Uma hora antes, Betty e Armando haviam saído da casa de Sofia. E pego o carro, Camila dormia na cadeirinha no banco de trás, levaram Inesita. Armando estava com um calor incontrolável, que só aumentava quando olhava Betty. Sentado no banco do motorista, tirou o paletó, afrouxou a gravata e abriu o primeiro botão da camisa.

—Ai, Armando, gostoso. Não podemos esperar mais, te quero! -dizia Betty

—Betty, vai querer aqui no carro mesmo?

—Eu quero! Só fizemos uma vez aqui!

—Sim, mas foi durante uma viagem e tive que insistir muito para você ceder!

—Sim, mas hoje eu quero e sei que você também quer!

—Ai, Betty! (Armando a via de lingerie preta rendada) Você está tão sensual!

—Vem, meu príncipe monstro insaciável! (Armando colocou a mão na perna de Betty e queria subir mais)

—ARMANDO! -Betty repreendeu-o -Não estamos sozinhos.

Betty não estava só de lingerie, não falava coisas provocantes e tampouco estavam sozinhos, era apenas uma alucinação de Armando. Mas estava com a mão sobre a perna de Betty.

Armando suava e pensava: -O que acontece contigo?

Por sorte, Inesita, cochilava no banco de trás e nada percebia.

—Não sei, Betty! (cochichando( Mas estou muito excitado! Por mim pegava você aqui agora!

—Controle-se! Inesita está aqui, por sorte, dormindo. E estamos no meio de uma das ruas mais movimentadas de Bogotá!

—Eu sei, Betty! Mas...

—Controle-se, Armando!

Ele bebe água, molha o pulso, a testa, mas está alucinado. Não sabe o que acontece. Betty havia repreendido Armando, mas estava sentindo o mesmo. Sua pele queimava e suava também. Tomou um copo d`água e abriu a janela, fechou os olhos fingindo dormir, a fim de disfarçar seu desejo. O que era difícil, pois Armando conhecia muito bem essas coisas e a conhecia melhor ainda.

Finalmente, chegaram na casa de Inesita. Armando a acompanhou até a porta do quarto, onde Hugo dormia na cama ao lado. Ela agradeceu.

Ele pediu para ir ao banheiro da casa e lá, tornou a molhar os pulsos e lavou a cabeça na pia.

—Ai, bem melhor! Preciso me controlar!

Ao voltar para o carro, Betty observava Camila que dormia, para se distrair.

Então, , abriu a porta, sorriu amarelo para Betty, soltou o freio, pisou o acelerador, deu seta, e quando ia passar a marcha, sua mão passou na perna de Beatriz, sem querer. Mas, o suficiente. Percebeu que Betty estava quente, como ele, olharam-se e um beijo foi inevitável.

—Ai, Betty! Você também está como eu, espertona!

Neste momento um outro carro cruzou à frente, ele, então, apertou pedal do freio, ainda agarrado à Betty. E parou!

—SEUS MALUCOS! QUEREM MORRER? VÃO PARA UM MOTEL! -gritou o motorista do outro carro

Betty ficou assustada, pois Armando sempre foi muito prudente e concentrado no volante. Olhou para Camila, mas a menina dormia tranquilamente, apesar do som da buzina e o solavanco do carro.

—Sem mais loucuras, Armando! Quase nos mata! (Com o carro parado)

—Betty! Não sei o que acontece! Olha! (Mostra o tamanho de sua excitação, e ela mesmo, depois de tanto tempo com ele, se ruboriza)

—Não fica vermelha que me deixa mais louco ainda!

Este jeito tímido que conserva, fora da cama, é uma das coisas que mais o encantam. A beija com paixão, soltando-se do cinto.

—Armando...

—Betty...

Logo, começam a buzinar, estão formando segunda fila em frente a um bar.

—Temos que sair daqui!

—Betty, nossa casa é do outro lado da cidade! Não consigo nem coordenar os movimentos de tanto desejo. Precisamos ir a algum lugar! Conheço um por aqui! Não gostaria de te levar lá, pois, era do tempo do antigo Armando, mas... é uma emergência!

—Eu iria, pois estou do mesmo jeito. Mas como faremos com a menina?

—Sim, esta é a questão!

Ele para em outra esquina da rua detrás, para beijá-la.

—Betty! Acho que aqui...

—Ai, Armando!

—Já namoramos no carro, Betty...

—É mas...

—Você disse que está como eu, acaso está...?

Ela fica ainda mais ruborizada.

—Ai, Betty, não. Me deixa doido! Tenho que te possuir agora!

—Agora não, doido! Estamos na rua!

—Ai, Betty... você está tanto quanto eu... lembra quando quase subiu em mim no carro antes da nossa primeira noite? -Armando começou a provocá-la, enquanto a abraçava e beijava)

—Você estava louquinha, tive que te controlar para não fazermos ali mesmo! (Abriu outro botão da camisa, o cinto e o botão da calça,) Agora não impedirei, espertona! Te quero!

—Is-to é lou-cu-ra, Armando!

—Que seja nossa! (Sobe sua saia, para puxar sua calcinha, enquanto a aperta contra si e a beija.)

—Te desejo tanto! Não consigo me controlar!

Betty também está louca de desejo e no carro em plena rua se abandona aos beijos efusivos dele. Os dois estão fora de controle, como se estivessem dopados por algum afrodisíaco, além do amor e desejo que naturalmente possuem.

—Te amo, te desejo!

—Também! Também! Me possua!

Ele a toma nos braços, enquanto a beija com paixão alucinado de desejo. Coloca-a sobre ele, puxa sua calcinha, sob a saia, que cai ao chão do carro. E ainda sem penetrá-la, a beija deixando-as sem ar.

Normalmente, nunca faria assim, amava gastar tempo nas preliminares com Betty, desfrutando de cada milímetro daquele corpo ao mesmo tempo sagrado e desejável, mas estava alucinado, fora de controle. Não tinha tempo a perder! A levantou e iria colocá-la sobre ele quando ouviu uma sirene.

—Droga!

—Ai, Armando! (Betty subitamente pulou no banco do carona. Armando tornou a colocar o cinto e arrancou dali. Desta vez, Camila acordou. Logo, Armando deu uma paradinha e ela foi para o banco de trás, cuidar de Camila e dar-lhe de mamar. A menina, sempre que mamava, dava umas mordidinhas no seio dela por conta dos dentinhos, o que arrancava uma lágrima de Betty, mas continuava assim mesmo, por amor.)

Armando dirigiu até o máximo permitido, queria chegar em casa logo. Nunca teve estas coisas com Betty na rua, sempre dava para chegar em casa, mas estava com a excitação a plumo, precisavam chegar em casa, ou faria uma loucura.

Camila voltou a dormir tranquilamente, Betty a colocou na cadeirinha.

—Ela dormiu, Betty?

—Sim.

—Sente aqui, Betty!

—Melhor eu ficar aqui, Armando. Está difícil...

—O que está difícil?

—Não consigo, eu... não sei o que acontece...

Ele para o carro, na esquina da rua de trás da rua principal. Conhece a região e sabe que ali não é perigoso. Sai do carro e vai buscá-la:

—Venha para o banco da frente, Betty!

—Armando, eu acho...

—Vem? -Seus olhos eram de súplica e também cheio de desejo, Betty se sentiu dominada e envolvida quando ele deu-lhe a mão e a segurou, depositando-a no banco do carona. Ele deu a volta, sentou-se no banco do motorista, mas não deu a partida.

Ao invés disso, ele baixou sua calça e a cueca. Betty olhava para o lado de fora da janela, procurando não encará-lo, enquanto esperava dar a partida no carro. O que não fez. Ao invés, deu partida nele mesmo: puxando-a para si, para que se virasse para ele. Logo, a olhou profundamente, deixando-a hipnotizada, pois sabia que ela não resistia aqueles olhos castanhos dominadores e sensuais, tampouco aquela boca quente e úmida, que a beijava. Tendo-a para ele, em um impulso a pegou, encaixando-a sentada em frente a ele na cadeira do motorista.

—AIII, ARMANDO! ESTÁ LOUCO? -tentando resistir e manter a razão

—SIM! Louco por você! Não consigo, preciso fazer amor contigo!

—Eu também estou louca de desejo! Mas vão nos ver!

—Deixa-te levar! Se entrega para mim. Vamos? -ele já estava roçando a entrada do prazer de Betty, tendo-a encostada com as costas no volante, e as pernas em volta dele, estavam vestidos, apenas sem a roupa de baixo.

—Ai, doutor! -Ela o abraçou pelo pescoço e deitou a cabeça para trás, um dos sinais que dizia a ele que estava pronta para ser dele. Ele conhecia muito bem isso.

Então, Armando a apertou desesperado contra si, para que não se machucasse no volante, enquanto a beijava de forma a ficarem sem ar e a possuía descontroladamente.

—AIIII BETTY!!!

—AIII, DOUTOR! Seu Louco!

—Tanto quanto você, espertona!

Alucinados que estavam, logo chegaram ao clímax, sufocando os gritos com o beijo, para não acordarem a filha e nem serem descobertos pelos moradores. Após, Betty começou a abrir sua camisa para beijar seu peito como sempre fazia após se amarem!

—Espertona assanhada! -sorrindo, louco de desejo- Estamos na rua!

Logo, Betty lembrou-se do ocorrido e ruborizou-se.

—Ai!

Então, saiu do colo dele, escorregando-se até o banco do motorista.

—Não fique assim! Foi maravilhoso!

—Sou uma louca! Dando escândalo na rua! Que vergonha!

—Desculpa, Betty, a culpa é minha. Mas você estava, sabe, muito sexy...

—Armando!

—Está certo! Devo parar, é que ainda estou excitado, mas... acho que dá para chegar em casa.

—Espero!

Foi um longo caminho até em casa, eles não paravam de sentir a emoção de minutos atrás. Ao chegarem em casa, após Betty dar de mamar e colocar Camila para dormir, foi para o quarto. Seu coração estava a mil, Armando estava estirado na cama apenas de boxer que não escondia em nada seu desejo. Betty, ao ver ao mesmo tempo que ficou vermelha, mordeu o lábio. E nervosa, derrubou um vaso que ficava em um banco. Mas nem ligou.

—Creio que está em desvantagem, doutora! Mas não por muito tempo!

Ele, então, levantou-se e começou a ajudá-la a se despir. Estava tão louco que praticamente arrancou suas roupas.

—Rasgou?

—Te dou outro! Caso não saiba, sou dono de uma fábrica, te compro quantas roupas quiser! Disse em tom jocoso, e logo, a deitou na cama, totalmente nua e começou a beijá-la, apaixonadamente.

—Ai, Beatriz! Sempre me põe louco à sua mercê!

—Aii, Armando! Te amo! Te desejo!

Betty sabia que este não era o estilo dele, ao menos com ela, pois sempre foi doce e mesmo quando o fazia de forma apaixonada e agressiva, ainda assim não ia direto para a penetração em si. No entanto, esta noite se comportava como ensandecido, mas era seu marido, o homem que amava, afinal de contas. Então, também tomada pelo desejo, puxou-lhe a boxer que o sufocava e permitiu-lhe que a penetrasse de uma vez e a possuísse, loucamente, freneticamente, mas não menos prazerosa. Loucos de desejo, se beijaram, acariciaram, Betty arranhou suas costas a cada investida e ele devolveu depositando chupões em sua fina e aveludada pele, no pescoço, no colo, nos braços. Betty deixou suas marcas de paixão no peito e pescoço dele. Assim, foi a noite toda. Se amaram como nunca, de uma forma agressiva, como nunca antes. Os gemidos ecoaram pela casa inteira. Por sorte, Camila custava a dormir, mas quando dormia, desmaiava, então, não acordou para chorar, pois estava alimentada, limpa e dormindo profundamente. Não se pode dizer o mesmo dos vizinhos. Só acabaram quando desmaiaram esgotados e agarrados um no outro.

De manhã, acordaram com os gritos de Camila, com fome. Betty, nem conseguia levantar, de tão dolorida, então, Armando levantou-se, apesar de ter muita dor de cabeça, parecendo que estava de ressaca, embora tivesse tomado apenas dois drinks. Pegou um roupão e foi pegar a filha para fazer mamadeira.

Betty, então, voltou a dormir, agradecendo por ser domingo.

Armando deu a mamadeira, brincou com a filha e umas 11 horas acordou Betty com o café.

—Acorda. Dorminhoca! Bela adormecida!

—Ai, Armando! Me deixa dormir!

—Já é quase hora do almoço!

—Mas estou cansada! O senhor acabou comigo!

—Eu, só é? Quem dizia: Não pare, doutor! Sou tua Betty, plenamente tua! Me possua!

—Ai, Armando! (Betty muito vermelha, afundou o rosto no travesseiro)

—Mas que noite maluca esta, Betty!

—Maluca mesmo! Poderíamos ser presos! Fazendo amor assim na rua!

—Mas foi bem bom! Ai, Ai Betty! Você estava demais sentada nas minhas pernas com as costas naquele volante!

—Você me colocou ali!

—Sim, e você, espertona! Nunca se negou a partilhar de minhas aventuras, sempre incondicional! -beijos– Te amo!

—Achei uma loucura! Nunca pensei que me pediria para fazer estas coisas!

—Confesso que foi algo impensado. Não consegui me controlar, parecia tomado por algo.

—Vai querer me dizer que Armando Mendoza nunca fez amor no carro e que sua primeira vez foi comigo?

—Pois vou dize que SIM! NUNCA FIZ AMOR COM NINGUÉM NO CARRO!

—Você prometeu não me dizer mentiras!

—Não estou mentindo. Nunca fiz amor com ninguém no carro! Você foi a primeira e a única, Betty! -olhando nos olhos dela -Mas se me perguntares se já fiz sexo com outra mulher no carro? Sim, vou dizer que sim!

—Sabia! Não era virgem nem nisso!

—Mas NUNCA EM MEU CARRO! Posso te afirmar que dei uns amassos em, você sabe, Marcela no carro, mas não cheguei a fazer com ela, nem com nenhuma outra em quem deu amassos. Foi só com você, espertona. E com você, só faço amor! -beija -Para sempre!

—E que aconteceu para nunca fazer nada no SEU carro? -riso

—Porque sempre tinha hotel, motel por perto e porque.. tenho ciúmes do meu carro! É SÉRIO! Não vou transar com qualquer uma no meu templo! Sabe que antes de me casar, colocava um jazz e saía dirigindo horas a fio, para refletir sobre minha vida, minhas besteiras, minhas tristezas. Mas, agora tenho você. -beijo -E agora? Pobre de mim, nunca mais conseguir dirigir meu carro. Sempre vou me lembrar da senhora se entregando a mim no volante. Estava tão... (sussurra “gostosa” em seu ouvido)

—Ai, assim me encabula! (Betty, ainda mais vermelha)

—Mas ontem a senhora não pensava isso...

—Armando! Você que parecia um louco ensandecido, um tarado.

—Você bem que gostou, hein? Me agarrou, me mordeu, ainda quis mais aqui!

—Então, não achou estranho?

—Não. Às vezes nos amamos mais docilmente e outras mais enlouquecidos! Nos queremos muito!

—Sim, mas nunca fomos de ir tão longe em um local público.

—Sei não, Betty! Naquela noite do seu aniversário se eu não tivesse te levado para o hotel, acho que iria me convencer a fazer contigo no carro ou no banheiro da boate mesmo! Você estava muito excitada e estava me deixando cheio de desejo!

—Ah há! Disse que não faria com qualquer uma no carro!

—Você nunca foi qualquer uma! Sempre te disse que foi especial. E de qualquer forma, preferi te levar a um hotel, antes que alguém nos flagrasse.

—Estou falando sério, Armando! Aparte do desejo que sentimos pelo outro, estávamos cuidando de nossa filha e dirigindo e fizemos amor dentro do carro como dois loucos ensandecidos e ainda quando chegamos fizemos mais umas três vezes!

—Sim! Acho que foram quatro! Mas foi muito bom. Aparte de estar esgotado hoje, foi muito bom!

—Sim, sempre é muito bom te pertencer! Mas foi ... esquisito!

—Esquisito?

—Sim, a forma como nos comportamos, foi!

Notas finais
Estes dois levadinhos! Fazendo amor até no carro! Risos