Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
122 Capítulo 121 Nova leitura de Cartas
Notas iniciais
—Ora, ora! Quem é esta bela dama ao lado das também belas damas Dra. Betty e Dra. Catalina? -galanteou Freddy
—Creio que é a Dona Sofia! -respondeu wilson
—Não, imagina! Não é a Sofia! É uma jovenzinha!
—Para de brincar, Freddy! Sabe muito bem que sou eu.
—Sofia? -sempre brincalhão -Olha só! Quem diria. Ficou bem, não, companheiro Wilson?
—Sim, muito bem.
—Obrigada, rapazes! -Sofia sorriu.
—Chegaram os músicos!
—Músicos?
—Espero que não se importe, Sofia! Um pouco de Vallenato e Salsa não faz mal a ninguém! Um trio assim divino! Um deles é amigomeu! Um Triplepapito!
—Aura Maria!
—Triplepapito, é?
—Ora, Freddy! Estou apresentando para ver as amigas se interessam! Eu já tenho você, meu grilinho!
—Vai ver, Aura Maria!
—Ora! Ora! Estão vendo?
—Você que procurou por isso, Aura Maria! -respondeu Sandra
—Ora! Estão do lado de quem?
—Mãe! Estou com fome! -o filho de Sofia
—Ora, meu filho. É só pedir aos garçons que eles servem o que pedir. -respondeu Sofia -Não é, Betty?
—Sim, vamos lá, rapazinho. Vou pegar algo e nos servimos juntos.
A campainha soou outra vez:
—Ai, ninguém atende esta porta?
—Eu vou!
—Não, fique tranquila, Sofia!
Logo, entra o Trio que Aura Maria contratou. Enquanto montam as coisas para tocar, o quartel, e demais convidados se colocam em fila para escolher os crepes.
—Hummm.... isto está muito bom!
—Quantos crepes já comeu, Bertha?
—Este é o segundo!
—O segundo desta hora, não é?
—Ai é que está tão bom.
—Está mesmo.
—Betty, qual sabor pediu?
—De queijo com palmito.
—hummm. -Betty colocou um pedaço na boca de Armando
—E o seu?
—De frango, presunto e queijo!
Ele coloca um pedacinho na boca de Betty.
—Hum... está bom.
—É? -beijo
Após comerem e beberem um pouquinho, Mariana fez um convite:
—Credo que chegou a hora.
—Hora de quê? -perguntou Armando
—Armando, as meninas querem colocar as cartas pelo aniversário de Sofia!
—O quê?
—Sim...
—Mas aqui?
—Sim.
—Veja, aqui é a casa de Sofia, onde vive com seus filhos podem ter problemas e...
O quartel sobe, apenas Betty fica embaixo segura pelo braço de Armando.
—Você não vem, Betty?
—Vou...
Betty olha para Armando que lhe devolva de forma suplicante
—Betty...
—Vão indo, meninas....Eu já vou.
Quando elas sobem.
—Betty.
—Armando, eu te disse iríamos colocar as cartas hoje.
—Sim, mas .... eu tinha esperança que não acontecesse... Por ser uma casa de família e...
—Armando! Assim está ofendendo o quartel.
—Desculpa, Betty!
—E a mim também! O que pensa que fazemos? Mariana é muito séria na leitura, só fala que vê.
—Eu sei, mas...
—Ai, você está parecendo meu pai.
—Què, Betty? Como assim?
—Ah sim. Mí amor.
—Desculpa, Betty. É que... é que... eu tenho medo, Beatriz! -a abraça -Muito medo.
—Mas do quê?
—Das cartas! Dos que elas vão falar... para que você quer saber do seu futuro? Para quê? Se seu futuro é comigo? Não sabe que é comigo?
—Lógico, meu amor!
—Então, para quê quer saber mais?
-Não quero saber, meu amor! A única vez que quis saber, soube que teria um romance arrebatador com o homem pelo qual estava apaixonada e mudaríamos a vida um do outro, logo...-beijo
—É mas de outra apareceu que ... ai, Betty! Fica aqui comigo.
—Armando...
—Não confia em mim e no meu amor?
—Sim, confio totalmente em você, mas...
—Armando!
—Desculpa, Betty. Desculpa! Vai lá com suas amigas, vai! Mas volte logo e para mim. Promete?
—Sim. -beijos
Betty subiu e Freddy chegou-se a Armando.
—Doutor Armando! Onde que foram estas meninas que desapareceram?
—Elas foram lá colocar as cartas com Mariana.
—De novo isso? E a doutora também?
—Sim, claro, Freddy?
—E o senhor deixou?
—Claro.
—Mas, doutor... Não sabe do que estas mulheres falam quando colocam as cartas?
—Sei... do futuro.
—De homens, doutor!
—Quê?
—Sim.
—Olha, doutor! Perdão, mas desculpe-me, mas o senhor não deveria ter deixado. Eu sou apenas o noivo de Aura Maria, nem noivo direito sou, mas o senhor, doutor, é marido, tem que exercer seu direito...
—Olha, Freddy, o que pensa que sou? Eu posso ser gritão, um ogro às vezes, mas não sou um mandão machista. Não posso proibir minha Betty de fazer algo que gosta com as amigas, não sou este tipo de homem! Ainda mais, confio nela.
—Bem, o senhor quem sabe...
Armando tenta se distrair, mas sabe que assim como Freddy também tem medo.
No quarto de Sofia:
—Oi, meninas!
Ai Betty! Pensei que não viria!
—Imagina! Se disse que viria!
—Seu Armando deixou?
—Imagina, por que não deixaria?
—Meninas! Vocês pensam muito mal do Seu Armando! -Inesita chamou a atenção -Ele é um bom homem, marido e pai!
—Sim, melhorou muito com Betty!
—Ah, mas continua gritando! -comentou Bertha
—Meninas, não gosto que falem assim de Armando! repreendeu Betty, de cara fechada
—Ai, desculpe, Betty!
—O que posso dizer é que estou aprendendo muito com ele, e quando não erro, ele é até que é bem paciente para ensinar! Contou Sandra
—Ah, mas uma!
—Meninas, concentrem-se, vamos por as cartas agora! Quem vai primeiro?
—Por que não a aniversariante?
—Preferia que lessem de alguém primeiro!
—Ah, pode ser da Sandra!
—Sim, lê o meu! Peguei o buquê da Betty, quero saber se vou ter um noivo, namorado, algo assim!
—Está bem! Pegue as carta como fizemos da outra vez!
Sandra faz conforme as instruções de Mariana.
—Hummm...
—Então?
—Noivo...noivo, não. Por enquanto, não!
—Namorado, algo assim? E este loiro aí?
—Ai, do lado do...
—E como diz o pai de Betty:
— -Todos exclamaram
Ela ajustou os óculos
—Então, Sandra, você não terá um namorado, mas alguém que lhe fara conhecer grandes prazeres como nunca antes!
—Puxa! Mas tudo bem, do jeito que eu estou, estou aceitando!
—E ele é alto?
—Não á para saber ao certo. Mas deve ser, pois aparecerá como u príncipe aos seus olhos: loiro, com porte.
—Ai, ai! Mas quando? Hoje?
—Não, vai demorar um pouco. Mas será intenso. Marcará muito os dois! Viverão momentos muito prazeirosos!
—Ai!! Eu já o conheço?
—Sim, mas... aqui as cartas de viagem, mas há muito não se veem!
Sandra sorri e pensa que pode ser Michel. Mas Mariana logo a adverte:
—Mas cuidado: esta carta indica perigo. Tem que ter muito cuidado com ele. Conforme vê não é boa coisa, é meio ardiloso, astuto.
Sandra fica meio animada, mas ao mesmo tempo triste, pois pelo que disse Mariana, não pode ser Michel, já que o francês é um bom homem e cavalheiro.
—Agora, Sandra, a carta do trabalho: no trabalho vai muito bem! Vejo vários negócios, dinheiro.
—Ah, isto já sei! Mas queria um namorado! -desanimada (Betty a abraça)
—Agora, Sofia!
—Está bem!
Ela pega as cartas conforme Mariana a ensina:
—Hum... uma grande mudança: casa e carro!
—Será que ela vai ganhar o processo contra o cheque?
—Provavelmente sim!
—Já não era sem tempo!
—E o cheque vai largar a demonstradora e ficar com ela?
—Ah não, meninas! Não quero saber! -negou-se Sofia
—Vejo um homem em sua vida!
—É o Efraim?
—Parece alguém diferente. Mas é alguém que conhece, que voltará mudado. Nada será como antes. Terão ótimos momentos juntos!
—Ai!
—Aí, Sofia!
—Ai, nem no meu aniversário.
—Agora, Inesita!
—Ah, não, meninas! Já não quero mais saber mais dessas coisas!
—Nem profissionalmente?
—Já tenho o que quero. Amo trabalhar na Ecomoda!
—Ai, Inesita!
—E você, Aura Maria?
—Ah, a Betty, primeiro.
—Vem aqui, Betty!
—A Betty já tem tudo o que queria na vida; o bombom do Seu Armando, a Presidência da Ecomoda, uma filha...
—Bem, já sabe...
—Assim?
—Um casal. Vejo aqui um período de muito amor, muita felicidade, muita tranquildade. Profissionalmente, muitos negócios. Vejo, a coroa.
—Não podia esperar outra coisa!
—Ela merece pelo que sofreu!
—E Betty estando bem, todos estaremos!
—Mas também, vejo a carta, estranho a mesma carta que apareceu para Sandra. Podendo ser a mesma pessoa ou não.
—Estranho!
—Alguém comum às duas?
—Será o Daniel Valência?
—Não creio, meninas. Ele está sempre por aÍ! Não vem de longe e sabemos como aparece. Esta pessoa vem de longe, e não vem só, tem uma mulher junto!
—Uma mulher?
—Mas e casado? Ah! -reclamou Sandra
—Não parece ser a mulher dele, não! Não aparece o símbolo da aliança!
—E o que, então?
—Não dá para saber ainda!
—Ah, então do que adianta?
—Apenas interpreta o que aparece.
—Está bem!
—Esta mulher vai trazer muitos problemas, mas nenhum como do homem misterioso.
—Tem ideia de quem seja, Betty?
Betty fica pensativa, tem ideia de quem poderia ser, mas se arrepia só em pensar.
—Não, não sei! -mentiu-lhes
—Aura Maria...
—Quero saber se meu grilinho vai me pedir em casamento ou não e ...
—Calma! -pediu Mariana, que a instruiu como deveria fazer.
—Aqui a carta da noiva.
—Então, quer dizer...
—Mas antes, muitos e muitos problemas.
—Ai
—E aparecerá outro...
—Outro?
—Si. Que colocará em cheque sua relação!
—Ai!
—Você estará entre dois amores.
Logo, Julia sobe chama-las.
—Ah sim! Temos que ir!
—Mamãe! Onde você estava?
—Conversando com as menos do quartel! -respondeu Sofia
—Betty! Ela está querendo mamar! Você trouxe mamadeira?
—Está no carro!
—Eu pego, então.
—Deixa que eu dou de mamar. Os peitos estão cheios!
—Mas não aqui!
—Lógico que não!
Betty vai para uma sala
—Armando!
—Sim, mí amor?
—Me abraça.
—Que foi, Betty?
—Não é nada! Só me abraça!
—Abraço sempre que quiser, mas...
—Diga que me ama!
—Sempre!
—Sempre?
—Sempre te amarei! Mas o que foi?
—Nada.
Armando acha que Betty voltou estranha da “conversa” com as amigas, mas prefere não perguntar para que se concentre em amamentar a filha. Ela fica perdida pensando.
“Quem será este homem?” -prefere não responder, porque seu coração já sabe a resposta. “E esta mulher? Alejandra? Não, ela gosta do Armando, mas desde que soube que estamos juntos, nunca tentou algo com ele. Ai, Armando! Espero que você não me decepcione!”
Betty acabou de dar de mamar e voltou para a sala. Logo, Júlia se acercou dela e perguntou:
—Oi, mihija! Onde estava?
—Dando de mamar à Camila. Onde está Armando?
—Ali no canto. Mamita, sabe quem é esta moça que está falando com ele? Não me lembro de tê-la visto.
Betty olha e reconhece. É Mirella, mas ela está bem diferente da moça discreta que conhece.
—Acho que sei quem é, mãe!
—E quem é, mihija? -Betty apertou os olhos e viu a moça que lá estava conversando com seu marido
—Mirella.
—Mirella?
—Sim, é assistente de Catalina.
—Ah, então...
—Mirella coincidentemente foi secretária de Armando antes de trabalhar com Catalina e coincidentemente, era apaixonada por Armando!
—Quê?
—Sim. Trabalhou antes de mim na Ecomoda, mas não aguentou a indiferença dele e foi embora.
—Você acha que...
—Não sei, mãe... Não sei! Até hoje achava que não, que era coisa do passado, mas hoje...
—Ai, mihija! Então, vai até lá!
—Não posso, mãe!
—Não pode deixar assim!
—Não posso agir como Dona marcela não sou assim!
—Não precisa, você é diferente dela, mihija! Aja da sua maneira, seja racional.
Respira fundo e vai em direção a eles.
—Oi, Armando!
—Betty, minha Betty! -beijo Onde está Camila?
—Com minha mãe!
—Não vai cumprimentar Mirella?
—Mirell
—Sim, Betty. -sem jeito -Sou eu!
—Mas está muito bonita, mudada! (Betty repara no vestido pegado ao corpo, com um decote, bem diferente das roupas que usava. Ela havia trazido uma bebida para ela e oferecido outra a Armando.)
—Obrigada, Betty! (Ela olhou para Armando, que ao reparar devolveu o sorriso.)
—Catalina estava te procurando Mirella!
—É? Ah vou vê-la.
Não era mentira, pois Catalina, de fato, a procurava)
—Ela está lá perto da mesa.
Mirella, mesmo contra a vontade, vai onde Catalina está. Não veio ali para trabalhar e sim para se divertir. Já havia bebido um pouco.
—Pois não, Dona Catalina?
—Ah, oi Mirella! Onde estava?
—Conversando com Seu Armando ... e a Betty. Ela que me deu o recado!
—Ah sim. Olha, conversa com eles, parece que fazem circuito de cruzeiros e atendem em todo o litoral. (Apontou para um dos responsáveis pelo Buffet)
—Ok. Pega contatos. Vamos orçar com eles. Parece que fazem decoração também. Por favor, verificar.
—Sim, Dona Catalina.
—O que está bebendo?
—Um coquetel que a Mirella me trouxe.
—E sai bebendo sem saber o que é?
—Ora, Betty. Mas conhecemos a Mirella, era minha secretária, trabalha com Cata.
—Sim, claro.
—Está com ciúmes, Betty?
—Imagina é que...
—Você tem ciúmes da Mirella pelo fato de ter sido minha secretária antes de você? -ele deu uma risadinha
—Não ria!
—Nunca tive nada com ela, nem com nenhuma secretária, funcionária fixa da Ecomoda! Até nos relacionarmos você e eu!
—Eu sei, mas...
(Segurou o rosto dela)
—Você foi a primeira e a última secretária ou assistente que beijei ou namorei, e logo, a tomei como esposa. -Beijo
—É que te amo!
—Eu sei!
—Posso tomar um pouco deste drink contigo?
—Sim, mas só um pouco, pois ainda amamenta.
—Sim.
Os dois tomam da mesma taça o drink que tinha um gosto doce.
Após o parabéns, todos foram para duas casas. Sofia estava contente, a casa estava limpa, pois o buffet que Betty contratou deixou tudo arrumado, melhor que antes. Colocou os filhos para dormir e deu-lhes um beijo nos filhos. Logo, tirou os sapatos e fechou os olhos para relaxar. Neste momento, a campainha soou, trazendo uma visita inesperada.
Fale com o autor