deixar!

—O que acontece?

—Jacques é nosso segundo estilista e Mariana está como sua modelo de corte.

—Ah!

—Ela tem curso de modelo e estuda Design de moda.

—Sério? Não sabia! E HUgo?

—Don Hugo não gosta muito, mas tolera.

Riu-se como de costume, o que fez Margarida franzir a testa.

—Bem...

—Wilson!

—Boa tarde, dra. Mendoza, senhora Mendoza!

—Wilson, pode me dar as chaves?

Não, querida. Podemos ir no meu carro.

—Mas...

—Vamos, não se incomode.

—Está bem!


Sobre os olhares surpresos de Wilson e Freddy, Betty acomodou-se no banco de trás do carro de Margarida que era conduzido pelo motorista.

—Viu o que eu vi?

—Sim, inacreditável!!

—Será que a sogra a está finalmente aceitando?

—Nunca a convidou Betty para um passeio.

—Acredita mesmo? -perguntou Mariana -Está na cara que aí tem coisa.

—O que quer dizer, Mariana?

—Que este passeio não virá de graça.

—Continuo sem entender.

—E eu.

—Minha intuição me diz que este passeio vai custar caro para a relação com seu Armando.

—Continuo sem entender.

—É só o que posso dizer. Freddy, fica na recepção, pois tenho que provar umas roupas com seu Jacques!

—Mas...

—Ordens de Betty! Sabe que também sou modelo, não? Então, faz este favor.

—Sim, cara cunhada laboral.

Mariana está intrigada e embora tenha trabalho no ateliê a vontade da fofoca é maior, assim que resolvem especular na sala de reuniões

—Só sei, meninas, que é muito estranho!

—Dona Margarida nunca foi de sair com empregadas da Ecomoda para almoçar ou passear!

—Ai, e desde quando Betty é uma empregada? Betty é a presidente, ainda por cima é presidente e esposa do seu Armando! Empregada! Ora essa!

—Nisto, Aura Maria tem razão! -disse Inesita, surpreendendo a todas -Meninas, embora, Betty seja nossa amiga e faça parte do quartel ainda, ela não é uma de nós, não é uma secretária, tampouco uma executiva, é a presidente desta empresa.

—Sei, uma Mendoza.

—E é nora, já estava na hora de dona Margarida a aceitar e creio que este passeio é para isso. -disse Inesita.

—Não sei não.

—O que quer dizer?

—Não sei, mas minha intuição diz que as coisas não são como parecem. Ela não aceita Betty totalmente.

—Isto percebe-se, mas já estão casados há tanto tempo e este convite...

—É pode ser. Mas...

—O que vê, Mariana?

—Já disse que não vejo tudo totalmente, apenas intuo e vejo as cartas e interpreto. No momento, não tenho nada claro! Ai, estou atrasada! Tenho que correr, seu Jacques me espera!

Mariana sai correndo e quase tromba com seu Armando.

—Ai, desculpe-me.

—Posso saber o que faz aqui?

—Ai, é que seu Jacques me chamou para provar peças no ateliê.

—Ah! E por isso todas as secretárias estão no banheiro?

—Com licença. -disse Inesita.

—Suponho Dona Inesita que também estava indo ao ateliê?

—Sim, comigo.

—E isto justifica que nenhuma das secretárias estejam no piso?

—Sobre elas não sei.

Mariana sai correndo, puxando Inesita.

Logo, saem Aura Maria, Bertha, Sofia e Sandra.

—Reunião de emergência? Quê? O francês de novo veio visitar Betty? -disse com ironia.

—Não, faz tempo que aquela aparição divina não dá as caras por aqui! -disse Bertha para provocá-lo.

Armando franziu a testa.

—Ele não tem nada para fazer aqui!

—Como não? Ele é amigo de Betty!

—E que amigo!

AO INVÉS DE ESTAREM FOFOCANDO NO BANHEIRO, AS SENHORAS DEVERIAM ESTAR EM SEUS POSTOS! HOJE TEREMOS VISITAS IMPORTANTES!

As quatro saem correndo para sentarem em suas cadeiras.

—Assim está melhor! Me avise quando as visitas chegarem sim? E avisem ao Dr. Mora que me acompanhe.

—Sim, seu Armando!

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