Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

123 Capítulo 122 Uma visita inesperada


Notas iniciais
Quem será que veio ver Sofia

—Quem será esta hora? Será que algum dos convidados esqueceu algo?

Sofia abra a porta e dá de cara com Efraim.
-Boa noite, Sofia! Feliz aniversário! -ele entrega-lhe um bouquêt de flores -Feliz aniversário!
—E-E-fraim?

—Sim, querida! Não vai me convidar para entrar? Os meninos ainda estão acordados?
—Pa-pai!! -saem correndo os dois para abraçá-lo -Que bom que você veio!
—Disse que viria!
—Vocês o convidaram?
—Sim, mãe!
—Mas o senhor não chegou a tempo do parabéns!
—Acontece que eu vi a casa cheia de gente, pessoal da empresa de sua mãe, achei que pegaria mal.
—Pegaria mal? Ou não quis que te vissem comigo e contassem tudo para sua puputchurra?
—Não acho que este assunto deva ser conversado perante as crianças.
—Sim, concordo!
—Não somos mais crianças, ou melhor, eu não sou! -disse o mais velho
—Sim, tem razão! Crianças! Voltem para o quarto! Hora de dormir!
—Mas mãe...
—Mas nada. Subam!
Mas os filhos convencem que já que Efraim veio visitá-la, poderiam todos comer um pedaço de bolo em comemoração ao aniversário dela, uma reunião familiar. E ela não tem como dizer não para isso. Depois, as crianças sobem e continuam a conversar amistosamente.
—Eu não cheguei antes, pois estava trabalhando. O escritório agora também funciona de sábado. E quando cheguei tinha muitas pessoas, amigos, parentes, o pessoal da Ecomoda, música ao vivo e achei que poderia ficar constrangida se me vissem aqui. Não queria que ficasse mal.
—E desde quando se importa com isso?
—Sofia, você é a mãe de meus filhos!
—Ah, lembrou-se disso?
—Sofia!
—Diga, Efraim!
—Gostaria que a partir de hoje as coisas fossem diferentes entre nós.
—Diferentes, como?
—Queria poder visitar os meninos, não quero me afastar deles. Não pode me negar isso!
—Mas pode se negar a dar a pensão?
—Sofia, estava passado por momento difícil, mas agora, tenho pago direito.
—Sim, mas...
—Proponho um brinde, pelo seu aniversário e pela minha proposta de sermos... amigos.
—Não sei.
—Vai, Sofia! Tenho cumprido tudo certinho!
—Por conta da Justiça!
—Sofia, se não é por nós, façamos pelos nossos filhos.
—Não vou gastar o vinho que tenho contigo!
—Não será necessário! Trouxe um!
Sofia olha desconfiada.
—As taças você pode oferecer?

Mesmo desconfiada, Sofia vai buscar as taças e os dois ficam bebendo vinho e alguns salgados da festa. Servindo-se da segunda taça, conversam sobre um aniversário de Sofia, no qual Efraim a surpreendeu com o anel de noivado e a pediu em casamento. Lembranças inundam a mente dos dois.
—Mas hoje você está tão bonita hoje!
—Hã? O que deu em você, Efraim?
—Está me confundindo com a pupu...
—Não vamos ficar falando dela! Falemos de nós dois! (Efraim segura as mãos dela)
—O quê? Acho que definitivamente bebeu demais. Melhor ir! Te chamo um táxi, não posso ir dirigindo assim, pode acontecer algo!
—Ainda se importa comigo?
—Lógico, é o pai de meus filhos.
—Só isso que sou?
—Sim, claro!
—E os anos que passamos juntos?
—Estão nas nossas lembranças, mas...
—Mas nada! (Ele chega perto de Sofia, a toma nos braços e beija)
Sofia não sabe dizer se é o vinho, se foram as lembranças, mas se deixa levar por um calor que a invade.

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