Tamers of Violence

1 Um dia comum no mundo


Notas iniciais
Bem pessoal, aqui está meu mais novo projeto após muito tempo sem postar nada. Espero que gostem.

Era mais um dia como qualquer outro, em uma parte qualquer do planeta Terra. Prédios abandonados e deteriorados, ruas vazias com o asfalto destruído.

O sol quente da tarde caía sobre um rapaz trajando um casaco azul, o mesmo ofegava enquanto mantinha o capuz do casaco protegendo sua cabeça. Ao encontrar uma loja de conveniências abandonada, o rapaz adentrou a mesma procurando por alimentos não perecíveis ou que estivessem dentro do prazo de validade.

No final, o rapaz encontrou alguns pacotes de macarrão instantâneo , três garrafas de água de dois litros e dois pacotes de salgadinhos. Sem perder tempo, o jovem abriu sua mochila, jogou os mantimentos dentro da mesma e saiu do estabelecimento.

Ao sair do local, o jovem teve o azar de se deparar com um deles. Parecia ser um garoto, por volta de uns quinze anos, cabelos castanhos, pele clara, a primeira vista uma pessoa comum como ele, porem seus olhos mostravam o contrário,havia um brilho elétrico emanando uma estranha energia vermelha de seu olho direito.

Assim que a "criatura" percebeu a presença do rapaz, a mesma sorriu abertamente, logo um manto de energia envolveu a mesma, o manto tinha uma coloração vermelha clara e a forma de um gorila, que rugiu junto ao seu portador.

— Essa foi uma má hora para ir as compras...

O jovem suspirou e se pôs a correr assim que a criatura avançou contra o mesmo. Era assim que funcionava o mundo em que vivia, dia após dia, fugir desses monstros enfurecidos.

A criatura o perseguia em frenesi profunda, destruindo tudo que estava entre ela e sua presa. Foi então que o garoto tropeçou indo de encontro ao chão, a criatura continuava a se aproximar. Assim que a mesma saltou contra o jovem, pode se ouvir disparos de uma arma.

— Ei cérebro de primata! Por que não pega alguém do seu tamanho? — Uma terceira voz se pronunciou dando uma gargalhada, era masculina e coberta de humor e animação.

O capuz do jovem havia saído de sua cabeça, deixando que seus cabelos negros pudessem ser vistos, o mesmo olhou em direção ao seu salvador.

Era um rapaz de cabelos negros assim como ele, possuía um brilho elétrico que emanava uma energia laranja de seu olho direito, em suas mãos havia uma submetralhadora da mesma cor de seu olho.

— É melhor correr rapaz, eu não posso garantir que você não vai se ferir se continuar aqui. — O garoto gargalhou.

Sem dizer uma única palavra, o moreno se levantou limpando suas roupas e pegando sua mochila. Ele apenas deu cinco passos, ficando um pouco atrás do jovem que o havia salvo agora pouco.

Enquanto isso, o gorila se levantou destruindo uma parte do solo, estava furioso, seu alvo havia mudado agora, ele queria vingança contra seu agressor que atrapalhou sua caçada.

— Hora do Show! — O jovem da submetralhadora riu começando a disparar contra o mostro que se protegia com seus poderosos braços. — Parece que esse é dos durões!

O gorila se enfurecia cada vez mais, por fim, o mesmo bateu suas duas mãos contra o chão causando um pequeno tremor e tirando o foco do rapaz que o atacava. Foi então que mais uma vez a fera avançou, dessa vez com um novo alvo em vista.

— Maldito. — Resmungou o moreno tentando se erguer, porem os tremores haviam causado rachaduras que deixavam suas mãos presas naquele momento. — Merda! Cara, fuja de uma vez!

O encapuzado ignorou as palavras de seu salvador se posicionando em frente ao mesmo. A fera estava cada vez mais perto e rugia cada vez mais alto a cada passo. O encapuzado sorriu, quando a fera estava a centímetros de distância do mesmo, o moreno adentrou o manto e esmurrou a face do jovem que se encontrava dentro do mesmo.

O soco jogou o rapaz para fora do manto fazendo o mesmo se desfazer por completo. Por fim, o rapaz se chocou contra o chão, inconsciente.

— Parece que estamos empatados agora. — Sorriu o encapuzado ajudando o outro rapaz a se soltar.

— C-Como você fez isso? — Indagou o de olho laranja.

— É uma longa história. — Suspirou o de casaco coçando sua nuca. — Aliás, me chamo Dim.

— Eran. E não se preocupe, nós teremos bastante tempo para conversar, enquanto viajamos.

— Viajar? O quer dizer com... — As palavras de Dim foram interrompidas pelo barulho da hélice de um helicóptero que se aproximava do local.

Por fim, o helicóptero levou os dois garotos. O local de destino era um enorme prédio antigo, na verdade, seu subsolo. Abaixo do prédio havia uma estranha base tecnológica, fazia muito tempo que Dim via tanta tecnologia reunida.

Enquanto Eran guiava Dim pelos enormes corredores do local, o moreno pode notar diversas pessoas indo e vindo, aquela parecia uma base de operações bastante complexa. Foi então que Eran parou em frente a uma porta e sem esperar muito, abriu a mesma com bastante entusiasmo.

— Mel! Eu voltei! — Disse Eran em tom animado.

Dentro do local que parecia um laboratório de pesquisas, havia uma garota mexendo em um computador e sentada em uma cadeira, seus cabelos eram negros assim como seus olhos, era alta e pela sua expressão parecia estar bem sonolenta. Ao notar seu nome sendo chamado, a maior se ergueu e foi até Eran envolvendo o mesmo pelo pescoço e o abraçando, Eran respondeu ao gesto.

— Olá pequeno, como foi sua missão? — Questionou a cientista.

— Foi muito bem, mas preciso que você analise esse cara aqui. — Eran apontou para Dim.

Olhando melhor, Dim pode notar que era apenas alguns centímetros mais alto que Eran, enquanto Mel era mais alto que ambos.

— Hm, tudo bem. Sente-se naquela maca logo ali senhor...Como se chama mesmo? — A morena olhava de forma fixa para o rapaz enquanto indicava onde o mesmo devia ir.

— Me chamo Dim. — Respondeu o encapuzado indo para a maca que lhe foi indicada.

— Prazer, me chamo Melany. — Respondeu a morena.

Após Dim se sentar, a cientista começou a checar os batimentos cardíacos do mesmo, depois passou para a pressão. Tudo estava indo normalmente, até ela pegar um estranho aparelho e conectar três fios na região das têmporas e nuca do rapaz.

— Isso é estranho, os dados não podem estar corretos. — Pronunciou a jovem observando o monitor do computador.

— Bem, só a uma forma de testar, — Dito isso, o olho da cientista emanou uma energia azul clara e uma pata de urso feita de energia de formou indo na direção de Dim.

Porem, a mesma coisa que correu no ataque do gorila, ocorreu naquele momento. O ataque passou reto como se Dim nem ao menos estivesse no local.

— Isso é estranho, muito estranho. — A morena parecia apreensiva.

— O que aconteceu? — Eran era o que mais estava confuso com a situação, enquanto Dim parecia indiferente.

— Ele não possui nenhum NA em suas leituras neurais. — Respondeu a morena.

— Como? Isso é impossível! Todos têm NA! Nunca encontramos um só individuo que não tivesse isso! — Eran agora entendia o que estava acontecendo.

— Bem, parece que encontramos o primeiro caso.

— Com licença. — Dim interrompeu a conversa dos dois. — O que seria NA?

Mel e Eran se entreolharam, a morena suspirou, era sempre assim com todos.

— Dim, você sabe o que ocorreu dez anos atrás certo? — Começou Mel.

— Sim, eu sei mais ou menos. A Rússia e os EUA construíram uma nova arma que deveria acabar com o desejo das pessoas por ferir os outros. Mas a arma deu errado. Além de destruir uma boa parte do planeta, a maioria dos habitantes da Terra ficou louca e começou a agir de forma estranha emanando uma espécie de energia maluca, ou algo assim. — Respondeu Dim tentando explicar da melhor forma que podia.

— Bem, você está quase totalmente certo. O objetivo da bomba era desligar uma parte do cérebro responsável pela função de sentir raiva, ódio ou apenas querer infligir dor a outra pessoa, além disso, nós humanos não somos capazes de usar cem por cento de nossas capacidades mentais. Porem, após a explosão dessa bomba, o efeito foi oposto, nossas capacidades cerebrais foram levadas ao máximo e nosso cérebro parece ter desenvolvido uma nova função. Nós a nomeamos de CNA, que significa Controle de Nível de Agressividade. Essa função faz nós sermos capazes de produzir e controlar uma espécie de energia neural de acordo com nossa quantidade de raiva, mas não é somente isso, se a pessoa não controlar bem a energia que usa ela fica fora de controle e começa a atacar tudo que vê pela frente. Isso é o que ocorreu com a maioria dos habitantes da Terra. Mas de alguma forma, você possui um NA de zero, o que teoricamente deveria ser impossível. — Explicou a morena.

— Entendo, mas o que vocês esperam que eu faça? — Questionou Dim.

— Nosso objetivo é reconstruir a Terra da forma como pudermos e ensinar a todos os habitantes a controlar seu novo poder. Por isso essa organização foi criada, nós chamamos ela de Tamers Of Violence. — Concluiu Melany.

— E então Dim? Quer se juntar a nós? Assim podemos entender melhor o motivo de você não possuir nenhum nível de agressividade — Ofertou Eran.

— Como não tenho mais nenhum lugar para ir, aceito. — Respondeu Dim.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem suas opiniões nos comentários.