Notas iniciais
Eu aqui de novo.
Agora postando o capítulo 30.
Gente, infelizmente vou demorar um pouco mais para postar o próximo capítulo, pois dia 08 de julho tenho monografia para entregar e apresentar, então me dedicarei só a ela, voltando com TSA logo após me livrar disso.Agradeço a compreensão.
Boa leitura e segurem o leque, o ventilador... enfim. rsrs

POV BELLA


- Não é como se fôssemos passar o Réveillon do outro lado do mundo, mãe. – eu disse.

- Eu sei. – ela disse, mas as lágrimas começaram a descer.

- Ei. Pare de chorar. Vou acabar chorando também – falei a abraçando.

- Não. Me ignore, filha. Você sabe como sou. – disse ela, rindo em meio às lágrimas. – Vou ficar bem. É só que é a primeira vez que passo longe das minhas filhas.

- Veja, Alice há anos passa o Réveillon conosco e a tia Ruth sobreviveu a todos eles.

- É diferente. A minha irmã educou Alice de um modo independente. – nos separamos do abraço. – Mas vá. Não quero atrasar vocês. Rose e Alice estão te esperando lá fora.

- Vai mesmo ficar bem? – perguntei preocupada.

- Vou sim. – ela sorriu, sem chorar mais. – Se divirtam.

- A que horas você e o papai pretendem sair?

- Daqui a pouco. Eu ainda preciso terminar de fazer o quiche, seu pai foi buscar as bebidas. Acho que sairemos por volta das oito da noite.

- Tão cedo. – franzi a testa. – A Sra. Weber que pediu?

- É que fiquei de ajudá-la com a arrumação da mesa.

- Hmmm... entendi.

Ouvimos a buzina do carro de Rose do lado de fora.

- Vá. Vocês vão se atrasar. – disse minha mãe.

- Te amo mãe. – a abracei novamente.

- Também te amo filha. – disse. Se eu demorasse mais tempo aqui provavelmente ela choraria de novo.

- Diga ao papai que o amo. – falei antes de passar pela porta. – Ligaremos logo após a meia-noite para vocês. – gritei já do lado de fora.

Caminhei até o carro de Rosalie, que me olhava impaciente.

- Que demora Bella! – ela praticamente gritou.

- Só estava me despedindo da nossa mãe, ok. – falei entrando no banco de trás do carro. – Relaxa. Você não pode se irritar desse jeito ou pode fazer mal ao bebê.

- Nem sabemos se estou mesmo grávida. – disse a loira, ligando o carro e o colocando na pista.

- Quanto mais tempo você vai esperar para fazer o teste? – perguntou Alice, que estava sentada ao lado dela.

- Até eu estar psicologicamente preparada para o resultado.

Durante todo o trajeto fomos conversando sobre como a vida e o corpo de Rose iria mudar se a gravidez fosse confirmada. Pela sua expressão, eu sabia que ela estava assustada. Principalmente quando comentamos sobre ela ter que amamentar. Rose era muito vaidosa, é claro que ela se preocuparia especialmente com a estética.

- Se meus peitos caírem e Emmett não gostar mais deles? – perguntou quando estacionou o carro na frente da casa dos Cullen.

- Rose, pare de se preocupar com isso. Como você mesma disse, nem sabe se está realmente grávida. – falei saindo do carro.

Pegamos as nossas sacolas na mala, e antes de caminharmos até a entrada ela nos parou.

- Ei, vocês duas. Nada de comentar sobre isso com os meninos e principalmente com Emmett, estamos entendidas?

- Pode deixar, Rose. Nossa boca é um túmulo. – assegurou-lhe Alice.

- E você nem pense em beber qualquer coisa alcoólica esta noite. Se estiver mesmo grávida não vai fazer bem ao bebê. – lembrei-a.

Ela bufou e caminhou em direção a entrada. Eu e Alice nos entreolhamos e sorrimos, seguindo-a. Tocamos a campainha e segundos depois Jasper apareceu para abrir a porta. Ele estava tão sorridente, Alice não ficou muito diferente ao vê-lo também. Eu estava muito animada com os avanços que os dois estavam tendo. Principalmente agora com a baixinha sabendo de tudo.

- Boa noite meninas. – nos cumprimentou, olhando diretamente para Alice.

- Boa Noite Jazz. – falei, então ele se voltou para mim.

- Hey, Bella. – sorriu. – Edward acabou de subir. Acho que foi tomar banho. E Emmett está na cozinha, Rosalie.

- Vou lá falar com ele. – disse minha irmã, sumindo das nossas vistas em seguida.

- Bom... eu vou ver Edward. – falei indo em direção as escadas.

- Oi Alice. – ouvi Jazz atrás de mim. – Vou te levar ao quarto de hóspedes para você se trocar e... – sorri ao ouvir o início da conversa enquanto subia as escadas.

Alcancei o corredor do quarto de Edward e bati antes de entrar. Como não houve resposta, girei a maçaneta e entrei. Foi inevitável não lembrar o dia que o flagrei dormindo sem roupa. Sorri com a memória.

Ouvi o barulho do chuveiro. Ele estava mesmo tomando banho como Jasper dissera.

Joguei a minha mochila e a sacola com a roupa que eu usaria esta noite em cima do sofá, depois me sentei em sua cama.

- Edward? – chamei um pouco alto para que ele soubesse que eu estava ali.

O chuveiro foi desligado de imediato.

- Bella? – a voz de veludo ressoou do banheiro.

- Estou aqui.

- Cinco minutos e já saio. – disse ligando o chuveiro novamente em seguida.

Enquanto esperava Edward terminar o banho, fui até o rack, peguei o controle remoto que estava ao lado da TV e liguei-a. Passei os canais e parei em um que exibia um antigo episódio de Friends. Quando a série era sucesso eu ainda era muito pequena, logo não acompanhei aquela época. Gostava de assistir a reprise, no entanto. Gostava de todos os personagens, mas a minha preferência sempre foi o Joey. Ele é o mais divertido.

Estava à vontade, deitada na cama de bruços com os braços e o queixo apoiados em cima do travesseiro quando a porta do banheiro se abriu, quase me assustando. Virei-me no mesmo instante que Edward passou por ela com uma toalha branca enrolada na cintura e a outra em suas mãos, enxugando os cabelos. Acho que estava muito entretida em Friends, pois nem tinha escutado o chuveiro ser desligado. Nossos olhos se encontraram e ele sorriu, daquele jeito sexy que fazia com que meu corpo se arrepiasse todas as vezes.

Ele veio caminhando até minha direção, colocou a toalha que enxugava os cabelos no ombro e se abaixou, apoiando as duas mãos na cama para me beijar. Foi um beijo rápido, mas ainda assim de um modo que me deixava quente e com uma imensa vontade de aprofundar.

- Você demorou. – disse Edward com seus olhos bem próximos dos meus. Beijou novamente meus lábios e se levantou, voltando a secar o cabelo com a toalha.

Meus olhos viajaram pelo seu peito definido, para as gotas de água que ainda estavam por ali, descendo pelo seu abdômen, a toalha baixa demais...

Suspirei.

- Rose demorou a voltar do cabeleireiro, e a minha mãe estava um pouco... emotiva essa noite. Demoramos nos despedindo. – falei, mordendo o lábio em seguida. Notei Edward olhando para minha boca quando fiz isso.

- Você vai ver a dona Esme agir da mesma forma quando chegar a vez dela. – ele sorriu, jogando a toalha que secava o cabelo novamente no ombro e foi até o closet.

- Seu pai já chegou do plantão? – perguntei.

- Ainda não, mas já deve estar vindo. Ouvi minha mãe dizer que sairiam de casa às nove e meia. – disse ele, pegando uma bermuda. – Acho que foi o horário que combinaram com os seus pais.

- Não vamos nos arrumar agora? – perguntei.

- São sete horas ainda. Você acha que já deveríamos? – inquiriu ele, me olhando.

- Não sei. Que horas vamos sair?

- Emmett quer sair umas oito horas porque ele precisa chegar antes dos convidados. Mas nós não precisamos chegar tão cedo.

- Hmm não. – sorri.

Ele sorriu e voltou a mexer no closet. Inclinei um pouco a cabeça e o vi pegando numa das gavetas uma cueca boxer. Quando ele fechou a gaveta, virei a atenção para o episódio de Friends.

- Vou me vestir. – disse ele e o olhei. Quando estava prestes a entrar no banheiro minha voz o parou.

- Por que você não se veste aqui mesmo? – a pergunta fluindo dos meus lábios naturalmente, pegando-me de surpresa. Talvez tenha pegado Edward também. Porque ele demorou tempo demais parado na porta do banheiro.

Quando ele se virou, sua expressão parecia ainda refletir sobre o que eu havia proposto.

- Tudo bem. – disse ele, sorrindo.

Eu queria me concentrar e olhar a TV à minha frente, mas não tive muita sorte com isso. Por mais que minha cabeça estivesse agora virada para a tela, minha visão periférica acompanhava todos os movimentos que Edward fazia no quarto. Não pude evitar virar a cabeça quando ele tirou a toalha da cintura.

Não tenho certeza, mas provavelmente ofeguei quando meus olhos paralisaram no pênis flácido de Edward saltando de um lado e pro outro enquanto ele se movimentava. Uma coisa era vê-lo no calor do momento. Outra totalmente diferente era ficar olhando fixamente assim sem mais nem menos, como se olha uma escultura ou um quadro, com a maior normalidade do mundo. Não sei por quanto tempo fiquei olhando, mas por tempo suficiente de acompanhar com os olhos ele passar a cueca pelas pernas e subi-la até cobrir o membro segundos atrás exposto. Talvez não tenha sido uma boa idéia quando olhei para cima, encontrando a expressão divertida no rosto de Edward e seus os olhos me fitando de um jeito curioso. Nem preciso dizer que corei até a minha última geração.

A única coisa que eu não poderia confiar agora era a minha voz. Então tentei demonstrar que não estava nem um pouco afetada e sorri. Embora não tenha saído tão convincente.

Eu era tão fácil de ler.

Virei meu rosto novamente para a TV enquanto Edward vestia agora uma calça jeans desbotada. Dessa vez tentei me fixar em Friends. Ouvi o barulho do desodorante, essencialmente masculino, cujo aroma alcançou as minhas narinas, e então a minha visão periférica acompanhou quando ele entrou novamente no banheiro segurando as toalhas. Foi nesse momento que percebi que já não passava a série e sim um filme. Isso demonstrava o quanto eu estava atenta à TV.

Edward voltou para o quarto sem as toalhas e se deitou ao meu lado esquerdo na cama, de bruços como eu. Seu braço direito envolveu minha cintura e ele me puxou para mais perto dele, depositando um beijo em meu ombro. Seus lábios foram subindo até o meu pescoço, e eu inclinei a cabeça para o lado direito dando-lhe um melhor acesso. Tremi e fechei os meus olhos ao sentir o arrepio percorrer o meu corpo quando a ponta do seu nariz corria pelo meu pescoço avidamente. Edward pôs a mão na minha nuca e inclinou a minha cabeça até meu rosto estar de frente para o seu. Abri os olhos e encontrei os dele queimando de luxúria. Ele agarrou o meu rosto e possuiu minha boca antes que eu tivesse tempo de pensar em alguma coisa.

Não impedi que um gemido me escapasse. Enquanto nossas bocas se moldavam vigorosamente, a mão de Edward desceu novamente à minha cintura e ele foi virando o meu corpo até que eu estivesse deitada com as costas no colchão e ele estava agora deitado por cima de mim. Aproveitei a posição para voar com as minhas mãos em seus cabelos atrás da nuca. Eu estava cheia de vontade e não hesitei em arquear os quadris, pressionando nossas pélvis. Senti a mão de Edward apertar a minha cintura, me parando.

- Bella... – gemeu contra meus lábios.

Isso não foi suficiente para me fazer parar e eu continuei a pressionar meu quadril contra o dele sem quebrar o beijo.

- Se continuamos assim não vou ser capaz de parar. – sussurrou com a voz rouca novamente contra meus lábios.

- Eu sei. – separei nossas bocas para recuperar o fôlego, beijando-o de novo em seguida. – Em pouco tempo vamos ter que sair. – bufei, parando o beijo novamente.

- Dorme aqui hoje. – murmurou enquanto sua boca atacava mais uma vez o meu pescoço.

- Dormir? – perguntei, minha voz quase inaudível. Senti seus lábios macios chegarem próximos a minha orelha, enquanto minhas mãos corriam agora em suas costas nuas.

- É. – Edward passeou com a língua quente lentamente dentro do meu ouvido. – E antes de dormir podemos namorar um pouquinho se você quiser. – completou, mordiscando o lóbulo da minha orelha esquerda.

Tenho certeza que se tivesse unhas grandes teria deixado marcas quando cravei meus dedos com força em suas costas. Edward não tinha idéia, mas desde a primeira vez que ele fez isso descobri que o meu ponto fraco era sua boca, sua língua nas minhas orelhas.

Voltou a me beijar nos lábios e, proposital ou não, pressionou a ereção evidente contra minha coxa. Involuntariamente arqueei os quadris novamente.

- Edward. – gemi, enganchando a minha perna direita em seu quadril, fazendo com que o seu membro se aconchegasse melhor no meio entre minhas coxas. Edward se contorceu no mesmo instante.

- Isso não se faz Bella. – disse, tirando a minha perna de seu quadril. Ele aproximou a boca do meu ouvido e sussurrou – Você está me provocando ou colocando em prática o que viu no filme?

Meu corpo esfriou na mesma hora.

- Edward! – exclamei irritada.

- Que? – ele afastou a cabeça para trás para me olhar. Embora tentasse soar desentendido, a expressão do seu rosto era de puro divertimento.

- Não faça essa cara de cínico. – falei com o rosto corado, virando o rosto para o lado. Então ele começou a rir. Alto.

Coloquei as minhas duas mãos em seu peito, tentando empurrá-lo de cima de mim. Mas Edward era muito mais forte que eu e, claro, que ele não saiu.

- Argh! Não acredito que Jasper foi capaz de comentar sobre isso.

- Sinto muito, Bella. – disse Edward entre risos. – É que... poxa, eu teria dado tudo para flagrar vocês no lugar de Jasper. Mesmo com os gritos e tudo mais. Deve ter sido engraçado.

- Não.Tem.Graça – sibilei lentamente cada palavra. – O que te falei hoje pelo telefone? Pedi nenhuma palavra sobre esse assunto. Agora estou morrendo de vergonha. – falei tapando os meus olhos com as mãos.

- Bella, já disse que não tem o que ficar envergonhada. – disse Edward tirando as minhas mãos do meu rosto. – Eu mesmo já assisti alguns desses filmes com o Jazz e o Emm quando éramos mais jovens e...

- Mas você é homem. – o cortei.

- Nada a ver, Bella. Não tem nenhuma diferença. – continuou. – Além do mais Rosalie já disse que ela obrigou você e Alice a assistir. Não tem que ficar assim. Eu não estou e nem vou te julgar. – completou. Essa tinha sido uma mentira, e eu que não ia desmentir. Rosalie resolveu dizer isso a Jasper para livrar a minha barra e a de Alice, que não queria que Jasper soubesse que ela tivera aquela idéia, e pior, que o filme pertencia a ela.

- Então você pode, por favor, parar de falar sobre isso? – pedi.

- Tem como negar alguma coisa quando você faz essa carinha? – acariciou o meu queixo entre o indicador e o polegar. – Quando faz esse bico? – olhou para os meus lábios e beijou-me rapidamente nos lábios.

Sorri e o beijei de volta.

Não sei por quantos minutos ficamos nos beijando, até que ouvimos uma batida na porta.

- Tem alguém pelado aí? – a voz de Emmett surgiu após as batidas.

Edward revirou os olhos, separando nossos lábios, mas não saiu de cima de mim.

- Entre. – ele disse.

- Porra, Edward. Eu perguntei se tinha alguém pelado. – berrou Emmett assim que abriu a porta após o comando de Edward e nos viu deitados na cama, com meu namorado ainda por cima de mim.

- Você está vendo alguém sem roupa aqui? O que você quer? – inquiriu Edward, saindo então de cima de mim e mudando de posição na cama, encostando-se na cabeceira e me levando consigo. Ele abriu as pernas para que me sentasse entre elas e enlaçou minha cintura com seus braços enquanto eu apoiava minha cabeça no vão do seu ombro direito. Não me incomodou nem um pouco sentir sua ereção batendo em minha bunda.

- Desculpa aí se atrapalhei. – ele riu com malícia. Só agora reparei que ele já estava vestido para a festa. – Vim saber se você tem gel de cabelo.

- Você sabe que não uso gel, e mesmo que usasse para que você quer? Você não tem cabelo grande o suficiente para usar. – disse Edward.

- Ele está crescendo, não estão vendo? – questionou Emmett olhando o próprio reflexo na parede de vidro que refletia no quarto como um espelho.

Eu e Edward rimos.

- Verdade, Emmett. Está enorme. – confirmei.

- Bella, cunhadinha, você está sendo irônica, não está?

- Emm, seu cabelo não precisa de gel. – comentou Edward, torcendo a boca em um sorriso.

Emmett bufou.

- Já vi que foi uma péssima idéia vir aqui. Vou atrás de Jasper. – disse ele, virando-se para sair do quarto.

- Com certeza ele tem. – disse Edward um pouco mais alto depois que Emmett bateu a porta do quarto quando a fechou.

- Ele é tão diferente de você e Jasper. – comentei, virando a cabeça para cima, para olhá-lo.

- Sim. – ele riu. – Emmett é um crianção. – beijou o topo da minha cabeça.

- Oh sim. O rei das apostas. – sorri lembrando quando Edward me falara que o irmão mais velho adorava fazer apostas desde menino. Quase chorei de rir no dia que ele contou um episódio antigo, quando Emmett apostou com os irmãos que entraria no vestiário feminino da escola e tiraria fotos das meninas. Mas esqueceu de colocar a câmera fotográfica no silencioso e foi descoberto logo na primeira foto, ganhando uma suspensão de uma semana.

- Nunca aposte nada com ele. – disse, descendo o corpo até ficar novamente deitado na cama. Eu permaneci sentada, e sua mão direita ainda estava na minha cintura. – Estou com preguiça de sair. – disse ele, colocando a cabeça na minha coxa.

Acariciei os seus cabelos antes de responder.

- Edward. É véspera de Ano Novo. Você vai querer ficar em casa? – inquiri sorrindo, embora ele não estivesse vendo meu sorriso.

Ele puxou meu corpo para baixo, e agora eu também estava deitada, em seguida enterrou o rosto na minha barriga.

- Se for para ficar aqui com você, não faço nenhuma questão de sair. – disse com a voz abafada na minha barriga. Ergueu a cabeça e me olhou. – Você quer dormir aqui hoje? – perguntou pela segunda vez.

Meu corpo retesou enquanto eu fitava o seu rosto que me olhava ansioso esperando uma resposta minha. Eu não sabia o que responder, que dizer, achei que ele perguntara antes, quando estávamos nos curtindo, pela força do momento. Não imaginei que ele realmente estivesse propondo conscientemente que eu dormisse aqui essa noite. Eu nunca havia dormido aqui antes.

- Eu... não sei. – respondi.

- Por causa dos seus pais?

- Sim. Não sei o quão confortável eles ficariam se eu dormisse aqui.

Ele me olhou um momento, depois virou o rosto para o lado, refletindo. Sua mandíbula travou e então ele suspirou, correndo as mãos pelo cabelo, voltando-se novamente para mim.

- Tudo bem. – ele riu, embora não me passou despercebido seu desapontamento. – Fica para outro dia. Acho que deveríamos começar a nos arrumar. – disse ele, fazendo cócegas na lateral esquerda da minha cintura, arrancando risos de mim, e em seguida se levantou.



POV EDWARD


- Você está tão linda. – sussurrei próximo ao seu ouvido.

Ela corou, piscando lentamente. Eu sabia que havia várias pessoas no elevador, mesmo assim não me importei. Ela estava realmente deslumbrante e eu precisava dizer isso o tempo todo.

E então o painel do elevador piscou, parando em seguida no nosso andar de destino, e a porta se abriu.

Mais três seguranças na entrada, como havia na entrada do prédio quando tivemos que checar nossos nomes na lista para sermos autorizados a subir. Mostramos a fitinha amarela em nossos pulsos e a porta foi aberta para que pudéssemos entrar.

- Uau! – disse Alice atrás de nós ao passarmos pela porta de correr dupla de vidro que dava para o salão onde estava ocorrendo a festa de Ano Novo.

A decoração era toda revestida de branco e prata. De muito bom gosto, impecável. Bexigas de festas espalhadas pelas paredes e pilastras, fitas prateadas ornavam por todo o teto, lâmpadas coloridas deixavam ainda mais iluminado o lugar. Um DJ comandava a trilha sonora da festa dentro de uma cabine. Estava realmente tudo muito bonito.

Mas não mais que a garota que entrava no local de mãos dadas comigo.

Como se parecesse impossível, Bella estava ainda mais linda esta noite. Insanamente linda. Com os sapatos altos nude e o vestido perolado que parecia ter sido feito sob encomenda para ela. No dia anterior, quando estávamos no shopping e os nossos olhos caíram nele, antes mesmo que ela provasse eu sabia que iríamos levá-lo de algum jeito. Não me importava de verdade o quanto ele tinha custado, eu pagaria o dobro se assim custasse. Não esbanjo dinheiro e nem o considero o que existe de mais importante no mundo. Dinheiro é bom sim e agradeço por não me faltar nada em casa, sempre tivemos tudo que quisemos, mas graças a criação que meus pais deram a mim e aos meus irmãos aprendemos que há coisas essenciais na vida de um ser humano e o dinheiro jamais poderia comprar, como o caráter, a moral e a dignidade. Aprendemos que não somos melhores que ninguém por ter uma boa condição financeira e que dinheiro não é tudo na vida. Aprendemos a administrar nosso dinheiro e a não desperdiçá-lo com coisas desnecessárias. Mas se tem uma coisa que não hesito, é gastá-lo quando se trata da minha namorada.

Faltavam quinze minutos para as da dez da noite quando chegamos e o salão já estava com boa parte das mesas ocupadas pelos muitos convidados. A demora devia-se ao tempo que Bella gastou colocando a maquiagem com a ajuda de Alice que também chegara conosco e com Jasper. E valeu a pena a espera. E como valeu. Bella tinha apenas dezessete anos, mas a forma como ela estava vestida, a forma como seus cabelos estavam volumosamente arrumados de forma rebeldes e a maquiagem marcante em seu rosto, deram um pouco mais de anos à sua real idade. Ela parecia mais adulta, mais mulher. A própria Alice comentara, e até Jasper deixou escapar o quanto ela estava estonteante esta noite.

Bella estava sexy.

E pelo que parecia, todos nesta festa perceberam a beleza da minha namorada. Enquanto caminhávamos em direção à nossa mesa, notei alguns pescoços se inclinando quando ela passava, e não me passou despercebido os homens olhando diretamente para as suas pernas. O vestido que Bella usava não era vulgar, nem um pouco, mas devo admitir que era curto para a minha alegria, e infelizmente à dos marmanjos, que agora também contemplavam as pernas perfeitas que ela possuía e que nos últimos tempos passou a expô-la sempre que usava um vestido avassalador como o de hoje.

É. Eu estava com ciúmes.

Mas o que importa? A namorada era minha. Poderiam olhar, mas o único autorizado a passar as mãos naquelas pernas era eu. Apenas eu.

Senti-me aliviado quando finalmente chegamos à mesa. Rosalie estava sentada ao lado de uma mulher. Conversavam algum assunto interessante pelo visto, pois ambas estavam rindo descontroladamente.

- Oh. Finalmente. – disse Rosalie cessando as risadas assim que nos aproximamos.

- Tive que esperar Alice terminar a maquiagem dela para depois fazer a minha. – disse Bella enquanto nos sentávamos cada um numa cadeira de couro branca.

- Bella do céu. Seus olhos estão PER-FEI-TOS! – disse a minha cunhada pausadamente. – Alice, da próxima vez quero essa cor de sombra em mim! Que cor é? Aquele duo verde metálico com azul petróleo? – perguntou.

- Bingo. – disse Alice sorrindo, sentando-se ao lado de Jasper.

- Ah, deixe-me apresentar a vocês. Essa é Debby, esposa do Ricky, que está organizando a festa com o Emm.

Nós todos nos cumprimentamos, nos apresentando um ao outro. Debby parecia muito simpática, e não poupou elogios ao vestido de Bella, que agradeceu levemente envergonhada. Ela não sabia lidar com elogios.

Feitas as apresentações, minutos depois Emmett chegou com um rapaz, supostamente o tal do Ricky, já que ele se sentou ao lado da Debby e a beijou rapidamente nos lábios.

- Hey Ricky, esses são meus irmãos e suas namoradas. – todos nós direcionamos o olhar para Jasper e Alice. A minha, quem sabe, futura cunhada – assim espero – corou, baixando os olhos. Jasper apenas sorriu, levantando-se da cadeira para estender o braço e cumprimentar o amigo de Emmett.

- Olá. Sou Jasper. – disse meu irmão gêmeo. – Esta aqui é Alice. – Ela sorriu e acenou com a mão.

- Oi Jasper. Prazer. – respondeu Ricky, apertando a mão de Jasper. – E você, claro, só pode ser o Edward? – perguntou-me.

- Sim. – estendi a minha mão, sorrindo. – E essa é a minha namorada, Bella.

Bella sorriu e estendeu a mão para cumprimentá-lo também.

- Prazer, Bella. – disse Ricky. – E então o que estão bebendo? – perguntou após soltar as mãos de Bella e olhar a mesa de tampo de vidro fumê praticamente vazia, com apenas os copos onde Rose e Debby degustavam suas bebidas.

- Acabamos de chegar, não pedimos nada ainda. – comentei.

- O que vocês vão querer beber? Temos um garçom exclusivo apenas para esta mesa. – disse Emmett ainda de pé, com as mãos nos ombros de Rosalie.

- Você sabe que eu quero cerveja. – eu disse, sorrindo.

- Hmm, vou seguir Edward. Cerveja também. – disse Jasper.

- Heineken. – dissemos os dois em uníssono.

- Bah. Bebemos cerveja quase sempre. Vou pedir uma garrafa de whisky para mim. – comentou Emmett. – Ricky?

- Vou acompanhar você no Whisky.

- Perfeito. – falou meu irmão mais velho. – E vocês garotas?

- Hmmm. Eu não sei. – começou Alice. – O que aqui tem?

- Tudo. – decretou Emmett e Alice arregalou os olhos. – Eu disse que esta seria "A Festa", mas vocês subestimaram.

- Tudo bem, então me traz um daiquiri de frutas. – pediu Alice.

- Bella? – perguntei-a ao meu lado.

- Também não sei. O que você sugere?

- Champagne?

- Hmm, não. – sacudiu negativamente a cabeça. – Eu só quero beber champagne à meia-noite. Que tal o mesmo que você? – ela sorriu e eu sorri junto, lembrando a noite de Natal quando ela queria beber cerveja também e eu não concordei, nem mesmo Charlie. Mas hoje era Ano Novo, que havia de mal nisso? Eu não ia deixá-la ficar embriagada.

- Tudo bem. Mas acho melhor você beber uma cerveja mais leve que a Heineken. – direcionei-me a Emmett. – Emmett, tem Stella Artois?

- Tem sim.

- Traga uma aqui para Bella. – falei enquanto piscava o olho para ela.

- Acho que vou querer o mesmo. Stella para mim também Emmett, deixa o daiquiri para depois. – disse Alice.

- Enquanto eu fico só no coquetel sem álcool. – disse Rosalie bufando enquanto olhava para Bella e Alice. As duas se entreolharam e começaram a rir.

- Ursinha, é Ano Novo. Deixa essa besteira de dieta. – disse Emmett, beijando o topo da sua cabeça.

- Não Emmett. Ela precisa entrar em forma. Acredita que essa semana ela tentou entrar numa calça jeans e não conseguiu? – comentou Bella.

Rose parecia querer fuzilar a irmã com os olhos.

- Eu não estou gorda! – exclamou.

- Ela não está gorda, está gostosa. – meu irmão abaixou-se para apertar a cintura dela.

- Ela está gorda sim. Nada de bebidas alcoólicas. – completou Alice.

- Nem um champagne para comemorar a chegada do novo ano? Um copo de vinho? – insistiu meu irmão.

- O que você acha, Alice? – perguntou Bella com um sorriso divertido.

Alice pensou um pouco a questão antes de responder.

- Acho que uma pequena taça de champagne não fará mal ao b... digo, a barriga grande de Rosalie. – respondeu Alice, quase se enrolando com as palavras.

- Também acho que uma taça só não fará mal. A sua dieta, quero dizer. – opinou Bella à irmã.

- Então traga mais taças dessas, amor. – falou Rose sem emoção erguendo sua taça de coquetel de frutas sem álcool.

- Muito bem prima. Saúde em primeiro lugar. – disse Alice sorrindo. Bella colocou a mão na boca, mas e eu percebi que ela estava abafando o riso.

Impressão minha ou havia alguma piada interna entre elas?

Bella e Alice pareciam estar controlando Rosalie, e isso não é da natureza da minha cunhada.

Não entendi nada.

Talvez mais tarde pergunte a Bella.

- Vou buscar as bebidas e já volto. – disse Emmett.

Assim que Emmett saiu, virei-me para a minha namorada e dei-lhe um beijo nos lábios. Ainda não tínhamos feito isso desde que chegamos. Foi um beijo breve, mas cheio de vontades.

O Buffett foi servido e havia agora todos os tipos de salgados e frios na mesa.

Estávamos os sete conversando quando não muito tempo depois chegara Emmett acompanhado de um garçom. Ele entregou uma taça de coquetel a Rosalie, e o rapaz colocou dois baldes de alumínio em cima da mesa, ambos com bastante gelo e várias long necks de Heineken e Stella. O garçom saiu e rapidamente voltou com duas garrafas de Whisky e uma de Martini Rosê, que logo percebi que era a bebida que Debby consumia.

Abri duas long necks de Stella e entreguei uma Alice e a outra a Bella, em seguida abri uma Heineken para mim e outra para Jasper. Observei Bella levar a garrafa à boca, esperando que ela fizesse uma careta ao engolir o líquido, mas a reação não veio. Acho que fiz uma boa escolhendo Stella para ela.

- E então, o que achou? – perguntei-lhe. Um sorriso começou a se formar em seus lábios.

- Hmm. Não é tão ruim como pensei. – disse ela, dando outro gole na cerveja. – Não conhecia. Quer dizer, não sou a pessoa mais conhecedora de cervejas. – ela sorriu, passando a língua no lábio inferior. Minha vontade era de passar a minha língua ali também.

Suspirei, tomando um gole da minha cerveja enquanto alargava meu sorriso. Eu estava apreciando o momento, sentado aqui com ela enquanto bebíamos as nossas cervejas. As minhas duas paixões juntas.

- O que foi? – perguntou ela, franzindo a testa junto com um sorriso.

- Nada. – dei outro gole, sacudindo a cabeça. – Não que a minha intenção seja te deixar embriagada, mas é bom estar assim com você aqui sentado, com o meu braço sobre o seu ombro enquanto degustamos nossas cervejas. Você sabe, sou louco por isso aqui – falei erguendo a minha Heineken e colocando-a em seguida em cima da mesa –, e principalmente por isso. – completei, colocando a minha mão direita agora livre em seu rosto.

A temperatura do seu rosto estava tão quente.

- Principalmente? – ela perguntou, erguendo a sobrancelha com uma expressão divertida e um leve sorriso nos lábios.

- Você sabe que sim. – dei um beijo breve em seus lábios gelados como o meu. Beijo com gosto de cerveja. E dessa vez não era só o gosto da minha boca.

- Isso aqui vai bombar depois das onze da noite. – ouvimos Emmett comentar, nos tirando de nossa bolha.

- E nós precisamos circular um pouco Emmett. Ainda não cumprimentamos algumas pessoas e os executivos da J.W. Thompson acabaram de chegar. – comentou Ricky fazendo sinal com a cabeça para a entrada.

- Oh. Eles vieram mesmo. Vamos lá falar com eles, cara. – comentou Emmett, se levantando. – Já volto minha deusa. – comentou beijando Rose nos lábios.

Ricky nos pediu licença, beijando rapidamente Debby também e saiu, seguindo Emmett.

- Espero que isso não seja durante toda a noite. – comentou Rosalie, aparentemente irritada.

- Calma Rose. Eles são os anfitriões. É dever deles falar com todos que chegam. – explanou Bella, bebendo mais um gole da cerveja.

- E eu fico aqui sem namorado. – reclamou mais uma vez.

- E eu sem marido. – concordou Debby, bufando.

- Relaxem. Isso não vai ser a noite toda. Quando todos os convidados estiverem chegado eles voltam para vocês. – comentei, bebendo minha cerveja.

- Além do mais, aqueles lá que chegaram são os chefões pelo que parece. – disse Jasper, olhando para a direção onde Emmett e Ricky estavam, conversando com um grupo de senhores acompanhados de suas, provavelmente, esposas e filhos.

- E para completar nem beber eu posso. – queixou-se Rosalie.

- Sério que você não vai beber porque está de dieta? – questionei.

- Sim. – ela respondeu rapidamente.

- Então por que você está comendo?

- Porque estou com fome. – respondeu.

- Qual é, Rose. Você não é gorda. Você tem um corpo lindo. – disse Debby.

- De onde você tirou isso Rosalie? – perguntou Jasper. – Você está ótima.

- Ela está sim, Jasper. Sou testemunha, algumas roupas não cabem mais nela. – Bella falou.

- Eu não notei nenhuma diferença. – comentei.

- Nem eu. – disse Jasper.

- Ei gente, vamos mudar de assunto, ok? – pediu Alice, bebericando sua Stella. – Deixem Rose com a sua dieta e que tal falarmos sobre nossos planos para o ano que vem?

- Acho ótimo. – disse Rosalie. – Animado para a viagem, Edward?

- Ah não. Por favor, nada de falar sobre a viagem de Edward esta noite. – rogou Bella levemente aborrecida. Ela não queria comentar sobre isso. E na verdade eu também não.

- Esqueci, desculpem. – revirou os olhos. – Então, Jasper. Quando você vai começar a terapia?

- Rosalie, por favor? O que você tem hoje? – questionou uma Alice agora também irritada.

- Argh. Sinto muito. Eu estou com raiva. – ela virou todo o conteúdo do coquetel na boca. – Eu quero meu namorado aqui, vou buscá-lo. Você vem comigo? – perguntou a Debby após se levantar.

- Claro, vamos. Com licença. – disse Debby, levantando-se também.

- O que ela tem? – perguntei a Bella e a Alice, quando Rose e Debby se afastaram.

- Ela deve estar de TPM. – comentou Jasper dando um último gole na cerveja, pegando outra dentro do balde.

- Garanto que não é isso. – decretou Alice.

- Rosalie é estranha assim mesmo. Vão por mim. – disse Bella colocando a long neck vazia em cima da mesa. – Convivo por dezessete anos.

- Whoa, você já bebeu toda a sua cerveja? – perguntei olhando os três dedos que ainda estavam na minha.

- Eu disse que gostei dela. – ela comentou. – Pega outra para mim?

Sorri e peguei do balde outra Stella para ela.

- Vá com calma, Bella. Lembre-se que você já foi parar num hospital um dia. – lembrou Alice.

O rosto de Bella se desmanchou com o comentário. Provavelmente o meu também. Aquela noite não foi umas das minhas melhores. Ver Bella desmaiada daquela forma por culpa daquele idiota.

- Isso não vai acontecer de novo. – comentei, abrindo a garrafa e entregando-a a Bella. – Eu não vou deixar. – assegurei.

- Eu sei que não vai. Me desculpem, gente, não devia ter comentando isso. É que eu não quero reviver aquele dia. – disse Alice pegando outra Stella para ela também.

- Tudo bem, Alice. Você só está preocupada. – Bella sorriu para ela.

- É Ano Novo, não importa. Vamos beber, se divertir, esquecer o que ficou no passado. – ela olhou para Jasper, que sorriu para ela. – Que tal fazermos um brinde? – perguntou, erguendo a garrafa de Stella ao alto.

- Ainda falta um pouco mais de uma hora e meia para o Ano Novo. – falei olhando para o relógio

- Não tem problema. Vamos brindar a vida. – ela agitou a garrafa no ar. – Vamos gente, levantem suas garrafas. – pediu.

- Espera. Deixa eu pegar outra. – falei dando o último gole na minha.

Coloquei a Heineken vazia na mesa e peguei outra, abrindo-a com auxílio do abridor e ergui a minha garrafa no ar como Alice. Bella e Jasper fizeram o mesmo.

- Ok. – começou Alice. – O que vamos brindar primeiro? Já sei, cada um diz uma coisa. Você começa, Bella.

- Bem. – Bella franziu a testa, pensando, continuando em seguida. – Primeiramente vamos fazer um brinde às nossas famílias que não estão aqui agora, mas que as sentimos presente.

- Edward? – pediu Alice.

- Um brinde ao destino, por permitir que nos conhecêssemos e estarmos aqui vivendo esse momento. – disse olhando diretamente à Bella que sorriu emocionada para mim.

- Sua vez, Jasper.

- Um brinde ao futuro, porque ao contrário do passado é a única possibilidade de mudarmos alguma coisa. – disse meu irmão.

- Sua vez, Alice. – falou Bella.

- Eu quero brindar a vida. – ela sorriu largamente. – O maior espetáculo da Terra.

Batemos nossas garrafas uma a outra enquanto sorríamos. Várias pessoas das mesas vizinhas se viraram para olhar o que fazíamos.

- Agora vamos virar a garrafa toda! – exclamou Alice, levando sua garrafa de Stella à boca.

Imitei o gesto, mas antes olhei para o lado, prestes a dizer a Bella que ela não virasse a garrafa de uma vez. Mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ela já tirava a garrafa da boca após dar um longo gole, fazendo uma careta.

- Você é doida, Alice? Virar a garrafa toda? – inquiriu.

Jasper e Alice também já haviam dado um longo gole e riam com o que Bella havia perguntado.

- E você ia mesmo virar? – Alice perguntou rindo.

- Bella, você não devia ter bebido muito em um só gole. – falei olhando para a quantidade do líquido dentro da garrafa que ela segurava. — Você está bem? – perguntei.

- Estou. – respondeu. – Eu achei que era mesmo para virar. – ela comentou, passando a mão na boca.

- E você ainda pergunta se eu sou a doida? – questionou Alice, ainda rindo.

- Quer que eu peça água para você? – perguntei ainda preocupado.

- Não, Edward. Está tudo bem. – ela sorriu. – Acho que só fiquei assustada porque eu não conseguia virar tudo e estava vendo o momento que eu iria engasgar.

- Acho que nem Emmett conseguiria virar uma garrafa num só gole. – disse Jasper.

- O que tem eu? – perguntou Emmett, que voltava à mesa com Rosalie, Ricky e Debby.

- Nada. Só estava dizendo que você não conseguiria virar uma Heineken num só gole. – respondeu Jasper.

- Que eu não consigo? – questionou com um sorriso de escárnio enquanto os quatro se acomodavam em suas cadeiras. – Você quer apostar comigo? – perguntou pegando um salgado da mesa.

- Nada de apostas, Emmett. – sentenciou Rosalie.

- Não. Ele está me desafiando. É claro que eu consigo. – disse ele dando um gole no Whisky. – E então, vai apostar?

- O que quer apostar? – inquiriu Jasper.

- A última aposta dos Cullen do ano. – comentei, aproximando o nariz da cabeça de Bella, inalando o cheiro do seu cabelo.

- Se eu virar a cerveja em trinta segundos você vai ter que beijar Alice. Na boca! – exigiu Emmett.

Foi mais forte que eu. Acabei soltando uma gargalhada, principalmente quando vi o rosto de Alice ganhar um tom vermelho. Bella também estava sorrindo, embora sua expressão demonstrasse que ela estava com pena da reação da prima.

- Por que eu tenho que estar no meio dessa aposta? – inquiriu Alice, ainda vermelha de vergonha, sem olhar para Jasper. – Eu não tenho nada a ver com isso.

- Porque eu sei que isso é algo que Jasper não faria, então eu o estou desafiando. – respondeu Emmett.

- Por que eu não faria? Claro que eu a beijaria. Se ela quisesse, claro. – disse meu irmão gêmeo, um pouco nervoso. Ele também não conseguia olhar para ela.

- Uh, Alice. Sobrou para você. – comentou Rosalie, sorrindo com malícia.

- Não estou entendendo nada. – comentou Ricky. – Por que eles não se beijariam? Eles não são namorados?

- Não. – respondeu Bella sacudindo a cabeça enquanto sorria, embora mais contida que Rosalie.

- Sério? – questionou Debby, franzindo a testa.

- É uma longa história. – comentei.

- Alice, minha querida, agora é com você. Posso desafiar Jasper com esse propósito? Se ele perder, vocês se beijam?

Alice parecia um pimentão. Eu nunca a vi com tanta vergonha como agora. Eu estava começando a ficar com pena dela também.

- Emmett, pare com isso. – pediu Jasper. – Você não pode fazer com que...

- Tudo bem. Eu beijo. – respondeu Alice, cortando Jasper.

Jasper olhou para ela, que hesitantemente virou a cabeça para olhá-lo quando percebeu que ele a fitava.

- Pode apostar Jasper. Sem problemas. – ela lhe assegurou.

Senti Bella enlaçar o braço dela ao meu.

- Tudo bem. Vamos lá. Pode abrir uma garrafa Edward. – pediu meu irmão mais velho.

Afastei-me um pouco de Bella e peguei uma Heineken de dentro do balde de gelo. Tirei a tampa e o entreguei, voltando a enroscar meu braço no de Bella, que continuava a beber a sua cerveja.

- Já sabem, vou virar por 30 segundos. É só gritar "já" e contar o tempo no relógio. – Emmett pediu.

- Vou marcar o tempo. – disse Ricky, olhando para o relógio.

Estávamos todos na expectativa.

- Já! – gritou.

Emmett levou rapidamente a garrafa à boca e como se estivesse bebendo água engolia todo o líquido de forma impressionante. O pomo de adão se agitava a cada gole que ele dava. E não muito tempo depois, ele exterminou todo o líquido da garrafa e a soltou em cima da mesa, soltando um urro.

- Acabei!

- Quanto tempo, Ricky? – perguntei.

- Ele bebeu toda a garrafa em... – ele ergueu os olhos do relógio, olhando diretamente para Jasper e Alice. –, em 24 segundos. – no exato momento que ele falou, senti o braço de Bella se apertar ao meu.

- Rá! Ganhei! – exclamou Emmett se agitando na cadeira. – Perdeu Jasper. A história se repete.

- Como assim, "a história se repete"? – perguntou Rosalie a ele.

- No dia da boate, quando saímos a primeira vez, lembra? – ela assentiu com a cabeça. – Ah! Outro dia conto sobre isso. Eu quero ver beijo!

Jasper passou agitadamente a mão pelos cabelos e todos na mesa riam, com exceção dele e Alice, que estavam muito constrangidos.

- Vamos lá. Pague a aposta. – ordenou Emmett.

- Alice, querida. Por que a vergonha? Você não é assim. – comentou Rosalie.

A situação era constrangedora. Eu estava com vergonha pelos dois. Mas eu não conseguia parar de rir.

- Tem que ser na frente de vocês? – perguntou Jasper.

- Dãn. Claro que sim. – Emmett revirou os olhos. – Como vamos saber que você pagou a aposta? Deixa de frescura e beijem logo. – reclamou.

Jasper se virou para Alice, que na mesma hora olhou para ele.

A expectativa na mesa era ainda maior que antes, principalmente porque sabíamos o que tinha acontecido entre eles algum tempo atrás. Com exceção de Ricky e Debby, óbvio, que não tinham idéia da historia envolvida. E por mais que eles tenham se tornado amigos de novo e ambos gostassem um do outro, talvez fosse um pouco cedo para algum envolvimento enquanto Jasper não se livrasse dos fantasmas do passado. E eu estava começando a ficar receoso com o que a realização desse beijo poderia vir a causar.

Eu estava torcendo internamente que dessa vez Jasper não recuasse.

Jasper inclinou o corpo na direção de Alice, e a sua mão direita tocou-lhe à nuca. Os rostos de ambos estavam muito próximos e a tensão que irradiavam entre eles não era menor. Vimos Alice fechar os olhos e segundos depois os lábios de Jasper moldavam-se aos dela.

Ouvi Bella suspirar ao meu lado.

Eles estavam se beijando.

Era estranho estarmos os seis assistindo duas pessoas se beijando e estarmos sorrindo como se estivéssemos acompanhando uma cena romântica de filme.

Eu realmente precisava de um gole de cerveja e levei a minha garrafa à boca, acabando com o resto do líquido que ali ainda tinha. Todos resolveram fazer o mesmo, até mesmo Bella voltou a dar atenção à sua bebida.

Tudo isso acontecendo enquanto Jasper e Alice ainda se beijavam. E não era qualquer beijo não. Jasper segurava agora o rosto de Alice, que tinha uma mão atrás da nuca dele. Eu não precisava olhar diretamente neles para saber que eles trocavam um beijo ardente, cheio de paixão. Um beijo de língua.

É. Talvez pela primeira vez na vida uma aposta de Emmett tenha sido uma idéia inteligente.

- Acho que eles se empolgaram. – comentou Rose, rindo, quebrando o silencio que se instalara.

- Fica quieta, Rose. – sussurrou Bella, sorrindo.

- E isso porque Alice estava com vergonha, hein? Agora está praticamente devorando a língua do meu irmão. – comentou maldosamente Emmett.

Alice mostrou o dedo do meio para Emmett e sorriu contra os lábios de Jasper, que sorriu também. Eles trocaram alguns selinhos e finalmente quebraram o beijo.

- Emmett Inconveniente Cullen. Esse devia ser o seu nome do meio. – disse Jasper, pegando a sua garrafa de cerveja.

- Ah, qual é. Por que pararam? Estava tão bonitinho. – comentou Debby.

- Pausa para respirar. – respondeu Jasper, colocando a garrafa em cima da mesa, inclinando o corpo na direção de Alice, aproximando novamente o rosto para o dela, beijando-a rapidamente nos lábios, que retribuiu sorrindo.

- Vocês vão ficar se pegando a noite toda agora? – perguntou Emmett.

- Emmett, toma conta da sua vida. Deixa Jasper e Alice. – reclamou Bella.

- Qual o problema nisso? – Alice o inquiriu, enquanto colocava os dois braços envoltos ao pescoço de Jasper.

- Whoa! Agora só falta uma musiquinha romântica. Vocês vão dançar coladinhos na pista de dança também? – Emmett provocou.

- Por falar em música, Emm, esse DJ vai ficar a noite toda só nesse batidão de música eletrônica?

- Calma, ursinha. Ele só está aquecendo. Depois das onze horas isso aqui vai bombar e ele só vai colocar as músicas conhecidas.

- Faltam vinte minutos para às onze ainda. – eu disse.

- Quero dançar, cantar. Mas música sem letra não rola. É um saco. – comentou Debby.

- Já está combinado. Às onze horas ele vai começar as tocar as músicas que todo mundo gosta. – disse Ricky.

- Caralho, vocês bebem muito. Já acabaram as bebidas de um balde! – exclamou Emmett. – E mal tocaram na comida.

- Acho que agora vou querer um daiquiri de frutas. – disse Alice, pegando um salgado.

Emmett fez sinal para o garçom da nossa mesa, que chegou rapidamente.

- Traga mais um balde com Heineken e Stella e um daiquiri de frutas, por favor. – pediu. – E leva este balde vazio que essa galera bebe demais e já consumiu tudo.

O garçom se retirou e todos na mesa começamos a conversar. Na verdade, cada casal conversavam entre si.

- Eu estou começando a sentir algo estranho com a minha vista. – Bella comentou, agitando os olhos.

Eu sorri, passando meu braço esquerdo sobre o ombro dela.

- É o efeito da cerveja. Você não está acostumada, esse é um dos primeiros sintomas. – expliquei.

- Isso significa que estou embriagada?

- Você consegue ver isso? – coloquei a palma da minha mão direita na sua frente.

Ela revirou os olhos.

- Claro que sim, Edward. Vejo cinco dedos.

- Então, não. Você não está embriagada. – comentei sorrindo. – Coma um pouco. – disse pegando um salgado de camarão, que eu sabia que ela gostava e coloquei em sua boca.

- Hmmm. Obrigada. – disse após mastigar.

- Você não pode beber sem comer alguma coisa. – comentei colocando outro em sua boca.

Bella pegou algum salgado e colocou na minha boca. Pelo gosto, algo com queijo e presunto.

- Você também não. – disse ela sorrindo.

Sorri enquanto mastigava.

- Então... já que não estou embriagada e a minha cerveja terminou, você pode abrir mais uma? – ela pediu mordendo os lábios.

- Certo. – tirei o braço ao redor dela. – Mas vá devagar. – alertei.

Abri a última Stella do segundo balde e a entreguei, que sorriu enquanto dava um gole.

O garçom voltou com mais um balde de cervejas e com a taça de daiquiri que Alice pedira.

- Obrigado. – agradeceu Emmett antes do garçom sair.

Alice largou a Stella pela metade em cima da mesa e pegou o daiquiri, dando um gole do canudo.

- Isso está bom? – perguntou Rose a ela.

- Uma delícia. – respondeu com um suspiro.

Rosalie bufou.

- Por que você não pega um, baby? – perguntou-lhe Emmett.

- Porque não, Emmett. Não insista! – disse ela irritada.

- Ta bom, não vou insistir. – Emmett coçou a cabeça sem entender.

A noite se seguiu enquanto conversávamos, comíamos um pouco e consumíamos nossas bebidas.

Uma batida diferente começou a tocar e eu logo reconheci a musica. Love Generation, do Bob Sinclar.

- Oh! Até que enfim uma música com letra! – exclamou Alice. Jasper segurava a mão dela.

- Eu amo essa música. – disse Bella ao meu lado, balançando a cabeça.

- Sim. A letra é linda. – concordei.

Algumas pessoas começaram a se aproximar da pista de dança.

"Be the love generation" – Alice e Bella cantavam o refrão.

Bella era tão fofa cantando.

- E aí garotas, que tal irmos para a pista? – sugeriu Debby.

- Agora não. Vamos esperar uma música mais agitada. – disse Rose.

- Preciso dançar, extravasar. A faculdade me matou esse semestre. – ela comentou.

- Espero que eu não tenha sido outra causa do seu stress. – disse Ricky, beijando a esposa.

- Você nunca me estressa, amor. – respondeu, beijando-o de volta.

- O que você faz, Debby? – perguntou Alice.

- Estou terminando o curso de Arquitetura. – ela respondeu.

- Que legal. Eu estou fazendo Moda e Estilismo. Mas ainda estou no primeiro semestre, por enquanto está tranqüilo.

- Enquanto eu ainda estou na escola. – disse Bella, entrando na conversa.

- Você já sabe o que vai fazer após o High School? – perguntou Emmett.

- Mais ou menos. – ela comentou olhando pra mim. – Edward e eu ainda estamos avaliando algumas opções, embora eu já tenho feito o SAT e enviado formulários a algumas universidades. Como Edward vai tentar Medicina pensamos em ir para a mesma Universidade, talvez em Los Angeles.

Ela sorria enquanto falava.

- Você está no último ano? – perguntou Debby e Bella concordou com a cabeça. – Quantos anos você tem?

- Dezessete. – ela respondeu.

- Só isso? Não parece! – exclamou Debby. – Sério, achei que você tivesse mais. Dezoito, dezenove talvez. Deve ser a forma como você está vestida, ou a maquiagem.

- Talvez deve ser isso. – concordou Bella, dando outro gole na cerveja.

- Você não me disse que estavam planejando estudar em Los Angeles. – comentou Alice a Bella.

- São só planos, Alice. – Bella lhe disse.

E enquanto a conversa fluía, eu não tirava os olhos da minha namorada.

Linda.

Eu era um cara de sorte.

- Aposto que essa idéia de ir para Los Angeles foi sua. – disse Rosalie, apontando para Bella. – Eu sempre soube que você voltaria para lá quando surgisse uma oportunidade.

- Na verdade a idéia foi minha. – falei antes que Bella respondesse. – Sempre tive vontade de morar lá.

- Você disse algo como isso quando nos conhecemos. "Eu sempre quis morar em Los Angeles". – comentou Bella sorrindo numa falsa imitação da minha voz enquanto olhava para os meus lábios. Ela aproximou a cabeça e eu abaixei a minha até a minha boca estar na mesma altura da dela. E então nos beijamos.

- Você lembra. – falei contra seus lábios.

- Lembro de todas as nossas conversas. – ela comentou, também contra meus lábios antes de voltar a me beijar.

Não que eu estivesse prestando atenção ao redor enquanto nos beijávamos, mas ao que parecia, pelas vozes, os ocupantes da nossa mesa conversavam e não estavam atentos a nós.

- Só das nossas conversas? – inquiri baixinho só para ela escutar, enquanto introduzia a minha língua dentro de sua boca.

Ela permaneceu calada, apenas me beijando. Mas eu sabia que ela tinha entendido a intenção da minha pergunta.

- Huh, Bella? Só das nossas conversas? – insisti, sem desgrudar os meus lábios dos dela.

- Você sabe que não. – respondeu finalmente.

- Você pode me dizer o que exatamente você lembra? – pedi em um sussurro. Sabia que a estava torturando, mas já não me preocupava tanto em ser sutil com ela. Os momentos que compartilhamos dias atrás me permitiam liberdade para isso.

- Edward. – ela afastou nossos lábios. – Não estamos sozinhos. – ela murmurou, apontando para nossa mesa.

- Eu sei. É só você falar no meu ouvido. Eles não vão ouvir. – disse a ela no mesmo tom de voz baixo.

Coloquei a minha cerveja na mesa para com a mão livre segurar o seu rosto e voltar a beijá-la com mais vontade.

- Você vai me dizer? – murmurei contra os lábios dela.

- O que você quer que eu diga? – murmurou de volta.

- O que você lembra além das nossas conversas? – beijei-lhe os lábios dando uns estalinhos e em seguida corri com a ponta do meu nariz na lateral do seu pescoço.

Ela aproveitou a minha cabeça inclinada e a proximidade da sua boca em meu ouvido para responder.

- De quando nos despimos na frente do outro pela primeira vez. – ela sussurrou muito, mas muito baixo, mas eu ouvi perfeitamente o que ela dissera e senti um aperto começar a se formar dentro da minha calça.

Tinha dias que isso aconteceu e eu estava morrendo de vontade de repetir, mas a oportunidade não aparecera. Estávamos sempre com companhia, tanto na minha casa quanto na dela, e quando estávamos sozinhos, era sempre para fazer algo na rua, como ir ao shopping ou ao cinema. Para completar, com as festas de fim de ano além das horas que ficava sozinho no meu quarto para estudar o roteiro da peça, ficou praticamente impossível termos um momento a sós para nós.

Eu acabei mordendo suavemente o seu pescoço e me afastei para sussurrar de volta.

- Eu queria muito ter repetido aquele dia hoje mais cedo no meu quarto, antes de virmos para cá. – falei olhando-a nos olhos, a luxúria nos consumindo. Nossos rostos muito próximos para que ninguém pudesse ouvir a nossa conversa.

- Eu também queria, mas você quebrou todo o clima falando sobre o filme. – ela disse.

- Você está me dizendo que se eu não tivesse feito aquele comentário, teríamos continuado? – questionei.

- Talvez sim. – ela mordeu o lábio inferior.

- Dorme lá em casa? – perguntei com olhos suplicantes. Eu tinha feito essa pergunta quando estávamos no meu quarto, mas ela parecia estar preocupada com seus pais, embora eu acreditasse que não haveria problemas. Eles não precisavam saber que ela estava indo dormir em meu quarto.

- Eu não sei. – ela me olhou agoniada.

- Você quer dormir comigo? – precisava saber se ela queria.

- Sim, eu quero. Mas eu preciso ver com meus pais.

- Rosalie provavelmente vai dormir com Emmett. – eu a informei, afinal, se a irmã vai dormir na minha casa, não acho que Renée e Charlie impediriam Bella de dormir também.

- Rosalie tem vinte anos e o meu pai sabe como ela é. Embora ele adore você, sei que não vai gostar muito disso. Você deve lembrar a reação dele quando soube que dormimos juntos em Long Beach. – recordou Bella.

- Sim, eu lembro. – suspirei.

Ficamos nos encarando enquanto tentávamos encontrar uma solução. Eu podia ver nos seus olhos que ela queria ter um momento a sós tanto quanto eu queria.

- Só se... – ela parou no meio da frase. – Se Alice dormir na sua casa também, acho que ele não vai implicar comigo.

Sorri para ela.

- Rosalie, você vai dormir na nossa casa depois que sairmos daqui? – perguntou Bella.

- Não, vou com Emmett. Por quê?

- Porque acho melhor Alice e eu dormirmos lá também.

Alice quase se engasga com o daiquiri. – Eu dormir na casa dos Cullen? – ela inquiriu.

- Tem o quarto de hóspedes, Alice. – falei, sabendo que ela estava preocupada pelo fato de estar ficando agora com Jasper.

- Você vai dormir no quarto comigo, Bella? – perguntou.

- Não. – respondeu Bella enfática. – Vou dormir com Edward. – deu um longo gole na bebida após dizer isso.

Sorri amplamente. Essa era a minha garota.

- Certo. – disse Alice. – Tudo bem.

- Por que você está sorrindo desse jeito, Edward? – perguntou Emmett.

- De que jeito? – perguntei cessando o riso, fazendo-me de desentendido.

- Tudo bem, já entendi. – ele disse.

Notei Rosalie sorrir maliciosamente para Bella, que virou o rosto para mim, fazendo-se de desentendida também.

- Depois da meia-noite ligo para minha mãe e aviso que nós três vamos dormir lá. – disse Bella.

- Tudo bem. – eu disse, inclinando-me para beijar-lhe nos lábios. Antes de nos afastarmos aproximei minha boca do ouvido dela e murmurei. – Não vejo a hora de voltarmos para casa. – senti Bella estremecer.

- Emmett, pede mais um daiquiri para mim. – pediu Alice.

Emmett fez sinal para o garçom, que veio ao encontro da nossa mesa e saiu em seguida, voltando rapidamente com dois daiquiris de frutas.

- Eu só pedi um. – anunciou Alice.

- Quando você acabar já tem outro. – Emmett disse a ela.

- Mas aí não vai estar mais gelado. – reclamou.

- Não vai esquentar assim tão rápido. – meu irmão deu a dica, dando um gole em seguida na sua dose de whisky.

- Só não fico com o daiquiri porque já estou no Martini. – disse Debby.

- Não tem importância se ficar quente, Alice. Você não precisa beber e depois é só pedir outro. – disse Jasper, fazendo um carinho no braço dela.

Eles realmente faziam um belo casal.

- Isso é bom? – perguntou Bella a Alice.

- Experimenta. – a prima ofereceu a taça do daiquiri que estava sem dono em cima da mesa.

Bella tomou a taça na mão e levou o canudo à boca. Sugou o líquido e fez uma expressão de satisfação.

- Hmmm. Isso é bom. Bem doce. O que leva? – perguntou.

- Acho que licor, vodka, limão, banana, morangos, cerejas, sei lá, várias frutas. Não sei ao certo porque cada local faz de um jeito diferente. – respondeu Alice.

- Vou ficar com esse. – disse Bella, bebendo mais do daiquiri.

Não fiz nenhuma objeção, afinal, era Ano Novo. Eu não permitiria que ela ficasse embriagada, como ficara àquela vez. E Alice também bebera cerveja antes do daiquiri e continuava bem.

Mas passei a me preocupar quando Bella pediu outra taça e a bebeu rapidamente. Ainda mais quando notei que ela estava mais alegre, mais sorridente.

Começou a tocar The Killer's Song, da Carolina Marquez, e Alice e Rosalie começaram a gritar.

- Agora podemos ir para pista de dança? – perguntou Debby, com animação evidente.

- Com certeza. Vamos nessa. – Rose beijou rapidamente Emmett nos lábios e se levantou. Alice e Debby fizeram o mesmo com seus respectivos pares.

- Bella, você não vem? – perguntou Alice.

- E-eu... – ela gaguejou. – Eu não sei dançar.

- Claro que você sabe. – disse, indo até Bella e puxando-a pelo braço.

Ela olhou para mim e eu sorri, assentindo. Não me importava se ela fosse dançar com as meninas, embora soubesse que os caras solteiros da festa colocariam seus olhos cobiçosos sobre elas. Mas a minha vontade de vê-la dançar esse tipo de música naquele momento era maior. Eu nunca tinha visto, e essa eu pagaria para ver.

Bella foi arrastada para a pista de dança. Ela começou tímida, apenas se balançando um pouco enquanto sorria com as outras meninas. Na metade da música comecei a respirar com dificuldade quando ela começou a se mover no ritmo pra valer.

Eu fiquei perplexo. Ela sabia dançar!

Meu coração parecia bater mais rápido que a batida da música agora.

Decidi que precisava beber algo mais forte e larguei minha cerveja em cima da mesa.

- Emmett, me prepara uma dose de whisky. – pedi sem tirar os olhos da pista de dança.

Ele preparou a dose, colocando bastante gelo e entregou-me o copo.

- Aqui. Só não vai ficar bêbado. – advertiu.

- E perder toda a festa? – perguntei desviando meus olhos da pista apenas para pegar o copo, voltando a minha atenção para Bella rapidamente enquanto a observava dançar e se divertir com as garotas. – É claro que não. – completei vendo-a fechar os olhos e levar as duas mãos ao cabelo enquanto cantava e requebrava os quadris no ritmo da música.

Dei um longo gole na minha dose, sem me importar com o fato que ela descia queimando pela minha garganta. Na verdade, eu nem cheguei a sentir.

- Quem diria que a minha cunhadinha sabia dançar. – comentou Emmett.

- Qual das duas? – inquiriu Ricky, olhando a pista de dança.

- Bella. Alice ainda não é minha cunhada. Não oficialmente, não é Jasper? – perguntou-lhe.

Olhei para Jasper por alguns segundos e vi quando ele fez um sinal com a mão para Emmett, sem tirar os olhos da pista de dança. Olhei na a direção dos seus olhos e vi que assim como eu, ele também estava fitando as meninas conversarem e sorrirem entre si enquanto dançavam. Elas estavam se divertindo. Bella estava se divertindo, e o mais interessante, ela estava gostando de tudo aquilo.

Fiquei instantaneamente tenso quando vi alguns rapazes se aproximando delas. Dei um último gole na minha dose e nem pedi a Emmett para preparar outra, eu mesmo fiz.

- Olha lá. Alguns urubus em cima das nossas garotas. – disse Ricky. – Quem são aqueles?

- São da engenharia. Eu conheço apenas um, o Allan. – Emmett respondeu.

- Vamos até lá. – comentei já irritado.

- Calma, Edward. Eles só estão próximos. Não estão mexendo com elas. – disse Emmett.

Continuei olhando na direção das garotas, e então a música foi substituída. Tocava agora My Love, do Justin Timberlake. Uma batida mais lenta. E então vi um dos caras se aproximar de Bella. E ele tocou a mão dela. A mão da minha namorada. Meu sangue ferveu e em poucos segundos colocava meu copo de whisky na mesa e me levantei num rompante, ignorando os protestos de Emmett.

Ninguém além de mim tocava na minha garota.

Não enxergava um palmo a minha frente à medida que avançava a longos passos até o local onde a minha namorada estava sendo assediada. E ainda tive tempo de ouvi-la dispensar o cara no exato momento em que eu cheguei onde eles estavam.

- Eu não quero dançar. Eu estou com meu namorado naquela me... – ela se virou e deu de frente para mim.

- Você não ouviu? Ela não quer dançar e está acompanhada. – falei entre dentes, pegando Bella pela mão.

- Foi mal, cara. Não sabia que ela tinha namorado. Tô vazando. – disse o cara indo embora em seguida.

- Edward eu não... – ela tentou dizer, mas eu a interrompi.

- Eu sei. – falei, tentando conter a minha raiva e sorri. – Eu vi tudo. Não se preocupe. – disse e a abracei.

- Por um segundo pensei que você fosse bater nele. – disse Rosalie.

- Ei, Edward. Calma aí. – pediu Emmett, chegando próximo a nós. – Você precisa relaxar. Vai dançar com a sua garota. – disse ele, puxando Rosalie para dançar.

- Vamos voltar para a mesa. – exprimiu Bella, me puxando pela mão.

- Não, espera. – eu a parei. – Eu quero dançar com você.

- Você está bem? – perguntou com um semblante preocupado.

- Sim, eu estou. – suspirei. – Eu só... só não gostei quando vi ele te tocar. – a abracei. – Eu estou bem. Só quero ficar assim com você. – Falei remexendo um pouco nossos corpos no ritmo da música do Timberlake.

Afaguei as suas costas com minhas mãos, e mergulhei a minha cabeça no seu pescoço, inalando o seu cheiro.

Ela cheirava tão bom.

Bella jogou os dois braços na parte de trás do meu pescoço e começou a se mover. Levantei a minha cabeça para olhar para ela. Ela estampava um sorriso tão lindo. Retribui com um sorriso torto e deslizei as minhas mãos para as laterais do seu corpo. Então ela relaxou e começou a remexer com mais vontade o quadril, deslizando-se para baixo e subindo lentamente no ritmo da música, enquanto suas mãos passeavam pelos meus braços sem tirar os olhos de mim.

Jesus Cristo! Ela estava tão ousada! Eu não esperava por isso.

Sorri, deixando-a deslizar o corpo contra o meu enquanto minhas mãos a apertavam nas laterais. Minha respiração falhava a cada rebolado que ela dava, e meus olhos não desgrudaram das minhas mãos em seus quadris. Eles se encaixavam tão bem em minhas mãos.

Sorri enquanto olhava o seu corpo se mover e o vestido subir sempre que ela deslizava o corpo para baixo. Apesar do jeito inocente, eu sempre achei Bella sexy. E ela ultimamente estava me deixando louco com aqueles mini-vestidos.

Eu nunca senti isso, nunca amei tanto alguém assim. E nós sequer transamos ainda.

- Eu já disse o quanto você está linda hoje?

Ela sorriu tão amplo que eu era capaz de contar todos os seus dentes.

- Sim. Você já disse isso hoje.

- E eu não vou parar de dizer. Você está dolorosamente linda. A mais linda da festa. E não me admira que aquele cara tenha se aproximado de você ao vê-la aqui sozinha.

- Então acho melhor você não sair de perto de mim. – ela piscou o olho.

Aproximei nossos corpos para sussurrar em seu ouvido.

- Eu não vou desgrudar de você nem um segundo durante toda a noite. – avisei, mordendo levemente o lóbulo.

Meus braços entrelaçaram novamente a sua cintura e as minhas mãos fincaram nas covinhas em suas costas. Afundei-me novamente com o rosto em seu pescoço e permaneci ali, mesmo quando a música terminou e fora substituída por alguma que eu não conhecia. Ela colocou novamente os braços atrás do meu pescoço.

E nós não nos afastamos. E nem dançávamos mais.

Comecei a beijar-lhe o pescoço enquanto continuávamos abraçados e fui subindo com meus lábios até o seu queixo, chegando finalmente à sua boca.

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Era um beijo diferente do que já havíamos trocados antes. Tinha sabor de álcool, de frutas, várias gostos misturados e talvez fosse o mais desesperado também. Beijávamos com urgência, com paixão, com fervor, nossas línguas se enroscando num ritmo frenético e eu já estava pensando na possibilidade de passarmos mal pela falta de ar.

Fora só quando percebemos que precisávamos de um pouco de oxigênio para continuar a viver que nos afastamos, apenas nossas testas se tocando. Permaneci de olhos fechados, sentindo-a respirar com dificuldade, eu respirava com dificuldade também. Isso era tão bom.

Beijei levemente o seu ombro e só então percebi que os outros já haviam voltado para mesa.

- Vamos voltar para nossa mesa. – falei, pegando a sua mão.

Quando chegamos à mesa, todos os olhares estavam direcionados a nós.

- Achei que tinham esquecido que não estavam sozinhos. – comentou Emmett enquanto nos sentávamos.

- A gola da sua camisa ex-branca está toda suja de batom. – avisou-me Alice.

- Não tem problema. – sorri, me aproximando de Bella e a beijando. Porque isso nunca me cansava.

- Ugh, gente. Logo é Ano Novo e vocês podem ficar fazendo isso num quarto. – comentou Rose.

Bella apenas sorriu para a irmã. E eu estava ansioso para que essa hora chegasse.

- Bella, pedi dois daiquiris. Esse é seu. – disse Alice, arrastando a taça pela mesa.

- Obrigada, Alice. – agradeceu, pegando a bebida.

- Bella, não acha melhor parar com a bebida por hoje? – adverti.

- Não. – disse ela, beijando-me brevemente nos lábios. – É Ano Novo, e eu não bebi muito. – acrescentou, tomando um gole do daiquiri pelo canudo.

"Faltam vinte minutos para o Ano Novo". Disse o DJ fazendo a galera gritar excitada.

- Oh, Deus. Eu preciso retocar a maquiagem. – disse Debby.

- Vou com você. A minha também já deve estar um horror. – comentou Rosalie.

- Bella, a sua também. O seu batom já era e isso é culpa do Edward. – disse Alice.

Bella deu mais um gole do daiquiri e virou-se para mim.

- Vou ao toalete com as meninas. – beijou-me, fazendo menção de se levantar. Até que eu a puxei pelo braço, a impedindo.

- E sobre aquele assunto de eu não sair de perto de você? – murmurei baixinho.

- Não vou demorar. Só vou retocar o batom para você tirar de novo. – disse e saiu com um sorriso nos lábios, se juntando às outras. Não fiz nenhum comentário. Definitivamente vou tirar todo o batom. E quando chegarmos em casa, tirarei também a sua roupa, e o que tiver pelo caminho.

Assisti à medida que ela se afastava, balançando os quadris de forma natural enquanto caminhava.

Sacudi a cabeça e preparei outra dose de whisky para mim.

- Ed, Bella ainda é virgem? – Emmett perguntou, me fazendo cuspir todo o whisky que acabara de colocar dentro da minha boca. Jasper e Ricky começaram a rir.

- Por que você quer saber? Isso não é da sua conta. – respondi, limpando a boca com o guardanapo.

- Cara, relaxa aí. Não precisa ficar nervoso. Só perguntei porque eu não sei como você está agüentando esse tempo todo sem sexo. Só por isso.

- Isso foi inconveniente, cara. – comentou Ricky.

- Homens falam sobre essas coisas. – respondeu meu irmão mais velho.

- Não dá ouvidos, Ricky. Emmett é um idiota. – comentei irritado, bebendo a minha dose.

- E eu não sei? – ele disse, dando um leve soco no braço de Emmett. – Em poucos meses já me acostumei. Relaxa, Edward. Você como irmão deve saber mais do que eu que esse é o jeito dele.

- Só falo o que penso. Pena que isso afeta tanto as pessoas.

- Admiro que você seja assim, Emm. – falei. – Só guarde para você as merdas que não lhe diz respeito.

- Ok, saquei. Não está mais aqui quem falou. – ele disse erguendo os braços em um sinal de rendição.

Durante alguns minutos, ficamos os quatro em silêncio apenas curtindo nossas bebidas e olhando ao redor. Eu estava olhando na direção do toalete, esperando Bella aparecer.

- As meninas estão demorando e daqui a dez minutos começa a contagem regressiva. Precisamos pegar um bom lugar na sacada para ver a queima de fogos. – comentou Ricky, quebrando o silêncio.

- Bom, ali vem elas. – disse Jasper.

Finalmente. Já estava pensando em pegar de volta minha namorada.

Bella havia retocado o batom e se fez mais alguma coisa no rosto eu não poderia dizer. Não entendia um grama dessas coisas de maquiagem. A única coisa que poderia afirmar com convicção era o quanto ela era linda com ou sem isso.

Ricky comentou o mesmo que um minuto atrás para as garotas assim que elas se aproximaram da mesa.

- Vamos para a sacada que em poucos minutos começa a queima de fogos. – disse Emmett, se levantando e pegando Rosalie pela mão.

Bella veio até meu encontro e então me levantei devagar. Porém, por alguma razão perdi o equilíbrio e quase caí ao tentar me segurar na borda da mesa.

- Whoa!

- Edward, você está bêbado? – perguntou Bella rindo enquanto tentava me ajudar a me equilibrar.

Acho que estou ficando um pouco embriagado.

Misturar bebidas não era um bom negócio. Eu bem sabia.

- Não. Quero dizer, não sei. – eu comecei a rir. – Acho que só perdi o equilíbrio.

Passei a mão esquerda pelo meu cabelo enquanto colocava o meu braço direito por cima do seu ombro, e fomos andando até nos juntarmos aos outros.

"Faltam cinco minutos para o Ano Novo". Avisou o DJ.

Bella encostou-se no parapeito e eu me coloquei por trás dela, colocando meus braços ao seu redor porque esta era uma noite fria. Ela encostou a cabeça no meu peito e a pressionei contra a sacada, beijando-a no pescoço.

- O que é isso que estou sentindo atrás de mim? – perguntou em voz baixa, e eu tensionei ao ouvir aquelas palavras.

Eu realmente ouvi isso?

Eu sabia que ela se referia à protuberância evidente na parte da frente da minha calça, que sem segundas intenções da minha parte estava pressionada à sua bunda. Mas ouvi-la falar assim abertamente pegou-me de surpresa.

Acho que eu não era o único embriagado.

- Você quer mesmo que eu diga? – sussurrei no seu ouvido.

- Na verdade, não. – ela soltou um riso. – Eu sei o que é. – completou, se recompondo.

Droga, eu queria que ela continuasse com o joguinho de palavras.

Tudo bem, talvez foi melhor assim. Não confio em mim quando estou bêbado e talvez eu acabasse falando alguma merda que me fizesse se arrepender depois.

- O que vocês tanto cochicham? – perguntou Alice ao nosso lado. Jasper também estava por trás dela, mas não tão junto como eu estava a Bella, ele mantinha uma certa distância.

- Alice, vai cuidar da sua vida. – reclamou Bella sorrindo.

- Edward, suspenda a bebida para essa garota!

- Bem, a bebida terá que ser suspensa para o Edward também. – avaliou Jasper.

- Oh. Deus. Vocês estão bêbados e vão dormir juntos. Isso não vai dar certo. – Alice sorriu.

- Nós não vamos fazer nada, apenas dormir. – disse Bella a ela.

- Isso é o que você pensa. – sussurrei em seu ouvido e senti ela se arrepiar.

- Eu sei. – ela disse baixinho. – Aquele lance de repetir o que fizemos aquele dia, lembra? – falou e não vi um rubor no seu rosto.

- Quem é você e o que você fez com a minha Bella? – perguntei, talvez um pouco alto demais.

- Acho que ela saiu para passear. – disse Bella com um sorriso perverso nos lábios.

- Vocês querem parar com isso? – pediu Alice, tapando com as mãos os ouvidos.

Antes que pudéssemos responder, ouvimos as pessoas na festa começarem a contagem regressiva.

"30... 29... 28... 27..."

Bella se soltou dos meus braços e se virou, ficando de frente para mim. Coloquei meus dois braços em cada lado da sua cintura enquanto nos olhávamos intensamente.

- Eu te amo, Edward. – ela disse enquanto passava a mão suavemente pelo meu rosto.

"20... 19... 18..."

- Eu também te amo. Muito. – meus olhos estavam fixos aos dela.

"14... 13... 12..."

Estávamos nos encarando profundamente enquanto todos ao nosso redor gritavam durante a contagem regressiva.

- Eu quero beijar você. – falei.

"09... 08... 07..."

Meus olhos se focaram em seus lábios, e observei quando ela mordeu o lábio inferior.

"03... 02... 01."

Bella colocou os braços ao redor do meu pescoço e esmagou os lábios contra os meus.

"FELIZ ANO NOVO."

E então começaram os estrondos. Fogos de artifícios cortavam o céu de Sacramento anunciando a chegada do ano de 2010, explodindo e iluminando a noite com todas as cores ao mesmo tempo em que Bella e eu nos beijávamos demoradamente profundo e apaixonadamente. Eu pressionei ainda mais o seu corpo quente contra o parapeito enquanto as pessoas gritavam, se abraçavam e sorriam de felicidade.

Não eram apenas os fogos de artifício, eu também me sentia explodindo por dentro.

Se existia alguém capaz de morrer por estar sentindo tanto amor no peito, tanta felicidade, pode ter certeza que nesse momento esse alguém era eu.

Esse estava sendo, sem sombra de dúvida, o melhor Ano Novo da minha vida.

Os nossos beijos foram ficando curtos, mais lentos e já não usávamos a língua. As mãos de Bella nos cabelos da minha nuca estavam mais frouxas e eu já não a pressionava com tanta força contra o concreto do parapeito. Ela puxou o meu lábio inferior com os dentes e depois deu-me um beijo estalado, afastando-se para me olhar. Ela sorriu e seu rosto irradiava felicidade.

- Feliz Ano Novo, Edward.

- Feliz Ano Novo. – sussurrei para ela, capturando seus lábios de volta.


x-x-x-x-x-TSA-x-x-x-x-x

Eu a puxei contra mim, extremamente cansado de dançar, de beijar e frustrado por não poder fazer mais que isso por ainda ter pelo menos duzentas pessoas em nossa volta. Olhei para o relógio do meu pulso, vendo que faltavam quinze minutos para às duas horas da manhã.

Senti as mãos de Bella novamente puxarem os fios do meu cabelo da nuca. Então mandei para o inferno o fato de estarmos em um local público e a puxei pela cintura, colocando-a sentada com as pernas de lado no meu colo. Ela sorriu se mexendo meu colo, sentindo o que nenhum homem consegue esconder quando estava excitado.

Sim, nós dois estávamos meio bêbados. Ou praticamente todos na mesa. Ou da festa.

- Você fica rindo. – coloquei minhas mãos atrás da sua nuca, correndo meus dedos pelos fios macios do seu cabelo e a puxei para um beijo. – É bom ser mulher nessas horas, não é?

- Não tenho culpa se você não pode me sentir também. – murmurou divertida.

Puxei a sua cabeça para aproximar a minha boca do seu ouvido.

- Olha que eu posso enfiar o meu dedo por dentro do seu vestido. – falei acariciando a sua coxa com a minha mão livre. Ela estremeceu sem tirar o maldito sorriso do rosto.

- Você não seria capaz de fazer isso com tanta gente olhando. – ela disse com os olhos bem próximos dos meus.

- Então não me provoque. – falei dando algumas sugadas, mordidas e puxadas em seus lábios.

- Você seria capaz, Edward? – senti sua língua quente dentro da minha boca.

- Bella... – a adverti contra os seus lábios.

Ela sorriu enquanto nos beijávamos, remexendo-se no meu colo.

- Tudo bem. Chega. Vamos para casa. – anunciei tocando-a na cintura e tirando-a do meu colo, levantando-me da cadeira em seguida.

- Vocês estão indo? – perguntou Jasper ao chegar à mesa com Alice, que voltavam da pista de dança.

- Sim. Bella está com sono. – menti.

- Vocês vão ficar até amanhecer? – perguntou Bella.

- Não. Emmett está muito bêbado. – apontou Rose para uma mesa onde Emmett estava com Ricky, ambos conversando com um grupo de amigos do trabalho.

- Nós estamos indo embora. – eu disse. – Foi um prazer Debby, diga a Ricky que deixei um abraço.

- Foi um prazer também, Edward. Até qualquer dia, Bella. – disse ela, sorrindo.

- Até mais, Debby. – Bella sorriu.

- Edward, você acha que consegue dirigir? – perguntou meu irmão gêmeo, preocupado. O único homem sóbrio da mesa.

- Sim. Eu vou devagar. – disse a ele. – Vamos. – olhei para Bella.

Ela sorriu e assentiu com a cabeça.

- Vejo vocês mais tarde. – falei, saindo após isso.

Puxei Bella mão, enquanto tentávamos andar a passos apressados. Mas no estado em que nos encontrávamos era praticamente impossível andar rápido sem que batêssemos em algo ou alguém.

Mas tínhamos muita, mas muita pressa de sair logo dali.

O elevador demorou o que pareceu uma eternidade para subir. Quando ele finalmente chegou, Bella e eu praticamente voamos para dentro dele.

Agora estávamos a sós. E então eu poderia provocá-la um pouco.

Eu a imprensei contra o metal do elevador, e subi a minha mão pelas suas pernas, erguendo lentamente o seu vestido.

- O que você está fazendo? – sussurrou Bella ao sentir minha mão na parte interior da sua coxa.

- Eu quero te sentir. – disse com a minha voz rouca. – Você disse que eu não seria capaz de fazer isso na frente de tanta gente. Estou aproveitando que não há ninguém olhando. – murmurei.

Afastei a sua calcinha de lado, sentindo o meu dedo anelar e o indicador se perderem diante de tanta umidade.

- Você está tão molhada. – disse esmagando a minha boca em seguida contra a dela, que começou a remexer suas pernas.

- Edward. Isso é tão bom. – ela gemeu, jogando a cabeça para trás.

- Vai ficar ainda melhor quando chegarmos em casa. – sussurrei vendo-a fechar os olhos, sensível ao meu toque.

O elevador chegou no térreo e eu tirei no mesmo instante os dedos da parte íntima de Bella. Desci o seu vestido antes que a porta se abrisse.

Caminhamos até o estacionamento e chegando lá, comecei a apertar o botão do controle do alarme do meu carro, procurando pelo Volvo que eu não conseguia me lembrar onde tinha estacionado.

- Edward. Isso está demorando uma eternidade. – bufou Bella ao meu lado.

- Calma, eu vou encontrar o carro. Não há tantos Volvos nesta cidade, muito menos nesta festa.

- Ugh, meus pés estão doendo! – reclamou parando.

- Tira os sapatos. – falei para ela enquanto varria o estacionamento com os olhos.

Quando finalmente avistei o Volvo ao longe, virei-me para Bella para falar que eu o havia encontrado, mas não consegui dizer uma só palavra quando olhei o que ela estava fazendo, ou melhor, a posição que ela se encontrava.

Bella estava de costas para mim, a palma da sua mão esquerda encostada numa pilastra enquanto que com a outra ela tentava tirar o sapato do pé esquerdo. O tronco dela estava ligeiramente inclinado para frente de modo que o seu bumbum ficou empinado para trás, e ao ficar nessa posição o seu vestido subiu um pouco, quase mostrando o que ela tinha por baixo.

E aqui estava eu, olhando para o seu bumbum redondo e sexy coberto pelo vestido branco perolado muito justo e a minha vontade era de ir até lá e tocá-lo. E como bêbado não pensa, apenas faz, caminhei até ela e deslizei a minha mão delicadamente pelo seu traseiro.

- Você está quase mostrando tudo. – alertei sem qualquer sinal de advertência no meu tom. Aliás, tenho certeza que a minha voz saíra rouca.

Ela rapidamente se ergueu e se virou para mim com os sapatos na mão.

- Mostrando o que? – ela franziu a testa.

- O seu bumbum. Agachada desse jeito. – falei, fazendo-a dar um passo para trás, pressionando-a contra a pilastra, colocando minhas mãos em cada lado da sua cabeça.

E pela primeira vez no novo ano, ela corou.

Oh! Acho que a minha Bella tinha voltado do passeio.

Enquanto nos encarávamos, um silêncio sepulcral se instalou no estacionamento. Apenas se ouvia o zumbido da música que rolava no último andar, e o som das nossas respirações.

Inclinei meu rosto para frente e rocei meu nariz no dela, fechando meus olhos. Ela colocou as duas mãos nas minhas costas, deslizando-as suavemente para cima e para baixo. Beijei todo o seu rosto. A bochecha direita, a esquerda, a testa, o queixo. Encostei meus lábios sobre os dela quase sem tocá-los exatamente, eu não coloquei nenhuma pressão sobre eles, e ela também não o fez. Eu podia sentir a sua respiração doce contra o meu rosto, ao mesmo tempo em que ela sentia a minha. Bella separou os lábios e eu puxei suavemente o seu lábio inferior. Fiz isso mais uma vez e então ela puxou o meu lábio superior. Nossas cabeças se inclinaram para lados opostos quando eu segurei o seu rosto com as minhas mãos, aprofundando o beijo.

O que começou suave, lento, agora era intenso e caloroso. Bella juntou as mãos nas minhas costas, e quando o fez, meu corpo se imprensou ainda mais contra o dela. Coloquei as minhas mãos atrás do seu pescoço, puxando a sua boca com mais força contra a minha, e então introduzi a minha língua. Um gemido escapou da sua garganta, e quando percebi, estávamos movimentando nossos quadris enquanto nos beijávamos enlouquecidamente encostados numa pilastra de concreto.

Eu não estava agüentando o aperto dentro das minhas calças e o atrito que nossos corpos faziam ao se movimentarem estava tornando tudo pior. Eu precisava aliviar. Eu precisava dela.

Uma de minhas mãos desceram até a sua coxa, e a coloquei entre nossos corpos, passando-a por debaixo do seu vestido. Passei a minha mão por toda a extensão da sua intimidade, por cima da calcinha, notando que o tecido era de renda. Quando afastei a calcinha para o lado e mais uma vez afundei meu dedo indicador pela umidade que se espalhava pelo sexo dela, Bella juntou as pernas, prendendo as minhas mãos e apertando minhas costas com força, trazendo-me mais para perto do seu corpo .

- Vamos para o carro. – sussurrei contra seus lábios e a puxei pela mão antes que ela pudesse responder algo.

Ao chegarmos ao Volvo, abri a porta para Bella.

- Vá para o banco de trás. – pedi suavemente e assim que ela entrou, fechei a porta, caminhando para o meu lado, mergulhando para dentro do carro rapidamente.

Fui para o banco de trás, e em seguida desloquei os dois assentos dianteiros para frente, tendo assim mais espaço para nós.

De repente me vi tenso e o meu coração acelerou quando me virei e a vi sentada, me olhando com expectativa.

Nós íamos mesmo fazer isso?

A primeira vez dentro de um carro?

Na noite de Ano Novo quando estávamos bêbados?

Passei minhas mãos nervosamente pelos meus cabelos.

- O que foi? – ela perguntou baixinho.

- Bella, eu... nós não...

- Não precisamos ir até o final. – ela me cortou, como se adivinhasse os meus pensamentos.

- Eu só... – parei no meio da frase, ainda com a mão nos meus cabelos. – é que eu não queria que fosse assim, dentro de um carro, no estado em que estamos.

- Eu sei. – ela sorriu. – Eu também não quero que seja assim.

Nossos olhos ficaram fixos um no outro, então inclinei meu corpo para frente e a beijei nos lábios. Eu podia senti-la tremer. Eu estava tremendo. A minha língua mergulhou dentro da sua boca, e ela a sugava num ritmo lento, gostoso, que eu não queria que parasse tão cedo.

Enterrei meu rosto no seu pescoço, ora lambendo, ora beijando, ora dando leves mordidas. Estava difícil me conter enquanto ela contorcia o quadril contra a minha excitação. Acariciei a sua coxa carinhosamente e após trocarmos alguns selinhos, nos afastamos.

Ela me ajudou com os botões da minha camisa, e assim que ela estava fora, puxei o vestido de Bella para cima, que levantou um pouco o quadril do assento para que ele passasse livremente, então a ajudei a passá-lo pela sua cabeça. Parei alguns instantes para admirar o conjunto de sutiã sem alças e calcinha de rendas branca, que segundos depois já não estava mais no seu corpo e sim no chão do carro.

Suas mãos foram até o botão da minha calça, abrindo-o. Deslizou o zíper para baixo e depois fiz o trabalho sozinho, descendo a calça, tentando passá-la pelas minhas pernas quando bati com a minha cabeça no teto do carro, amaldiçoando baixinho. Ela riu e eu tive que rir junto, me sentando ao seu lado para finalmente passar a calça pelos meus pés.

O alarme do carro disparou de repente.

- Merda. – xinguei e levantei-me rapidamente para desligá-lo.

Voltei-me para Bella e fiquei parado olhando o seu corpo nu na minha frente. Ela era tão linda, tão pequena, tão perfeita. Eu não estava numa posição muito confortável. Estava meio em pé, meio agachado, com a cabeça abaixada para não batê-la no teto, mas não me importava nem um pouco ficar nessa posição a madrugada toda enquanto a admirava sentada tão exposta no banco do meu carro.

Meu coração começou a acelerar de novo em meu peito e eu comecei a ofegar quando senti seus dedos no cós da minha cueca.

E no minuto seguinte a minha boxer estava nos meus pés.

Olhamos ao mesmo tempo para o meu membro, que estava totalmente ereto, na mesma altura da sua cabeça, pronto para ela. Bella deslizou sua mão pequena e quente por toda a minha extensão, com movimentos leves para baixo e para cima, olhando o tempo todo para ele enquanto o acariciava suavemente. Era tão bom sentir a sua mão nele. Era tão bom assisti-la acariciando ele.

E então ela desviou os olhos do meu membro e seus olhos encontraram os meus. Sorri para ela, que sorriu para mim de volta. Ela mordeu o lábio, voltando a olhar para a sua mão em meu membro, apertando-a ao redor dele com um pouco mais de força, fazendo-me gemer de tanta excitação. Fechei meus olhos enquanto aproveitava a sensação, porém segundos depois ela já não me tocava mais.

Abri os meus olhos e quando olhei para baixo, congelei. Ela colocava a língua para fora e então lambeu vagarosamente a cabeça do meu pênis. Estremeci ao sentir a sua mão segurar a base enquanto ela mergulhava o meu membro totalmente dentro da sua boca úmida.

Ela começou a deslizar com a boca por toda a minha extensão, o seu hálito quente provocando uma onda de prazer que eu nunca sentira antes. Soltei um silvo. Porque isso era realmente bom pra caralho.

Bella puxou a cabeça para trás, sem tirar o meu membro completamente de dentro da sua boca, sugando um pouco na ponta, fazendo me contorcer e bater com a cabeça no teto do carro. Busquei apoio colocando a minha mão no assento dianteiro do Volvo, sentindo Bella inclinar a cabeça para frente enquanto colocava novamente todo o meu pênis em sua boca pequena.

E então ele bateu em sua garganta. E eu rosnei.

- Merda, Bella. Isso é tão... ugh... tão bom. Você está me matando aqui. – falei apertando os olhos.

Ela tirou meu membro de sua boca. Olhei para baixo e os meus olhos bateram diretamente nos dela.

- Estou fazendo do jeito certo? – perguntou, hesitante.

- Sim, linda. É Exatamente assim. Você está indo muito bem. – respondi, vendo-a sorrir e colocar meu pênis novamente em sua boca sem tirar os olhos de mim.

Tenho certeza que nesse momento a expressão do meu rosto mudou. Porque a visão dela com o meu membro em sua boca movimentando-se para frente e para trás deixou-me completamente desnorteado.

E então ela fechou os olhos, continuando a me matar lentamente.

Comecei a amaldiçoar mentalmente apertando meus punhos no assento do carro. Hesitantemente levei uma de minhas mãos em seu cabelo, lutando contra a vontade de empurrar a sua cabeça contra o meu membro com força. Puxei os fios de cabelos que caiam pela sua face, porque eu queria olhar em seu rosto enquanto ela me tinha em sua boca.

Bella ergueu a mão livre até a parte de trás da minha coxa, quase alcançando a minha nádega, e assim que senti a sua mão lá, o meu quadril se inclinou para frente involuntariamente, fazendo com que meu membro batesse novamente em sua garganta.

Minha respiração estava visivelmente irregular agora que eu sentia que estava vindo.

- Bella... ahhh. – eu gemi. – Eu estou quase gozando. Quando eu pedir, você para. – avisei, minha voz quase não saindo dos meus lábios.

Não tenho certeza, mas acho que a partir do que eu disse, ela passou a colocar mais velocidade nos movimentos. Cerrei os dentes, fechando os olhos enquanto me contorcia e choramingava baixinho. O cabelo dela parecia um ninho em meus dedos, e eu senti o suor que se concentrava em seu pescoço por causa do calor que fazia dentro do carro. Eu estava suado também.

E eu estava por um fio.

- Bella, eu vou gozar. – anunciei, mas ela não parou, continuando a movimentar a sua boca quente por toda a minha ereção.

Abri os olhos e só então percebi que os vidros do carro estavam embaçados. Mas quando decidi olhar para baixo e vi os seus lábios inchados em torno do meu pênis, eu sabia que era a minha morte. Eu sabia que não ia agüentar mais que dez segundos, então avisei pela última vez.

- Bella! Vou gozar, por favor, pare! – e dessa vez ela parou.

No mesmo instante em que o meu membro pulsante perdeu o contato do hálito quente de Bella, eu gozei. Enlouquecidamente. Em cima das coxas dela.

Eu caí no banco ao lado dela totalmente sem forças, sem vida. Minhas pernas tremiam e eu tentava encontrar a minha respiração perdida. Eu estava com a cabeça jogada para trás, a boca aberta e as mãos jogadas ao lado do meu corpo.

Quando percebi que podia me mexer, olhei para o lado. Bella me olhava curiosa.

- Você acabou de cometer um assassinato aqui. – Eu sorri, fechando os olhos.

Ela sorriu também, e o som da sua risada era tão delicioso.

- Já vi que eu terei que dirigir agora. – ela disse e eu abri os olhos, vendo-a pegar a minha camisa para se limpar.

Com um movimento rápido, tirei a camisa de sua mão e limpei o meu gozo espalhado pela suas coxas.

- Por que está dizendo isso? – perguntei, terminando de limpá-la e jogando a camisa para trás.

- Porque alguém aqui está morto. Não foi você mesmo que disse que eu havia cometido um assassinato? – ela sorriu.

Ajoelhei-me no chão do carro de frente para ela e coloquei minhas mãos em cada joelho dela, afastando suas pernas.

- Você já ouviu falar em ressurreição?

E antes que ela pudesse responder, afundei meu rosto no meio de suas coxas.


x

Notas finais
E então como estão após esse final super HOT??? Que olhe, foi um trabalhão para terminar...
Jesus, esse Edward.. onde se compra um desses??? kkkkkk
Espero que vocês tenham gostado e estou ansiosa pela opinião de vocês. Mais uma vez, PACIÊNCIA, o dia está chegando. Não queriam que a primeira vez fosse num carro, ambos com o cérebro cheio de álcool né??
HAHAHA
Mais uma vez, espero reviews e agradeço de coração todos os reviews anteriores, as indicações e quero me desculpar por não ter tempo de responder. Gostaria MUITO!!
Nos vemos no próximo capítulo.
Beijos da Patti