Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
121 Capítulo 120 Aniversário de Sofia
Notas iniciais
Sofia, andava um pouco mais triste e amargurada que de costume naqueles dias, então, elas queriam fazer de tudo para alegrá-la.
—Não seria bom colocar as cartas?
—Não estou afim dessas coisas, não! -reclamou Sofia
—Ai, Sofia! Mas nem no dia do seu aniversário você fica animada!
—O que você tem?
—Não tenho motivos para comemorar o fato de estar ficando ainda mais velha!
—Ai, Sofia! E seus filhos?-indagou e suspirou Bertha -Filhos são a riqueza da vida!
—Isso sim! Eles me abraçaram, disseram que sou a riqueza deles!
—Quer mais que isso, Sofia?
—Tem razão, meninas.
As meninas haviam juntado para comprar um par de sapatos novos à Sofia, além de um terninho de saia e bijuterias. A Ecomoda havia lhe presenteado com uma sessão de beleza de um dos salões parceiros da empresa.
—Tratamento de beleza de modelo!
—Grata, Betty!
—Está reservado para amanhã, vá ao salão no Centro e depois passe na loja do Centro, dê seu nome. Terá um vestido com bolerinho reservado para você! Amanhã tem que estar maravilhosa!
—Ela devia aproveitar e dar um belo corte no cabelo! -sugeriu Aura Maria
—Você vai cortar o seu?
—Não, eu não!
—Então, não mexa com o meu! -respondeu a Aura Maria
—Mas dá para fazer um lindo penteado! -apazigou Betty -Depois de pronta, os fotógrafos vão tirar algumas fotos para o site e Blog.
—Ai, Betty! Como está ficando isso? Não entendo dessas coisas!
—Armando está cuidando disso. Tampouco entendo eu! -respondeu Betty
—Ai, meninas! É fácil! -comentou Aura Maria
—É fácil para você que é jovem, que está estudando Relações Públicas, Mídia na moda, estas coisas. Para mim, não. Eu não estou estudando nada!
—Não? Ora, não está porque não quer! -respondeu Aura Maria
—Eu também não estou ainda -respondeu Bertha -aliás, Sofia, por que você não está estudando? Por que não quis ou por que...
—Querer eu quero, não estou estudando porque não me foi oferecido.
Betty colocou a mão na boca. “Será possível que não chamamos a Sofia? Por isso, ela anda tão chateada estes dias?”
—Betty! Betty!
—Sim, meninas?
—Amanhã seria possível colocarmos as cartas?
—Ou seu Armando vai implicar?
—Armando não vai implicar com nada, meninas!
—Imagina, outro dia, ele bronqueou!
—É que era na hora do serviço, mas na festa da Sofia, ele não vai se opor.
—Está bem, então... amanhã vou levar as cartas.
Ao retornar à Ecomoda, Betty foi direto à sala de Armando.
—Armando!
—Meu amor! (beijos)
—Antes de qualquer coisa, preciso te perguntar uma coisa.
—Está bem séria, o que foi?
—Sofia, está meio magoada, não reparou?
—Bem, ela já é naturalmente assim, desde o ocorrido com o Efraim, mas aconteceu mais alguma coisa?
—Ela trabalha aqui há mais de dez anos, está habilitada para o programa de qualificação profissional...
—Sim, claro.
—Eu não a convidei, você a convidou?
—Sofia... Sofia... Não.
—Ai, não. Então, deve ter sido por isso que ela está tão chateada!
—Puxa. Mas não é o Nicolas que deveria ter falado com ela? Afinal, é o chefe direto dela.
Sim, mas isto não nos exime de culpa, afinal, o projeto é nosso!
—Sim.
—Ainda mais, o Nicolás cuida de muitas coisas. Temos que resolver isto logo! Ai, como fui me esquecer.
—Não ia imaginar que Sofia iria querer estudar mais. Ela não tem um curso técnico de Contabilidade e Finanças?
—Sim. E algo no Rh também! Aparte disso, temos que resolver a questão da Bertha!
—Eu juro que gostaria de ver Bertha atuando como repórter, acho a cara dela! Imagina a Bertha sendo paga para contar fofocas!
Risos
—Vou chamar Sofia!
—Primeiro, me dê um beijo antes de ir à sua sala. Beijo
Após, Betty chama Sofia até sua sala, lhe pede desculpas, pergunta de suas qualificações.
—Se você pudesse escolher cursar uma faculdade, preferia na Área de Finanças, onde está atuando ou Administração com habilitação em Departamento Pessoal, onde já atuou?
—Ai Betty, não sei. Atuava no Departamento Pessoal até a Bertha vir trabalhar aqui. Como ela tinha curso na área e eu entendia de Finanças, Dr. Gutiérrez me colocou como secretária da Vice-presidência Financeira.
—Entendo.
—Te pergunto porque a Bertha, por enquanto, só está estudando inglês, não quer fazer administração Rh nem nada disso.
—O que ela quer cursar, então?
—Jornalismo de Moda!
Betty chama Bertha para que conversem as três.
—Então, Sofia, para que eu possa cursar Comunicação, alguém tem que ficar com a vaga de Departamento Pessoal ou não poderei...
—Ah, entendo.
—E como você atuava nesta área...
Sofia promete pensar, mas não aquele ia. aquele dia, apesar de ser seu aniversário, de ter sido despertada com beijos por seus filhos e deter almoçado com suas amigas, estava triste. E a visita daquela tarde, não a fazia sentir melhor.
Efraim havia estacionado seu carro e subido, foi direto ao ateliê, encontrar Jenny. Era um descarado, sem vergonha, sem dúvida. nem no dia do aniversário da mãe de seus filhos teve a decência de deixar de vir visitar sua amante? Pagar pensão não era mais que a obrigação, estava na lei, pôxa, mas depois de tantos anos de convivência e pelos filhos merecia respeito. Após sair do ateliê, Efraim cruzou com Sofia nos corredores
—Boa tarde, Sofia! Como tem passado?
Ela levantou um dos olhos e mirou-o.
—Muito bem agora, Efraim. Já que tem honrado seu compromisso, pagando pontualmente a pensão.
—Não havia como não fazê-lo, Sofia. São meus filhos também!
—Logicamente, se não cumpre pode ir preso novamente
—Não creio que faria isto comigo, Sofia! (disse colocando a mão em seu ombro, atrevidamente, piscando-lhe um olho.)
—Feliz aniversário! Não me esqueci. (dando-lhe uma caixa de bombons, como costumava fazer nos primeiros tempos)
Sofia ficou parada, enquanto, Efraim sorrindo entrou no elevador e desceu sobre olhares curiosos do quartel.
—E não vai voltar a ficar idiota por conta desse!
—Lembra do tem feito contigo desde que conheceu a demonstradora?
—Não, eu e o cheque sem chance. Não temos mais volta!
—Ah! Sim. Assim como Betty não voltaria para Seu Armando!
—Nada. Isto está mais para Seu Armando com Dona Marcela. -disse Bertha, se aproximando e pegando um dos bombons.
Embora. Sofia quisesse esconder, o gesto de Efraim a surpreendeu. Há muito tempo, ele não tinha sido tão gentil com ela. Aliás, desde o dia do desfile do quartel ele havia melhorado um pouco com ela. Era o que precisava para a fazer sentir-se melhor.
—______________
No dia seguinte, conforme reservado por Betty, Sofia foi até o salão, a fim de se arrumar para a reunião de seu aniversário. Estava animada, quem sabe este dia de tratamento de modelo poderia operar nela o milagre que operou em Betty? Se ao menos ficasse um pouco melhor já se sentiria melhor. Começou a pensar na oferta de fazer a faculdade e voltar a trabalhar no Departamento Pessoal. Com isso, poderia ser promovida à assistente e ainda ter seu salário aumentado.
Neste dia, aparou as pontas, retocou a tintura, colocando um cobre um pouco mais fechado, mas com mechas douradas, conforme a revista que Betty lhe mostrara, enrolou as mechas em bobs menores, fez as unhas dos pés e das mãos. Enquanto estava no secador, chegou a sonhar com o cheque, sonhou que ele continuava a conversa iniciada logo após o desfile do quartel.
—Sim, te dou uma nova chance… -sussurrava debaixo do secador de bobs.
Logicamente, levou um susto ao comprovar ser apenas um sonho.
Após, sair do salão, foi até a Primeira loja da Ecomoda do Centro:
—Olá! Boa tarde!
—Boa tarde!
—Sou funcionária da Ecomoda, a Dra. Betty, nossa presidência, deixou reservado...
—Dona Sofia?
—Sim.
—Um momento. Sim, ela já chegou. Por favor, acompanhe Dona Sofia ao vestiário. -pediu a recepcionista a umas das atendentes
Desde que Betty pediu a Hugo que desenhasse para o quartel, tinha se tornado um hábito as meninas se preocuparem com o visual, e as novas parcerias da Ecomoda permitiam que pudessem cuidar da pele, cabelos e unhas. Não era bobagem, afinal, como secretárias dos executivos da empresa, estarem bem-vestidas era uma forma de promover a imagem da empresa e reafirmar o projeto de poder vestir bem a qualquer mulher. No entanto, aparte disso, aquele vestido escolhido por Betty aquela tarde pata seu aniversário era o mais bonito que ela tinha vestido: um tubinho, que não só a deixava magra como tinha um caimento perfeito, destacando seus seios e disfarçando as gordurinhas das ancas. Podia usar com bolero ou não.
Sofia ficou maravilhada com a roupa.
—Oi, Dona Sofia! -cumprimentou a atendente-
—Olá, boa tarde!
—Sou Maria, atendente aqui da loja. A Dra. Beatriz passou as instruções, vamos atendê-la de acordo com as normas da Ecomoda, como se fosse uma de nossas clientes e não uma colega!
—Ah sim, conheço o padrão, já passei por isso.
—Então, mas é especial. Deixe-me ver: Humm... Tem que dar uma ajustada aqui. -segurando um pedaço do tecido. E aqui colocar um broche. Ô, Felipe, traga os alfinetes.
—Mas esta roupa é para usar hoje mesmo! Não dá tempo, deixe assim, está tão perfeito!
—Sim, Dra. Betty passou tudo. Fique tranquila. Em dez minutos estará tudo pronto. Trouxe o que vai usar?
—No meu aniversário sempre uso este colar, é de família.
—Tem uma pedra azul, vai ficar bonita com o lilás azulado do detalhe. E os brincos?
—Ah, eu escolho um em casa.
—Não se preocupe, temos dois modelos que ficarão bem. Dra. Betty quer que já saia com tudo escolhido e combinando daqui. -Ô Felipe, busque aqueles dois brincos o penduradinho e o de pérola. Ah, o penduradinho, melhor. -testando em Soia
—Sapatos?
—Sim, ganhei estes!
—Isso mesmo.
Em cerca de 20 minutos, a roupa de Sofia já estava ajustada e o caimento ainda mais perfeito. A senhora se sentia especial, como se fosse uma cliente.
Após vestir-se
—Agora, não sente, para não amassar ou sujar a roupa, Dona Sofia! Temos que tirar as fotos!
Neste momento, o telefone da atendente tocou:
—Sim? Boa tarde, Dra. Betty! Sim, Dona Sofia está aqui. Ajustamos a roupa, os brincos, tudo conforme a senhora pediu. Sim, vou passar para ela. Dona Sofia, é a Dra. Betty!
—Betty! Mas o que está aprontando comigo? Não estou acostumada com esta mordomia! Café, chá, vinho, me arrumarem e muito menos, sessão de fotos! Não tive isto nem no meu casamento! -riso – No meu tempo não se fazia estas frescuras! Dia da Noiva nem nada. Sim, estou adorando! Sim, vou aproveitar! Obrigada, Betty!
Sofia, só ficou um pouco cansada de ter que posar, pois não está acostumada. Mas ao imaginar a cara de Jenny a vendo naquelas roupas, logo, animou-se.
Sempre que tinha uma oportunidade de tirar fotos que corroboravam com a nova proposta da Ecomoda de vestir bem qualquer pessoa, Betty aproveitava para registrar o momento de forma oficial, fotos profissionais de um fotógrafo de moda que há anos trabalhava com a Ecomoda. Na verdade, era uma ideia de Armando: tirar estas fotos, nas lojas da Ecomoda, com funcionários vestidos com as roupas da Ecomoda e acessórios e tratamento estético dos parceiros, como salões, produtos cosméticos, sapatos, joias, entre outros, de modo, a corroborar com a nova proposta (lançada por Betty) e com isso, vender mais e mais as franquias.
Era mais uma prova que faziam uma boa dupla, como a própria Marcela percebeu. Ao mesmo tempo que promoviam bem-estar entre o quartel, principalmente, que nunca haviam tido a oportunidade de se arrumarem assim, ao mesmo tempo, estavam como funcionárias ajudando a consolidar ainda mais a marca no mercado.
Por este tipo de proposta, Seu Roberto já não mais se preocupava tanto com a empresa, preferindo descansar da jornada laboral, curtir um pouco a esposa, e a filha Camila e o neto Michel na Europa. Sabia que, a empresa estava bem administrada por sua nora e finalmente, seu filho era um pai de família e marido maduro e responsável. Por outro lado, os cheques dos Valência estavam sendo depositados em dia, o que garantia um pouco mais de paz para todos os Mendoza, também.
Após a sessão de fotos, Sofia respondeu um questionário padrão, sobre suas impressões sobre o atendimento, explicações e conselhos dos atendentes. Era um novo procedimento, recomendado por Catalina que estava sendo adotado. Uma espécie de pesquisa de satisfação, composta de 5 perguntas diretas. O formulário seria respondido pelo cliente, de próprio punho e depositado em uma urna a ser aberta, apenas na Sede da Ecomoda, por Betty, Armando ou Nicolás, garantindo sigilo.
Depois de tudo, Sofia utilizou o serviço de Transporte e Logística Ecoflex (Ecomoda-Transflex) que também era um dos novos parceiros da Ecomoda (já estavam utilizando desde o Desfile Renascimento para transporte de equipamentos, modelos e parceiros comerciais.
Tudo isso, era graças a parcerias e anotado e controlado na ponta do lápis por Nicolás, com ajuda da própria Sofia, desde o primeiro mês de gestão de Betty, ainda sob o embargo da Terramoda. Desde, então, estas parcerias só cresceram, muitas foram abandonadas, por não ser de interesse das partes. As únicas parcerias totalmente consolidadas eram com a Pantene e a Maxfactor" que há pouco mais de uma década atuavam junto à empresa.
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Ao chegar em casa, Aura Maria que havia trazido Jimmy para brincar com os meninos de Sofia, surpreendeu-se com o visual da amiga.
—Aí, ficou uma mamacita!
—Nem tanto, Aura Maria, nem tanto!
—Ah, ficou sim! Hoje, é capaz de arrumar um tripapito e esquecer de vez o cheque!
—Ai, Aura Maria! Nem penso nestas coisas!
—Que há, hein, Sofia? Você não está morta! Ainda tem muita lenha para queimar!
—Como vão fazer com Inesita?
—Betty ficou de buscá-la!
—O Seu Hugo entrando no carro do Seu Armando?
—Ah, aí eu não sei! Nem sei se Seu Hugo vai vir!
—Ah, ele não larga dela!
—Acho que vou subir para descansar.
—Mamãe!!
—Meus filhos lindos.
—A senhora que está linda!
—Imagina se papai a visse, iria querer voltar para casa.
—Meus filhos, as coisas não são assim.
—Ah, mamãe, tenho certeza!
—Ele vai vir hoje?
Sofia fica, sem jeito, Aura Maria, chama os meninos para brincar. Sofia sobe as escadas, tira o vestido, coloca no cabide, dá uma enrolada nos rolinhos do cabelo e prende com grampo e deita-se um pouco de barriga para cima para não borrar a maquiagem. Não iria dormir, apenas pensar em algumas coisas, inclusive, no que seus filhos haviam dito.
Logo, a campainha soou. Era o buffet para montar as coisas. Depois Sandra e Bertha e seus filhos, o marido (que logo iria embora para buscá-la depois). Freddy e Wilson, Betty, Armando, Camila, Nicolás, Gutiérrez e esposa, Dona Júlia e Seu Hermes, Mirella e Catalina, toodos estavam lá.
Armando havia passado na casa de Inesita, mas Hugo, após uma implicância decidiu não ir à festa. De qualquer forma, ele não costumava se dar bem com Sofia, nem com ninguém que iria à festa, com exceção de Catalina e a própria Inesita. Então, Betty e Armando a levaram, com a promessa de cuidarem muito bem dela.
Antes que Sofia descesse as escadas, ao saber que a amiga havia deitado e provavelmente, não estava do mesmo jeito que saíra da loja, Betty chamou Catalina para ajudá-la a dar uma arrumada nela. Ainda bem, pois a maquiagem já estava borrada e o cabelo bagunçado.
—Ficou muito bem, Sofia! Mais um dia vou te levar para fazer uma limpeza de pele e umas massagens! -disse Catalina, sempre querendo ajudar
—Faria isto por mim?
—Sim. Mas você vai ter que me dar carta branca como Betty Fez!
—Se for para ficar tão bonita quanto ela, eu aceito.
—Cada pessoa tem uma beleza única, Sofia! Vamos descobrir a sua!
—Este é o problema!
—Não. Tem que mudar esta mentalidade!
—Sim, como eu! -completou Betty
Logo, as três desceram as escadas. Todos estavam maravilhados com o novo look de Sofia (não que ela tivesse operado grande mudança, mas estava sorrindo, de cabelo enrolado e presos em um coque).
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