Como era o último dia de férias a turma resolveu ir ao parque de diversões para distrair a cabeça, o clima estava ótimo. Menos para o Cebola que tentava se aproximar da Mônica sem sucesso.

Ele não sabia , mas ela adorou as flores que ele havia levado , mas porquê ela não lhe desculpou, e porquê agora ela saía de perto toda vez que ele se aproximava?

–Meninas , vamos no trem fantasma?.-Denise sugere.

–Eu não entro ali , nem que me paguem! Pensando bem...vocês não podem me pagar né?!

–Afe Carminha! Vamos logo!.-Denise puxa a Carmem que entra gritando feito louca no trem fantasma.

Os rapazes ficaram esperando do lado de fora e os gritos da Carmem dava para ouvir até do alto da roda gigante.

–Que garota mais fresca, eu hein?!.-Cascão fala tapando os ouvidos.

–Pois é...Cebola , está tudo bem?

–...

–Cebola!

–Desculpa, eu estava com a cabeça em outro lugar.

Seus amigos estranham mas já imaginavam o que estava se passando.

Finalmente as garotas saem do trem fantasma e todas estavam vermelhas de vergonha pelo escândalo que a Carmem fez.

–Ai meninos...vocês não sabem o susto que eu passei.-Ela fala colocando a mão no coração

–Caramba , em vez de nos assustarmos com os monstros, foram os monstros que assustaram com os berros da Carmem!.-Denise fala quase se escondendo de vergonha.

O dia não estava nem na metade e eles tinham muito que aproveitar ainda.

Cebola reparou que a Mônica estava sorridente ao lado das amigas, talvez se aproximar dela seria mais fácil.

–Você gostou Mô?!.-Cebola pergunta todo educado.

–Sim, mas meus ouvidos estão doendo.-Ela sorri, talvez ela não pudesse ficar longe dele por muito tempo e isso fez o ego dele inflar.

–Então...-Ele fala colocando o braço em volta dela.-Vai ficar tudo bem agora?

Logo os seus amigos acabam vendo os dois e Mônica logo tira o braço do Cebola em volta dela.

–Por mim...-Ela dá de ombros.- E seus amigos estão olhando , não quero que seja zoado por eles! Afinal meninos...eu não vou bater em vocês.-Mônica fala e vira as costas para sair de lá quando é surpreendida.

–Eu gosto de você Mônica!.

–Como é?.-Ela faz cara de surpresa mas no fundo já sabia.

–Gosto de você , de ficar perto de você, de ser seu amigo. Eu estava com vergonha e medo do que meus amigos iriam pensar, se iriam me zoar por andar para cima e para baixo com a garotinha que me batia.

Cebola fica quieto , ele estava tremendo e morrendo de vergonha, até que o Cascão fala:

–Careca , a gente nunca iria te zoar por gostar de estar com a Mô, nós também gostamos muito dela , é uma amigona. E também não gostamos nada do que você falou.

–Vi-viu só Mônica, o que me diz? Você me perdoa?

Ao invés de falar a Mônica lhe surpreende com um abraço , não foi um discurso longo mas foi o suficiênte, ela não queria falar com ele e quando os amigos aparecessem eles terem que se separar.

–Eu te desculpo Cebolinha! Eu já tinha te perdoado antes.

–Ué?! E porquê não me disse? E me deixou todo deprimido?

–Pois eu sou exigente e sempre sonhei em ser surpreendida em público.

Cebola sorri aliviado , no final das contas tudo tinha acabado bem, ou quase pois ele ainda não tinha ganhado o coração dela.

[...]

O dia no parque foi inesquecivél , foi uma pena ter acabado e as aulas voltarem no dia seguinte, mas Mônica não estava ligando para isso. Agora ela e o Cebola estavam bem de verdade , era tenso falar com os outros amigos e ignorar o outro, e doía ver o Cebola no canto tentando se aproximar dela e ela se fazendo de difícil.

Antes de dormir ela recebeu uma chamada de video da Michele , sua amiga distante.

–Ai que lindo! Ele fez isso tudo mesmo?

–Sim, foi um fofo. Ele é realmente um amigão,

–Se eu fosse você eu aproveitava a chance querida.

–Chance?

–Sim, pelo o que você me falou ele não é mais o garotinho de cinco fios que vivia te zoando. Agora é um belo rapaz que pagou um tremendo mico para uma garota orgulhosa e mimada perdoar ele.

–Ei! Eu não sou mimada! Se você tivesse ao meu lado , iria ver só!

Michele ri e fala:

–Mas não está queridinha! Ouça o que eu digom quando eu for aí te visitar , vou encontrar os dois juntinhos.

–Pára Michele! Percebi que o Cebola está interessado em mim sim , mas ele é só um amigo querido e assim será sempre!

–Ui, ui, ui!.-Michele ri.-Ficou até vermelhinha. Amiga eu tenho aula amanhã, então preico sair. Beijo!

Mônica se despede da Michele e desliga o computador, seu rosto queimava de tanta vergonha , ela e o Cebola só eram amigos e quando um não quer , dois não fazem.

Parece que ao fechar os olhos as horas passaram em um estalar de dedos, já havia amanhecido e Mônica estava muito animada e disposta.

Dona Luísa tirava um bolo quentinho de dentro do forno.

–Que cheiro maravilhoso é esse?

–Querida, você parece ótima hoje!.-Seu Sousa fala.-Sua mãe fez bolo de cenoura com cobertura de chocolate.

–Estou maravilhosa hoje papai!.-Ela fala e vai correndo para a cozinha aonde sua mãe colocava a calda no bolo.

–Nossa, eu nunca vi você feliz por entrar em uma escola nova.

–Nas outras eu não tinha meus amigos por perto né?!.

As duas riem e Luísa fica feliz ao ver que sua filha estava bem.

[...]

Cebola fica realmente feliz e ele não se importou de falar aquilo na frente dos outros , foi como ele ter se libertado. No fim ele ligava muito para o que seus amigos iriam pensar que nem percebia que eles só queriam o seu bem. Talvez agora eles fossem apenas amigos pois o Cebola não teve a coragem de dizer que seu sentimento vai além disso. Mas outras oportunidades virão e ele sabe que um dia será feliz com a garota que ama.