Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
220 Capítulo 217 -De boas intenções...
Notas iniciais
Margarida e Betty haviam se dirigido a um prédio na zona Rosa de Bogotá, onde só frequentavam os ricos.
—E o que é aqui?
—Ah, aqui vamos visitar um amigo nosso de família que quero que conheça.
—Boa tarde!
—Boa tarde, senhora Mendoza!
—Temos hora com Monsieur Duvivier! (Senhor Duvivier)
—AH sim! Ele a está esperando.
—Boa tarde!
—Dona Margarida Mendoza! Que prazer em revê-la!
(Beijinhos ao longe)
—O prazer é meu! Esta é minha nora Beatriz!
—Encantado. Realmente é muito bonita. -disse, olhando de cima abaixo, reparando em cada detalhe.
—Sim, como disse.
—E Armandinho?
—Armando está muito bem. Trabalhando como sempre!
—Armandinho, trabalhando?
—Ele mudou muito, está maduro, responsável, também é pai de família agora!
Betty sorriu.
Enquanto, Margarida conversam sobre trivialidades da sociedades com seu amigo e mais uma senhora que juntou-se à conversa, Betty sente vontade de bocejar, mas tão logo, o assunto passa para Artes e depois política econômica do país, é a vez de Betty mostrar suas habilidades. Depois os quatro vão ao restaurante. Beatriz, já se sentia segura em escolher pratos nestes lugares, mas perante dona Margarida e estes amigos que, percebia a olhavam de um jeito bem diferente, Betty resolveu que escolheria Peixe ao molho de maracujá, pois assim sabia que vinho pediria (branco) embora, na verdade sua vontade era pedir o tradicional suco de amoras.
Tal pedido despertou interesse dos presentes, já que não costumavam pedir este tipo de prato ali, já que não era um restaurante de frutos do mar, embora fosse elegante,
—Betty, não prefere a especialidade da casa, este não é um restaurante de frutos do mar!
—Ojojo! É que.... este eu sei que vou gostar!
Os senhores riram da simplicidade de Betty, mas a sogra não achou graça.
—Fique à vontade!
—Posso lhe sugerir uns pratos que com certezalhe agradarão.
—Não sei...
—Sim, senhora, temos sim Peixe ao Maracujá, mas qual peixe a senhora gostaria?
—Hummm....
Pior foi depois. Apesar de sempre verificar que Armando sempre fazia uso de talheres especiais para comer peixe, comida japonesa e etc. ele nunca se importou que Betty sempre fizesse uso dos tradicionais talheres garfo, faca e colher.
(Flashback)
—É costume, meu amor. Fui criado assim, não sei comer de outra maneira, mas minha espertona, não se importe sim com isso. É uma bobagem! Coisa de gente esnobe! -beijo
—______________
Mas agora sentia-se mal perante aquela senhora e seus convidados. Estava na cara que não teve a mesma criação e tampouco tinha a mesma classe de dona Margarida, Senhor Duvivier e a outra convidada.
Após o almoço, Betty e Margarida se dirigiram a um centro de compras também na zona rosa do qual Betty nunca havia ouvido falar. Não que costumasse muito ir a shoppings neste lado da cidade, mas ao menos ouvia falar (como se fosse o Shopping Ibirapuera -Sp, Barra Shopping -RJ ou etc). Lá dona Margarida experimentou alguns sapatos de pelica e fez com que Betty experimentasse alguns.
—Ojojo. Dona Margarida, não creio que possa andar com um sapato tão alto com um salto tão fino!
—Tente, Beatriz! É fácil depois que se acostuma!
Com pedido da senhora e o olhar atento das vendedoras, Betty provou. Eram daqueles sapatos bicos finos, salto-agulha 7 cm.
—A altura está boa, mas tem um de 9 cm.?
—Sim, senhora, estes.
—Perfeito.
—Ai, dona Margarida não creio que me sentiria segura...
—Não saberá se não tentar!
Betty calça aqueles sapatos.
Realmente se vê bem! Bonita e graciosa!
—Muito bem. Se vê muito bem. É elegante, discreto, imponente. -disse a vendedora.
—Sim, mas...
—Perfeito! Ande, Betty, o balcão não vai cair, pode soltá-lo.
—O balcão não, mas eu sim!
—Imagina, ande. Vamos, te ajudo.
Margarida segura a mão de Betty para que não caia, mesmo assim a moça está insegura.
—Viu? Não é tão difícil e você é uma moça inteligente.
Sentindo-se mais confiante, Betty tenta dar seus passos.
—Agora vá até ali.
Mas logicamente anda presa no chão e torta.
—Solte-se, Betty! Vamos!
A vendedora ri e cutuca a colega.
Betty é atenta a estas coisas e se vê como se fosse Betty a feia andando de salto alto. É o suficiente para tomar um tombo.
—Ai, Beatriz!
—Sabia que não poderia com estas coisas, dona Margarida!
—Ninguém nasceu sabendo. Precisa treino. Peço desculpas, pensei que poderia.
—Desculpe-me, por decepcioná-la.
Betty tenta se levantar, mas acaba sendo pior e cai de novo.
—Não me decepciona, não, por isso. Vão ficar paradas, ajudem minha nora a se levantar?
—disse dona Margarida ao perceber que as vendedoras ficaram paradas. As duas tentam disfarçar a risada, mas Betty conhece bem estes olhares.
—Desculpe, dona Margarida.
—Já disse que não tem culpa de nada. Exige muito treino.
Margarida havia percebido que Betty olhava constrangida para aquelas vendedoras.
—Talvez não seja a hora para começar.
—Dona Margarida a senhora vai levar os sapatos? -pergunta a vendedora
—Olha...
—E quantos a esses que separou para sua nora? -pergunta a outra
—Olha, deixe separado os meus, depois decido. Realmente, não sei. Vamos, Beatriz!
Beatriz calçou seus sapatos e arrancou-se da loja em companhia de Dona Margarida.
—Bem indiscretas tais moças! -disse Margarida.
—Como, dona Margarida?
—Não precisa disfarçar, percebi que estavam sendo indiscretas a seu respeito.
—Bem, dona Margarida, realmente estranhei, pois há muito tempo não me sentia constrangida em um lugar assim.
—É que este é uma sapataria conceituada onde só vão senhoras da sociedade bogotana.
—Ah! -sentindo-se mal.
—Por isso mesmo, esperava que estivessem mais bem preparadas. Mas vou fazer melhor!
Assim, Margarida faz um par de telefonemas a duas sapatarias de fabricação própria e exclusiva e agenda com eles para a visitarem aquela tarde na Mansão Mendoza.
—Assim, está melhor.
—Não entendi.
—Vai entender, querida.
O terceiro compromisso é visitar a casa de uma outra rica família (até mais rica que os Mendoza).
—Margarida! Que bom revê-la!
-Digo o mesmo! -beijos que parecem no rosto, mas são de longe.
—Não nos víamos desde o noivado de seu filho!
—Sim, com Marcela e sabe que ele acabou não se casando.
—Sim, me disse como estava fora quando foi o aniversário de casamento com outra senhorita!
—Sim, eles estão quase completando dois anos.
—Passa rápido, Margarida! Mas diga, eles estão bem?
—Sim, digo que sim. Ah, esqueci de as apresentar, esta é Beatriz, minha nora!
—Encantada!
-Encantada, senhora. -Betty ia dar um beijo, mas a senhora a beija tal como beijou Margarida. (Se fosse na pandemia estaria bom)
—Sente-se, querida! -disse a senhora -Meu filho encontrou Armandinho estes dias na Câmara do Comércio e não acreditou como ele estava mudado. Corado, descansado, com um suéter claro, nem parecia Armandinho, dizia ele.
—Sim, meu filho está muito mudado.
—Sabe, meu Juan não muda, e não perde tempo! Convidou Armandinho para uma daquelas festas em que iam os com Danielzinho e Mario (Betty franziu a testa.) Mas disse que seu filho está muito esquisito. Que negou terminantemente, disse que agora era um homem casado e que só saísse em companhia de sua esposa e filha. (Betty sorriu)
—Ah Armando mudou mesmo. É finalmente é um homem sério e responsável.
—Imagino que deve estar feliz, Beatriz! Não sabe como era Armandinho, o rei da festa.
—Sim, o conheci assim. Ojojo!
—As meninas, todas do Instituto, as filhas dos nosso amigos eram apaixonadas por Armando, fazia muito sucesso. Podia escolher a dedo.
—Ele passou dessa fase e estão bem os dois. É muito apaixonado por Beatriz!
Betty fica vermelha.
—Mas também é uma moça muito bonita. Muito diferente do que esperávamos, pois Armando só parecia gostar do tipo modelo, mas bela escolha.
—Beatriz é de outro estilo, empresária e intelectual. -explicou Margarida.
—Imagino que Marcela não ficou muito contente de desmancharem o noivado. Até estranho que você tenha aceitado já que queria tanto que se casassem.
—Sim, queria, mas quem iria casar era Armando e e como disse eles se apaixonaram e quando há amor não podemos fazer nada. Assim, Marcela teve que aceitar. E foi para Palm Beach cuidar de nosso ponto de venda.
—Melhor assim. Quem não se conforma é Isabelle!
—Como?
—Sabe que minha filha teve algo com Armando.
—Não, não fiquei sabendo.
—Ela jurava que se casaria com ele. Vivia pintando corações. Aí quando ele anunciou o namoro com Marcela, desanimou, mas continuaram.
—Arrmando e Isinha?
—Sim, não soube? É que você não estavam mais em Colômbia. Mas continuando, depois Armando anunciou o noivado com Marcela e ela disse que faria de tudo para Armando voltar a ser seu. E ainda não se conforma.
—Que horror!
—Imagina, tentou até terapia.
—Não sabia que as coisas estavam assim.
—Para você ver como mãe sofre. Olha, Beatriz!-dirigiu-se a senhora à Betty, depois de tanto tempo falarem como se ela não estivesse ali. — Não dê importância. São coisas do passado. É que Margarida e eu não falávamos há muito tempo.
—Tudo bem. -Betty ajeitou os óculos.
—Olá!
—Olá, minha filha! Estávamos falando de você!
—Dona Margarida! Quanto tempo!
—Sim, Isinha, como vai? -disse, dando beijo, mas constrangida de saber que a filha da amiga tinha caso com seu filho enquanto ele namorava Marcela.
Isa olhou fixo para aquela mulher que não conhecia pessoalmente até aquele momento.
—Ah, esta é Beatriz, a esposa de Armando?
—Esposa de Armando?
—Sim, ele se casou, você sabe.
—Sim, como não. -disse Isabelle com o sorriso amarelo. -Muito prazer, fique à vontade, Berenice.
-É Beatriz!
—_______________-
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