Notas iniciais
Demorei pois iria parar de postar nessa conta , mas mudei de ideia por enquanto. Boa leitura!

O primeiro dia de aula da Mônica em uma escola nova , mas ela não estava com medo e nem ansiosa. Seus amigos já estariam lá e não poderia haver coisa melhor.

–Já de pé querida? — Luísa pergunta ao ver que a filha já estava preparando o seu café da manhã.

– Sim , é o meu primeiro dia e tem que estar tudo perfeito.

– Ou é a senhorita que tem que estar perfeita , para um certo garoto?

Nessa hora Mônica quase engasga com um pedaço de pão.

– Q-que papo é esse mãe?!

– Estou brincando -Ela ri- Vou acompanhar você no café!

Como parar com aquela sensação de vergonha? Mônuca sentia o seu rosto queimar , na certa ela estava patecendo um tomate maduro.

_ Bom dia , meus amores! — Seu Sousa as cumprimenta ao entrar na cozinha.

– Bom dia querido!

– Bom dia pai!

– Está estranha filha , o que é?

– Emoção do primeiro dia. Eu vou escovar os meus dentes.

Mônica sai de lá antes que o seu pai fizesse perguntas e vai direto ao banheiro. Lá ela encosta na porta e abre um largo sorriso. Apesar de tudo o Cebola é um cara excepcional.

[...]

– Nossa filho , está perfumado, bonito...isso é para alguém especial?

– É sim! Mas não vou falar quem é. Agora eu vou indo que a Mônica está me esperando para irmos a escola.

Quando o Cebola sai porta á fora dona Cebola dá um sorrisinho , nem adiantava ele tentar esconder.

Mônica já estava esperando por ele. Como ela estava bonita. Ao chegar perto dela o Cebola ficou sem palavras e foi ela que teve que quebrar o silêncio.

– Está um gato! É para alguma garota especial?

– N-não , eu sou um gato mesmo! — "Droga, porquê eu disse isso?!" — E você se arrumou assim para alguém especial?

– Não , só queria estar bonita para o primeiro dia. — Ela fala e dá um sorriso tímido. — Vamos?

– Claro!

Então os dois vão para o colégio , ele não conseguia parar de olhar para ela e também como não olhar? Será que ela acharia bizarro se ele disesse que fez tudo aquilo pra ela?

Ela percebeu o jeito que ele a olhava de vez em quando e ela queria fazer o mesmo , mas aí ele iria perceber que ela queria mesmo que ele a olhasse.

Ao chegar no colégio eles vão ao encontro de seus amigos.

– Oi pessoal! — Mônica diz para os amigos , só um "oi" rápido pois o sinal já havia tocado e estava na hora da aula começar.

[...]

– E aí Mô , gostou daqui?

– Sim, muito. Gostei mais ainda por ter caído na mesma classe que todos.

– É...eu também gostei muito...

O clima estava começando a tomar conta quando os dois são interrompidos pelo Cascão.

– E aí Cebola! Vamos lá com o pessoal!

– Mas eu estava conversando com a...

– Pode ir Cebola, eu vou ficar com a Magali e com as meninas.

– Tudo bem então. — Ele dá um breve sorriso e segue com o Cascão.

"Bom , agora onde será que a Magali está?" Mônica olha por todos os lados a procura da amiga e finalmente a acha.

"Claro que ela vai estar no refeitório né?"

– Mônica , desculpa não ter te chamado. Mas achei que iria ficar com o Cebola.

– Fi-ficar?!

– Ai a louca! Olha só a cara dela , ficou parecendo um pimentão! (Denise)

– Mô não é esse tipo de ficar. Embora vocês dois combinem muito. (Marina)

– Quem diria...o Cebola e a Mônica juntos. Pára o mundo que eu quero descer.

– Denise, meninas...o Cebola é só meu amigo , ele disse isso naquele dia no parque. É só isso.

– Tudo bem Mô , só estávamos brincando.

Carmem que até então estava quieta fala.

– Humpft! Você deveria é agradecer e agarrar essa chance , se ele gosta de você só como amigo , então o faça gostar de um modo diferente.

Mônica fica pensativa , no começo ela achou que ele gostava dela , que tinha algum sentimento especial , mas ele nunca demonstrou isso desde quando eles começaram a se falar novamente. Claro que sempre fou legal , carinhoso e atencioso. Mas nunca se declarou de fato.

[...]

– Por hoje é só pessoal! Tenham uma boa tarde!

Finalmente chegou a hora da saída e a Mônica não via a hora de descansar.

– Ei Mônica , você quer ir ao cinema comigo hoje?

– Na segunda?

– Sim , é mais barato e nós pagamos meia.

– Eu adoraria , mas combinei de passar a tarde com a Magali.

– Tudo bem , eu te acompanho até em casa então.

– Muito obrigada mesmo.

No caminho o Cebola quase não falou nada, ele se sentia um completo idiota por ter convidado ela , onde já se viu que ela iria aceitar.

– Cebola , a noite podemos ver um filme juntos na minha casa. Não é um cinema , mas...

– Claro , mas e os seus pais? Não vai atrapalhar?

– Aniversário de casamento , eles vão passar a noite fora. E se eles estivessem lá também não teria problema.

– Então nesse caso eu levo um filme , e você cuida das pipocas , ok?

– Só se for de microondas!

Ele sorri e concorda com a ideia , como ela mesma disse. Não é nenhum cinema , mas só de ficar perto dela já valeria a pena.

– Chegamos! — Ela fala ao parar em frente á sua casa.

– Mônica... — Ele fala enquanto olha para ela.

– Sim? — Ela pergunta com os olhos brilhando em expectativa.

– Q-qual filme você vai queler ver?

– Você eacolhe , você tem muito mais gosto pra isso do que eu. Até mais tarde então! — Ela beija a bochecha dele e entra na casa.

"Droga! Qual é a dificuldade de falar que gosta dela?"

Cebola realmente fica frustado com aquilo tudo , era só dizer o que sentia e ponto final. Mas era mais difícil do que parecia.